Beijando que se aprende

1 Beijar é melhor que comer!


Notas iniciais
Eu estava com essa short no rascunho há uns tempos, aí, decidi pegar essa tarde pra terminar ela e cá estou eu! Boa leitura e espero a opinião de vocês nos comentários ♥ Espero que gostem.

— Ei Sanji, por que as mulheres são tão importantes para você? — o moreno perguntou curioso.

Era madrugada e Zoro estava de folga da vigília da noite, Luffy fora o escolhido para ocupar seu lugar. O fato de tê-lo cuidando do navio enquanto todos estavam de guarda baixa não trazia o sentimento de segurança que esperavam, então Nami pediu que Sanji ficasse junto dele, para caso o garoto dormisse em pé e caísse na água, ou quem sabe coisa pior.

A noite escura deixava poucas estrelas clarearem o mar da Grand Line, aos poucos com a conversa entre os companheiros, o sono deles se tornava tão distante quanto a lua no céu. O loiro recostava-se a amurada do navio, enquanto o capitão permanecia deitado sobre a cabeça de seu fiel Merry. Eles trocavam poucas palavras até o momento.

— As mulheres — tragou o cigarro, assoprando levemente a fumaça ao alto. — costumam ser mais fracas fisicamente que nós.

— Isso vale para a Nami também?! — se lembrou do último soco que levara da amiga antes da janta. O cozinheiro grunhiu como resposta, sua adorada Nami-san era certamente diferente.

— A verdade é que por serem fracas em certos aspectos, procuram distribuir suas forças em outras determinadas áreas, sendo psicológicas ou não. Não acho que exista um sexo frágil, somos iguais, homens e mulheres, apenas com áreas trabalhadas diferentes. O que um não suporta o outro resiste e vice versa. — brincava com o cigarro entre os dedos, saboreando os vestígios que seu vício deixara em sua boca. — Eu faço minha parte, e protejo uma dama em seu aspecto mais fraco, apenas isso.

— Pensei que você ganhava alguma coisa em troca por ficar sempre atrás delas! Tipo um pedaço de carne, aí seria mais interessante... — Luffy babava apenas imaginando.

— Huh?! E pra que eu iria querer um pedaço de carne seu idiota? — sentiu uma veia saltar. — Mas às vezes, na maioria das vezes, sou recompensado sim! Principalmente por mulheres mais indefesas, é normal agradecer com um beijo ou um abraço, algumas fazem até mais... — Sanji abraçava seu próprio corpo sussurrando coisas que só ele entendia.

O capitão torceu a boca imaginando um beijo. Claro que nunca havia provado, mas o que poderia ter demais em duas bocas se encostarem? Simplesmente não entendia.

Continuou observando o loiro falar coisas sem sentidos, citando Nami e Robin, seus olhos tinham a forma de corações.

— Sanji — esticou o braço, cutucando-o de leve. — como é beijar? — pendeu a cabeça, esperando uma resposta.

Tudo o que o cozinheiro pode fazer foi segurar a barriga, enquanto gargalhava alto apontando para o menino. Ele era assim, tão inocente mesmo? Ficou um bom tempo dessa maneira, literalmente chorando de tanto rir.

— Luffy... — inspirava tomando ar para continuar. — Você tem aprender sozinho! — enxugou algumas lágrimas com a costa da mão, parando de rir aos poucos.

— Como assim? — perguntou confuso, não imaginava que sua dúvida seria tão ridícula assim.

— Oras, você precisa beijar alguém e descobrir!

— Me ensina?! — pulou do seu assento especial, parando de frente ao amigo.

— Tá me estranhando?! — Sanji o empurrou saindo de perto. — Isso não é algo que pode ser ensinado! Posso no mínimo te contar a sensação.

Luffy fitou o chão por alguns instantes. Ele estava determinado a aprender mais sobre isso, todos os homens do navio pareciam ter beijado antes, inclusive Usopp! Nas poucas vezes que eles ficaram sozinhos, sem a companhia de Nami ou Robin por perto, os companheiros comentavam coisas íntimas, coisas que o capitão sempre ficava de fora por não entender. O atirador da tripulação contara que em uma de suas viagens ao mar, salvara uma donzela e ela o beijara contra sua vontade. Zoro não falava muito desses assuntos, mas Chopper sabia que ele era interessado em uma mulher incrivelmente inteligente e Sanji até perdera as contas de quantas mulheres havia ficado. Esses fatos estavam estranhamente irritando o dono do chapéu de palha. Ele queria ter essa experiência também!

— Certo, então como é a sensação? — encarou o companheiro esperando que ele continuasse.

— Beijar não é como você simplesmente juntar sua boca com a de uma mulher, é um misto de emoções. Presta atenção, — puxou Luffy pelo ombro de forma que ele ficasse atento às suas palavras. — nós usamos a boca para nos alimentar, logo ela se torna o principal sentido que temos, com ela podemos sentir e degustar comidas e bebidas. Você gosta de comer não é? — o garoto assentiu com a cabeça. — Beijar é melhor que comer. Por que ao mesmo tempo em que degustamos o gosto de uma dama, temos a oportunidade de saciar nossa, hã... fome. — terminou largando o capitão sozinho, indo preparar algo na cozinha.

Luffy acompanhou com o olhar Sanji deixá-lo, sua mente poderia explodir nos próximos minutos e não teria ninguém para socorrê-lo.

Beijar é melhor que comer. Essas palavras martelavam incansavelmente sua mente, se repetiam sem fim e aquilo estava o irritando. Ele confiava nas palavras do cozinheiro, Sanji entendia de mulheres como ninguém, sua explicação fora clara e por incrível que parecesse, o moreno havia mesmo compreendido. Mas algo lhe intrigava nisso tudo, o companheiro citou que os beijos saciavam a fome. A única fome que parecia lhe fazer sentido ali, seria fome de beijo de uma mulher. Luffy sentia fome de beijo, fome de mulher, mas como poderia sentir fome de algo que nunca provou? Chegou à conclusão que estava com desejo de provar um beijo, igual como quando se sente vontade de comer alguma refeição específica. E esse então desejo só aumentava com as palavras que Sanji usara para descrevê-lo; melhor que comer.

Ainda confuso com todo esse papo de comer e beijar, pensou, no beijo de quem estaria com fome?

Ouviu uma porta ranger, sendo aberta no deque principal. Nami saía do dormitório feminino coçando os olhos e bocejando. Seus olhos se dirigiram imediatamente à ruiva.

— Tá olhando o que? — questionou visivelmente estressada com Luffy encarando-a.

A madrugada não passou rápido, pelo contrário, aquela fora a vigília mais longa pela qual o capitão já passou. O sol nascia timidamente no horizonte, lançando raios de claridade no rosto de Luffy, incomodado com aquilo, baixou seu chapéu no intuito de cochilar mais um pouco.

Não demorou em que Robin saísse do quarto com alguns livros e uma xícara vazia, indo em direção a cozinha. Aquela era outra que não dormira essa noite, mas havia sido por uma boa causa. Luffy ignorou seu sono, parando-a antes de entrar e Sanji roubar sua atenção.

— Robin! — saltou de seu assento especial, parecia desesperado. — Posso fazer uma pergunta? — indagou quando estava de frente para a morena.

— Mas é claro.

— Você já beijou alguém? — a pergunta repentina fez a arqueóloga surpreender-se. Seu capitão tinha um quê de curiosidade nos olhos, não se incomodou com o que lhe fora questionado, mas sim com quem lhe questionou.

— Sim, já beijei antes. — sorria vendo-o suspirar. — O que te incomoda?

— Estou com fome de beijo. — virou o rosto para não encarar a mulher, aquilo estava o incomodando profundamente.

— Interessante. — Robin ria do embaraço de Luffy, não entendia ao certo o que aquela frase significava, mas certamente poderia se divertir com aquilo. — Andou conversando com o cozinheiro-san, não foi? — ele não precisou responder, ela logo continuou a falar. — Se está com fome, deveria comer algo para saciá-la, não acha? — esperou o menino assentir com a cabeça. — Procure outra mulher por perto, não posso te ajudar. — dito isso, se retirou deixando o companheiro mais uma vez afoito em pensamentos.

Robin estava louca! A tripulação se encontrava em alto mar, sem previsões de quando se aproximariam de uma ilha, não havia outra mulher por perto. Luffy sentiu sua cabeça se esvaziar mais uma vez, não era acostumado a pensar demais, e de ontem para hoje batera seu recorde pessoal nisso. Bufou se jogando no chão. Ficou deitado sem saber o que fazer por alguns minutos, esperando que algo simplesmente lhe atingisse e trouxesse o entendimento do que Robin lhe falara.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Ele parou Robin em frente ao dormitório em que ela saíra, deitou-se ali mesmo, de forma que Nami saiu em seguida sem vê-lo, pisando em suas costas.

— Idiota! — berrou pulando para o outro lado que o corpo dele estava. — Por que deitou logo no meu caminho?!

— Namiiiii! — resmungava se contorcendo com a dor de ter um salto cravado nas costas.

— Levanta! — puxou-o para cima. — Deixa eu ver... — virou o moreninho de costas, levantando em seguida o colete vermelho dele.

As costas do garoto estavam mesmo vermelhas, a ruiva sentiu uma pitada de culpa por aquilo. Apesar de não ter visto o companheiro deitado ali, fora o seu pé que causou aquilo a ele.

— Dói? — tocou o ferimento levemente, vendo-o estremecer com aquilo. — Desculpa, não foi de propósito. Espere o Chopper acordar, e peça pra ele passar álcool aí depois.

Nami virou-se, pronta para procurar Robin.

Nos poucos segundos que a ruiva tocou Luffy, ele lembrou-se que a arqueóloga lhe dissera para procurar outra mulher por perto. Nami era sempre tão agressiva e nervosa, que se esquecia que ainda era uma mulher. Alargou um sorriso, correndo para alcançá-la ainda no convés.

— Nami! — gritou fazendo-a se virar, ela estranhou aquele enorme sorriso. — Eu estou com fome!

— Vá comer, a cozinha está logo ali. — revirou os olhos, Luffy era estranho assim todos os dias.

— Não. — diminuiu o ritmo da corrida até parar em frente a sua navegadora. — Sanji me disse que tenho que beijar alguém para aprender como se faz, eu pedi ajuda a Robin, mas ela me ajudou a entender que não era a mulher que eu estava procurando! — a ruiva entrou em alerta assim que escutou beijar nas frases confusas que seu capitão dizia. Notou-o dar um passo, tentando se aproximar, ela tratou logo de recuar. Mais uma vez ele fez o mesmo, mas Nami continuava a se afastar quando ele sequer tentava se aproximar. — Fica parada! — grudou nos ombros dela. — Eu quero te beijar!

Luffy tinha poucas lembranças de Shanks e Makino juntos, mas depois da conversa com Sanji na madrugada passada, tinha certeza que eles se beijavam sempre que se viam. Eles pareciam gostar de fazer aquilo, e aquelas poucas vezes que os flagrou se beijando, pôde entender o básico para fazer igual. Ou pelo menos ele pensava assim.

Com as mãos dominando o corpo da navegadora, exerceu sua força puxando-a para si e grudando seus lábios no dela. Luffy mordeu a boca de Nami sem qualquer aviso prévio.

— Imbecil! — gritou esmurrando-o enquanto cobria seus lábios avermelhados pela mordida. — Por que fez isso?! — ela estava estranhamente corada. Não que se importasse com seu capitão a ponto de se envergonhar por um ato assim, não era isso, é claro que não era isso. Nami não se importava com homem algum para se envergonhar na frente deles. A questão era, por que com ele se sentiu incomodada desde o momento que fez menção de se aproximar?

— Eu queria te beijar... — fez um beicinho, choramingando pelo soco que levara.

— Você me mordeu! — Nami tirou a mão da boca, revelando seus lábios levemente inchados e vermelhos. — Você nunca beijou, é?! — perguntou ainda brava.

— Não, o Sanji disse que é beijando que se aprende! — apoiou-se com as mãos, pegando impulso para se levantar e ficando mais uma vez de frente a ruiva. — Posso tentar de novo? Juro que não vou te morder, vou te beijar de verdade e-

— Não! — Nami correu para longe dele, adentrando a cozinha.

Luffy ficou parado, vendo sua navegadora entrar e bater a porta. Ele não entendia o que fizera de errado. Quando via Shanks e Makino, tinha a impressão deles estarem se comendo. Até onde o rapaz sabia, para comer tem que se mastigar, ou estaria ele errado?

— Que gritaria é essa logo de manhã? — Zoro apareceu com Chopper no ombro. — Aquela bruxa já acordou, não é? — bocejou colocando a rena de nariz azul no chão.

— Ah, é que eu beijei ela.

— Heh?! — o espadachim e o médico compartilharam do mesmo susto momentâneo, queriam ter ouvido errado.

— É, mas acho que não se morde alguém enquanto se beija shi shi shi — coçou a cabeça despreocupado.

— Vou ver como ela está! — Chopper correu de volta para o quarto, saindo em seguida com sua mochila de primeiros-socorros se dirigindo a cozinha.

Zoro cruzou os braços, encarando seriamente Luffy por poucos instantes. Não se aguentando caiu na gargalhada, agarrando a própria barriga enquanto ria descontroladamente da cara de seu capitão.

O beijo, melhor dizendo, a mordida entre Luffy e Nami foi o assunto principal da manhã para a tripulação. Sanji descobriu e proibiu que o capitão comesse naquele dia, por ter se aproveitado de sua Nami-san e ainda tê-la machucado. A ruiva se enfiou no quarto dizendo que queria desenhar alguns mapas, mas era apenas uma desculpa para não aguentar piadinhas com seu nome envolvido.

Numa conversa mais tarde, em que Sanji não estava envolvido, Usopp aconselhou Luffy a segurá-la pela cintura e tocá-la romanticamente nos lábios. Zoro dissera que o atirador não sabia o que estava fazendo, porque sequer conseguia beijar com aquele nariz, então o aconselhou a agarrá-la a força. Robin pediu que ele esquecesse aquelas dicas, e seguisse seus próprios instintos, mas é claro, sem mordê-la ou fazer qualquer coisa que a machucasse.

Luffy estava encolhido num canto escondido entre as laranjas de Bellmere.

Aquela mulher que pouco sabia e sequer havia conhecido, mas pelo o que ouvia Nami contar, fora uma ótima mãe. Suspirou lembrando-se daqueles dias que passara na vila Cocoyashi, onde derrotou Arlong e pode chamar Nami de sua companheira pela primeira vez. O choro da menina que se fingia forte para transparecer confiança a toda uma vila, foi o que mais mexeu consigo naquele dia em que a encontrou esfaqueando a si própria. Mas muito antes disso, ela havia o conquistado com aquele jeito ganancioso e mesquinho de ser.

Balançou a cabeça desvencilhando-se daqueles pensamentos, aquele cheiro de laranja estava iludindo o pouco de sua inteligência.

Decidiu o que fazer. É o que dizem, Luffy foi matar o que estava lhe matando.

Não se importou em bater na porta, simplesmente abriu e adentrou o dormitório feminino. Nami não mentira, realmente estava desenhando. A ruiva pulou da cadeira assustando-se com o capitão.

— Não vou te beijar. — ela disse simplesmente, com a atenção voltada ao papel.

— Por favor... — se arrastou até ela, esfregando sua cabeça na costa da navegadora como um gatinho manhoso. — Um beijo só, Namiiiii... — agachou abraçando a cintura da ruiva, ficando ao mesmo tempo ajoelhado enquanto ela estava sentada. — Eu quero saber como é, Nami! — ela estava se sentindo desconfortável com ele se esfregando em suas coxas expostas pela saia, mas não conseguia se livrar do capitão de maneira alguma.

— Luffy, me solta! — afastou a cabeça do garoto, virando o rosto para não ver aqueles olhos pidões.

— Eu não vou te morder! Eu estou com fome, quero saber como é beijar, precisa ser você Nami! — dessa vez ele subiu em cima dela, sentando-se literalmente em seu colo. — Posso? — aproximou-se perigosamente do rosto de Nami, mas uma frase anterior dele havia a tirado a consciência.

Nami sempre fora especial para Luffy, todos sabiam disso, inclusive ele próprio sempre admitia isso para si mesmo. O único problema era que Monkey D Luffy não entendia o significado de beijar, haviam lhe explicado mal e ele entendera de uma forma ainda pior. Enfiou em sua cabeça que estava com fome de um beijo de uma mulher, mas tratava isso como se fosse um simples prato de comida que nunca provou. Não se interessava pelo o que isso poderia significar para ambos, tanto que não entendia o porquê seus companheiros riram tanto quando disse que havia beijado Nami e que queria tentar de uma melhor forma. Luffy era inocente demais para entender a verdadeira definição de um beijo.

A única coisa que tinha certeza sobre esse tal beijo, é que desejava aprender com Nami. Ele queria ela para lhe ensinar, como a queria como navegadora antes. Unicamente e exclusivamente ele queria ela.

— Sai de cima de mim primeiro. — falou tensa, estavam tão próximos que sentia a respiração quente do capitão bater em seu rosto.

Nami o direcionou para a cama, sentando-se e batendo levemente ao seu lado com a mão, fazia um convite para que a acompanhasse.

— Você sabe como se beija, Luffy? — perguntou imaginando a resposta. Ele apenas negou com a cabeça, envergonhado de dizer que nunca fizera algo tão simples a seu ver. — Primeiro, molhe seus lábios assim — Nami passou a língua sutilmente pela sua boca, deixando um rastro úmido pela extensão dela. Ele a imitou. — Agora, chegue mais perto. — levantou a mão, chamando-o com o dedo indicador.

O moreno não chegou mais perto, não aguentava mais esperar, ele jogou-se em cima da navegadora, atacando-a com seus lábios. Foi desastroso e molhado demais, ele mal sabia controlar sua língua. Nami só conseguia o xingar mentalmente, menino impaciente! Era verdade que quando Luffy queria algo, ele se tornava inconsequentemente irritante, se tornava ansioso e agia feito uma criança mimada, ela devia esperar algo assim do capitão.

Nami sofreu com os primeiros instantes, mas aos poucos tomou o controle da situação, levantando e sentando-o na cama, sem se separarem. Ela passou suas pernas ao redor do rapaz, ficando assim sobre suas pernas, diminuindo o ritmo do beijo.

O que era voraz se passou a tornar algo romântico. Nami o dominou, como domina o clima e o faz frio ou quente diante de seu querer.

Guiou as mãos do capitão até sua cintura, em seguida levando suas mãos a nuca dele, brincando com seu cabelo escuro, ao qual tanto tinha a vontade de tocar.

Luffy a seguia pacientemente, fazia o movimento oposto ao dela, percebendo que não era agradável quando os dentes se chocavam. Depois de ter tido a permissão de tocá-la, sentiu a vontade de passear pela costa da companheira com as mãos, explorou aquela região sem ir além dos limites, mas sequer pensou em ir além daquilo mesmo. Não pensava em nada melhor que aquela cintura curvilínea, apertava-a contra si sem querer soltá-la.

A ruiva diminuiu aquele ritmo ainda mais, até conseguir parar e se afastar sem que ele se assustasse.

Ao abrir os olhos, Luffy permanecia com os seus fechados. Notou o menino passar diversas vezes sua língua pela boca, estava se deliciando do gosto da navegadora que ainda podia sentir.

— Ei, — ela o despertou rindo, ainda com os últimos instantes em mente. — é assim que se beija.

— Obrigado, Nami! — agarrou-a mais uma vez, colocando a cabeça encostada ao peito da ruiva. Nami corou com aquilo. Seu capitão estava lhe trazendo a cor rósea vezes demais a face, ela não via isso como um bom sinal.

Acariciou Luffy, sem se importar com a posição em que estavam. Ele não era do tipo que fazia coisas assim para se aproveitar, mas também não negava que aquela parte do corpo de Nami era extremamente confortável, e que desejava fazer isso mais vezes.

Nami saciou Luffy naquela tarde, beijaram-se até ele dizer que estava com fome de carne, e não mais de mulher.

Ela acabou não pedindo para que ele mantivesse isso longe dos outros, acreditando inutilmente que Luffy não seria idiota demais para aquilo. Foi essa sua falta de cuidado que levou ele a acreditar que poderiam se agarrar sempre em público. E naquela mesma tarde, Luffy se viciou em Nami da mesma forma que era viciado em comida, provou também, com sua própria boca, que beijar era infinitamente melhor que comer.

Notas finais
Prefiro comer que beijar, mas enfim,,,,,,,,,, Caso encontrem erros peço gentilmente que me avisem para que possam ser consertados o quanto antes. Reviews e sugestões são altamente bem-vindos ♥ Obrigada por tudo, é isso aí, até uma próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!