Beijada Por Um Anjo
1 Raio de Sol
Notas iniciais
Levantei ás 7h15 da manhã com o despertador tocando, era o primeiro dia das minhas férias de verão, depois de ter passado o ano todo me dedicando aos estudos eu estava decidida de passar um tempo curtindo minha vida de adolescente, saindo com meu irmão e com meu primo, até mesmo com os meus pais, já que Pietra havia ido viajar e as outras garotas do colégio me conheciam como a "Estranha" ou "a Medeiros sem graça" já que meu irmão Augusto e meu primo Victor, faziam fama no colégio...
Fiquei 15 minutos exatos deitada na minha cama pensando em tudo que faria nas férias, levantei-me e fui escovar os dentes e lavar o rosto desci de pijama mesmo, meus pais haviam saído para o trabalho cedo, pois fariam uma sessão de fotos em outro estado e o vôo saia ás 7h30, eles estariam embarcando agora... Augusto havia dormido na casa de Victor, então eu estava só. Olhei pela janela e o sol brilhava, decidi então trocar de roupa e ir no parque que ia quando menor com meus pais e meu irmão. Troquei-me e peguei alguns trocados pra passar na padaria e comprar algumas medias para alimentar os pássaros do parque.
Ás 8h42 da manhã,a praça que não era bem um parque, mas pra mim era um parque pois eu brincava ali, até que estava movimentada, pessoas indo atrasadas para o trabalho, casais indo para suas casas, pessoas chegando de festas badaladas e é claro, eu alimentando os pássaros. Eu ia cortando os pães e jogando para eles comerem, eu me divertia com aquilo, era solitário, mas me fazia bem, o sol aquecia minha pele quando notei que havia uma pessoa para em minha frente, levantei a cabeça e olhei-o nos olhos, fiquei alguns segundos paralisada com tamanha beleza que o garoto de olhos azuis esbanjava por ai. Seu cabelo era de um tom de castanho claro, que combinava perfeitamente com a pele clara, seus olhos eram tão azuis quanto o oceano e seu sorriso era o detalhe mais lindo daquela obra de arte parada em minha frente.
- Algum problema? — tomei coragem pra perguntar, ele abriu um sorriso largo e sentou-se ao meu lado. – Ah, claro você pode sentar sim. – Eu sorri e ele deu uma risada gostosa, parecia um... Bebê.
-Desculpa, é que eu gosto de alimentar os pássaros aqui também, mas... Nunca a vi. – Ele disse rindo, tomando o pão da minha mão com ligeira rapidez e dando aos pássaros.
-Ah... Eu não costumo vir muito aqui, talvez agora nas férias... Quem sabe? – Eu sorri e tomei o pão de volta, continuei olhando para o garoto que não sabia o nome, mas iria chamá-lo de “Sorriso” caso não se apresentasse.
-Prazer, Vinicius, mas pode me chamar de Vininho, é como minha família me chama — De alguma forma, ele leu meu pensamento, não houve um momento naquela conversa que ele ficou serio, já que não ia chamá-lo de “Sorriso”, dei de ombros e assenti – e você, como se chama Cachinhos de ouro? – O modo como me chamou fez rir, eu até gostei, já que meu cabelo estava um tanto ondulado naquela manhã.
-Me chamo Laura e sinto muito já que não gosta de cachos dourados – fui irônica, e ele riu, aliás, nós rimos.
-Eu não disse isso, você entendeu o que eu quis dizer. Aliás, amei o seu cabelo cor de ouro, cabelo de anjo. – Ele conseguiu fazer duas coisas ao mesmo tempo, primeira, me deixar envergonhada e segunda abrir o maior sorriso que eu já pude abrir em meu rosto.
Continuamos conversando por alguns minutos, horas talvez, eu que sempre fui muito atenta aos horários, não reparei, mas já eram 12h36 e eu estava morrendo de fome e ao mesmo tempo não queria parar a conversa, talvez eu nunca mais o visse.
-Vininho, eu preciso ir pra casa... Perdi a noção do tempo, adorei te conhecer, de verdade. – Levantei-me, e fui o mais sincera possível, não tinha muitos amigos, muito menos garotos, ele se levantou e sorrio.
-Eu também adorei, foi um prazer enorme, quer que eu te leve em casa? Creio que seja caminho. – Eu sorri e balancei a cabeça.
Saímos do parque de braços dados, ele me contou um pouco de sua família, contou que não tinha muitos amigos, disse que era apaixonado por coisas que tinham haver com anjos e coisas do tipo, eu sinceramente, não gostaria que aquele momento acabasse nunca, porém, virando a esquina, Augusto e Victor gritavam em frente de casa.Soltei seu braço rapidamente, ele riu
- Irmão mais velho?
-Não, gêmeo mesmo. – Rimos e corremos até minha casa, tirei a chave do bolso e os dois se entre olharem e depois olharam para o Vinicius.
-Cara... Você é namorado dela? – Augusto dizia rindo
-Augusto não... Nós nos conhecemos hoje, e nem pense em fazer brincadeiras idiotas. – Ele continuava rindo, e meu rosto de cor de pele mudou para vermelho pimentão, Victor ria com a minha face, me puxou e me deu um abraço.
- Relaxa Laurinha, não íamos dizer nada né Augusto? – Victor olhou para Augusto metralhando-o com os olhos, Augusto ficou sério, mas deixou escapar o riso.
-Não,não íamos, é um prazer te conhecer, bora Victinho – ele cumprimentou Vinicius e Victor fez o mesmo, entraram em casa, só depois disso Vininho soltou uma risada estrondosa, ele ficava vermelho de tanto rir e eu não sabia o que fazer.
-Vininho! Vininho respira! Ai meu Deus! – ele continuava rindo, só que aos poucos iam se tornando uma risada mais normal.
-Ele sempre me protege Laurinha, relaxa... Está entregue, certo? — Ele sorriu, aproximou-se e beijou minha testa, aquilo de onde venho, representava respeito, eu me senti bem com aquele beijo, fiquei próximo e dei-lhe um beijo em sua bochecha, sorrimos então ele se foi, fique olhando até que virasse a esquina, entrei em casa e fui motivo de algazarra para os babacões, acabei rindo também e me juntei ao vídeo-game com eles.
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