Begin Again
43 Capitulo 43 – O amor supera tudo
Notas iniciais
Esme
Cheguei em casa e estranhei a atitude de Carlisle comigo eu fui beija-lo e ele virou o rosto, ele nunca tinha feito nada assim sera que eu tinha feito algo errado? Mas eu deixei o bilhete dizendo que estava com Rene e qual o problema de eu sair com uma amiga?
– Qual o problema Carl?
– Tenho mesmo que falar? Acho que você sabe muito bem. – ele disse se colocando de pé, muitas bobeiras começaram a passar na minha cabeça, sera que Carlisle seria capaz de...? não ele não.
– E por eu ter saído com Rene?
– Sim.
– Mas Carlisle eu fiquei o dia todo aqui sozinha e ela me chamou e...- acabei perdendo a paciência – eu também não sou nenhuma prisioneira aqui ou sou?
– Esme. – ele disse vindo na minha direção e eu virei.
– Para Carlisle, me deixa você não confia em mim é isso não é? – disse e as lagrimas já começaram a se espalhar.
– Meu amor me perdoa, eu só fiquei com ciúmes. – ele disse e me prendeu em seus braços me abraçando.
– Carlisle me deixa.
– Não ate você me perdoar, você tem noção da mulher maravilhosa e linda que você é? Eu tenho meus motivos de ter ciúmes e eu confio em você, mas não confio nos homens que estavam lá. – minha raiva dele ate passou com essas palavras e eu parei de o empurrar. – E eu vim do hospital rapidinho pra ficar com você e louco de saudade e encontro um bilhete dizendo que saiu eu fiquei louco de ciúmes. Mas você me perdoa? – ele disse me olhando direto nos olhos.
– Eu amo você claro que te perdoo. – disse e passei meus braços ao redor do seu pescoço e abracei. Ficamos abraçados por um tempo e era como se o mundo não existisse quando ficávamos assim.
– Eu te amo. – ele disse no meu ouvido e nos separou um pouco tomando meus lábios nos seus no modo que só ele sabia. Quando precisei respirar ele me largou e ficou me olhando e limpou uma ultima lagrima que caia. – Não quero fazer você chorar nunca Es.
– Eu sei, mas fazer o que se achei um namorado ciumento desse jeito? – disse o afastando e me sentei tirando o casaco.
– Depois não quer que eu seja ciumento. – ele disse me olhando.
– O que foi?
– Esse vestido amor.
– Você que me deu.
– Mas pra você usar quando eu estiver por perto pra tomar conta. – eu ri da cara que ele fez e fui me sentar no seu colo.
– VocÊ é um bobo, sou só sua Carl. – disse de modo sensual e ele percebeu e passou as mãos pela minhas pernas e a parou na minha coxa. – Como foi seu dia?
– O meu foi bem cansativo, mas tive uma ótima companhia no almoço – ele piscou pra mim – depois fiquei bravo porque não te achei e minha mãe ligou.
– Ela falou algo dos meninos?
– Disse que tinham ido pro shopping e passaram o dia na praia.
– Que delicia. – me deitei no seu peito.
– E o seu dia?
– Nem me pergunte do meu dia.
– O que aconteceu?
– A Tanya não gosta de mim Carl.
– O que ela fez?
– Não me deixou dormir e nem nada, qual o problema dela?
– Não sei, mas vou conversar com ela.
– Não precisa amor, deixa.
– Como deixa? Você vai casar comigo e vai ser a patroa dela como assim ela vai ficar te enchendo? nem pensar.
– Mas deixa as vezes foi coisa da minha cabeça.
– Não vou deixar. – ele disse irredutível.
– Você é muito chato sabia? – disse e ele me olhou surpreso.
– Eu chato?
– Sim, muito chato. – disse fazendo bico e ele riu.
– Mas fala a verdade você adora esse chato aqui.
– Adoro e amo e estou louca pra você me levar pra quele quarto agora. – disse a ultima parte baixo no ouvido dele e um segundo depois ele já estava de pé comigo, o beijei com vontade e suas mãos já apertava minha cintura, nunca pensei que teria vontade ou coragem de pedir pra um homem me levar pra cama depois de tudo que Charles me fez passar, mas não ia pensar nele não agora. Prendi minhas pernas ao redor de Carlsle que começou a me carregar pro quarto e ele estava com tanta pressa como eu, chegamos no quarto e eu já comecei a abrir sua camisa ansiosa, ele me soltou pra retirar o resto da sua roupa e colocou uma camisinha e depois voltou pra mim me colocando contra a parede e nos fizemos amor ali mesmo.
...
Tanya
Hoje eu estava me sentindo realizada, tinha mostrado pra quela vagabunda da Esme quem mandava, a infernizei a manhã inteira e ate fiquei triste quando ela saiu porque pretendia a irritar mais, ela com certeza iria falar pro Carlisle, mas não estava mais ligando eu o amava e nem Augusto me fazia esquece-lo, nos tínhamos acabado de transar e ele estava pensativo olhando pro teto.
– O que foi Augusto?
– Nada.
– Você ultimamente tem falado tão pouco.
– Eu sei que você não gosta de mim Tanya pode confessar.
– O QUE? – disse me sentando, como ele tinha percebido isso?
– Você me chamou de Carlisle.
– Eu? – acho que nem percebi que o chamei assim, mas era impossível não pensar no Carlisle quando o único que eu queria que me tocasse era ele.
– Desculpa.
– Ta tudo bem.
– Você também não ta levando isso tão a serio né?
– Pra falar a verdade não.
– Qual o nome dela? – pra ele não ficar ofendido de eu ter chamado ele de outro na hora H, só podia ter outra mulher.
– Liz.
– Me fala dela.
– Qualquer dia eu falo, agora quero dormir. – ele disse e se virou, Augusto era estranho tinha horas que parecia o cara do bar, mas tinha horas que parecia outro, na hora do sexo então ultimamente ele estava sendo um pouco agressivo comigo, mas eu levava numa boa.
Estava sem sono e então peguei me celular e comecei a jogar e assim fiquei por horas ate que Augusto começou a falar dormindo.
– Liz....cade você Liz? Porque me trocou? eu amava você, mas agora você vai pagar caro, vocês dois vão pagar caro. – ele se remexeu e se calou de novo, pelo visto a tal Liz tinha trocado ele por outro.
...
Charles
Acordei com a Tanya do meu lado e meu que mulher chata estava com a cabeça no meu peito, a única que eu queria que me abraçasse enquanto dormia não me abraçava a mais a muito tempo. Mas pelo menos na noite passada tinha dado inicio a uma parte do meu plano, fazer Tanya me contar que gostava do Carlisle e o plano deu mais certo que tudo enquanto transávamos ela me chamou pelo nome dele, na hora me segurei pra não dar um belo tapa na cara daquela vadia, como assim me confundir com aquele lá? Me controlei, mas ainda estava com raiva dela, mas tinha algo em mente e hoje era dia, me levantei e fui pro notebook, Tanya estava dormindo pesadamente e nem iria perceber, peguei as fotos da câmera e imprimi algumas delas, e como minha Liz era linda e perfeita. Pelo que Tanya me disse hoje seu patrão não ia trabalhar então hoje as fotos seriam entregue a domicilio. Vesti uma roupa rapidamente peguei meu carro e fui pra casa do maldito Cullen, ainda era muito cedo e cheguei rapidamente la, coloquei o envelope de baixo da porta e voltei pro apartamento e Tanya felizmente não estava mais lá, hoje não estava com vontade de ficar perto de ninguém, precisava descontar minha raiva em alguém em algum lugar.
...
Carlisle
Acordei muito cedo já tinha me acostumado com os horários do hospital, mas resolvi levantar apesar de estar cansado Esme me fez ficar acordado por um bom tempo, ela ainda dormia de bruços as costas nuas e os cabelos jogados de lado, como eu amava essa mulher, fui ate meu guarda roupa e peguei a aliança que eu tinha comprado pra ela, eu precisava pedi-la em casamento, mas queria esperar os garotos eles não iam me perdoar se não estivessem aqui pra este momento único como diria Alice e Rosalie, tomei um banho e me vesti e Esme ainda dormia tranquila, resolvi ir ate a cidade comprar algo pra gente tomar café e flores pra Es como pedido de desculpa, tinha agido como um bobo com ela por ciúmes.
Desci e peguei as chaves do carro e me deparei com um envelope pardo debaixo da porta, e eu me lembrava da ultima vez que tinha recebido aquele envelope, o abri com certa urgência e o que eu desconfiava se confirmou quando vi a primeira foto de Esme ela estava entrando na escola, a outra era dela chegando em casa, tinha outras dela dentro de casa e ate dentro daqui da minha casa e depois as fotos começaram a ficar mais intimas tinha foto dela tomando banho, dela se trocando. Quem estava fazendo isso e porque? Peguei o envelope e sai me certificando de que a porta estava trancada direitinho e fui pra cidade e tive uma ideia, parei numa fototica talvez eles tivessem revelado as fotos.
– Bom dia. – disse entrando e me dirigindo a uma moça que estava atrás do balcão.
– Bom dia doutor Cullen. – sorri, mas provavelmente era alguma das minhas pacientes. – Em que posso ajuda-lo?
– Eu queria saber se vocÊs revelaram essas fotos aqui. – disse entregando a ela uma das fotos que ela olhou bem.
– Vô. – ela chamou e logo apareceu um senhor que eu já tinha cuidado no hospital. – O doutor Cullen quer saber se foi você que revelou essa foto? – ela entregou a foto pra ele que analisou.
– Bom dia senhor Cullen. – ele disse me estendendo a mão que eu apertei.
– Bom dia, então foi o senhor?
– Não foi agente, quando revelamos fotos aqui elas tem essa marca atrás. – ele pegou uma outra foto e me mostrou.
– Ah então, obrigado. – disse e já ia saindo.
– Qual o problema com a foto?
– E que não sei quem revelou.
– Provavelmente foi revelada em casa, numa impressora boa, mas nem tanto por conta dessas marcas aqui. – ele me mostrou.
– Obrigado, o senhor me ajudou bastante. – disse e sai de la e fui na padaria onde comprei alguns pãezinhos diferentes e bolinhos que provavelmente Esme adoraria. Voltei pra casa e tudo estava no completo silencio, fui no meu escritório e guardei as fotos da Esme junto com as outras, não queria preocupa-la com isso, mas se algo mais acontecesse eu teria de ir a policia.
Fiz café e suco e coloquei os pãezinhos na mesa e depois subi pra acordar Esme, ela ainda estava na cama e dormia tranquila.
– Vamo acordar dorminhoca? – disse beijando seu queixo, ela gemeu e se mexeu um pouco. – Acorda amor. – disse descendo beijinhos no seu pescoço e ela já ria.
– To acordada já.
– Bom dia.
– Bom dia. – ela disse me olhando com aquele sorriso travesso nos lábios.
– Fiz café pra gente.
– Eu estou morta de fome.
– Serio? – disse irônico e ela me bateu.
– Pega alguma coisa pra mim vestir. – ela pediu manhosa e eu fui ate o guarda roupa e peguei um negocio que ela colocava por cima da camisola e entreguei pra ela. – Obrigada. – ela disse e logo colocou e foi pro banheiro e eu tive que me segurar pra não ama-la novamente. Descemos abraçados e ela sorriu pra mim quando viu a mesa cheia de besteiras. – Tudo pra mim?
– Se você for dividir comigo eu aceito.
– Claro que vou dividir com você meu bobinho. – ela disse e começou a me beijar e eu já a acariciava. – Carl você ta muito safado amor. – ela disse me olhando.
– Olha quem fala. – ela riu jogando a cabeça pra tras e eu beijei o pescoço dela que se arrepiou.
– Quero comer.
– Vem então. — Disse e puxei a cadeira pra ela e então começamos a comer e eu fiquei a olhando quem tava tirando aquelas malditas fotos? Se alguém fizesse mal a ela eu acabava com a raça dessa pessoa, ninguém iria fazer mal a ela enquanto eu estivesse vivo.
...
Rene
Acordei com barulhos e como estava sozinha me assustei, hoje não iria trabalhar e ontem a noite não tinha dormido muito, pois cheguei em casa bem tarde queria só ver a cara da Bella se estivesse aqui, então o barulho voltou de novo, me levantei e olhei a rua e nem sinal de ninguém a única casa perto da minha era a da Esme, sera que ela estava aqui?
Tomei um banho e me troquei e então fui ate a casa dela e a porta estava aberta, estranho então entrei na casa e estava tudo destruído, o sofá rasgado e virado a mesa de centro que era de vidro estava quebrada, a cozinha estava toda revirada, subi pro quarto devagar e tudo lá estava revirado também, as roupas da Esme espalhada na cama, e algumas peças que devia ser do Carlisle estavam rasgadas jogadas no chão. Será que um ladrão tinha invadido? Fui no banheiro e o espelho estava quebrado e numa parte que estava intacta estava escrito: “ SE AFASTE DELA”. Aquilo era um recado e provavelmente era pro Carlisle, voltei pra casa e liguei pra Esme que atendeu.
– Esme?
– Oi pra você também Rene.
– Oi amiga.
– Ta tudo bem?
– Não.
– O que aconteceu? — ela disse preocupada.
– Acho que algum bandido invadiu sua casa.
– Minha casa?
– Sim, acho bom você vim dar uma olhada e traz o Carlisle junto ok?
– Daqui a pouco agente chega ai, mas ta tudo bem com você né? Não fizeram nada na sua casa nem com você fizeram?
– Não, fica calma que esta tudo bem comigo.
– Que bom amiga.
– Então tchau, depois agente conversa.
– Ok já já eu chego ai qualquer coisa me liga.
– Pode deixar, beijo.
– Beijo. – disse e desliguei, quem tinha feito aquilo? Será que era o ex marido da Esme?
...
Esme
Mal acreditei no telefonema de Rene, alguém tinha entrado na minha casa? Eu falei pro Carlisle e ele ficou inquieto e mandou eu me arrumar logo e eu tomei um banho e vesti a primeira roupa que achei e fomos pra minha casa, quando chegamos lá Rene estava parada na porta dela.
–Oi amiga. – disse e a abracei, ela estava bastante tensa e eu estava preocupada com ela, entramos nos três na minha casa e tinham feito um belo estrago ali, não tinha nada inteiro, minha cozinha estava destruída, subi na frente pro meu quarto e as roupas do Carlisle estavam jogadas no chão rasgadas e as minhas estavam espalhadas também.
– Roubaram alguma coisa meu amor? – Carlisle me perguntou.
– Não tinha nada de valor pra roubarem Carl. – disse e fui pro banheiro e fiquei meia tonta quando vi algo escrito no espelho: “ SE AFASTA DELA”. – Carlisle. O chamei e ele entrou rápido e viu pra onde eu olhava.
– Não acredito. – ele disse e me abraçou e eu me prendi a ele, minhas pernas estavam bamba, só podia ter sido ele. – Vou ligar pra policia.
...
Carlisle ligou pra policia depois de algum tempo tentando me deixar calma, mas eu não conseguia parar de tremer não conseguia parar de pensar nele.
– Amor você ta melhor?
– To mais calma. – menti, ele estava mais nervoso e preocupado do que eu.
– Eu tenho que te contar umas coisas que aconteceram a alguns dias atrás.
– O que?
– Eu recebi uns envelopes com umas fotos nossas junto falando pra eu ficar longe e hoje recebi umas fotos sua também. – meu estomago se revirou de nervoso e eu corri pro banheiro e coloquei tudo pra fora, sempre foi assim eu fico nervosa e vomito. – Esme? – Carlisle veio preocupado atrás de mim.
– É ele Carlisle.
– Ele quem?
– Meu ex marido.
– Não é amor, ele ta longe daqui, essa cidade é pequena qualquer pessoa nova aqui e as pessoas falariam. – ele disse.
– Não Carl, eu sinto que é ele.
– Amor, eu to aqui pra cuidar de você se for ele ou qualquer outra pessoa eu não vou deixar te fazer nenhum mal.
– Carl, Rene. – disse abraçando os dois juntos enquanto chorava, sabia que as coisas estavam boas demais por muito tempo, contos de fada onde todos são felizes para sempre simplesmente não existem.
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