Beijos Doces

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olááá pessoinhas ♥
Bom, devo dizer que esse ano irei postar várias ones com casais esquisitinhos, porque eu gosto e quero fazer.
Essa, em especial, foi muito fácil de escrever e eu meio que enrolei para postar.
Espero que gostem e LEIAM AS NOTAS FINAIS, ok? ok.

"Lucky I'm in love with my best friend"

Remus odiava fazer a ronda sozinho. Lily tivera um "imprevisto" — fora dar uns pegas no James — e ele ficou sozinho naquela madrugada. Era tedioso. Podia estar fazendo coisas bem mais interessantes ou batendo um bom papo com qualquer outra monitora. Mas a única emoção daquela noite até o momento era o casal do quarto ano que queria "olhar as estrelas, senhor Lupin, só isso". Ele rira da cara de pau da corvina e os liberou. Estava torcendo por alguma pia explodir "sem querer", ou que Murta estivesse espionando os dormitórios masculinos da Sonserina novamente. Qualquer coisa mais interessante.

Virou no corredor da direita no terceiro andar, que dispunha de salas meio abandonadas usadas para outras coisas mais carnais. Remus não curtia passar por lá. Odiava atrapalhar a transa dos outros, puta coisa de gente mal comida. Apertou o passo quando ouviu uns gemidos femininos vindo do final do corredor. Quem quer que esteja ali não era muito discreto, pensou. Quando estava pronto para sair dali, uma figura loira com roupa amarrotada abriu lentamente a porta de uma das salas, incrivelmente sorridente. Assustou-se quando viu Remus, depois olhou para a porta e riu baixinho.

Narcissa Black sussurrou um "Não conte ao Lucius" divertindo-se com o flagra. Remus limitou-se a concordar com a cabeça. Ela agradeceu e correu em direção ao Salão Comunal da Sonserina. Deixou o loiro curioso. A sonserina tinha fama de ser boa moça, e até então, virgem. Quando a porta abriu novamente, e um par de olhos castanhos espionou pela frestinha, ele revirou os olhos, irritado. Mais irritado do que iria admitir um dia.

Emmeline Vance sorriu marota para ele. Os cabelos castanhos num corte em camadas estavam bagunçados e davam um ar selvagem que Remus tanto gostava nela. A camisa ainda estava aberta e deixava a mostra seus seios fartos, cobertos apenas por um sutiã vinho de renda. Remus desceu o olhar para a barriga dela. A saia cintura alta estava curta demais para ser usada como uniforme e deixava boa parte das coxas grossas da grifinória a mostra, apenas para tortura-lo. E os saltos pretos brilhantes de fivela eram carregados pela mão esquerda. O batom, também vinho, estava borrado. Faltavam-lhe os óculos. Ela deu um passo em direção a ele, sem ligar pra o fato dele ser um monitor e ela estar quase nua muito depois do horário de dormir num corredor vazio.

Remus obrigou-se a fixar sua visão nos seus olhos. Entretanto, falhou miseravelmente. A garota despertava o mais irracional dele. James classificava como tensão sexual, devido ao lobinho não tomar a atitude necessária para possuir o furacão Vance. Já Sirius via como profunda inveja, porque ela andava pegando mais garotas do que os três juntos naquele mês.

Emmeline era uma vadia. Das melhores e mais gostosas. James falava — apenas para os marotos, pois se Lily descobrisse que ele fazia comentários sobre transas maravilhosas antes dela, o mataria — que a única vez que ficaram juntos, ela fizera loucas que ele nunca se esqueceria. Sirius limitava-se a descrever como a melhor das melhores. E Remus sabia que ela era exatamente como James e Sirius, livre demais para não fazer o que sentisse vontade. Sentia-se levemente acuado por isso.

Remus caminhou desconfortável até ela e começou a fechar os botões de sua blusa com destreza de quem já tinha aberto e fechado muitas blusas femininas antes. Ela revirou os olhos e abriu a boca diversas vezes para protestar, mas calou-se com o olhar ameaçador que ele lhe lançara. Há tempos descobrira que o garoto conseguia ser irritantemente teimoso, então deixou que o fizesse. Estava na altura dos botões dos seios quando ele olhou para ela novamente. A feição do rosto dela havia passado de diversão para exaustão. Odiava quando ele fazia o papel de bom moço. Ele era um maroto, porra. Que agisse como tal.

"Você deveria estar fazendo o contrário, Lupin", pensou alto demais, mas ainda sim fora como um sussurro, fazendo-o se inclinar um pouco para conseguir escutar. Encarou-a confuso.

"Queria que eu abrisse os botões?"; perguntou baixo e rouco, não entendendo aonde a melhor amiga queria chegar. Ela confirmou, depois negou. Por fim, fechou os olhos como rendição ao cansaço que se apossara dela em poucos minutos. Todos os resquícios do ótimo orgasmo que tivera pareciam se extinguir rápido demais. Contudo, a sensação de profunda exaustão era muito mais mental do que física; "O que você está fazendo aqui? Você sabe que as irmãs Black são problema, todas elas. Se Lucius descobre...”.

"Eu não tenho culpa de foder melhor que ele", ela comentou com falsa inocência, como se realmente não estivesse fazendo um cara perigoso de corno, o que fez Remus dar um meio sorriso, abandonando levemente o ciúmes infernal mascarado de irritação sem motivo, "Eu estava entediada".

"Jogar baralho não era uma opção? QUEM SABE LER A DROGA DE UM LIVRO? TINHA QUE TREPAR COM A BLACK? VOCÊ ESTÁ TENTANDO APANHAR DOS SONSERINOS? ELES IRIAM QUERER QUEBRAR A SUA CARA E EU IA FICAR LOUCO TENDO QUE TE PROTEGER"; gritou com mais raiva do que gostaria. Ele espera um motivo melhor. Um motivo que não fizesse ele sentir vontade de balança-la e falar poucas verdades que a deixariam devastada. As Blacks eram péssimas pessoas e andavam com pessoas piores ainda. Ela correra um perigo por nada. A raiva havia o tomado e ele balançou a cabeça, tentando parar de surtar. "Merda! Desculpe, nossa, por favor, me desculpe, Ems. Eu sei que você consegue se proteger. Eu sou... Droga".

Ele tirou a mão da sua blusa, dando espaço para a moça respirar. Passou a mão nos próprios cabelos tentando acalmar os nervos. Respirou fundo e deu um meio sorriso triste. Limpou o batom borrado dela com o polegar quando lágrimas brotaram no rosto da jovem. Ela não deixou que fluíssem. Segurou-as bravamente dentro de si, e rezou em silêncio para que não acabasse se afogando com tantas lágrimas engolidas. Aquilo quebrou o coração dele. Eles ficaram em silêncio, até que ela jogou as mãos para o ar em sinal de rendição. Esgotada.

"E-eu não s-sei o que e-stou faz-..."; ele odiava quando ela gaguejava. Só o fazia quando se sentia perdida, sozinha ou quebrada. Ele temia que fossem todas as alternativas. E mais muitas que ele não conseguia pensar. Ela desceu o olhar do mel dos olhos dele para o polegar que ainda estava em sua boca. Ele retirou imediatamente; "Eu gosto dela... Como você gosta da Meadowes"

"Emmeline..."; ele suplicou, fazendo-a olhar para o chão; "Você está fazendo isso de birra, você não gosta dela".

"EU GOSTO SIM!"; berrou com raiva. Raiva de ela estar mentindo e ansiando tanto que fosse verdade, dele estar gostando da Meadowes e achar que tudo aquilo que lhe torturava por dentro era simplesmente birra; "Você não sabe nada sobre meus sentimentos...". A voz dela saiu fraca e baixa, mas teve o pior dos resultados. Acertou Remus como mil facas voando ao seu encontro e sem nenhuma piedade, cortando seu corpo, fazendo-o sangrar.

"Eu sou seu melhor amigo"; Remus suplicou se aproximando. Colocou uma mecha do cabelo castanho rebelde dela no lugar e acariciou seu rosto suavemente. O toque familiar causou-lhe um arrepiou; "É claro que sei, contamos tudo um pro outro".

"Não, não contamos"; ela falou mais para si do que para ele, mas Remus escutou calado todos os devaneios da linda moça; "Você a ama?".

Remus desviou o olhar para a janela. Estava chovendo fraco. Como se o céu chorasse por ela. Os dias preferidos de Ems eram assim e ele sabia. Ele se recordava do sorriso de pura satisfação dela ao acordar e se deparar com uma fina garoa escorrendo pelo vidro. Ela gosta do cheiro de terra molhada, de dançar embaixo da chuva, a sensação da grama pinicando a sola dos pés, a pele ficando gelada pela água fria que caia. Ele não sabia resposta. Queria dizer que sim, que amava Dorcas com todo o seu coração. Mas não tinha certeza. Doe era perfeita, em todos os sentidos. Eram tão parecidos. Parecidos demais.

"Onde está seus óculos, Emme?"; ele desconversou olhando novamente para ela. Emmeline deu de ombros. Ela deveria ter esquecido na sala. É verdade que a miopia era foda, mas ela tava pouco se lixando para isso no momento. Conseguia enxergar de perto. Via o resto de Remus perfeitamente. O mundo que se exploda, ela não queria olhar qualquer coisa além daquele lindo rosto ou o chão.

Remus entrou na sala e observou o caos. Tudo que deveria estar em cima da mesa encontrava-se no chão. Tentou não se incomodar com o que acontecera ali até poucos minutos. Procurou os óculos redondos prateados e os encontrou em cima da mesa. Uma das lentes estava quebrada. Saiu com passos ansiosos, sem saber bem o porquê. Estava ficando louco. Aquela sala o incomodou a ponto de não conseguir respirar lá dentro.

"Você quebrou uma das lentes. Deixa-me arrumar para você", ele comentou e fez o feitiço, o deixando novinho em folha. Ela pegou os óculos impaciente quando ele lhe deu.

"Para fugir do assunto"; ela os vestiu e tudo não parecia mais tão borrado ao redor de Remus. A chuva caia mais forte la fora. Aquilo lhe dera um alento ao coração. Voltou o olhar para Remus. Ele estava tão bonito, com o cabelo dourado meio bagunçado, a barba por fazer, o uniforme impecável. Seu Remus que nunca seria seu. "Estou tão cansada da sua hipocrisia e do seu falso moralismo"

"Falso moralismo?", ele perguntou incrédulo, num tom baixo que Emme ignorou por completo.

"Você tem a cara de pau de falar da minha vida, mas nem sabe o está fazendo com a sua"; Remus ficou ofendido. Emmeline estava pouco se fodendo para isso; "Você nem tem certeza se a ama...”.

Ficou um silêncio perturbador. Remus não podia negar o que ela falara, porque era a mais cruel verdade. As bochechas da garota coraram, falara mais do que deveria, mas o garoto pareceu não perceber, estava atônico. Perdido dentro de si próprio. Despertou com dedos quentes em seu braço. Não reparara que havia fechado os olhos até que os abriu novamente. Emmeline o encarava, preocupada. Culpada. Com tanta intensidade para hipnotizar qualquer um. Ela se sentia culpada por um crime que não era dela. Era dele. Total e certamente dele.

"Tem razão", a voz saiu tão baixa que a Vance não ouviu e perguntou o que ele estava falando, ele repetiu. "Tem razão, eu não a amo", falou mais alto e com mais convicção. A moça não esperava por aquilo. Os olhos cobalto se arregalaram e a boca vermelha se abriu. Mas nada saiu dela. Nenhum som de surpresa. Nenhuma palavra formada, todas mortas na garganta.

Remus aguardou. E aguardou mais. Emmeline nada disse, apenas ficou lá, o olhando. Os dedos finos e ardentes, em contraste a pele gelada do garoto, continuavam em seu braço. Um toque leve.

"Quem você ama, Ems?", ele não percebera, as palavras saíram de sua boca roucas e sérias, por pura impulsividade. A garota se afastou automaticamente. Remus sentiu falta do calor de seus dedos. Ela deu passos largos para trás e colocou uma mecha rebelde, que insisti em lhe cobrir o rosto, atrás da orelha. Remus a conhecia bem demais para saber que estava nervosa. Largou os saltos no chão, fazendo um leve estrondo, com as mãos já livres começou a fechar os botões que faltavam da camisa. O grifinório observou o ato por alguns instantes, a renda vermelha sumindo de vista. Voltou os olhos para os delas focados no granito do piso. Permanecera totalmente muda. "Emmeline..."

Não a achamara de Ems. Nem Emme. Ou Linie. Emmeline. O nome tinha um sabor diferente agora. De todas as vezes que o pronunciara nunca havia tido um sabor tão agridoce. Ele se aproximou novamente. Os corpos próximos demais para que ele sentisse a respiração dela aquecendo-o. Em um surto de coragem vinda de nenhum lugar aparente, Emmeline levantou o olhar e o encarou. Não pensou. Ela sempre fora impulsiva ao extremo. Apesar de todos os ensaios mentais que havia feito, não conseguia pensar nas palavras que passara tanto tempo repetindo, ensaiando na frente do espelho.

"Eu sou loucamente apaixonada por você desde o terceiro ano" As palavras saíram rápido o suficiente para que ela ficasse ofegante. Respirou fundo e riu de si própria. "Antes disso, era mais uma quedinha que não passava".

A risada dela preencheu o ambiente como o primeiro raio do sol pela manhã chuvoso, aparecendo pelas brechas entre as nuvens acinzentadas. O peso de anos parecia ter voado para longe e não fazia falta alguma. Estava livre de sentimentos reprimidos. Não estava mais se afogando. Conseguira se apoiar na boia e agora flutuava pelo mar infinito. Ela sorriu abertamente para ele. Remus Lupin estava com os olhos cor de mel esbugalhados. Seu cérebro parecia funcionar cem vezes mais devagar. O sorriso do loiro cresceu lentamente, ficando tão grande quanto o dela. Ele não respondeu. Não precisou. Seu olhar transbordava todos os sentimentos que não precisavam ser ditos. Estavam sendo vistos pela garota.

Emmeline acreditava gostar de beijos selvagens e pegadas fortes demais. Como estava errada. Quando as mãos frias de Remus tocaram em seu rosto, lhe acolhendo, tão gentis e amáveis, fizeram seu coração pulsar mais rápido. O Loiro selou seus lábios nos dela e tudo para ele começou a fazer sentido. Todas as vezes que brigaram por motivos bobos, como ficadas com pessoas erradas. Os lábios da morena de abriram um pouco e Remus aprofundou o beijou. As línguas numa batalha prazerosa. As mãos do garoto continuavam onde estavam, os braços da garota envolveram o corpo musculoso em um abraço. Não tivera fogos de artifício ou uma orquestra inteira tocando Mozart. Fora uma pequena chama de uma vela, dentro do peito deles, queimando há tantos anos, e agora incendiando o resto do corpo. Ardente e delicado. O melhor beijo de todos. Era melhor que um dia de chuva. Remus a desejava de uma maneira que Emmeline nunca sonhou. Porque ele a amava. Não existiam outras pessoas. E as palavras não precisavam ser ditas. Ela sabia. Porque ela sentia o mesmo.

Notas finais
Então, o que acharam? SIM, EU SOU A RAINHA DO AMOR MAMÃO COM AÇÚCAR MESMO!
Estou numa fase mega romântica, sem motivos já que o meu crush esta namorando uma menina com muita cara de cu, mas enfim...
Façam uma escritora muito feliz e falem o que acharam ♥
Ps: Meu word deu pau, se tiver algum errinho que passou por mim, dá um toque. Agradeço desde já ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!