Beginnen
7 Capítulo 7
Notas iniciais
P.O.V Anne
Com o sangue subindo em minha cabeça. As armaduras quase não eram o suficiente. Espadadas pra cá, flechadas pra lá. Sem tempo de pensar, só estava agindo.
O que acontecera foi: Há algum tempo atrás, nosso amigo Harry fora morto por Steve, um garoto que demonstrava ser nosso parceiro, apenas demonstrava.
Enquanto batalhávamos contra minotauros e uma fúria , Steve apenas se virou contra nós, e matou Harry, sem tempo para perguntas ou qualquer outra coisa.
E hoje mais cedo, enquanto dormíamos houve uma explosão, não uma pequena, mas uma com uma proporção estrepita.
Acordei assustada, com o meu coração célere e sem poder me levantar para me trocar, as sirenes que costumavam avisar perigo tocavam. Apenas coloquei um casaco e fui lá para fora.
“A arena explodiu”, ouvi uma garota comentar. Puxa, as notícias rolam rápido mesmo por aqui.
A caminho do chalé de Ruby, me deparei com Dylan e Lizzy, que corriam atônitos para ver o que acontecia.
– Anne, você está aqui! – Dylan me abraçou. Era de praxe me levantar cedo e ir treinar na arena, mas desta vez estava cansada de mais para tal.
– Com licença – e tirei o garoto de perto – o que houve?
– Ninguém sabe.
Era isso, a arena estava pegando fogo, e todos precisávamos evacuar o espaço, para não corrermos perigo. Estávamos voltando para nossos chalés para pegar algumas coisas, quando notei um movimento estranho dentro da floresta.
– Vocês viram aquilo? – inclinei meu corpo em uma posição confortável, para que pudesse ver melhor. Mas a sombra não estava mais lá.
– O quê? – indagou James, que já estava conosco.
– Na floresta! – disse.
Não sabia o que era, mas eu estava tão perturbada com os acontecimentos, que qualquer coisa que acontecesse e pudesse me arrumar uma briga ia ajudar muito. Portanto, peguei algumas espadas e vesti umas armaduras que tinham ali por perto
– não era raro no acampamento ver coisas assim espalhadas pelo canto – e os outros não tardaram em fazer o mesmo.
Corremos em direção à floresta, e vagueamos preocupados notando cada pequeno detalhe envolvido — apesar de tudo, a vista naquela floresta continuava linda. Quando corríamos era possível ver os raios do sol se esticando ao máximo para serem notados dentre a imensidão verde que se encontrava ao meio das folhas. E não tardou para acharmos o que queríamos. Era isso, quem estava lá era Steve. Ele tinha colocado fogo na arena, óbvio.
– O que você faz aqui? – perguntou Lizzy, enquanto estávamos todos parados frente um ao outro espavoridos.
Steve deu uma risadinha de leve, e com tom de deboche, disse:
– Acharam mesmo que seria só aquilo? – falava enquanto zanzava em nosso torno – Eu chegaria, conquistaria seus belos coraçõezinhos, mataria o Harry – e fez gestos com a mão, caçoando do que fizemos ao ver Harry atirado no chão, morto – e iria embora? Vocês são muito inocentes mesmo.
– Qual a sua intenção fazendo isso? – Lizzy indagou – o que nós te fizemos? O que o Harry te fez?
– Isso não vem ao caso, minha florzinha – e Steve pegou o rosto de Lizzy, que o virou rapidamente, retirando do campo de alcance de Steve.
– E por que você botou fogo na arena? – perguntei, e nesse momento, estava decidida a atacar o idiota, mas gostaria de ouvir suas explicações.
– Eu não coloquei fogo na arena – e desta vez ele fez uma cara confusa – eu estou aqui para descobrir isso.
– Acho que 5 pessoas são o suficiente para descobrir isso – e ataquei ele.
Todos ficaram parados olhando, enquanto eu e Steve duelávamos. E quando eu estava quase cravando minha espada em seu peito, um vulto apareceu, e segurou minha espada junto com a sua.
– Ashley? – berrou Steve, atirado no chão – o que você faz aqui?
– Por acaso você não viu a arena? E ainda vem me perguntar o que eu fiz? –
Ashley respondeu, com dificuldades, pois estava duelando contra mim.
– Quem é Ashley? – perguntou James.
“SHHHHH”, e foi uma sinfonia, uma mistura de todas as vozes juntas mandando James ficar quieto.
– Ashley é minha ex – respondeu Steve – e eu também não sei o porquê dela estar aqui.
E a batalha continuava.
– Vim te ajudar, meu amor – e sorriu – eu disse que ainda te amava. E você pediu provas, estou aqui para te provar.
E quando olharam para trás, Steve tinha fugido, e deixado apenas suas armas.
“Ahh...” e isso foi a última coisa que a boca de Ashley pronunciou. Eu estava com sede de sangue, precisava ferir alguém. E Ashley se ofereceu, e provocou. Ashley, a segunda pessoa morta em um mês. Só que para essa ninguém ligava.
– Anne, por que você fez isso?
–Eu não aguentava mais a voz chata dessa garota — e limpei minha espada nas minhas vestes — aí eu matei ela.
– Você sabe que isso te trará muita complicação futura, né? — Disse James.
Desta vez, eu não conseguia simplesmente sentir ódio dele, todo aquele rancor que eu tinha desapareceu, e eu lhe dei uma resposta digna.
– Não se nós enterrarmos o corpo.
E assim foi feito.
Não foi um desfecho perfeito para uma bela manhã, e meus colegas não se orgulham muito disso. Mas foi feito o necessário. Quando eu cheguei em meu chalé, havia uma carta colocada lá, que me fez repensar sobre o assunto de Steve estar terminado.
A carta dizia:
"A arena não foi algo que eu planejei. Mas o que eu tenho reservado para vocês é muito pior que isso. E se cuidem, tenho parceiros romanos comigo nessa! Quanto à minha ex, agradeço por terem dado fim nessa infeliz."
E, se fosse verdade o que Steve disse, o acampamento corria um grande perigo.
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