Begin Again
7 Give me Love
POV Percy
Acordei com o barulho chato do despertador, Annabeth e Thalia foram embora ontem a noite, e hoje como é segunda-feira, tenho que ir trabalhar, levanto da cama e me arrumo com a roupa social, tomo café e vou para a Olympus.
Entro na minha sala e começo a revisar os processos que serão entregues hoje, Nico estava com o Teixeiras hoje, acertando o resto das papeladas. Deu meu horário de almoço e eu fui numa churrascaria na Quinta Avenida, depois de almoçar, estava indo para onde meu carro estava estacionado quando vejo uma joalheria, da vitrine dava pra ver vários anéis em exposição, mas um em particular me chamou a atenção, era de ouro, com uma pedrinha azul incrustada, automaticamente lembrei de Annabeth. Entrei na joalheria e comprei um par das alianças. Depois voltei pro trabalho.
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Já eram umas 17:00, estava quase no final do meu expediente, eu sai da minha sala para beber água quando vejo Annabeth entrando na sala de sua mãe, vou até lá e falo:
– O que faz aqui?
– Minha mãe mandou eu vir aqui imprimir alguma coisa e entregar para Jorge do 7º andar. – ela fala.
– Ham. – falo. – Okay.
– Eu tenho que ir lá integrar isso á ele. – ela diz e sai da sala.
Volto pra minha sala somente pra pegar minha bolsa e a chave do carro.
Desço pro térreo e encontro com Annabeth na recepção.
– Tá apé? – pergunto.
– Thalia me deixou aqui e foi com meu carro. – Ela fala.
– Então eu te levo. – digo.
– Não precisa, eu pego um taxi.
– Eu insisto – falo.
– Ta bom. – ela diz e nós vamos até meu carro estacionado na rua.
Até que tive uma ideia e começo a aumentar a velocidade.
– Percy, esse não é o caminho pra minha casa. – Annabeth fala e eu continuo em silencio.
Ela parece entender o trajeto que estou fazendo. Depois de uns 30 minutos finalmente chegamos, saímos do carro e eu abro a porta da cabana, ela entra em seguida.
Era uma cabana rústica, perto de uma estrada de terra, que herdei da minha avó. Eu já trouxe Annabeth aqui algumas vezes, foi aqui que aconteceu nossa primeira vez, o que fez daqui um lugar especial.
– Continua a mesma coisa. – ela diz.
– Eu não mexi em nada. – falo.
– Por que me trouxe aqui? – ela pergunta.
– Sei lá, deu vontade. – disse.
– Esse lugar guarda tantas histórias. – ela diz e eu assinto.
– E vai guardar mais uma. – falo e a beijo.
Não tinha palavras para descrever o que era beijar Annabeth, era maravilhoso, parecia que meu cérebro estava escorrendo pelos meus ouvidos a cada vez que nos tocava-mos.
Envolvo sua mão na minha e um choque elétrico percorre todo o meu corpo. Annabeth para o beijo e me olha com aquele olhar acinzentado perfeito:
– Percy, eu adorei voltar aqui, mas eu tinha que ir comprar o presente de casamento da Silena e do Charles hoje. – ela fala.
– Não tem problema, eu vou com você, ainda não comprei o meu também. – falo. – Mas antes... – falo e a beijo, ela coloca sua mão em minha nuca me fazendo se arrepiar.
– Okay, agora vamos. – ela diz e me da um selinho.
Nos encaminhamos para o carro e eu dirijo até o shopping do centro. Chegamos lá e fomos na loja que Silena deixou sua lista.
– Dá licença, onde posso encontrar a lista de casamento de Charles e Silena? – Annabeth pergunta pra um atendente, ele que mexia no computador ao ouvir sua voz a encarou de cima pra baixo e deu um sorrisinho, pro meu desgosto e nos conduziu pra lista. Aquele atendente a secava descaradamente.
– Aqui está. – ele diz. – Vocês dois são o que?
– Amigos. – Annabeth diz olhando pra mim.
– Parecem namorados. – ele diz.
– Somos também. – falo com um sinal de cai fora. Ele assente e volta de onde ele veio.
– Por que você disse aquilo? – Annabeth pergunta.
– Aquele idiota tava te secando, eu só dei um chega pra lá nele. – falo e pego a lista.
Tinha tantas opções que eu não sabia se Silena queria montar uma casa ou um shopping. Eu acabei comprando um ar condicionado portátil e Annabeth comprou um fogão 6 bocas cinza. Pedimos para entregar no endereço deles e saímos da loja, eram uma 10:00.
– Quer ir Jantar? – pergunto.
– Claro.- ela diz e vamos para a praça de alimentação, estava lotada, mas achamos uma mesa livre no canto, eu fui comprar a comida enquanto Annabeth ficou esperando na mesa, comprei 2 big Mac, 2 batatas medias e 1 coca e 1 suco de maracujá no Mac Donalds.
Cheguei na mesa com a bandeja e Annabeth mexia em seu celular, ela o guardou no bolso e começamos a comer, ela me contava sobre a comida de Londres, ela disse que era boa, mas preferia a de NY, por que a daqui era mais gordurosa. Fomos sair do Shopping umas 11:30 e eu fui em direção a casa dela.
– Sua mãe chega quando? – pergunto.
– Amanhã – ela diz olhando pelo vidro.
Paro em frente a casa de Annabeth e falo antes dela sair do carro:
– Eu bem que queria ficar mas eu trabalho amanhã.
– Aham, obrigado pela carona.- ela diz e me da um beijo na bochecha, que ficou mais pro canto da boca, e sai do carro, espero ela entrar dentro de casa e acelero.
Chego em casa, tomo um banho e caio na cama.
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POV Annabeth
Acordei com um par de olhos verdes na minha mente, minha mãe chegaria só a noite, pois os voos do Canadá pra cá estavam atrasados. Levantei da cama, fui ao banheiro tomar um banho e fazer minha higiene pessoal, me arrumei com uma blusa branca, e uma saia azul clara rodada na altura do joelho, coloquei um colete cinza e uma rasteirinha branca, passei no quarto de Thalia e a encontro dormindo. Tomo café e vou até o meu quarto pegar meu celular.
Fico vendo um filme até a hora do almoço, e Thalia acorda, a gente pede comida por telefone e almoça.
– Eu vou sair com Clarisse, vamos ver uma luta de MMA agora a tarde, você quer ir? – Thalia pergunta.
– Não, obrigada, não quero perder minha tarde vendo caras suados se socando até caírem duros. – falo.
– Quem perde é você. – ela fala.
Clarisse passa aqui em casa e pega Thalia. Já eram umas 14:00 quando sinto meu celular vibrar, era uma mensagem de Percy, a abro e tava escrito:
‘’ Tenho a tarde livre, te encontro na cabana em meia hora’’
Um sorriso imenso brotou em meus lábios, estava pegando a chave do carro para sair quando vejo Silena entrar pela porta da frente.
– Annie, preciso da sua ajuda. – ela diz. – O que você prefere: torta de limão ou de maracujá de sobremesa? – ela pergunta e não me dá tempo de responder, começa a falar os prós de um e os contras de outra. Já vi que vou chegar atrasada.
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POV Percy
Cheguei na cabana e me lembrei que precisava ligar pro meu pai e assim o fiz:
– Alo – ele disse.
– Oi pai. – eu falo.
– Oi meu filho, aconteceu alguma coisa? – ele pergunta.
– Não aconteceu nada não, eu só te liguei pra saber como você está, tem tempo que eu não converso direito com você – falo.
– Ah, eu estou ótimo, e você?
– Eu to muito bem. – digo.
– Annabeth veio me visitar, ela continua uma gatona eim? – ele fala.
– É pai. – falo segurando o riso.
– Atena me contou que vocês dormiram juntos, não vou perguntar os detalhes, mas eai, ela vai embora de novo e vai ficar por isso mesmo?
– Não vou deixá-la ir de novo pai, ela é a mulher da minha vida e provavelmente a mãe dos seus netos. – falo.
– Opa, aí sim eim. – ele fala. – Percy, insista na felicidade, só é feliz quem sabe o que quer.
– Pode deixar pai, tenho que desligar, thau. – falo e desligo.
Meu pai está certo, só é feliz quem sabe o que quer, e eu sei o que eu quero, e sei que só posso ser feliz se for com ela. Deito no sofá e fico pensando na vida, até que percebo que Annabeth está demorando muito, mas espero um pouco mais, estava quase pensando em ir embora quando ela entra pela porta.
– Desculpe a demora, Silena ficou me empacando. – ela disse e eu me sento no sofá.
– Pelo menos vocês veio, isso que importa. – falo e ela sorri.
– E pra que você me chamou mesmo?- ela pergunta.
– Bom, normalmente seria pra te pegar, mas a gente ta precisando conversar. – falo e a puxo pelo pulso, a fazendo ficar sentada no meu colo. – Eu quero conversar com você sobre nós. – falo e ela assente, coloco minha mão sobre a dela. – Quando você foi embora, parecia que uma cratera se abriu em mim e levou todas as coisas boas, Era como se eu tivesse no mundo de enfeite, tanta gente vivendo e eu aqui só respirando.
– Não foi fácil pra mim também, é difícil ter que desistir das coisas que já te fizeram bem um dia. – ela fala. – Mas a vida cobra, e a gente tem que crescer.
– Você pode crescer aqui, ao lado da sua mãe, dos seus amigos, do meu lado. – eu falo e ela me olha.
– Não é tão fácil assim, você sabe por que eu fui pra lá, eu já te expliquei mil vezes.- ela diz.
– Eu nunca entendi, aqui você seria mais feliz. – falo.
– Já foi difícil uma vez, não complica. – ela fala.
– Quem ta complicando é você, admite que me quer também. – eu falo e ela fica em silencio por um tempo.
– Eu quero, mas não posso. – fala.
– Vamos fazer assim, você pensa e outro dia me fala. – eu falo e ela assente. – agora sim, eu posso te pegar. – falo e ela sorri. A pego no colo e a coloco na cama de casal no canto da cabana. A beijo e me deito em cima dela, o ar falta e nos separamos, Annie leva seu polegar até meus lábios e faz um carinho, depois eu volto a beijá-la, me separo dela e nossos olhares se encontram, meu olhar percorre todo seu rosto e para em sua boca, a reparo em seus olhos novamente.
– Eu amo você. – digo e ela sorri.
– Eu sei.- ela sussurra e eu a beijo novamente. E quando eu fui ver, nós já estávamos completamente nus, Annabeth era perfeita, seus seios eram grandes, mas não exagerados, sua barriga era sequinha e suas pernas eram tornadas, era de dar inveja em qualquer uma, além de ela ser uma loira bonita pra caralho.
Eu me contentava facilmente com ela, com outras não, era preciso elas se contorcerem pra me satisfazer, Annabeth não, era como se só de estar com ela eu já estava feito, como se ela me complementava, e eu adorava isso. Além do mais Annabeth era a melhor de todas, em todos os quesitos, era perfeita pra mim. Eu fui o seu primeiro e ela foi a minha primeira, e foi perfeito, como todas as vezes que minha pele tocou a dela.
Depois das preliminares eu me posicionei na frente de sua entrada e a penetrei lentamente, estar dentro dela era a melhor sensação do mundo, fiquei parado dentro dela um tempo, enquanto beijava seu pescoço. Depois comecei a me movimentar lentamente e fui aumentando o ritmo, Annabeth abafava seus gemidos em meu ombro, eu sorri e a fiz olhar nos meus olhos, mas ela desviou e mudou as posições, me fazendo ficar por baixo, a loira começou a cavalgar em meu membro, eu gemia coisas sem nexo, depois consegui inverter as posições novamente e senti o orgasmo chegando, eu a beijei e senti um milhão de espasmos de prazer preencher meu corpo. Sai de dentro dela e me deitei ao seu lado a abraçando apertado. Ela me beijou e passou a mão em meus cabelos, eu fechei os olhos sentindo o toque, Annabeth se aconchegou no meu peito e beijou meu peitoral.
– Fica, eu quero você aqui, comigo. – digo, e ela não me responde, ficamos assim um bom tempo, até que ela quebra o silencio.
– Percy, que horas são?
– Umas 19:00, por que?
– Minha mãe vai chegar, eu tenho que ir. – ela diz e me beija, coloca a roupa e pega sua bolsa em cima da mesa. – Te vejo amanhã no casamento. – ela diz, pisca pra mim e sai da cabana, ouço o barulho do seu carro se acelerando. Me arrumo e vou também.
Chego em casa e Nico está comendo um pedaço de pizza, vou até a cozinha, também pego uma fatia e me sento no sofá.
– Falou com a Thalia? – pergunto.
– Então, meio que não deu tempo.
– Como assim? Vocês tem passado muito tempo juntos.
– Mas a gente utiliza ele de outra forma. – ele fala com um olhar malicioso. – Amanhã no casamento eu falo, já pegou seu terno?
– Sim – digo.
– Okay. – ele fala.
Depois de ficar vendo TV com Nico vou até meu quarto, tomo um bom banho e deito na cama. O casamento acontecerá numa quarta a noite, então a Olympus deu folga para seus funcionários, os únicos que irão trabalhar serão os vigias, para que os convidados possam se arrumar e tal.
Annabeth provavelmente irá passar o dia todo no salão de beleza com as garotas, Spa, e essas coisas que mulheres fazem, então não verei ela de dia, mas com certeza, a noite no casamento vai valer a pena. Já os homens, virão se arrumar aqui, e daqui vamos para o cerimonial. Me levanto e vou até a minha mesinha, abro a gaveta e tiro a caixinha azul lá de dentro, volto a deitar na cama e fico observando as alianças até cair no sono.
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