Behind Blue Eyes
9 -You're with me? - always.
Notas iniciais
Elizabeth’s POV
Acompanhei a diretora, eu e a tal menina, escutava seus passos ao meu lado e as vezes ela virava o rosto para mim e esperava que eu olhasse para ela também, mas não fazia o mesmo, percebi o quanto eu tinha me rebaixado e ia aceitar o meu castigo.
Entramos na sala de kristen e eu me sentei na cadeira, a menina fez o mesmo.
- Bom... Parece que você já conheceu nossa aluna nova. — Kristen falou se redirecionando para mim e cruzando seus braços. – E parece que você Cristina já conheceu Elizabeth. – ela se redirecionou agora para a estranha, que bom... agora era Cristina.
- Já ouvi falar... – Cristina falou.
- Eu nunca te vi na minha vida. O que eu te fiz pra me odiar? – eu falei me virando para ela.
- eu sou nova aqui, mas isso não significa que eu não tenha ouvido sobre você, você é uma cobra. – ela falou levantando o tom de voz e fez Kristen apartar aquilo rapidamente.
- Cristina, você esta suspensa no seu primeiro dia de aula, e Elizabeth você vai limpar a sala de musica, nosso faxineiro esta doente e lá esta precisando de uma limpeza. – ela falou se levantando. – se retirem agora da minha sala.
Sai de La imediatamente e fui para o pequeno armário de limpeza localizado um pouco distante da sala de musica, peguei um esfregão e um balde possuía água e sabão, peguei um pano e fui em direção à sala. Eu tinha passos lentos, sem nenhuma pressa de chegar La, olhei o corredor vazio e de algum modo eu gostava... um flashback veio a minha mente.
FLASHBACK
- Mãe,mãe,mãe ... – falei intusiasmada.- olha aliiiiiiiiiii, o homem ta vendendo um sorvetee.
- Não filha.. você não pode. – minha mãe falou se curvando para conseguir chegar a minha medida, a medida de uma menina de 8 anos.- A nutricionista não deixa, você vai perder alguns Kilos.
Pensei comigo mesma que tipo de mãe recusaria um mero sorvete ao seu filho?
....
Aquele flashback foi bruscamente interrompido por um tropeço em meus próprios pés, eu cai e por sorte não me machuquei, me levantei e já estava em frente a sala de musica, entrei meio hesitante e por fim fechei a porta. Soltei o esfregão e o balde, avistei um violão e o peguei, sentando em um pequeno banco ao lado, olhei para a ‘’plateia’’ e estava vazio, é como se eu conseguisse escutar o eco da minha respiração, comecei a brincar com as cordas fazedo um baixo som, uma coisa que poucos sabiam é que e cantava e tocava instrumentos também, cantar era uma das minha maiores paixões. Toquei as cordas e soltei um som abafado.
“I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?’’
Ergui a cabeça, e o salão ainda continuava vazio. Cantei o cover de Hallelujah que de alguma forma, significava algo pra mim. (http://www.youtube.com/watch?v=k29JxVCKBBM) .
Quando terminei de cantar, ouvi palmas, mas não varias palmas e também não era da minha imaginação, era de Niall.
- Uau, bela voz. – ele falou parando as palmas.
- O que você esta fazendo aqui? – falei envergonhada.
- Hora do almoço, percebi que você não estava no refeitório então te procurei por todo canto. – ele falou se aproximando. – Você nunca falou que cantava.
- Você nunca procurou saber. – falei largando o violão e ficando de pé. – Olha eu tenho que limpar aqui, não posso ficar falando besteira.
- Eu não me importo de falar besteira, eu só quero falar com você. – ele falou ainda mais próximo a mim.
- Niall, por favor, eu tenho que limpar.- falei dando um empurrãozinho nele.
- Tudo bem.. mas você não se livrou de mim. – ele falou saindo e indo para aula.
Olhei para ao esfregão, e comecei a limpar.
...
Ao terminar estava completamente exauta, a aula já havia acabado e eu estava morta de fome. Andei até o carro e vi Niall sentado sozinho em um banco, o que ele estava fazendo aquela hora ali?
- Por que você ta aqui sozinho? – falei ficando em frente a ele.
- Não tenho como voltar para casa, meu motorista me esqueceu aqui.
- vamos, eu te levo em casa.- falei e ele levantou surpreso.
-serio? – ele falou sorrindo.
-serio. – falei indo ao carro e ele me acompanhara.
Entramos e dei a partida, passamos um pequeno trecho do caminho em silencio até escutar o pneu do carro fazer um barulhão. Descemos assustados do carro para ver e o pneu havia furado.
- Deixa que eu conserto. – ele falou e eu ri.
- você? Consertar um carro? Hahahaha – falei rindo
Ele olhou sorrindo também pra mim.
- Eu sei, mas duvido você conseguir. – ele olhou esticando a mão aberta.
- Aposto. – apertei a sua mão, retirando a minha rapidamente.
Olhei bem para o pneu e eu não tinha a mínima ideia do que fazer. Tentei puxar o pneu, o que fui muita burrice minha, pois eu acabei caindo de bunda. Niall riu muito e finalmente estendeu a mão me ajudando a levantar.
Depois de muito esforço e pouco êxito eu me melei de graxa fazendo Niall rir mais ainda, ele pegou um flanela que havia dentro do carro e passou lentamente no local sujo me fazendo sorrir de leve, ele estava bem próximo de mim.
- Nós precisamos parar de ter esses momentos. – falei olhando em seus olhos.
- Porque nós não pulamos pro principal? – ele falou se aproximando, mas eu botei minha mão ao seu peito o afastando devagar.
- Me de um tempo... pra pensar.- eu falei já não o encarando mais.
- Nós não temos nada a perder.- ele falou botando a mão em meu pescoço. – Mas lhe dou o tempo que você quiser.
- Obrigada. – sorri para ele e ele retribuiu- é melhor você trocar o pneu.
Ele fez que sim com a cabeça e rapidamente havia trocado. Entramos denovo no carro e fomos para casa, o silencio dominou mais uma vez o carro, que logo se interrompeu denovo ao chegar na casa de Niall.
- Xau, obrigado pela carona. – ele falou saindo do carro e batendo a porta.
- De nada, até amanha. – falei acelerando e indo pra casa.
Chegando em casa dei de cara com meu pai, eu o abracei fortemente e dei beijos em suas bochechas.
- Já estava morrendo de saudades. – falei ainda o abraçando.
- Eu também minha filhota.- ele falou me levantando no colo.- vá chamar sua irmã que faremos uma refeição em família, para contar todas as novidades.
Corri pelas escada e entrei no quarto de Katharine, a mesma me jogou na parede e estava desesperada.
- O que eu faço? Eu conto pra ele? – ela falou quase chorando.
- nós contaremos, eu te ajudo.- segurei sua mão e nós duas saímos do quarto descendo as escadas.
- Você esta comigo? – ela falou já avistando nosso pai sentado na mesa.
- Sempre. – olhei pra ela e fomos a caminho.
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