Notas iniciais
Gente, desculpa pelos capítulos meio parados no início. Eu prometo altas emoções mais pra frente na história. Por favor deixem reviews, eles são importantes. Ah, e a Serena tem muito dinheiro em Gringotes que era do pai dela. Boa leitura.

Senti minha cabeça girar. Pisquei os olhos, olhei em volta.

– Onde estamos? – perguntei a Draco, ainda tonta.

– Londres.

Ele me puxou para dentro de um lugar, não vi direito onde.

– Mais um quarto pra essa daqui. – Draco falou com algum tipo de gerente. Olhei para a parede. Li os dizeres “Caldeirão Furado”. Devia ser o nome do lugar. Do lado tinha um relógio. Era madrugada em Londres.

Fui levada para o final de um corredor, onde recebi uma chave para meu quarto.

– Bom, Serena. – Draco me deu minha mala. – tente dormir. Pela manhã voltarei aqui para comprarmos os materiais que você vai precisar esse ano.

Ele sorriu, mas mal podia vê-lo à minha frente com a escuridão. Tudo que via eram seus cabelos platinados refletindo a fraca luz da lua que entrava pela única janela.

Assenti, mas sem certeza de que ele o viu. Só soube que fora embora quando seu hálito quente de hortelã não me atingia mais. Ouvi um estalo.

Entrei no quarto, vasculhei a mala em busca de uma camisola, e deitei.

Acordei com um alto CRACK. Logo em seguida alguém bateu na porta.

– É o Draco!

– Pode entrar. – falei sem pensar. No instante seguinte me toquei que meu cabelo estava bagunçado e eu usava uma camisola que mal cobria minha calcinha.

Corei um pouco, já estava sentada na cama.

Draco entrou e arregalou os olhos de leve ao dar de cara com minhas pernas inteiras. Corei mais.

– Serena... É, eu... – ele se envergonhou também. – porque não se apronta? Te encontro aqui fora em alguns minutos. – falou apressadamente e fechou a porta.

Tudo que consegui fazer foi assentir.

Penteei o cabelo, lavei o rosto e coloquei a primeira roupa que apareceu. Não queria o deixar esperando.

Assim que saí do quarto, Draco me levou até um lugar familiar.

Beco Diagonal.

Eu me lembro de ter ido lá quando tinha uns seis anos, com meu pai, poucos meses antes de ele morrer.

Lembrava vagamente do lugar. Eu fiquei entusiasmada porque tudo parecia antigo – London, baby – e por causa das corujas.

Olhando ao redor, algumas memórias voltavam. Algumas paisagens eu reconhecia.

– Mogno, 30 centímetros, flexível, com pelo de unicórnio. – Olivaras descreveu minha varinha. Ele era mais velho que qualquer outra pessoa que eu já tivesse visto. Devia ter mais de 100 anos, mas falava com um sorriso no rosto que me fez esquecer sua idade.

Quando dei por mim, Draco já me puxava para fora da loja.

– Quer um animal, Terrence? – perguntou.

Terrence? Eu achava que ele me chamava pelo nome.

– O que? Tipo, uma coruja? – me deixei levar pelo entusiasmo de criança por um momento.

Ele assentiu.

– Mas, calma. O cara do banco disse que eu tenho bastante dinheiro, né? – perguntei, voltando à realidade.

Ele riu.

– De Gringotes? – levantou uma sobrancelha como que me corrigindo. — Sim, não se preocupe.

Abri um sorriso. Saí dali com uma gaiola, dentro da qual estava uma linda coruja negra com uma única mancha branca no peito.

.

Antes que eu percebesse já era segunda e estava aparatando com Draco para uma estação de trem.

– Porque eu não posso ir direto pra Hogwarts mesmo? – perguntei a ele, rindo, assim que chegamos.

Ele sorriu.

– Por questões de organização, é política da escola que todos os alunos cheguem na mesma hora e do mesmo jeito. – explicou. – agora, preciso ir.

– Ok. Obrigada por tudo, Draco. Te vejo na escola. – falei, com um sorriso.

Ele pareceu reprimir um sorriso de volta.

– Eu sou seu professor, Senhorita Terrence. – sua voz era séria, mas ele pareceu divertir-se – talvez devesse se acostumar a me chamar pelo sobrenome.

– Isso é sobre a camisola? – perguntei, de brincadeira, e pude vê-lo corar um pouco. – porque isso não deixa a nossa relação nem um pouco menos profissional.

– Todos os alunos tratam os professores pelo sobrenome. – respondeu, sério, mas com um sorrisinho involuntário em seu rosto. – Você não tem exclusividade sobre os demais.

E com isso, aparatou. Eu sorri, e me virei.

“Quando chegar na estação, só atravesse a pilastra entre as estações nove e dez”, sua voz ecoou em minha mente, me lembrando o que fazer.

Corri em direção à parede, e logo estava em uma outra estação. Lotada, cheia de bruxos adolescentes com corujas, malas, livros, dando tchau para os pais e entrando no trem. Eu também o fiz. Entrei num vagão vazio.

Podia ouvir as pessoas no trem conversando. Trocando risadas, contando histórias de suas férias.

– Posso entrar? – perguntou um garoto moreno, parado na entrada do vagão. Eu assenti.

Ele guardou suas coisas e sentou-se ao meu lado. Estendeu sua mão e me lançou um sorriso sedutor.

– Eu sou Tiago. – disse. – Potter. E você é?

Antes que pudesse responder, outro garoto entrou no vagão.

– Achei você! Será que eu posso sentar aqui? Não tem muitos vagões vazios e não achei ninguém. – falou ele antes de sequer olhar pra mim. Só então percebeu que eu também estava lá.

– Serena Terrence. – falei aos dois. – Prazer.

– Esse é Alvo, meu irmão. – disse Tiago. Alvo parecia tímido, não falou mais nada. Seu cabelo era mais escuro que o de seu irmão e seus olhos, ao invés de castanhos, eram azuis.

Logo, mais dois vieram à procura de Alvo. Gerald Longbottom – muito gato por sinal – e Gabrielle Johnson.

– Você é de que ano? – eles perguntaram.

– Na verdade, eu não sei. – respondi, mais para mim mesma que para os dois. – eu entrei esse ano, mas vou fazer dezesseis. Não sei em que ano eles vão me colocar.

– Ah, meu deus! – Gabrielle exclamou. Seus olhos eram de um verde claro. Eu sempre quis ter olhos assim. – você é uma das pessoas que foram atacadas por dementadores? Em Nova York?

Abri um sorriso amarelo.

– Eu não fui atacada. Só existia esse perigo. – esclareci.

– Pelo que meu pai disse, tem milhares de dementadores lá. — Tiago contou, alarmado. – vai precisar de muitos bruxos pra resolver isso.

– Os... Os trouxas não correm perigo, não é? – perguntei, pensando em meus amigos. E em minha mãe.

– Até onde eu sei, os comensais mandaram os dementadores atrás dos sangues-ru... Dos mestiços. E nascidos trouxas. – informou Gerald. Ele era extrovertido, mas não parecia ser popular. – NY é a cidade com mais bruxos depois de Londres, e a maioria lá não é sangue-puro.

Meu pai o era. Eu não.

Naquele instante o trem partiu. Nós cinco conversamos bastante no caminho. Eles pareciam ser bastante amigos.

Logo estávamos em Hogwarts. Não muito diferente do que imaginei. Um castelo enorme, como os outros da Europa. Paisagens de pedra meio a florestas e clareiras, bruxos e bruxas andando de um lado pro outro. Alunos chegando.

Um senhor alertava os novos alunos a se formarem em fila. Me separei de Tiago e os outros e fui para lá. A maioria das pessoas parecia ter perto dos dez anos. Menos de quinze pareciam mais velhos. Deviam vir de Manhattan como eu.

Entramos num salão grande, onde todos estavam reunidos. A fila agora era para sentar em uma cadeira e colocar um chapéu mágico.

– Serena Terrence – gritou o chapéu na minha vez – Grifinória.

Seja lá o que isso quisesse dizer, vi Tiago e seus amigos comemorando e acenando para mim. Antes que conseguisse me dirigir até eles, fui detida pelo senhor que estava orientando os novos alunos.

– Vem de NY? – perguntou, com sua voz esganiçada. Eu assenti. – Que idade você tem?

– Quase dezesseis.

– Bom. – ele pareceu pensar por um minuto. – você vai para o quinto ano. Como o resto dos foragidos, terá aulas complementares todos os dias no período da tarde para aprender o básico de magia que você não sabe.

Ele me entregou uma folha em branco, meio antiga, como de pergaminho. Agitou sua varinha, e logo a folha não estava mais em branco. Era meu horário.

– Nós não podemos colocar alunos de quinze anos no primeiro ano. Não faria sentido. Mas caso seja necessário, você terá que voltar para o quarto ou o terceiro. Os outros nova-iorquinos não são da sua idade. – Eu assenti nervosamente e repetidamente enquanto ele falava. – Por enquanto não se preocupe com isso. Vá para seu dormitório. Ah, e bem-vinda à escola Hogwarts de magia e bruxaria. Você está segura aqui.

Sorri e assenti, me virando para procurar alguém que conhecesse na multidão.

.

– Vocês são todos desse dormitório? – perguntei a Alvo, Tiago, Gabrielle e Neville.

– Dessa casa. – corrigiu Neville. – Sim. Se não, não poderíamos entrar no salão comunal...

– A maioria dos bruxos tende a ser mais próximo de gente da mesma casa. – explicou Gabrielle. – primeiro por causa do contato. Mas também porque, se o Chapéu Seletor te colocou aqui, quer dizer que você tem características em comum com todos nós.

A loira falava bastante. Isso me acalmava, de algum jeito. Como se já fosse amiga dela há tempos...

– Tipo o que? – olhei em volta. O tal salão comunal estava uma bagunça de gente entrando e saindo, subindo e descendo escadas dos dois lados. Havia uma lareira no centro, mas ela não estava acesa, porque fazia calor aqueles dias.

– Bom... – Alvo começou. Reparei que ele não havia falado comigo antes. Sua voz era bonita. Calma. – somos conhecidos pela nossa coragem.

Eu ri comigo mesma.

Poderia listar cem, mil adjetivos sobre mim mesma. Duvido que corajosa estivesse na lista.

Subi para meu quarto. Com Gabrielle. Arrumei minhas coisas. Ela passou metade do tempo falando que americanos eram estranhos. E trouxas também. Só porque eu não me vestia que nem esses bruxos sofisticados europeus...

Lullaby saíra com uma carta. Seja lá porque saíra, eu imaginava que ela voltaria. É pra isso que servem as corujas, certo...?

De qualquer jeito, depois de minutos (ou horas, nem sei) arrumando nosso novo quarto e mais um longo tempo conversando, nós duas caímos no sono.

Notas finais
E aí, gordos e gordas? Descente? Dá pra clicar em acompanhar e ler o próximo antes de se decidir? Eu acho que dá, hein u.u Anyway, beijocas, cobrarei reviews. Próximo cap em breve :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.