Begin Again
13 Super Roller Coaster
Notas iniciais
(No dia que o Nyah! parar de cortar as notas iniciais, o Percy deixa de ser lerdo)
Continuando....
– Uma Direção
– Fran (WTF? É VOCÊ MESMA?)
– Ms Hemmings
– Bih Silva
– Mayara (Sumida, tenho uma surpresa pra você mais tarde ♥)
– sagas e series (OMGS MAIS UMA DO FANDOM ♥)
Espero que gostem
Ally’s POV
Eu detesto parques de diversões, sempre detestei.
Quando eu era pequena, o Super Adventure Island era um dos parques mais famosos de Los Angeles. E, mesmo sendo nova iorquinos, meus pais o adoravam. Todo ano, nós pegávamos o carro e embarcávamos em uma viagem cheia de músicas infantis até o melhor parque de todos os tempos. Ou como meu pai gostava de chamar: “O mais caro”.
Claro que a tradição acabou quando Penny Dawson fugiu. Ninguém mais tinha ânimo para ficar lembrando da mulher que mais adorava parques. O que não foi um problema para mim, só de pensar que eu nunca mais teria que subir naquela montanha russa de novo, me sentia aliviada.
Por isso que eu quase esganei aquele loiro oxigenado quando ele me apareceu com três ingressos para o Super Adventure Island em Los Angeles.
– Não. – Respondi, para as duas carinhas de cachorros caídos da mudança. Melody piscou, Austin aumentou o bico. – Não mesmo, nem pensar. Não adianta fazer essa cara, eu não vou.
– Ally... – Começou ele, passando um dos braços sobre meus ombros desnudos. Meu cabelo estava preso em um coque e eu usava apenas a calça do meu pijama e uma regata branca lisa. – Pensa bem, é um parque de diversões!
Mesmo assim, olhei para ele como se tivesse ouvido: casa mal assombrada viva – o que seria bem melhor do que um parque.
– Eu já pensei bem, eu não vou. Me desculpa.
~//~
– Não acredito que eu concordei mesmo com isso. – Reclamei, enquanto via o cenário da doce Miami Beach mudando. Pelo retrovisor, Mel observava tudo admirada, ela já havia saído de Miami antes. Os pais dela são de Nova York e passaram uma longa temporada em São Francisco antes de se mudar para a cidade tropical.
No volante, Austin riu alto. Ele estava desse jeito desde que me convencera.
– Eu sabia que você concordaria. – Disse ele, enchendo minha cabeça de insultos para esse sorriso idiota.
Loiro maldito. Convencido de uma figa. Barbie Sacana.
– Se você disser isso de novo, eu juro que pulo desse carro e me suicido.
Dessa vez, ele fez muito esforço para reprimir a risada. Revirei os olhos.
– Essa foi a maior ameaça que você já disse. – Disse ele naquele tom risonho que eu detesto. – Qual é o problema? Estamos indo para um parque, não para a base de explosivos do exército no Afeganistão.
Pode parecer estranho, mas eu gostei bastante da segunda opção. Então, preferi ficar calada e pelo menos aproveitar a viagem e torcer para que durasse séculos. Porque essa era a minha parte preferida da tradição de família. O parque em si, era uma droga, mas o percurso até lá era maravilhoso.
Não importava quantas vezes papai já tivesse ido a Los Angeles – seja a negócios ou com a gente – ele sempre se perdia, ou esquecia de colocar gasolina, ou furava um dos pneus... alguma coisa sempre acontecia para atrasar a viagem. E, na maioria das vezes, a culpa era minha. Eu adorava desejar que acontecesse algum imprevisto, quanto pior, melhor. Contudo, eu não desejava nada de ruim, apenas coisas pequenas que fariam Lester Dawson chutar a traseira de seu possante querido e arrancariam enormes risadas de sua filha única e sua esposa.
Mas eu não consegui desejar nada daquela vez. Não com Austin batucando o volante com os dedos e cantarolando alguma música no rádio. O cabelo loiro levemente para o lado por causa da brisa fresca que entrava pela janela. Parecia tão natural, e era isso que o deixava ainda mais lindo.
Lindo, uma palavra que eu nunca pensei em usar para aquele garoto louco que me perseguia pelos corredores. Mas não dava para evitar, não mais. Ele era diferente de todos os caras que eu já conheci. Claro que Dallas também era. Então, por enquanto, admirar o meu melhor amigo de longe está bom. Sem cobranças, sem esses tipos de rótulos estúpidos. Eu gosto de estar com ele, gosto da presença dele, gosto dos olhos dele, isso é o suficiente.
Discretamente, tirei o presente que ele me dera de dentro da mochila aos meus pés e esperei ouvir o clique. Austin me fitou imediatamente, incrédulo.
– Você acabou de tirar uma foto minha, Dawson?
Assenti, rindo.
– Se tem uma coisa que eu aprendi com você, Moon... – Disse eu. – É que as melhores fotos são das pessoas que são pegas de surpresa.
Ele sorriu, divertido como se tivesse acabado de receber na mesma moeda e disse:
– Touché.
Depois daquilo, a viagem passou rápido, mais rápido do que eu queria. Vou colocar a culpa toda no meu melhor amigo que cantava tão bem que me fez cair no sono, depois da pequena Mel estar dormindo no banco de trás. Fechei os olhos e me aconcheguei mais ao assento, deixando o cansaço me vencer.
Quando acordei, Melody e Austin estavam cantando o que eu reconheci como a canção do parque. Tinha um lençol me cobrindo e fazia frio, tanto que a morena menor estava com seu casaco azul de inverno, que certamente não usava muito em Miami. Olhei pela janela, onde Los Angeles – bastante diferente de quando eu tinha doze anos – surgia como um raio de sol. Eu já tinha ido até lá milhares de vezes na infância, mas daquela vez, me surpreendi de verdade.
Perguntei a Mel se ela já conhecia a cidade, a menina assentiu.
– Tia Thalia mora aqui junto com o marido. Ela e a mamãe são melhores amigas. O Tio e o papai também.
Perguntei se ela queria ligar para os pais, ela fez que sim e eu entreguei meu celular. Logo, ela e a mãe estavam conversando sobre os tios e como Los Angeles estava maior desde que eles visitaram no verão passado. A mãe disse que estava tudo bem em Nova York, eles estavam visitando a avó dela e trariam os biscoitos que ela tanto adora. Parei de ouvir a conversa e me voltei para Austin, ele estava animado como nunca.
– Você já foi ao Adventure Island alguma vez? – Perguntei.
– Super Adventure Island – Corrigiu. Revirei os olhos. – Só uma, faz muito tempo...
Percebi que tinha algo a ver com Chelsea, então mudei de assunto.
– Eu vinha aqui todos os anos com meus pais até fazer doze anos. – Austin me olhou surpreso. – Mas nós nunca chegávamos cedo, papai se perdia e o que eu mais gostava era a viagem. Sabe, todos cantando músicas idiotas de viagem, meu pai arrancando os cabelos quando pensava no quanto ia gastar... Era um máximo!
Ele riu alto.
– Você é louca. – Concluiu.
– E você já sabia disso.
Ele tentou formular uma resposta, mas estava em um beco sem saída.
– Dá pra me deixar ganhar uma vez? – Perguntou, fazendo birra. Olhei em seus olhos, acariciei seu cabelo e sorri.
– Nunca. – Rimos. Foi quando eu avistei a entrada do parque e tive que dizer: — Bem vindo a Ilha da Tortura. Austin debochou, procurou uma vaga e estacionou o carro. Eu estava tão relutante em sair que ele teve que me puxar pela mão. Peguei Melody no colo. Ela estava um pouco desanimada por estar com saudade dos pais, mas sabia que eles estavam lá para ajudar, eles tinham um tipo de trabalho de verão em uma fazenda perto da cidade. Era incrível.
– Qual vamos primeiro? – Perguntou ela.
Austin sorriu para mim, como se estivesse me desafiando.
– Onde você quiser, Mel. Depois Ally e eu vamos na montanha russa.
Dei um soco no ombro dele, mas o segui calada pensando em uma boa maneira de matar um loiro idiota e esconder o corpo depois.
Continua...
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