Beijado Pelo Meu Novo Amor
1 Beijado
Notas iniciais
BEIJADO PELO MEU NOVO AMOR?
Rony beijou Hermione...
Rony beijou Hermione...
Rony beijou Hermione...
Sua mente parecia um disco arranhado e tudo começou quando Rony e Hermione vieram-lhe contar que estavam namorando.
Na hora pensou em socar a cara sorridente de Rony, mas estava tão triste para isso que apenas os parabenizou e depois saiu da mesa da biblioteca.
O mundo perdeu a cor para ele. Tudo por que sem querer tinha se apaixonado pela amiga e no dia que ia finalmente se declarar, descobriu que ela e seu amigo namoravam e ainda por cima se beijaram na sua frente.
Agora Harry estava em algum canto da Torre de Astronomia, chorando ou apenas pensando muito nisso. Seus choramingos e sussurros devem ter chamado a atenção de algum monitor, pois Snape apareceu.
Disfarçou muito bem seu rosto inchado, pois Snape se quer o envergonhou, mas disseram poucas e boas sobre o delinquente que ele é e como o seu pai Tiago foi. Depois disso, sem falar nada em resposta, recebeu uma detenção no próximo dia.
Sem muito animo voltou para seu dormitório, pois já eram umas 11 h da noite. A entrar, encontrou o casal de amigos.
- Harry... Onde você esteve? Nós procuramos por você o dia todo! — Falou Hermione, doce como sempre.
- Estive por... Por aí. — Pensou em algo, mas nada conseguiu dizer.
- Cara, você ta bem? — Perguntou Rony. Apesar de tudo não dava para ficar com raiva dele.
Harry olhou para ele, que sorria, abaixou a cabeça um pouco envergonhado e disse.
- Não... Snape me pegou e colocou uma detenção amanhã de noite.
O rosto que Rony foi de sorridente a espanto.
- Caramba, amanhã a noite não seria a festa do time de quadribol? — Rony disse com espanto.
Essa notícia pegou Harry desprevenido. É claro que tinha se esquecido totalmente da comemoração do time de quadribol.
- E agora Harry? — Perguntou Mione. Seu rosto estava um pouco triste, sem animo.
- Tudo bem, gente. Eu ´tava um pouco cansado mesmo para isso. Que tal irmos dormir? — Perguntou esticando os braços como se estivesse cansado.
Os amigos disseram algo como estava tarde e estava mesmo na hora de ir dormir. Todos subiram para dormirem.
No dia seguinte, Harry sentia-se um pouco triste pois as demonstrações de afeto em público dos dois pombinhos ainda o incomodava muito. Mais do que podia imaginar.
O dia se passou quase tranquilamente, exceto as brincadeiras dos gêmeos, de Malfoy e até das implicâncias de Snape. E só para piorar na aula de Snape, teve que se sentar com Malfoy, que o olhava estranhamente, explodiu um caldeirão e ainda ganhou outra suspensão, mas o bom foi que Malfoy também ficou de suspensão.
De noite, Harry acompanhado de Draco, seguiu para as masmorras do morcegão. Ambos calados entraram na sala, ouviram as instruções de Snape e começaram a limpar o armário de porções.
A ordem era limpar tudo, mas com a lerdeza de Malfoy, seu plano de sair o mais rápido possível estaria por água a baixo.
- Será que dá pra ajuda? — Gritou Harry pra o loiro que estava encostando-se a uma prateleira.
- Não vou me sujo com um trabalho desses... E além do mais, a culpa de estarmos aqui foi sua. — Disse olhando como se se desafia a revidar.
Harry o olhou por um tempo pensando em revidar ou não e depois apenas e virou os olhos.
- Não quero brigar com você.
De alguma forma, aquele 'não' fez com que Draco senti-se menosprezado, então resolveu mexer mais com o moreno.
- Hum... É impressão minha ou você estar assim desde que aquele Wesley e aquela sangue-ruim anunciaram namoro? — Com essa interrogação inflou a ira de Harry, que sem pensar muito empurrou Draco na parede.
- Não fale assim da Hermione, seu loiro tingido!
Só existe um problema: Harry, por causa de sua função de apanhador no quadribol, é menor do que Draco. Então o loiro inverteu as posições.
- Ou o que? Você vai me bater é??? — E Draco o prendeu na parede com mais força. O moreno que nada pode fazer tentou inutilmente se livrar. — ´Tá assim por quê? Não vai me dizer que se apaixonou pela rata de biblioteca.
A falta de movimento em seus braços deixou clara a verdade. Olhou um pouco para baixo e encontrou um rastro molhado nas faces do moreno. O menor chorava baixinho e do nada, tentou fugir.
- Me solta!!!
Gritou em plenos pulmões, mas não adiantaria nada chamar a atenção do professor, pois esse disse que sairia para seus aposentos e só voltaria quando à hora deles terminasse.
- Se acalma, Potter. — Soltou as mãos dele e o agarrou na cintura, que por sinal era muito fina para um garoto de 16 anos.
Por um momento, Harry pensou que uma briga ia começar pelas mãos do loiro ir parar na sua cintura, mas não. Draco o abraçou. Tudo parou para ele.
- Fica calma... Eu sei o que é amar alguém e saber que perdeu essa pessoa para outro.
Aquilo parecia surreal. Draco Malfoy, a loira serpente traiçueira, estava o abraçando, seu inimigo declarado, e dizendo que já amou alguém.
Draco-loira-oxigenada-Malfoy o abraçou e disse que o compreendia.
O mundo ta de pernas pra o ar. Vai explodir. Só pode ser isso.
Mas... Espera aí quem será o alvo dessa paixão?
Parecia tão estranho essa idéia que se esqueceu de tentar fugir e deixou-se ser abraçado.
Malfoy percebeu o que suas palavras provocaram no moreno, então aproveitou para abraçá-lo mais forte.
Draco o ama desde que o conheceu e agora tinha a oportunidade de te-lo em seus braços e estava adorando o calor que aquele corpo exerce em si.
'Imagine essa boca!' Pensou.
Já Harry pensava no porquê de se sentir tão bem naquele abraço. Abraço esse dado pelo seu inimigo. E foi sem pensar muito ambos os lábios se encostaram.
Um beijo calmo, um selinho suave de começo.
Parecia que era o primeiro para Draco, que começou a sentir certa insegurança sobre como seu companheiro se sentia. Já Harry se sentia nas nuvens, como se aquele beijo o fizesse se sentir tão bem, calmo, acolhido.
O beijo se tornou urgente. Os braços de Harry subiram para o pescoço de Draco e os do loiro exploraram a cintura, as costas e o bunda por cima das vestimentas do moreno.
Estava ótimo de mais. Aquele calor, o carinho, a paixão que acolhia os dois. Mas como nem tudo é pra sempre, um arranho de garganta os interrompeu.
- Seus adolescentes sem-vergonhas... Minha sala de porção não virou um bordel. — Gritou o professor. — Fora! Fora! Fora!
E não deu se quer 5 minutos, os dois correram porta a fora. Correram até não ouvir mais os gritos de Snape. Ao pararem em qualquer corredor para recuperar o fôlego, Harry o olhou.
Ele beijou um menino. Ele beijou uma serpente. Ele beijou Draco Malfoy.
Draco por outro lado mais parecia ter se esquecido de suas raízes nobres e agora sorria de canto a canto do rosto para o moreno. Os cabelos desgrenhados combinavam perfeitamente com aquele olhar que de menino travesso que o mesmo o lançava agora.
Parecia ter ganhado na loteria, pensou Harry.
Será que isso é apenas mais uma de suas brincadeiras?
Pensar nisso o deixou de olhos lacrimejando. Perdido em seus próprios pensamentos, não percebeu que o outro se aproximava de si, nem que o chamava.
Quando percebeu que o moreno estava quieto, imóvel, se preocupou. Não tinha feito nada de errado certo? Não disse nada de ruim para ele, apenas... Apenas o beijou.
Droga será que ele não queria o beijo?... Se não queria, por que o beijou de volta?
- Harry? Harry ‘tá tudo bem? – Disse, melhor sussurrou. Mas o outro menino não respondeu nem se moveu.
Chegou perto suficiente para ver no olhar de Harry pequeno lágrimas brotarem.
- Você me beijou pra que? – Aquela interrogação não passou de um sussurro. – Pra me humilhar??? – Gritou.
Sem saber bem o que dizer para acalmá-lo, o abraçou, de novo. O moreno se debatia enquanto o loiro pedia calma.
- Se acalma... Por favor... – E aos poucos o sentiu relaxar em seus braços. – Não quero humilhá-lo.
- Não? – Perguntou Harry. A cara do menino parecia ter se iluminado.
- Claro que não. – Olhando aquela carinha, o loiro o abraçou mais forte. – Eu não disse que já me apaixonei por uma pessoa. – E o viu confirma com a cabeça. – Bem, a pessoa por que eu me apaixonei é você. – Disse baixinho no ouvido do menor, que se arrepiou com isso.
E se foi mais um olhar apaixonado por Draco que derreteu o moreno. Esse se entregou aos beijos e olhares.
Talvez fosse loucura, mas quem poderia imaginar que seu maior inimigo no colégio fosse apaixonado por si? Ou que sabe ele ser sua próxima paixão ou seu amor?
Mas pouco importava agora. Harry não se importava com a guerra que se aproximava ou com o namoro de seus amigos, não se importava com os gritos de Snape que ainda ouvia ou com o que ouviria quando descobrissem isso. Agora, a única coisa com que se importante era os lábios finos e claros que beijava e passou por sua cabeça como seria ir para cama com esse deus grego que o abraçava agora.
Mas isso é uma história para outra fanfic.
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