Behind some smiles
4 Nunca deixarei de me importar.
Notas iniciais
Eu acordei meio assustada com o barulho do despertador, desliguei aquele troço e fiquei deitada por alguns minutos, levantei, me arrumei rapidamente, peguei um livro de meu autor preferido Nicholas Sparks, enfiei dentro da mochila, e desci, Anne estava me esperando, então caminhamos até o carro, e ela me levou até a porta da escola, eu desci acenei, e entrei pra escola, me sentei em um banquinho que tinha lá, não queria que ninguém me notasse, mais Gregory me notou, ele era do time de futebol da escola, ele acenou, e todos os meninos que estavam junto á ele me olharam, e eu intimidada olhei para baixo, percebi ele sair da rodinha e estava quase que rezando para ele não ir falar comigo, mas não deu certo, ele chegou em mim e perguntou: -Trouxe? – Olhei pra ele erguendo meu olhar e disse que sim com a cabeça, ele sorriu, e o sinal bateu, eu me levantei rapidamente e sai caminhando até a sala, me sentei no mesmo lugar, eu era baixinha mesmo, ninguém ia perceber, então ele veio novamente até á mim estendendo a mão com um livro que o nome era ‘’Eu me chamo Antônio ‘’ eu peguei da mão dele, enfiei dentro da mochila tirando ‘’Uma curva na estrada’’ olhei para ele sorrindo e disse: — Só não vale criar expectativas ein! –Ele riu, pegou da minha mãe e saiu, e se foram 4 horas de pura tortura, até que o sinal bateu, e eu fui andando para a porta esperar por Anne, até que eu senti alguém pegar em meu braço impedindo que eu continuasse a caminhar, eu me virei e era Gregory e ele disse: — Olha, só podemos nos falar de novo assim que eu acabarmos de ler o livro ok? – Olhei pra ele e disse: — Tanto faz! – Ele riu e disse: — Um poço de doçura você! – E eu não pude conter e soltei um sorriso, senti ele me soltar, e nós fomos andando um ao lado do outro, e ele disse: — Me conte sobre você? – Olhei pro chão e disse sem jeito: — Minha mãe está me esperando no carro! – Ele parou de frente pra mim, passou a mão em meu rosto e disse: — Ah vamos juntos pra casa, eu te levo. – E eu logo respondi: — Não, obrigada! – E sai sem dar chance dele puxar um novo argumento, entrei no carro rapidamente, e percebi que ele estava parado me olhando, pedi para que Anne fosse logo e dei a desculpa de que estava com fome, ela riu. Quando chegamos em casa nem mudei de roupa só lavei a mão, me sentei na mesa do almoço e almocei rapidamente, me retirei da mesa e fui para meu quarto, tranquei a porta me deitei na cama, peguei meu celular, e mais mensagens idiotas de números desconhecidos, eu não agüentava mais, porém aquilo era apenas o começo, joguei o celular na cama, peguei minha mochila e peguei o livro, estava ansiosa para saber se ele era um leitor digno de ler Nicholas Sparks, então abri o livro, vi um número de telefone lá e eu fiquei rindo, comecei a ler e até que eu estava gostando, não era nenhum mega livro, mas também era bom, li a metade do livro até cair no sono, quando acordei no susto já eram 18:30, meu pai tinha chegado e eu nem tinha percebido, me levantei, tomei um banho e coloquei uma calça legging preta, e uma blusa branca com o desenho do Mickey, meio longa, coloquei meu chinelo, e desci as escadas, vi meu pai sentado namorando com Anne, eu desci as escadas devagar, e meu pai perguntou: — Onde cê vai assim? – Eu olhei e disse: — Posso ir dá uma volta no quarteirão? – Ele balançou a cabeça que sim, eu sorri, peguei meu caderninho de bolso novo, uma caneta, e meu celular com o fone, fui caminhando até encontrar uma pracinha onde tinha bastante movimento, havia umas 5 crianças ao redor do balanço em quanto as outras iam ao escorrega, eu me sentei num banco de concreto, me escorando na árvore, peguei meu celular botei o álbum do He is we para tocar, peguei meu caderninho de bolso e comecei a escrever, como me sentia, como foi meu dia, como estava indo as coisas,e como eu estava com saudades da minha vida de antes!
Em quanto eu escrevia me sentia tão bem que perdi o horário, eram 19h30min, me levantei, pegando as minhas coisas, e fui para casa, caminhei lentamente pelas ruas, quando ouvi meu celular tocar, vi que era minha mãe e eu atendi rapidamente dizendo: — Alô? – Pierre com sua voz suave disse: — Irmã, aqui é o seu irmãozinho, eu to com tantas saudades suas! A médica da mamãe pediu pra você vim pra cá cuidar de mim. – uma saudade enorme tomou conta de mim, e eu fiquei nervosa e perguntei: — Por que a médica pediu isso Pepe? – Ele imediatamente respondeu: — Mamãe ta muito dodói..- Quando ele ia acabar de falar alguém tomou o telefone dele e disse com uma voz mais madura: — Aqui é um amigo da sua mãe, ela estava saindo do trabalho hoje, e sofreu um acidente, um caminhão bateu no carro que sua mãe estava, e agora não tem quem fiquei com o Pierre...- Daí em diante eu não ouvi mais nada, desliguei meu celular, senti as lágrimas rolarem por meu rosto, e pensei por que tudo estava dando errado comigo, me disparei em direção pra casa, eu comecei a correr desesperadamente até que Gregory surgiu na minha frente, me segurou pelo braço, ele viu o desespero estampado em meu rosto, e disse: — Jollie está tudo bem? – Eu balancei a cabeça negativamente e disse: — Me deixe ir, por favor! – me soltei de suas mãos e corri, cheguei em casa ofegante e chorando, e meu pai preocupado levantou da mesa do jantar e disse: — Minha filha o que foi? Alguém te machucou? Fez algo com você? Diz-me! – Eu em meio as lágrimas respondi: — Minha mãe, sofreu um acidente e está internada em estado grave, precisamos ir pra lá! – Meu pai balançou a cabeça positivamente, subi para meu quarto sai pegando qualquer roupa, e desci desesperada, entramos dentro do carro, e saímos em partida para o hospital onde estava minha mãe.
Fale com o autor