Notas iniciais
Ebaa, eu te convenci a ler até aqui!!! O prólogo não é como o resto dos capítulos, que se passarão em Hogwarts. É mais uma explicação. Um começo. Minha dica/ meu pedido: Se ler e gostar de como eu escrevo, volte pelo primeiro capítulo. É aí que realmente começa a ter a cara da história. Bom, boa leitura u.u

Era agosto.

Abri a porta de casa. Minha mãe sentava no sofá. Com uma cara séria.

Talvez fosse mais estranho que minha mãe estivesse lá do que que ela estivesse séria.

– Oi, Serena. – esboçou um sorriso. – Sente-se, querida. Precisamos conversar.

Franzi o cenho, mas o fiz. Devia fazer anos que a gente interagia direito, ainda mais tinha uma conversa de verdade. Sabe, algo além de “bom dia”, “estou saindo” ou “vou viajar”.

Naquele momento, um homem saiu da cozinha. Um homem loiro.

Ótimo, ela ia se casar...

– Filha, esse é Draco Malfoy. – ela ergueu as sobrancelhas, como se eu devesse saber quem ele era. – ele é professor de Hogwarts.

– Prazer. – ele se sentou na poltrona à minha diagonal e sorriu.

Ao invés de me sentir aliviada porque minha mãe não estava apresentando seu futuro marido, eu me senti mais nervosa de ter um bruxo na minha sala de estar. Minha vontade era perguntar o que raios ele estava fazendo lá. Mas eu fui educada e só sorri.

– Malfoy estava me explicando sobre uma... Situação. – ela prosseguiu. – Parece que, nos últimos dois meses vêm ocorrendo ataques em massa de dementadores a Nova York. Eles procuram nascidos-trouxas e meios-sangues como você. Foram enviados pelos comensais da morte.

Minha expressão era confusa. Fazia muito tempo que não ouvia minha mãe falar dessas coisas.

– O que isso significa? Que a gente precisa se mudar? – perguntei, alternando olhares entre os dois. A última coisa que eu precisava era ser a novata de novo.

– Bom... A gente não, filha. – ela respondeu. – mas, mesmo que isso não tenha sido planejado, dadas as circunstâncias, acho que seria ideal você ir para Hogwarts. Era sobre isso que eu e o professor Malfoy estávamos conversando.

Olhei para minha mãe confusa. Então me virei para o professor com a mesma cara.

– Serena, você não é obrigada a nada. Mas a diretora McGonnagal ordenou que os professores orientassem todos os bruxos não alunos. Os alertassem sobre a situação, e informassem que, por questões de segurança, a melhor alternativa no momento é Hogwarts. – ele disse, calmamente, seu tom de voz quase como se desse a notícia da morte de um parente.

– Eu sei que é uma mudança drástica, e há anos concordamos que você não iria, depois de a morte de seu pai. – minha mãe fez uma pausa. — Eu entendo se você continuar a querer ser uma adolescente normal, mas pense no assunto, querida. É pro seu bem.

Respirei fundo.

Sim, parte de mim disse. Vai ser bom. Sair daqui. Ir pra longe dessas pessoas, desses valores, de tudo.

Quem liga para ser normal?

Mas não. Não dava. Havia motivos para eu ter desistido da ideia de ir pra Hogwarts logo depois que meu pai morreu. Eu não era mais aquela criança fascinada com tudo isso. Tudo que eu queria era ficar longe desse mundo, dos perigos, dos problemas. Pra não acabar que nem ele.

– E se eu não for? – perguntei para Draco. – o que isso significa pra minha vida?

Ele suspirou. Seus olhos acinzentados se cerraram um pouco mais, examinando a situação. Escolhendo palavras.

– Bom... – começou – isso definitivamente não deixaria sua vida inalterada. Você viveria em alerta. Não teria como se defender dos dementadores que constantemente colocariam a sua vida, a de sua família e todos que ama em perigo. – senti meu corpo se arrepiar. – as coisas não iam voltar ao normal tão rápido. Caso você sobreviva aos ataques, a previsão é de alguns meses antes dos aurores liquidarem os milhares de dementadores que migraram para a cidade. – ergueu as sobrancelhas. – E os que continuam vindo.

Meu coração parou por um segundo. As coisas não iam voltar ao normal...

– Eu vou. – respondi, impulsivamente, quase que interrompendo meus próprios pensamentos. – se no final do ano letivo não tiver mais perigo, eu posso voltar, não é? Dessa vez sabendo me defender?

Ele assentiu.

Olhei para minha mãe. Ela me encorajou com o olhar. Óbvio. Não é como se fosse fazer tanta falta a minha ausência nos poucos minutos que ela fica em casa por semana.

– Então eu vou. – repeti. – é só dizer quando que eu vou pro aeroporto.

Draco riu.

– Nada de aeroporto. E, bom... Vamos hoje. – soou decidido.

– Hoje?!!

– É. As aulas começam segunda, e você ainda tem compras a fazer. Você é uma das pouquíssimas alunas que ainda não saíram dessa cidade. Então eu diria que é um pouco urgente. – o loiro sorriu, tentando descontrair o clima.

– Ah,... – suspirei, aceitando a situação. – então só me deixa fazer as ma...

Assim que levantei, antes que pudesse completar a frase, uma mala de viagem e várias roupas vieram voando do meu quarto e pararam no chão, à minha frente. As roupas se dobraram e entraram na mala, que se fechou sozinha.

Olhei para Draco, que segurava sua varinha na mão, com uma expressão satisfeita.

Fiquei nervosa. Mágica me deixava assim.

Melhor se acostumar.

Draco pegou minha mão e pousou em seu braço direito. Com o outro braço, segurou a mala.

– Segure firme. – orientou.

Antes que pudesse pensar duas vezes, eu já saíra dali.

Notas finais
E aí? Deu pra aguentar? Se sim, o próximo capítulo sai em breve. Tipo amanhã-ou-depois-em-breve. O resto também não demora - eu não sou esse tipo de autora que gosta de matar os outros de curiosidade. Ah, e normalmente os meus capítulos não são tão pequenos. Beijos e deixem reviews. Preciso de inspiração, saber o que vocês querem. Adios, muchachos.