Begin Again
9 Capítulo 9 - De Volta ao Passado
Notas iniciais
Espero que gostem!
> Boa leitura!
Esme
Cheguei em casa um pouco tarde tinha passado no banco pra sacar meu dinheiro, e depois fui no mercado comprei alguma coisas e comprei também uma garrafa de vinho pra levar pra casa de Renee.
Subi e tomei um banho rápido, coloquei uma calça jeans e uma blusa quente mais bem confortável, já ia saindo quando me lembrei que estava sem a peruca, voltei e a coloquei, peguei a garrafa de vinho e fui pra casa de Renee. Eu estava um pouco ansiosa, pois fazia tanto tempo que eu não jantava com alguém ou tinha uma amiga com quem conversar.
...
Bati na porta e eu só ouvi ela gritar lá de dentro.
- Ta aberta pode entrar que eu to aqui na cozinha!
- Oi!
- Oi!
- Trouce vinho pra gente, não sabia qual você gostava mais acho que esse aqui é bom.
- Ai esse ai é ótimo. Tem taças ali no armário, e o saca-rolha ta em uma dessas gavetas aqui.
Abri a garrafa e servi uma taça pra mim e outra pra ela.
- E ai o que você ta fazendo pra gente comer?
- Melhor dizer o que eu estou tentando fazer pra gente comer. – eu ri com esse comentário. – Você ri mais é sério eu to tentando fazer um molho branco pra esse macarrão faz uma três horas.
- Sério?
- Lógico! Quando eu te chamei pra jantar aqui eu só esqueci um pequeno detalhe e acho que o mais importante.
- Qual?
- Eu não sei cozinhar! – nos duas rimos muito com essa confissão.
- Você quer ajuda?
- Quero sim!
Eu experimentei o que ela estava tentando fazer e aquilo estava uma gororoba.
- Você tem outra coisa que agente possa usar pra fazer um molho? Porque acho que esse aqui agente já perdeu.
- Eu comprei tudo isso aqui. – ela me mostrou uma sacola repleta de molhos e temperos que dava pra fazer umas quinze porções de macarrão.
- Isso é mais que suficiente.
Comecei a cozinhar e ela me olhava encantada como se eu fosse de outro planeta por saber fazer um macarrão.
Quando terminei ela já tinha posto a mesa. Nos sentamos e começamos a comer.
- Nossa Es posso te chamar assim?
- Pode sim!
- Você cozinha muito bem, isso aqui ta uma delícia.
- Que bom que você gostou.
- Acho que agora você que vai ter de me chamar pra jantar na sua casa.
- Com certeza, qualquer dia agente combina.
Depois que jantamos fomos pra sala e eu reparei nas fotos espalhadas.
- Renee você tem uma filha?
- Tenho sim. Eu não te contei?
- Não.
- Então essa aqui é a Isabela meu bebê – ela pegou uma foto toda orgulhosa e deu pra mim olha-la – Bom agora ela não é mais um bebê esta com dezesseis anos.
- Nossa.
- É eu sei que não pareço ser mãe de uma adolescente de dezesseis anos. – eu ri do seu comentário, mas realmente Renee era bem jovem.
- E ela não mora com você?
- Não. Ela preferiu ficar com o pai depois do divórcio.
- Entendo.
- Mas eu não ligo, logo ela vai vir morar comigo. Ela não sabe mais o pai dela vai se casar e duvido que ela vai querer continuar lá. – Ela fez uma pausa e continuou – Bom já falamos muito de mim agora me fale de você.
O que eu poderia dizer? Resolvi contar minha história e omitir a pior parte dela.
- Bom, eu vivi com meus pais até eu fazer dezesseis anos e neste mesmo ano eles sofreram um acidente de carro e eu fiquei sozinha, não tenho nenhum parente vivo.
- Nossa Es que triste se eu soubesse não tinha falado pra você me falar sobre você.
- Não tem problema e eu já superei essa fase.
- E ai o que aconteceu depois? Como você chegou aqui?
- Eu tinha conseguido entrar na faculdade e não quis perder a oportunidade, então consegui um emprego de garçonete e com muita dificuldade consegui me manter na faculdade e termina-la.
- Nossa você foi guerreira.
- Eu tive que ser né?!
- Mudando de assunto, você nunca se casou?
- Eu...eu. – eu não sabia o que dizer, podia contar a verdade ou podia mentir mais uma vez.
Renee
Esme era uma moça boa apesar de ser um pouco estranha, ela ficava sempre com o pé atrás com você. Mas deve ser pela história que ela me contou, realmente ela já passou por muita coisa na vida.
Reparei que sua mão esquerda tinha uma antiga marca de aliança e resolvi perguntar se ela já tinha sido casada. Ela começou a gaguejar e eu percebi que ela escondia alguma coisa e devia ser séria pra ela não poder me contar.
- Não precisa falar se você não quiser Es. Só quero que saiba que pode contar comigo e confiar em mim.
Ela começou a chorar, e eu me aproximei e segurei sua mão.
- Não chore minha querida! – a puxei pra um abraço que ela recebeu de bom grado. Ela chorou por mais um tempo e depois foi se acalmando até que parou.
- Renee eu quero te contar uma coisa, mas você tem de me prometer segredo.
- Você pode confiar em mim!
...
Emmett
Tomei coragem e resolvi conversar com meu pai. Ele estava no escritório e eu bati na porta e entrei.
- Pai agente pode conversar?
- Claro filho.
- Eu estava conversando com um amigo meu e ele me pediu um conselho e eu não soube o que falar.
- Sobre o que foi esse conselho?
- Ele é adotado e esta apaixonado pela sua irmã de criação e agora ta com medo de falar com seus pais e eles não aceitarem.
- Nossa isso é sério mesmo, mas vai depender dos pais dele. Eles são muito tradicionais ou são mais liberais.
- Não sei. Mas e se fosse você o pai? Você aceitaria?
- Claro que sim, eu só ia achar um pouco estranho no começo, mas se existe amor de verdade tem de correr atrás.
- Obrigada pai! – eu levantei e já estava de saída feliz da vida pela resposta que recebi quando meu pai me chama.
- Emmett!
- Oi?
- Eu queria conversar com você.
- Fala pai.
- Eu estou te achando um pouco estranho ultimamente. Você ta bem?
- To normal pai.
- Tudo bem então.
Carlisle
Eu já havia notado que Emm estava meio aéreo essa semana, mas ele não quis me contar o motivo e eu resolvi não forçar. Outra que estava estranha era Rosalie, ela tinha chorado a noite e não quis me contar o motivo.
Chamei Alice e ela veio mais do que de pressa.
- Você me chamou paizinho?
- Chamei sim minha fadinha.
- O que você quer com a minha pessoa?
- Eu queria sua ajuda.
- Minha ajuda? – seus olhos brilharam ela adorava se sentir útil.
- Sim sua ajuda.
- Pode falar.
- Hoje de manhã eu fui acordar a Rose e ela tinha chorado.
- Sério pai? Eu nem percebi.
- Você sabe o motivo?
- Não, eu nem sabia que ela tinha chorado.
- Você podia conversar com ela e depois me contar.
- Pai eu não sou fofoqueira.
- Eu sei que você não é, eu só queria saber se esta tudo bem com ela.
- Eu vou ver o que eu consigo. – ela saiu saltitante.
...
Alice
Agora que meu pai falou eu comecei a reparar minha irmã estava agindo estranhamente ultimamente. Fui direto pro quarto dela.
- Rose!
- O que você quer sua baixinha?
- Quero conversar.
- Sobre?
- Sobre você.
- Sobre mim?
- O papai falou que você andou chorando.
- O papai é um fofoqueiro mesmo.
- Você não vai me falar o motivo? Achei que eu fosse sua melhor amiga. – disse triste, afinal nunca houve segredos entre agente.
- Senta aqui! – eu fui e me sentei na cama dela. – Eu to apaixonada.
- Sabia que tinha menino nessa história. – eu disse a cortando.
- Alice!
- Desculpa. Continue.
- Eu to apaixonada pelo Emmett.
- AI MEU DEUS!
...
Esme
Eu e Renee conversamos durante horas e então eu fui pra casa, parecia que eu tinha tirado um peso das minhas costas depois de ter me aberto com ela. Realmente Renee era uma boa mulher e com certeza seriamos grandes amigas.
Notas finais
Comentem e deixem sua opinião, por favorzinho!
beijuuuuu e até o próximo
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