Begin Again
48 Capitulo 48 – Procurado
Notas iniciais
Tanya
Quando Esme saiu toda nervosa e chorando eu mal pude conter minha alegria, o plano tinha dado certo o Carlisle seria meu, fui logo pra cozinha preparar um almoço especial pro Carlisle eu iria aproveitar que ele estava frágil e ia me jogar pra cima dele como devia ter feito desde a morte de Irina, liguei pro Augusto e contei tudo e ele ficou super animado.
...
Terminei o almoço e estava indo subir pra chamar meu Carl e quase trombei com ele que descia a escada praticamente correndo.
– O almoço esta pronto.
– Não quero almoçar, estou saindo. – ele disse e estava feliz demais pro meu gosto.
– Vai aonde?
– Onde você acha? – ele disse e na hora soube que ele estava indo atrás da vadia, não podia deixar.
–Mas ela mentiu pra você.
– Tanya quem mentiu pra mim foi você, mas depois agente conversa, quando chegarmos agente ajeita sua demissão, não quero mais você na minha casa, perto de mim ou de alguém da minha família e principalmente perto da mulher que eu amo. – ele disse aquilo e saiu e eu não pude conter as lagrimas, eu o amava tanto e ele nem ai pra mim, tinha que ligar pro Augusto pra ver se ele já tinha levado a vagabunda dali, liguei só que só dava caixa postal, ótimo. Esperei mais alguns minutos e liguei novamente ate que ele atendeu.
– Augusto você já levou ela?
– Ainda não, porque?
– Porque você tem de fazer isso logo, Carlisle saiu daqui faz uns quinze minutos e tava indo atrás dela.
– E você não impediu sua idiota?
– O que você queria que eu fizesse?
– Alguma coisa sua burra.
– Ei não me xinga não.
– Xingo sim, você é uma imprestável.
– Você é um idiota Augusto e quem é imprestável é você que deixou sua mulher fugir de você e ate agora esta enrolando pra fazer o que já devia ter feito.
– VocÊ não devia me xingar, ainda mais quando to armado e....adivinha quem ta na mira da minha arma?
– Quem? – disse assustada, esse cara não era la muito normal.
– Seu querido doutor Carlisle.
– Augusto você prometeu que não faria nada com ele..que o deixaria pra mim se eu te ajudasse e eu te ajudei. – disse já chorando, se ele matasse Carlisle não sei o que faria.
– Mas você não ajudou como devia.
– Mais Augusto, eu...eu vou ligar pra polícia. – disse logo de uma vez, eu não ia deixar ele fazer mal pra ele.
– Faz isso sua vadia e eu mato ele agora mesmo.
– Tabom eu não ligo.
– Isso assim que eu gosto. – ele disse e desligou na minha cara.
...
Charles
Eu mal acreditei quando vi o carro do Cullen parar enfrente a casa da Esme, essa Tanya era uma burra mesmo, só porque já estava decidido a matar a tal vizinha, pois uma a mais e uma a menos não faria diferença alguma, Tanya seria necessária porque ela provavelmente abriria a boca se algo acontecesse com o doutorzinho, e esse era o primeiro da lista só de lembrar as vezes que vi ele tocando minha Liz do jeito que tocou.....minha vontade era atirar nele, mas pelo visto meus planos iam ter de ser mudado, por sorte eu tinha um plano dois pra se no caso esse desse errado. Tanya me ligou e eu fiquei protelando com ela e pelo modo que falou ela devia estar na casa do Cullen ainda, já que não seria bom eu sozinho atacar os três, peguei meu carro e fui direto pra casa dos Cullen, cheguei na porta e eu ate tinha a chave, mas não seria preciso já que a porta estava aberta, a abri com tudo.
– Carlisle? – Tanya veio correndo na minha direção e sua cara foi a melhor quando ela viu que era eu.
– Surpresa! – disse animado.
– O que você faz aqui? O que você fez com ele?
– Ta muito curiosa sabia? Mas como to bonzinho hoje vou falar. – fiz um pausa e me aproximei mais dela que parecia estar com medo de mim, adorava quando elas ficavam com medo, me dava tanto prazer – Seu doutorzinho ta vivo ainda, mas você....
– Eu?
– Você acha mesmo que você sabendo de tudo eu vou te deixar viva? Pensa um pouquinho querida.
– Mas...
– Mas nada, eu vou matar você, vou matar o Carlisle e só assim eu e minha Liz seremos felizes de novo.
– Mas você prometeu Augusto. – ela disse chorando e indo pra trás.
– meu nome e Charles e sabe porque minha mulher fugiu de mim?
– Não.
– Porque eu não sou tão bonzinho, mas não é minha culpa e que as pessoas não fazem por merecer minha bondade...- disse calmo, isso era verdade..ninguém nunca mereceu meu amor, minha bondade...eu so amava e não recebia nada em troca — e nem você mereceu. – disse mudando totalmente o tom da voz e peguei minha arma que estava na minha cintura.
– Charles abaixa essa arma, pelo amor de Deus! – ela disse e eu so disparei dois tiros direto no seu peito, minha pontaria era perfeita, peguei um papel e escrevi um bilhete pra minha Liz:
Você sabe como fazer isso parar, só voltar pra mim meu amor ou o próximo vai ser seu doutorzinho.
Te amo.
Deixei o bilhete pra minha Liz próximo ao corpo e subi pro quarto onde achei o medalhão jogado no chão o guardei, ali ficaria a foto do nosso futuro filho, que seria feito em breve, como estava com saudade de amar minha mulher, de ter ela nos meus braços. Desci as escadas e resolvi ficar por ali, escondi meu carro e ficaria a espera deles, de hoje não ia passar.
...
~ Flórida — Jacksonville ~
Charlie Swan
Quando Renee me ligou eu já comecei a levantar alguns dados sobre uma tal Esme Platt e enfim achei uma matéria de acidente de carro e a garota tinha ficado sozinha no mundo, mas enfim logo se casou com um tal Charles Everson, descobri algumas coisas sobre esse tal cara, mas nada parecia se ligar muito bem, as coisas em sua vida não se encaixavam direito, ate que Renee me ligou e eu descobri a delegacia que o tal Charles trabalhava e o melhor foi que eu tinha uma amigo lá.
– Poderia falar com o policial Ryan? – disse pra secretaria que atendeu.
– Seria o delegado? – melhor ainda, assim como eu Ryan agora era um delegado.
– Provavelmente, diz pra ele que é Charlie Swan. – passou alguns minutos ate que pegaram o telefone.
– Não acredito que é você Swan.
– e eu não acredito que você é delegado.
– Muitos anos passaram.
– Muitos mesmo.
– Mas a que devo a honra de receber uma ligação sua? – ele disse e então eu comecei contando toda a historia e falei também sobre os pontos que não batia sobre Charles e ele me falou de tudo que sabia sobre ele. – Charlie eu sempre soube que esse cara não prestava, só não sabia de tudo isso, ele trabalhou pra mim durante anos e eu nunca reparei em nada disso.
– Ta tudo bem cara, como você ia saber?
– Mas então, desde que mandei ele tirar o tempo da delegacia pelos ocorridos ele desapareceu, nos nunca mais soubemos dele o máximo que sabíamos e que ele tinha ido atrás da esposa que tinha ido cuidar de uma amiga doente.
– Amiga ne..
– pois é, mas me de uns minutos Charlie tem uns caras aqui que são amigos dele vou ver se descubro algo.
– ok, eu espero. – Quanto mais mexíamos, mas coisas encontrávamos, esse cara era mais perigoso do que imaginávamos, ele era um fugitivo e usava um nome falso.
– Voltei e cara uma vez a Esme, esposa dele tentou fazer uma queixa contra ele e suas agressões aqui na delegacia, mas você sabe como funciona as coisas né.
– Sei sim, mas precisamos fazer alguma coisa...eu acho que vou atras dele.
– Mas Charlie pode ser perigoso.
– Esse cara esta perto da minha esposa...quer dizer da minha ex esposa, e ele é fugitivo daqui da Flórida, vou conseguir um mandato.
– Vou te ajudar no que for necessário, só me mantenha informado.
– Pode deixar. – desliguei o telefone e fui logo reunir as provas pra conseguir o mandato que pedi que mandassem pra delegacia de Forks e comprei passagens pra cidadezinha, era uma viagem contra o tempo, esse cara precisava ser preso e logo.
~ Forks ~
Carlisle
Assim que Esme saiu minha vontade era de não deixar ela ir, mas estava com tanta raiva ela tinha mentido pra mim e a prova estava bem aqui na minha mão, maldito colar o taquei em um canto do chão e me sentei na cama era dolorosa a ideia de viver longe dela, de ficar longe dela, jamais pensei que eu iria voltar a amar e muito menos amar nessa proporção que eu a amava. Esperei ela voltar, mas isso não aconteceu ate que ouvi um barulho de carro e dei uma olhada pela janela e vi ela entrando no taxi e ela me viu a olhando e as lagrimas caiam dos meus olhos, fazia tanto tempo que eu não chorava a ultima vez que chorei foi no enterro do meu pai e isso já fazia anos e então o carro se foi e junto com ele o motivo e razão da minha vida. Me sentei de novo na cama e as lagrimas caiam facilmente, como eu viveria sem ela?
...
As horas se arrastavam sem ela ali e eu só conseguia pensar nos nossos momento juntos, a primeira vez que a vi na escola quando Emmett tinha tumultuado a aula dela, depois foi a vez no mercado e que eu a levei em casa e a partir dali eu já estava apaixonado, tudo que eu fazia eu me lembrava daqueles olhos verdes que pareciam ler minha alma, eu a amava tanto, peguei a camisola que ela tinha usado essa noite e ainda estava com seu cheiro, me veio a mente também a primeira vez que ela dormiu comigo a primeira vez que agente fez amor, tudo vinha na minha memória, acho que foi uma das épocas mais felizes da minha vida e era incrível como depois de tanto tempo ao lado dela de tantos momentos bons eu tinha jogado tudo no ralo por causa de um colar, ela tinha jogado tudo no ralo com uma mentira. Meu telefone tocou e minha esperança era que fosse ela, que me pedisse perdão pela mentira, eu com certeza a perdoaria, mas vi que não era ela, mas resolvi atender eu estava preocupado.
– VocÊ é um idiota. – a pessoa disse quando eu me preparava pra falar um alô.
– quem fala? – disse.
– Renee.
– O que você quer Renee? Eu não to com vontade de conversar agora... – já ia dispensar a ligação dela, a única ligação que me importava nesse momento era da minha Es.
– Eu não to ligando pra conversar, você só vai ouvir entendeu? – ela disse autoritária.
– Fala. – disse.
– Esme te ama e ela jamais mentiria pra você, ela estava aqui sozinha, arrasada, você já pensou que ela podia ir embora e você nunca mais vê-la? Ou ate mesmo que o outro pode vir atrás dela? – quando ela me falou isso era como se uma parte de mim se desintegrasse como poderia viver sem ela, mas tive esperança, pois ela disse as coisas como se nada tivesse acontecido.
– Renee e que ela falou uma coisa e ai Tanya falou outra e Tanya estava certa.- sobre o colar.
– Tanya?
– É, minha empregada.
– Você é idiota mesmo. – essa mulher estava de brincadeira comigo? Ligar pra ficar me xingando.
– você ligou pra ficar me xingando? — disse
– Tanya gosta de você já esqueceu? E não é a primeira vez que ela da um ataque de ciúmes, já pensou que ela sim deve ter mentido? – e então me lembrei da briga delas ontem, Esme tinha me falado disso, como eu fui tão burro a ponto de acreditar em algo que vinha dela?
– Droga! Eu sou um idiota. – disse por fim.
– Agora que você percebeu? Você vem pra casa dela agora e ve se para de ser tonto.
– obrigado Renee. – disse enquanto sorria, estava tudo certo e Esme não tinha mentido pra mim e eu sim tinha agido como um idiota.
– Obrigada nada, vem pra ca agora e acho bom tratar minha amiga direito. – ela disse praticamente me ameaçando e desligou.
E eu me sentei de novo, como eu podia ter dado credito pra maluca da Tanya? E se Es não me perdoasse afinal eu não acreditei nela, comecei a revirar meu guarda roupa, onde eu tinha que colocado a aliança de noivado dela? Eu só ia pedi-la em casamento quando os meninos voltassem, mas precisava fazer isso agora. Achei a aliança e guardei no bolso e desci as escadas correndo, como se minha vida dependesse disso e na verdade dependia.
Estava descendo e Tanya estava ali e veio me falar de almoço e eu deixei bem claro que estava indo atrás de Esme e ela veio falar que ela estava mentindo, a mesma historia de ontem e eu me segurei pra não brigar com ela naquele momento e então sai logo dali, precisava ver Esme agora. Peguei meu carro e dirigi igual um louco ate que finalmente cheguei, respirei fundo e entrei na casa e Esme estava sentada e Renee estava ao seu lado e as duas me olharam por conta do barulho da porta.
– Esme precisamos conversar. – disse indo na direção dela e Renee se levantou.
– Vou esperar vocês conversarem lá fora. – ela disse e já ia saindo.
– Renee fica, eu e ele não temos nada pra conversar. – ela disse sem me olhar.
– Não me meta em problemas, vocÊs brigaram e agora tratem de se resolver. – ela disse e saiu batendo a porta.
– Carlisle se você veio aqui me chamar de mentirosa de novo acho melhor ir embora de uma vez.
– Você sabe que não vim pra isso. – disse calmo e então puxei o que restou de um pequeno puf e me sentei de frente pra ela.
Esme
Jamais poderia imaginar que isso aconteceria comigo, estava tão certa que dessa vez eu seria feliz que dessa vez tudo daria certo, mas não Charles tinha que ter estragado tudo, tinha que ter aparecido e afastado o homem da minha vida pra longe de mim. Carlisle achava que eu era uma mentirosa agora, mas o que me magoou foi ele acreditar na Tanya e não em mim, eu nunca menti pra ele só omiti certas coisas, mas mentiras não. Se não fosse Renee aqui comigo acho que teria feito uma loucura, ia embora porque a única coisa que me prendia em Forks era Carlisle e sua família, mas agora tudo tinha acabado. Pra completar tinha Charles ele podia aparecer a qualquer momento, tenho plena certeza que se ele me levasse embora daqui jamais voltaria a ver Carlisle ou Renee ou melhor se ele me deixasse viva já seria uma boa opção, mas se bem que ficar ao lado dele era basicamente não viver e sim sobreviver a cada briga, a cada humilhação a cada agressão e assim vai.
– Renee o que eu faço? – disse finalmente parando de chorar, precisava agir se Charles me achasse com ela possivelmente não a deixaria viva se eu não cooperasse e eu não quero cooperar com ele, não mais.
– Amiga eu não sei, mas eu já falei com Charlie e ele esta vendo como nos ajudar ele é da policia.
– Não sei Renee a policia já me causou grandes problemas.
– Mas era em New York, aqui a coisa é outra.
– Mas...mas eu não sei de mais nada. – disse e então ouvi barulho na estrada e depois a porta abriu em seguida e meu coração gelou, mas então quem apareceu foi Carlisle pro meu alivio, mas lembrei dos últimos acontecimentos e não sabia mais o que esperar dele. Ele já chegou falando que queria falar comigo e Renee mesmo a contragosto meu nos deixou a sós e então ele puxou um banco e se sentou de frente pra mim me olhando nos olhos, e todo o que eu sentia por ele voltou a tona, eu o amo tanto.
– Veio pra que então? – disse seca, já estava preparada pra mais uma briga.
– Pra te pedir perdão e dizer que eu sou um idiota e que não posso viver sem você. – baixei a cabeça, finalmente ele tinha se dado conta que eu não tinha mentido e assumiu seu erro, mas o que mais me tocou foi ele dizer que não podia viver sem mim, mas ainda estava magoada.
– Carlisle você duvidou de tudo que eu disse sentir por você. – disse e ele então baixou a cabeça.
– Mas eu estou arrependido, me da uma chance eu...eu amo você. – ele disse e então vi uma lagrima escorrer pelo seu rosto, Carlisle era tudo que sempre procurei alguém e vê-lo chorando ali na minha frente me doía a alma.
– Não chora. – disse limpando uma lagrima sua e ele segurou minha mão no seu rosto. – Eu amo você Carlisle, mas não sei...preciso pensar.
– Não pensa. – ele pediu suplicante.
– Carlisle, por favor. – disse e ele pegou minha mão que ainda segurava e a colocou no seu colo ainda a segurando e então procurou algo no bolso da calça e quando ele tirou uma caixinha de anel dali meu coração se acelerou de um jeito.
– Esme eu estava guardando isso a um tempo já, queria que os garotos estivessem aqui pra dividir esse momento, mas eu te amo e preciso perguntar se você aceitaria casar comigo? – meu coração batia mais forte a cada momento, eu esperava por aquele pedido a um tempo já e ate sonhava com o mesmo, ainda sabendo que seria algo simbólico, pois jamais Charles me daria o divorcio.
– Eu já disse que não sei Carlisle, se você tivesse me perguntado antes eu com certeza te daria um sim sem pensar, mas agora estou confusa.
– Eu entendo. – ele disse segurando a caixinha e baixou a cabeça.
– Só preciso pensar meu amor. – droga! Tinha que chama-lo assim.
– Ainda sou seu amor? – ele disse deixando um sorriso ser formado no seu rosto e eu não podia mentir.
– Sempre será. – disse e então nos olhamos durante longos minutos.
– Vamos pra casa? – ele disse por fim e se levantou me estendendo a mão.
– Já estou em casa. – disse.
– Estou falando da nossa casa. – ele disse e eu fui com ele e logo estávamos no carro, eu, ele e Renee que resolveu nos acompanhar, ela achou bobeira, mas não era bom ela ficar sozinha com Charles por perto ainda mais que ele provavelmente sabia que eramos amiga.
– Achei que vocês não iam se resolver. – Renee disse do banco de trás.
– ela me ama Renee. – Carlisle disse me olhando e eu revirei os olhos.
– Acho bom você ficar quietinho porque agente ainda não estamos bem de novo ouviu? – disse, mas ele sabia que eu estava mentindo eu o amava demais pra deixa-lo.
– Não esta mais aqui quem falou. – ele disse e Renee gargalhou.
– Ta certa amiga, esse doutor ae ta muito folgadinho pro meu gosto, ta pensando que as coisas são fáceis assim? Não são não querido. – ela disse olhando pro Carlisle que ficou sério e eu segurei a risada.
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