Behind The Red Coat

18 Baby Please Come Home.


Notas iniciais
Esse capitulo foi o melhor que eu já escrevi. (Eu acho)
Tem três flashbacks, tem problema familiar e ainda tem o suspense no final.
Leia e comente.

– Eu sinto muito, Jamie. – Ashley tentava consolar o grande homem que chorava como um garotinho. – Você pode contar comigo.

– Obrigado, senhora Marin. – Ela estava nervosa, mas não queria começar a parecer desesperada naquele momento. – Você vai contar a Hanna?

– Eu vou pedir para uma de suas amigas fazerem isso agora.

– Não. – Ele disse segurando a mão que ela estava com o celular. – Esse é um momento que ela vai precisar mais de você que de qualquer amiga.

– Eu sei... – Ashley abaixou a cabeça e colocou o celular encima da mesa. – Só não sei como fazer isso. Hanna está cada dia mais delicada. Tenho tanto medo de...

– Calma senhora Marin. Você é a mãe, vai saber como fazer ela se sentir um pouco protegida.

– Jamie, saiba que pode contar comigo pra qualquer coisa.

– Obrigado.

Ele continuava chorando, enquanto Ashley tentava mostrar seu lado forte acariciando seu ombro.

...

– Hey Mike! – Aria chamou o irmão mais novo que olhou pra ela com cara de quem já estava de mal humor. – Eu só quero dizer que está tudo bem.

– O que está tudo bem? – Ele encostou-se na parede e sorriu sarcasticamente. – Eu não vejo nada bem.

– Sobre ontem. As coisas que você disse foram esquecidas.

– Que pena... – Ela ficou um pouco surpresa. Achava que Mike tinha tido apenas um pequeno surto. – Mas se quer lembrar, eu posso falar tudo de novo.

– Mike, eu não...

– Você é uma piranhazinha. – Ele chegou mais perto dela. – E é melhor que você seja melhor na cama do que em uma briga. – Ela estava vendo que Mike realmente não tinha jeito. – Isso foi o que eu disse.

– E você é um babaca. – Aria largou sua bolsa no sofá e apontou o dedo para o rosto dele. – É só mais um bebê chorão do Rosewood High, que não levou uma boa surra quando merecia. A mãe e o pai sentiriam vergonha de você agora.

– Não brinca. – Mike falou sarcasticamente enquanto ela se dirigia até a porta. – Que eu saiba eles tem vergonha de você. Afinal dormir com um cara mais velho, e que ainda por cima é seu professor não é algo que dá orgulho.

– Eu espero que a caminhada daqui até a escola te faça pensar.

– O que?

Ela abriu a porta e pegou o skate dele que estava encostado na parede e saiu. Mie chutou a almofada que tinha caído no chão e saiu rapidamente para alcançar a irmã, mas ela já havia ido para a escola.

...

(Flashback On)

Emily estava deitada em sua cama, ela tremia de frio. Com certeza não devia ter ficado na chuva com Alison na tarde passada.

– “Toc, toc” – Ela ouviu a voz familiar imitar o som de batidas na porta. – Posso entrar, Em?

– Não se você não for uma medica.

A loira abriu a porta sorrindo, ela estava com uma saia curta e uma blusa azul e seus cabelos molhados. O estilo casual a deixava ainda mais linda.

– Você quer brincar de medico? – Ela deu um sorriso de canto de boca. – Tire suas roupas.

– O que? – Emily ficou imediatamente assustada. – Minhas roupas?

– Eu só estava brincando, — Ela subiu na cama da morena e ficou de joelhos. – Mas eu posso tirar as minhas se quiser. – Alison desceu sua mão pela barriga com um sorriso no rosto. – Isso vai te deixar melhor? – Ela abriu a saia jeans.

Pam bateu na porta o quarto e logo entrou, mas ela teve tempo de se recompor. A mãe de Emily estava com dois copos de suco que Alison presumiu ser de laranja.

– Meninas, vou até o mercado. – Ela entregou o copo para cada uma delas. – Obrigada por vir ficar com Emily, Ali!

– De nada senhora Fields. – Tomou um pouco do seu suco. – Minha mãe deixou eu faltar aula.

– Jessica é um amor. Assim como você.

– Mãe? – Emily falou antes que Alison pudesse agradecer. – Você não vai ao mercado?

– Oh! – Pam sorriu e pegou a chave do carro que estava no criado mudo. – Já estou indo.

Quando ela saiu do quarto Alison sussurrou:

– Achei que ela não ia mais embora.

As duas sorriram e deram de ombros.

– Sua mãe liberou você da escola hoje?

– Na verdade não, mas eu vou encontrar com uma amiga hoje, temos que ir resolver uma coisa com um cara.

– E me usou como desculpa?

– Na verdade sim. – Ela piscou o olho. – Você vai me cobrir se minha mãe ligar pra saber se vim pra cá depois da aula?

– Quem é essa “amiga”?

– Não seja curiosa. Tudo no seu tempo.

(Flashback of)

...

Logan estava de volta ao Radley, dessa vez sozinho. Ele estava triste e queria alguém pra conversar. Hanna parecia a melhor pessoa para ouvi-lo.

– Então ele foi embora. – Disse ele com um olhar triste. – E eu fiquei lá, sozinho.

– Eu não consigo acreditar. – Ela estava surpresa por Logan ter sido deixado pra trás. Ele era lindo, tinha cabelos lisos, olhos profundos e um belo sorriso. – Como ele pode ter te falado essas coisas e ainda ter ido embora sem nem tentar te consolar.

– A verdade é que até –A sabe o real motivo.

– Ai meu Deus! – Hanna fez uma cara confusa que o fez sorrir. — -A está te mandando mensagens também? – Ele acenou com a cabeça. – E qual é esse motivo?

– Ele tem alguém. – Ele imaginou Lucas e Melissa juntos em Londres e desejou que o avião caísse, mas logo espantou aquela idéia da cabeça. – E eu não dei o que todos querem afinal de contas.

– Amor?

– Sexo.

– Bem, não é bem assim. – Ela lembrou de Sean, seu primeiro namorado. – Eu tive um namorado, e ele não era tão a favor de sexo. Digamos que ele queria algo especial. – Ela sorriu e balançou a cabeça. – Sean até participou de um grupo de “Eu posso esperar.”

Os dois deram risada, e daquele jeito foi o dia todo. Logan e Hanna estavam agradecidos por poderem rir o dia todo. Ela nem sabia mais como era aquela sensação.

– Hey Han, já está na minha hora. – Disse ele fazendo beicinho. – Obrigado por isso.

– De nada, Logie. Volte mais vezes, e fique bem.

(Flashback on.)

– Hanna, não seja assim. – Alison estava do lado dela. – Você tem um rosto lindo. – Isso fazia ela se sentir ainda pior, porque está do lado da garota mais bonita da cidade enfrente a um espelho não era divertido. – Sean vai adorar você.

– Você acha? – Ela se encheu de esperança. – Mas eu sou tão gorda.

– Você realmente tem um corpo horrível, mas nada que alguma cirurgia não resolva querida. – Alison levantou um pouco sua blusa e mostrou sua barriga que parecia a barriga das super modelos que elas viam na Victoria’s Secret. – Sean é rico, não duvido que ele pague.

A loira e magra deu um beijo na bochecha da pobre Hanna e falou animada:

– Agora vamos lá, Hanna Fortinha!

(Flashback Of.)

Quando ela se deu conta estava lá novamente, Hanna não sabia como poderia lembrar-se de tudo sobre Alison tão detalhadamente. Paul, um dos enfermeiros havia ligado o radio e ai vinha à surpresa.

“Quem está ai do outro lado?” – Perguntou o cara da voz grossa e muito bonita. – “E qual musica vai querer?”

“Meu nome é Alison.” – Era a voz dela. Hanna sabia que era, devia aquele reconhecimento imediato a todas as madrugadas no telefone com a amiga. – “Eu quero que minha melhor amiga Hanna volte pra casa. Então essa musica vai pra ela... “Baby please come home.”

Enquanto ouvia a canção a loira foi puxada para mais uma de suas lembranças.

(Flashback On.)

– Eu amo muito tudo isso. – Ela sorriu enquanto Alison acariciava suas costas com as pontas dos dedos. – Ali, posso perguntar uma coisa?

– Claro Han! – Disse ela com uma voz sonolenta. – O que é?

– Por que você nunca expressa sentimentos?

– Auto-proteção, Hanna. – Ela falou rápido. – Quando se tem uma família como a minha o melhor que se tem a fazer é ser independente e auto-suficiente. Só isso?

– Na verdade, eu queria saber por que você nos escolheu?

– Galera vocês não dormem? – Spencer olhou para as duas. – Temos provas amanhã.

– Verdade, Hanna. – Alison parou de acariciar as costas pálidas dela. – Pare de perguntas e vá dormir, estou cansada de ter que ficar até tarde com você por causa desse medo do escuro. – Ela deu as costas pra Hanna. – E se o escuro te fizer medo. Coma ele. Você come mesmo tudo que aparece na sua frente.

Spencer forçou uma risadinha e Hanna tentou se enfiar ao máximo no seu saco de dormir. Ela odiava quando Alison mudava de humor daquela forma.

– Amo vocês, meninas. – Ela falou baixo. – Boa noite.

– Eu amo você também, Hanna. – Spencer disse. – Durma bem.

– Bons sonhos. – Aria sorriu mesmo não tendo muita disposição de falar. – E eu amo você mais.

– Esse momento doce me fez perder o sono. – Alison levantou-se do seu saco de dormir. – Spencer, vou até o seu quarto falar ao telefone com uma pessoa. – Ela pegou seu celular que estava no balcão da cozinha. – Não venham atrás de mim. – Ela ordenou.

– Que pessoa? – Aria olhou curiosa, seu cabelo estava bagunçado e as mechas cor de rosa estavam deixando a situação deles mais engraçada. – A gente conhece?

– Só preciso contar algo a Ce... – Ela não terminou de falar o nome. Por algum motivo até os nomes das pessoas com quem ela se relacionava era segredo. – pra alguém. – Colocou a sua mão na cintura e segurou uma mecha do cabelo entre os dedos enrolando-o. — Por que perguntam tanto? – Elas sorriram e Ali disse – Eu amo vocês também, garotas. – “De verdade.”Ela pensou e logo subiu as escadas.

(Flashback Of)

“Baby please come home

Come home, come home...

– Oh meu Deus! – Ela pensou em voz alta. – Alison nunca quis que eu tivesse que vir aqui.

– Posso sentar com você? – O sotaque conhecido e o sorriso encantador a fez ficar surpresa. – Desculpe não ter vindo te visitar antes.

Notas finais
Mike tem motivos pra está tão revoltado? Vamos saber logo.
Flashbacks comigo *--* Gostaram?
E agora os dois momentos mais tensos: Alison DiLaurentis dedicando uma musica pra Hanna no radio. E quem é que foi visitar ela no final do capitulo? o.O
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