Begin Again

9 Little Surprise


Notas iniciais
Obrigada a todos os nove comentários gente, vocês são demais

(Pequeno problema nas notas iniciais :B)

– Princess Bubblegum (Já me acostumei com o seu user o.k. Miss? kkk)
– Letícia Merlo
– Uma Direção
– CqC
– Vida Brilhante
– isah lynch marano (uma novata? bem vinda ♥)
– Mayara (não acredito, uma fã percabeth? *-*)
– Maria Isabel
– brunadielle (não acredito, que fofa você, bem vinda ♥)

Curtam o capítulo, amores.

Ally’s POV

A primeira coisa que eu pensei quando Trish apareceu na minha frente foi que eu tinha me metido em mais umas das roubadas de minha amiga latina.

Olhei mais uma vez para a mala que ela carregava em uma das mãos e franzi a testa. O que diabos estava se passando pela cabeça dessa maluca?

– Patricia De La Rosa. – Chamei, fazendo toda questão de usar seu sobrenome tão odiado. – Que mala é essa aqui? – Ela revirou os olhos como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Sua solução. – Explicou. – Pega. – Ela me entregou a pequena mala – que mais parecia uma mochila – e apontou para a porta dos fundos do restaurante. Quando percebeu que eu nem ao menos me movi, bufou. – Allycia, presta atenção: Aqui dentro tem uma roupa do seu tamanho... Não pergunte onde eu arranjei – Me calei. – Enfim, aqui nos fundos tem um banheiro para os funcionários, eu conversei com o dono e ele vai te deixar usar sem problemas. – Assenti. – Veste essa roupa enquanto eu dou um jeito no seu visual e depois vá até a mesa do Austin, o.k.?

– Por que tem alguma coisa me dizendo que você está tentando bancar a cupida? – Estreitei os olhos para a garota que se limitou a rir.

– Você quer deixar o seu melhor amigo loiro sozinho? – Ela perguntou com aquele tom de se-perguntar-mais-eu-te-mato e eu apenas neguei enquanto corria para o banheiro ao lado da latina.

~//~

– Isso é mesmo necessário, Trish? – Perguntei pelo que eu julguei ser a milésima vez enquanto ela terminava de passar o batom vermelho sobre meus lábios. A outra apenas sorriu, segurando meus ombros como para me dar apoio.

– Claro que sim, veja você mesma. – Antes que eu pudesse argumentar algo, vi minha imagem refletida no enorme espelho que ia do teto até o chão do lugar. Levei minha mão à boca, assustada com a Ally que aparecia no vidro. Uma morena mais ou menos alta – graças ao salto plataforma em seus pés – magra, com lábios e olhos extremamente marcantes por causa da sombra e do rímel em suas orbes castanhas.

– Essa... Sou... Eu...? – Perguntei, assustada. Trish apenas assentiu enquanto olhava para o relógio.

– É e está dezoito minutos atrasada então acho melhor correr. – Ela começou a juntar as coisas que havia trazido.

– Espera. Se era pra sair com o Aus, por que não com a roupa que estava antes? – Indaguei, curiosa. A latina deu meia volta.

– Você prometeu ao Austin que ele sairia com uma modelo. – Disse. – Eu apenas estou te ajudando a cumprir a promessa. – Revirei os olhos, mesmo com aquela psicologia maluca, de certa forma, ela tinha razão.

Talvez eu não tenha mencionado isso, mas eu já fui modelo. Faz bastante tempo.

Tudo começou quando o meu pai faliu e nós não tínhamos dinheiro pra mais nada. Antes mesmo que eu nascesse, Lester Dawson já possuía um ramo de lojas de música intitulado pelo mesmo de “Sonic Boom Stores”. Elas davam uma ótima renda, — além de que foi na de Nova York que eu me apaixonei pela música – e eram adoradas por todos. Deixavam a música mais acessível.

Mas então, quando eu tinha por volta de quinze anos, um dos funcionários de confiança do meu pai começou a fazer pequenos desfalques na contabilidade das lojas. Ele roubava um pouco ali, um bocado aqui, mas enfim, isso acabou por falir não só a de Nova York, como todas as outras, já que precisávamos cobrir os gastos na principal e mais importante.

Papai ficou inconsolável e foi quando minha mãe, Penny, desapareceu que tudo piorou. Ele não tinha ânimo para viver e nem iria conseguir trabalhar então eu resolvi aceitar uma proposta que tinha recebido de uma revista italiana e modelar um ano na Itália pra ajudar meu pai com as despesas da casa.

Um ano passou rápido, pra dizer a verdade, e apesar de ter recebido a oportunidade de continuar minha carreira, preferi pegar todo o dinheiro que havia recebido e ajudar meu pai a continuar seu negócio.

E foi o que aconteceu. Conseguimos reerguer a popularidade da Sonic Boom Store, NY; Lester Dawson pôde voltar a trabalhar com o que ama e eu fiquei um pouco mais conhecida. Mas nunca mais vi minha mãe desde então.

– Tudo bem. – Suspirei. – Me deseje sorte. – Deixei o banheiro depois de ouvir a frase sair da boca dela, quase como ironia.

De acordo com Trish, tudo que eu precisava fazer era me comportar como fazia na Itália – elegante, educada e encantada, os três ‘es’ que minha empresária me ensinara – mas sem o sotaque italiano, claro.

O gerente logo veio até onde eu estava e perguntou com um ar de riso o que Trish planejava dessa vez. Deixei escapar uma leve risada e dei de ombros perguntando por Austin enquanto sentia todos os olhares sobre mim, como se quisessem descobrir qual o mistério por trás do capuz dessa garota. Fiz uma leve reverência enquanto me aproximava da mesa do loiro, que parecia extremamente surpreso em me ver.

Sorri como sempre faço quando o vejo e revelei meus cabelos castanhos e suas leves pontas loiras – que estavam lisas graças a certa latina – destacando no final.

– A-A-Ally? – Gaguejou meu nome e por um momento eu também fiquei surpresa. Ele usava uma blusa cinza dos Beatles com uma jaqueta preta por cima e seus tênis básicos. Seu cabelo estava levemente bagunçado no estilo rebelde. Cumprimentei o garoto e me sentei em sua frente.

Ele não parou de me olhar um segundo sequer enquanto eu inspecionava o cardápio do restaurante. Ri por dentro pois uma modelo italiana não pode rir de tudo.

– É você mesma? – Tornou a perguntar. – Quer dizer...

– Sou eu, Austin. – Dei de ombros. – Não está me reconhecendo? – Ergui as sobrancelhas, sorrindo. O loiro só voltou a gaguejar antes de dizer algo que fizesse sentido.

– É que... Tá... Você... Uau! – Ri baixo, retirando o meu casaco e deixando em torno de meus braços. As pessoas ao nosso redor sussurravam coisas como: “É ela mesmo?” “É sim, eu tenho certeza!”

– Obrigada? – Soou mais como uma pergunta, mas a frase dele também não foi tão esclarecedora.

– Allycia Marie? Com licença? – Virei de lado, me deparando com uma garota – de no mínimo doze anos – ruiva. Austin alternou seus olhares entre nós duas e parecia cada vez mais perplexo.

– Oi, tudo bem? Como é o seu nome? – Perguntei. Simpatizei de verdade com a menina.

– Haley. – Ela disse, tímida. – Me dá um autógrafo?

– Claro. – Sorri, enquanto escrevia no bloquinho de Haley. – Quer tirar uma foto? – Ela assentiu, rápido, me entregando seu celular. – Pronto. Foi um prazer te conhecer Haley e pode me chamar de Ally. – Ela assentiu novamente e correu de volta pra uma mulher que pensei ser sua mãe.

Quando me virei novamente, Austin me encarava.

– O que foi? – Perguntei.

– Allycia Marie? Autógrafo? Selfie? — Ri. – Perdi alguma coisa?

– Nada, é só que eu já fui modelo na Itália. – Dei de ombros. – Gosta de que tipo de pizza? – Perguntei, ignorando o olhar assustado do loiro.

~//~

– Então quer dizer que eu tenho uma melhor amiga modelo... – Começou com aquele tom repreendedor de por-que-não-me-contou enquanto nós dois assistíamos um filme de terror na minha sala de estar.

Depois de comer umas três mini pizzas, nós viemos pra cá porque ele queria conversar comigo antes.

– Pois é... – Respondi. – Eu devo ter me esquecido de contar, mas não foi nada de mais, Aus. – Revirei os olhos, pegando mais um punhado de pipoca.

Nada de mais? – ele ergueu ambas as sobrancelhas, incrédulo. – Eu sempre pensei que você fosse fotogênica e bonita, mas não fazia ideia que já tinha sido modelo. – Rimos juntos por alguns instantes e eu decidi contar o que aconteceu.

Quando terminei meu raciocínio, o loiro me observava curiosamente.

– Posso tirar umas fotos suas, agora? – Engasguei com a pipoca e arregalei os olhos. Ele sorriu, convencido. – Você me deve essa, Alls. – e fez um bico enorme. Por algum motivo, eu não conseguia negar nada.

– Tudo bem, pode tirar fotos minhas depois. – Cedi.

– Promete? – Ele perguntou. – Jura de mindinho.

– Prometo, juro de mindinho. – Respondi, unindo nossos dedos e voltando a assistir o filme com o garoto.

Parece que tenho uma sessão de fotos marcada.

Notas finais
Capítulo sem graça e tal, mas o próximo será melhor o.k.? Decidi usar gifs agora *-* esse é do novo filme da Laur: Bad Hair Day (http://33.media.tumblr.com/2f05f522b37a8f7adfcc68c06146e33b/tumblr_njqa25MZYG1sjojhlo2_400.gif) xoxo, Ary.