Bela e a Fera - O conto continua
1 A maldição
Notas iniciais
No crepúsculo de um dia de verão, Bela e a Fera estavam passeando pelo seu vasto jardim de flores onde as rosas predominavam a maior parte. O príncipe olha para sua linda esposa que parecia chateada e pergunta a fazendo parar quando ia passar em um arco de rosas brancas de seu jardim:
—O que foi, meu amor?Parece triste.
—Já estamos casados a um ano, não tivemos nem um...
—Filho?
Bela se impressiona com o marido, mas responde com um gesto da cabaça dizendo sim.
—Sim. Eu estive pensando nisso. Mas, tudo em seu tempo, meu amor.—Pega a mão de Bela e dá um suave beijo a fazendo sorrir ao marido e continuarem a sua caminhada pelo jardim.
Meses se passaram...
Em uma tarde de outono, Bela, Fera e Maurice estavam jantando, como todos no castelo. Porém Bela não perecia se sentir bem então seu pai a questiona:
—Minha filha, está se sentido bem?
—Só estou um pouco enjoada e ...—Comenta ela colocando a mão direita na testa.
A única coisa que precisava ouvir para o pai parar sua refeição e sair correndo para chamar um médico. Depois do médico chegar, Maurice ficou inquieto enquanto o médico examinava Bela. Mas, por fim, o senhor chega a uma conclusão e olha para o pai desesperado que logo pergunta:
—Então, doutor?O que minha filha tem?
Ele rir.
—Sua filha não tem nada. Quer dizer, não nada. Bem...Ela está gravida.
Bela abre um sorriso de felicidade que não abria a muito tempo enquanto seu marido a abraça com a mesma expressão no rosto. Seu pai fica uns minutos desligado, mas logo se religa e abraça a filha, dizendo:
—Parabéns, minha filha! Sua mãe estaria orgulhosa.
Os nove meses passam muito rápido até que um dia:
O castelo amanheceu com um choro de uma criança, uma criança linda e saudável. O príncipe chega correndo no quarto onde estava sua esposa ,e quando chega a vê com a bebê no seu colo, sua filha. Quando Bela vê o marido, diz ela:
—Beatrice. Seu nome vai ser Beatrice.
—Beatrice. Não podia ser melhor o nome para nossa pequena.
E então, não consegue conter a alegria e manda chamar todos do castelo para ver sua filha, com todos lá pede que convidem todos de todos os reinos para o batizado da menina que seria em breve.
E chega o grande dia...
Todos os convidados estavam no grande salão, presenteando a pequena. Todos usando suas melhores roupas e trajes, pratos de ouro e prata e felicidade que não dava pra conter. Quando se ouve as cornetas, a fada Flora começa com sua varinha:
—Como se sabem: Quando uma princesa nasce é tradição ganhar três presentes mágicos vindos de nós fadas.—Ela se vira para o berço onde estava a criança—Minha princesa:Lhe darei uma voz divina.
Veio a segunda fada:
—Lhe darei sabedoria para governa.
E a terceira fada que estava encapuzada, mostra seu rosto: Era Malévola.
—Que linda criança. Seria tão ruim se algo lhe acontecesse...—Diz a bruxa a segurando no colo.
Bela corre em sua direção e implora:
—Por favor, não a machuque. Eu imploro, por favor!
—Pois, bem. Não farei nada a criança, mas não quer dizer que terá um final feliz que nem Aurora...—Ela pega seu cetro e diz—Eu amaldiçoou essa criança, será uma fera como o pai, para sempre!
Depois das palavras ditas a pequena começou a se transformar em uma pequena fera. O rei chega perto e pega sua filha:
—Porquê?
—Não gosto de finais felizes.—E desaparece na escuridão.
Bela começa a clamar por ajuda:
—Fada!Por favor!Ainda não a concedeu seu presente, a ajude!
—Não posso fazer nada para ajudar, mas...Não, não...
—Diga Primavera!—Grita Flora.
—Posso fazer um feitiço onde ela terá tempo até seus 19 anos para conseguir seu amor verdadeiro, depois disso, fera para sempre.
—Que assim seja!—Disse o rei.
—Querida princesa, eu reescrevo seu destino: Quando a ultima pétala dessa rosa cair, terá que encontrar seu verdeiro amor, ou senão varará fera para sempre.—Assim que foi dito aparece uma linda porém mortal rosa onde mostrava o tempo que a Beatrice tinha para encontrar o amor verdadeiro.
O dia, que deveria ser de comemoração, se tornou de tristeza e mágoa. Depois de hospedá todos, Bela chorou desamparada em seu quarto, quando se ouve bater na porta:
—Bela posso entrar?—Era Jasmine.
—Sim.—Responde enxugando as lágrimas.
Quando a princesa entra no quarto, senta na cama e diz:
—Não precisa esconder sua tristeza, meu bem.
Bela deita no colo dela e volta chorar:
—Queria que isso não tivesse acontecido. A pequena não tinha crescido direito e se transformou em uma fera. Uma pequena linda fera.
—Você não tem culpa do ocorrido.—Disse Aurora que havia chegado—Eu cresci com uma maldição que nem eu sabia. Mas, tenho certeza que ela encontrará o amor verdeiro.
—O amor leva tempo. Imagine o amor verdeiro. Não vou obrigá-la a amar alguém, mas, não quero que ela se sinta mal com sua aparência.—Fala a Bela.
—Tudo acabará bem acredite—Diz Jasmine dando um beijo em sua bochecha.
19 anos depois...
—Querida já vamos sair!—Grita Bela enquanto passava pelo quarto de Beatrice.
—Já vou mãe!—Responde Beatrice enquanto amarrava o laço azul que tanto amava e terminado de colocar seu lindo vestido amarelo com um humilde casaco azul.
Ela pega suas malas e sai correndo para carruagem que estava pronta para sair. Joga suas coisas em cima, entra e senta do lado do pai que a encara:
—O que foi?
—Poderia ter demorado menos...—Fala ele.
—Você não tanto pelo pra desembaraçar.
—Quando eu era fera, eu não demorava tanto pra me arrumar.
—É porque os empregados que te arrumavam. Eu gosto de me arrumar sozinha.
—Tá bom, vocês dois.—Fala Bela tentando segurar o riso ao ver os dois discutindo.
—Sim, senhora.—Ela olha para o castelo—O vovô vai ficar bem?
—A madame Salová vai cuidar dele junto com o Zip.
—A senhora que sabe. Agora vamos para Honoris, mal posso esperar para conhecer esse reino que falam tão bem. Eu li que eles tem um ótimo comercio!
—Parece sua mãe!—Fala o seu pai.
—Eu só lei fatos, papai, fatos!
O reino era perto então não perderiam muito tempo de viajem, mas até lá, Beatrice não sabia o que a esperava.
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