Bela descoberta

2 É o fim? - Parte1


Notas iniciais
Fiquei muito feliz com todos os comentários. Muito obrigada, mesmo! Eu gostaria de deixar claro que nos primeiros episódios, os protagonistas ( Cobra e Karina ) se sentirão divididos, por conta de seus outros amores. Espero que gostem!

Ao dizer tais palavras, Cobra se deu conta da intensidade da frase. — Todos nós precisamos de você. Afinal, com quem eu lutaria escondida no QG? E pra quem eu diria para não ter tantas inseguranças? E o seu pai? Com quem brigaria para não treinar muay thai tanto assim ? — Disse tentando concertar o erro. A tensão que havia se formado nos ombros de Karina, se desfez. Porém as lágrimas começaram a sair com mais intensidade. — Mas ainda dói, Cobra — Disse Karina, chorosa. — Isso agente supera junto, é pra isso que servem os amigos. E o seu pai? — O moreno passou a mão no cabelo — Como você acha que ele está se sentindo com tudo isso? Com a própria filha tentando se matar? — Eu nem sei se ele é mesmo o meu pai — Vociferou Karina. Ao ouvir isso, Cobra explodiu. — Como você pode dizer isso? Ele te criou com todo o amor que tinha e por conta de uma conversa um tanto duvidosa, você simplesmente fala isso. CHEGA DE DRAMA! — Berrou o rapaz. Ao ouvir os gritou de Cobra, Gael entrou velozmente no quarto do hospital. — Sai daqui, Cobra. Agora! — Ordenou o homem, se aproximando da filha. — Mas ela tem qu... — Ou você sai, ou eu chamo os seguranças — interrompeu Gael.

Três dias haviam se passado. Três dias de angústia para o Cobra, por não ter notícias da amiga. No dia anterior, Jade havia visitado ele. Porém mesmo com a companhia dela, seu pensamento estava em Karina. O dia estava nublado, sem vida. O QG estava aberto, apesar de vazio. Cobra estava sentado em frente ao local, pensativo. Após algum tempo na mesma posição (cotovelos nos joelhos e mãos no rosto) Cobra avistou um carro preto chegando. Ele sabia à quem pertencia o carro. Gael e Karina desceram do carro e entraram no apartamento onde moravam. Ao ver tal cena, Cobra entrou no QG e pegou o celular.

– K, eu preciso te ver. As 21:00 no QG.

Após mandar essa mensagem, o garoto sentou em uma cadeira, e permitiu que suas memórias o levassem para o dia em que a amiga e ele se conheceram.

Flash back on: Cobra estava de carro, chegando ao seu novo endereço. Uma coisa prendeu sua atenção. Uma placa sobre aulas de Muay thai. Quando o rapaz olhou pra frente, ele se deparou com um garoto de olhos azuis e freou o carro, bruscamente. seu primeiro impulso foi sair do carro. O garoto que estava no chão, logo ficou em pé. — Você não olha pra frente quando dirige, cara? — Disse o garoto. Sua voz era fina, feminina. Ao olhar melhor, a voz e a silhueta deixam claro para Cobra, que se tratava de uma menina. — Desculpa, eu nã... — Da próxima vez, eu não respondo pelos meus atos — Interrompeu a menina, indo embora em seguida. Flash back off.

As horas se seguiram com Cobra revesando entre usar o computador, atender um cliente ou outro e dar golpes no saco de boxe. Faltavam alguns minutos para as 21:00. O moreno não sabia se a amiga viria, na verdade esperava que ela não viesse. Porém ao olhar em direção ao apartamento dela o rapaz teve uma surpresa. Ele à viu descendo pelo poste da sacada. Um sorriso se estendeu de orelha à orelha no rosto de Cobra. Para se mostrar despreocupado, ele fingiu estar mexendo no computador, até que ela chegasse. — Oi Cobra — Disse Karina abrindo um pequeno sorriso — Por que me chamou até aqui? — K, me desculpa — O lutador ficou frente a frente com a menina — Eu não deveria ter falado tudo aquilo para você. — Não, Cobra — Karina colocou a mão no ombro do amigo — Eu precisava ouvir aquilo de alguém. O rapaz olhou nos olhos da amiga. Não importava o quanto as pessoas diziam que ela era parecida com um garoto. Nem o quanto ela realmente parecia. Ela era linda, meiga. Cobra sabia que não podia sentir isso, e ficava assustado por sentir. — Mesmo assim, eu... — Cobra respirou fundo — Vamos lutar? — Achei que nunca perguntaria — respondeu Karina, sorrindo.

[...]

Golpe após golpe, Cobra conseguiu imobilizar (mais uma vez) Karina com o braço em seu pescoço. — E ai amadora — Disse o lutador, ofegante — Como se sente perdendo mais uma vez? — Para Cobra — Disse rindo, também ofegante — Você já pode me soltar. — É, Cobra. Você já pode solta-la. Os dois se viraram assustados. Jade estava na porta do QG, imóvel. Os três estavam imóveis.

Notas finais
Gente, como estou no início, vou tentar escrever um capítulo por dia. Quero que vocês comentem e dêem ideias para que a história continue. Já peço desculpas se acontecer de eu esquecer algum dia.