Beijada Por Um Anjo
4 Buquê
Notas iniciais
As coisas em casa iam bem, Victor agora estava quase morando conosco por uns problemas em casa, nada demais, estávamos acostumados a conviver com ele, era uma boa companhia pra todos, principalmente para o Pateta.
Estava a um tempo ser ver o Vininho, e a saudade começou a apertar, eu estava prestes a pegar o telefone quando a campainha tocou.
- Eu atendo Beth. – Beth foi minha babá e do Augusto quando éramos menores, pegou carinho pela família e vive conosco até hoje. Desci as escadas correndo pulei o sofá e quase que eu gorda caio no chão, aquilo me fez rir, abri a porta e reconheci aquele perfume que fez abrir um sorriso enorme em meu rosto.
- Oi... Laura. – Ele disse sorrindo arrumando um buquê de flores. – Toma, é pra você. – Ele esticou e eu o peguei, eu nunca fui fã de flores, pois nunca havia recebido, e notei que era algo tão simples e tão lindo, que era capaz de abrir um sorriso. Algum tempo depois notei que para abrir um sorriso não era necessário muita coisa, a simplicidade sempre trazia as coisas mais lindas da vida.
- Entra Vininho, por favor, estava morrendo de saudade. – Ele entrou e ficamos parados nos olhando, até que olhei pras flores novamente. – Vem aqui comigo até a cozinha, preciso pegar um vaso pra colocar essas flores. – Fui indo pra cozinha e ele atrás de mim, não parecia muito a vontade, mas relevei o fato de pela primeira vez estarmos só na minha casa, entre aspas é claro, Beth estava em algum lugar.
Ajeitei as flores e as coloquei encima da bancada da cozinha, fiquei admirando tamanha beleza, até que Vinicius chamou minha atenção estalando os dedos.
- Ei... – Ele disse rindo – Eu to aqui sabia?
- Ah, desculpa. – Eu disse rindo – A que devo sua visita surpresa?
- Quer mais alguma coisa? Não está feliz com as flores?
-Elas são lindas... Veio aqui só pra isso?
- Vim pra te ver...
- Ta vendo? – Eu sorri
- E te fazer um pedido.
- Pois... Faça ué.
Em uma questão de segundos, ele se pôs na minha frente de joelhos pegando minha mão e tirando uma caixinha vermelha aveludada do bolso, olhando nos meus olhos foi dizendo as palavras mais lindas que pude ouvir em toda minha vida da voz mais doce e mais angelical capaz de existir.
- E eu desistiria da eternidade para te tocar, pois eu sei que você me sente de alguma maneira você é o mais próximo do paraíso que já estarei e eu não quero ir para casa agora e tudo que posso sentir é este momento e tudo que posso respirar é a sua vida e mais cedo ou mais tarde se acaba eu só não quero ficar sem você essa noite... Você... Quer ser minha namorada? – ele disse isso, meu coração acelerou, minhas pernas ficaram trêmulas, seu rosto era de um tom rosado de vergonha, ele ainda me olhava nos olhos, e essa música se tornou a Nossa música.
- Eu... Quero é claro que eu quero. Agora levanta que isso ta patético... – Rimos, ele se levantou e colocou o anel em meu dedo, me abraçou e eu fui embalada por um beijo tão doce quanto mel, do anjo mais lindo que eu poderia chamar de meu até que meu coração parasse de bater...
-É engraçado – Ele disse rindo.
- O que?
- Minha namorada.
- Ah claro sou uma palhaça. – Eu comecei a rir
- Me chama de “meu namorado”.
- Meu Namorado, meu... E só meu. – continuamos rindo, ele me deu um selinho enquanto eu alisava seu rosto e olhava em seus olhos. – Obrigada ta?
- Ué... Pelo o que princesa?
- Por estar comigo, por ser meu amigo... Meu namorado. – Ele sorriu e beijou minha testa
- Temi tanto esse momento e nada pode estragar isso, nada nem ninguém, só Deus e garanto que ele quer a nossa felicidade. – Eu sorri e fomos pra sala. Passamos a tarde toda abraçados, assistindo filme, comendo pipoca, nos afundando nas coisas gordurosas da cozinha, até a Beth se juntou a nós fazendo suas guloseimas e nos mimando.
-Vocês são um belo casal... Desejo toda a felicidade a vocês. – Ela disse sorrindo nos olhando
- Obrigada Beth e você cozinha muito bem, sinto pelo seu Lucas e a dona Ester, mas quando tivermos uma casa, vou te carregar pra lá. – Vini tinha um humor que contagiava a todos, não era a toa que conquistava qualquer um a sua volta...
Eu estava feliz e nada poderia mudar aquilo, tinha uma família maravilhosa, um namorado que me amava. Bom, seria mais complicado contar pro meu pai Lucas e pro tio-padrinho Rodrigo, mas estava com a consciência livre de qualquer problema ou coisas do tipo, pois agora tinha o Vininho do meu lado e nada iria mudar aquilo.
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