Behind The Red Coat
36 Breathless, But Not Dead.
Notas iniciais
Essa é a primeira parte da fanfic e eu estou tão tão tão feliz em postar para vocês.
Sem mais delongas...
Breathless, but not dead.
Mais uma manhã “normal” em Rosewood, Hanna estava com Logan, Spencer e Emily em sua casa. Os quatro conversavam coisas bobas, mas uma dessas coisas foi interessante para eles.
- O que vão fazer no Halloween? – A loira indagou. – Eu tenho que ficar em casa, já que Mike e Aria não vão poder sair.
- Eu ficarei em casa, vendo filmes e comendo doces.
- Sem travessuras? – Spencer tomou um gole do seu café e sorriu para ele. – Chame alguns amigos.
- Eu não chamarei alguns amigos. – disse ele fazendo aspas no ar quando chegou à palavra amigos. – Eu vou chamar a Hanna e a Emily.
- Eu to dentro.
- Eu também. – Hanna disse animada. –Doces são ótimos para nos animar.
- Por que não fui convidada?
- Porque você tem o seu Toby. – Eles riram. – Mas se estiver livre, vou adorar receber uma Hastings na minha casa.
...
Aria estava em seu quarto provando roupas e mais roupas para ir até o apartamento de Ezra. Ela estava enfrente ao espelho, eram notáveis os quilinhos a mais.
- Aria! – Byron bateu na porta do quarto dela. – Tem um pacote para você.
- Um pacote? – Ela foi até a porta, abrindo-a e sorrindo para o pai. – Obrigado pai.
- De nada. – Sr. Montgomery sorriu de volta. – Para onde vai?
- Vou visitar o Ezra. – Ela viu o sorriso do rosto dele sumir enquanto franzia a testa. – Estão juntos de novo? Que boa noticia.
- Tentativa não efetuada com sucesso. – Os dois voltaram a sorrir. – Você é um péssimo ator.
Byron beijou a testa da filha e andou pelo corredor indo para o quarto de Mike. A garota dos longos cachos negros pulou para sentar-se na cama e abrir o pacote, mas desistiu quando viu um –A vermelho na embalagem do mesmo.
- Vou até a casa da Hanna, Pai. – Enquanto ela descia as escadas com o pacote em uma mão digitava um texto de desculpa para Ezra com a outra. – Te vejo amanhã! E tenha uma boa viagem.
Byron iria viajar e Mike ficaria com ela, por isso nada de festa de halloween para nenhum dos dois. Minutos depois ao tocar a campainha da casa da loira, Logan correu e abriu a porta para ela.
- Eu não sei o que é isso. – Falou apressadamente e tentando disfarçar o medo em sua voz. – Acho que devíamos abrir todos juntos.
- Eu abro. – Spencer pegou o pacote das mãos dela. – Não é pesado e nem barulhento... – Elas se entreolharam. – Quer dizer que não é uma bomba relógio.
- Pode ser uma bomba relógio em modo silencioso. – Hanna sorriu se sentindo um gênio. – Minha avó costumava a botar o relógio dela no silencioso, e sempre perdia a hora... Algo com o relógio biológico.
- Hanna, cala a boca.
- Spencer, eu só estou falando.
- Meninas, foco. – Logan disse depois de pigarrear propositalmente. – A caixa.
Spencer rasgou o papel madeira que revestia uma caixa branca e observou atentamente a mensagem gravada na tampa: “Ontem fui ao circo, encontrei um mágico fabuloso. Ele me ensinou truques. –A”
- Como se –A estivesse precisando de mais truques. – Aria disse, mas distraiu-se com o reflexo de seu corpo no espelho. – Eu estou gorda? Minha barriga está estranha.
- Você está linda como sempre. – O garoto olhou pra ela e sorriu docemente. – Muito linda mesmo.
Quando Spencer puxou a tampa da caixa encontrou uma caixa menor, e dentro dessa menor encontrou uma menor ainda e isso foi acontecendo até chegar a uma do tamanho de uma caixa de abotoaduras.
- Isso é uma mensagem. – Ela desenrolou o papel que estava dentro, e escrito de caneta dourada estava: “Esse é um dos truques que me mostra que vocês se atentam de mais aos detalhes. -A” – O que ela quer dizer com isso?
A capainha soou, Logan mais uma vez foi atender e quando abriu a porta deu de cara com quatro meninas. Elas eram exatamente iguais as suas amigas. E cada uma estava com uma boneca nas mãos.
- Olhem isso aqui.
- Deus! – Emily piscou para tentar ver se não estava olhando para algo e imaginando o oposto. – Essas garotas...
- São exatamente como nós. – Spencer olhou curiosa. – O que vocês têm para comunicar?
- Puxe isso. – A garota semelhante à Hanna empurrou a que parecia com Emily, ela tinha algo na boca, era um tecido. – Logo terá a resposta. – Ela sorriu e quanto mais Spencer puxava mais tecidos saiam dali. – Ou talvez não.
- Ela não é a resposta. – A mini Spencer disse cheia de si. – É apenas uma ilusionista.
- Escolha uma carta. – Dessa vez a versão infantil de Aria falou. – Essa é a verdadeira resposta.
Hanna puxou uma carta de baralho das mãos da garota, mas apenas tinha um anuncio de um show de um ilusionista.
- Ele trabalha sozinho. – E enfim a pequena versão de Emily falou. “onde foi parar aqueles tecidos?” pensou Hanna. – Somos apenas fantoches de –A.
- Assim como vocês são. – “Aria continua do mesmo tamanho que essa garota.” Hanna nunca focava sua mente nos acontecimentos, sempre pensava algo bobo e sem sentido. – E o nosso mestre manda irmos embora, nós deixamos nossa mensagem.
Alguma delas jogou algo no chão que fez um breve barulho e do nada tudo estava cheio de fumaça e elas tinha ido embora. Como se nem estivessem ali a alguns minutos.
- Qual era a mensagem? – Logan estava tão confuso quanto Hanna. – Alguém entendeu?
- Acho que era só mais um modo de nos distrair. – Aria suspirou. – Mais tempo perdido.
- Esperem. – Todos olharam para Spencer que estava com os olhos grudados em um papel. – Esse panfleto, é de algum mágico que está em Ravenswood.
- E daí? – Emily perguntou curiosa. – Isso é a mensagem?
- Claro. –A conheceu um mágico, e disse que esse mágico a ensinou algo. Deve ser esse, ela nos quer lá.
- Em Ravenswood. – Logan abaixou a cabeça pegando seu celular no bolso. – Vamos, eu já estou com o GPS pronto.
- Você não vai a lugar algum. – A nadadora disse firme. – É perigoso, quero você em casa. Essa briga é nossa.
- Prometa que vai se cuidar. – Pequena Aria olhou nos olhos o pálido garoto com olhar de ressaca. – Não queremos perder você como perdemos Alison.
- Prometo. – Ele não contestaria, ficava feliz que elas se preocupassem com ele. – Mas vocês têm que se cuidar também.
...
- Isso é Ravenswood? – Hanna sentiu um arrepio. – Esse lugar é horrível.
- Parece que as pessoas enxergam através de você. – Aria olhou de relance para uma mulher. – Principalmente aquela senhora ali.
- Deus! – Quando se deu conta de quem era Spencer disse. – Aquela é a Sra. Grunwald.
- A senhora que você acha que está ligada a Ali?
- Isso mesmo, Aria.
Quando elas viram o homem com o rosto pintado como o de um Pierrot olhando para onde estavam, elas se entreolharam, ele apontou para Aria.
- Eu? – Ela disse assustada. – Eu não gosto, eu sou claustrofóbica.
- Ela não quer. – Emily tentou protestar. – Escolha outra pessoa.
Ele não falava. Era um mímico e isso parecia muito coisa armada por –A. Todos sentados ao redor do show do Pierrot gritavam para ela ir, nunca tinha visto alguém aclamar para ver uma claustrofóbica em uma caixa.
- Tudo bem. – Ela disse derrotada. – Adeus garotas.
- Vai ficar tudo bem, estamos aqui com você.
- Somos o team Sparia? – Ela sorriu forçadamente. – Leva ela, Spencer adora mágica.
O garoto fez cara de triste e mais uma vez as pessoas começaram a gritar, enfim ela subiu no palco com o auxilio dele. Andou lentamente até uma espécie de caixa preta e ele a trancou lá dentro.
As meninas observavam tudo com atenção e quando ele abriu a porta da caixa Aria não estava mais ali, os celulares tocaram e elas viram a mensagem de –A: “Observem a melhor amiga desaparecer, ou fiquem distraídas. –A”
Quando olharam de volta para o palco a pequena e delicada Aria já estava de volta, e o publico aplaudia ao garoto que deu uma rosa para ela, rosa essa que murchou assim que ela pegou. Todos riram e ele entregou uma rosa de verdade.
- Onde está a Emily? – A morena não estava mais junto delas. – Ela estava bem ai...
- Ela desapareceu. – Spence disse e imediatamente recebeu outra mensagem, assim como as outras. – A. fez isso. – Hanna tentou ler a mensagem de –A que estava em francês, mas falhou ao falar algo engraçado. — “Larger dee main, vadias. –A” é algo como “mãos ligeiras.” – Disse Spencer.
...
Depois de falarem com Emily elas descobriram que ela estava em um galpão, presa em uma caixa prestes a ser cerrada por uma cerra de madeira. Quando estavam correndo para procurar Emily viram Red Coat, também correndo.
- Ela vai até Emily. – Hanna gritou. – Vamos atrás dela.
Red Coat corria bem mais rápido, mesmo estando com um par de botas de salto alto. Era como se ela fosse acostumada, isso lembrou Spencer de quando Ali andava com suas sandálias e parecia está descalço de tão leve que eram seus passos.
A loira entrou no galpão e desapareceu, segundos depois as três estavam lá tentando tirar Emily da caixa.
- Procurem algo para quebrar os cadeados. – Aria ordenou. – Rápido.
Quando Spencer achou algo para quebrar as correntes alguém bateu fortemente no botão vermelho que desligava a cerra. Era Red Coat. Quando Hanna olhou para cima viu outra loira com um casaco igual.
- São duas delas? – Aria olhou curiosa. – Peguem aquela. – Referiu-se a que saiu pela porta da fabrica. – Eu pego a outra.
Spencer correu atrás da Red Coat que estava nas ruas de Ravenswood, a que desligou a maquina. Já Aria correu atrás da outra que subiu as escadas.
- Você é boa, vadia. – Ela chutou a perna da loira mascarada. – Mas eu namorei um instrutor de artes marciais.
Red Coat foi pra cima dela, mas sem sucesso. A mais baixa sabia como se defender e também como atacar. Ela chutou a cara da loira fazendo com que a mascara fosse parar longe.
- Se renda, CeCe. – A morena tentou imobilizar CeCe, mas ela a empurrou contra a parede e pendurou-se em uma corda. – Aaah!
A corda arrebentou-se e por pouco CeCe não foi ao chão, Aria pegou a mão dela a tempo. A loira se debatia com medo de cair. O casaco dela começou a descosturar e em minutos tudo o que Aria segurava era uma manga de um casaco vermelho.
O corpo de CeCe estava no chão.
Ela estava morta...
- Não foi sua culpa. – Hanna tentava consolá-la. – Ela caiu.
- Mas eu não a segurei.
- Aria, você não podia fazer nada.
- Deveríamos ligar para policia. – Emily disse. – Ou para alguém...
- Pra que? O que vamos dizer? – Spencer apontou para o chão. – Ela não está mais aqui.
- Os mortos não levantam e vão andando. – Hanna arregalou os olhos. – Ela não está morta.
- Venham, vamos dar o fora daqui. – Spencer puxou Aria e as outras duas foram atrás. – Tenho algo para mostrar para vocês.
(E nessa parte acontece o que aconteceu na cena que elas encontra o covil de –A em Ravenswood, mas não vou escrever. Então pensem naquele momento e siga em frente.)
- É uma bela festa, mas apenas para convidados.
- Sra. Grunwald... – Spencer olhou surpresa. – Estamos aqui pela Alison.
- O que ainda fazem aqui? – Carla Grunwald era tão ameaçadora. – Eu disse para irem embora.
- Você sabe sobre ela, não é? – Aria perguntou. – Por que não nos conta?
- Em uma noite, eu senti algo terrível. – Ela suspirou. – Eu fui até Rosewood, Alison gritava por socorro e eu era a única que podia ouvi-la. – As garotas prestavam atenção. – Quando cheguei a amiga de vocês estava voltando a vida. Ela estava renascendo, como uma fênix.
- Você não a viu novamente? – Emily estava curiosa. – Onde a deixou?
- A cabeça dela estava sangrando, ela estava confusa e atormentada. – Ela fechou os olhos lembrando daquilo. – Ela também passou muito tempo sem respirar. Levei Alison para o hospital e quando voltei para buscá-la não estava mais lá.
- Por que ela não nos contou? – Hanna abaixou a cabeça. – Ela deveria ter nos procurado.
- Ela não tinha em quem confiar.
- Ela poderia ter confiado em nós. Somos melhores amigas.
- Não tenho tanta certeza que ela poderia confiar em vocês. – Carla não sabia como, mas tinha que salvar Alison. – Vocês devem deixar Ravenswood enquanto ainda podem. – Ela teria que contar a verdade. – Ele está aqui, e espera que vocês o levem até Alison.
A senhora simplesmente deu as costas e começou a andar.
Por toda Ravenswood podia ouvir-se gargalhadas...
Gargalhadas que as quatro garotas conheciam...
Era ela...
ALISON DILAURENTIS ESTAVA VIVA DURANTE TODO ESSE TEMPO.
- Nós vamos para uma festa. – Spencer suspirou. – E seremos penetras.
- Já temos o que vesti. – Aria encarava uma vitrine de loja de fantasias. – Adoro fantasias.
Notas finais
Muitos reviews e indicações, é só o que eu peço.
Amo vocês. -AliD.
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