Begin Again
24 Capitulo 24 - Reconhecida
Notas iniciais
Charles
Resolvi iria começar procurar a Liz de novo e iria começar pela rodoviária, peguei uma foto dela e fui direto pra lá, resolvi que não iria interrogar mulheres, pois as mulheres que eu perguntei disseram que não tinha visto ela, me dirigi a um homem.
– Oi!
– Oi em que posso ajuda-lo?
– Estou procurando essa mulher aqui – lhe mostrei a foto – Você a viu faz mais ou menos uns oito meses que ela sumiu.
– Não eu não vi.
– Tem certeza?
– Absoluta, uma mulher bonita assim agente não esquece com facilidade.
– Ok, obrigada.
Me dirigi a outro homem que também trabalhava na rodoviária.
– O senhor já viu essa mulher por aqui? – lhe entreguei a foto.
– Acho que não. – ele disse me devolvendo a foto.
– Tem certeza? – disse com um pouco de esperança que alguém me desse o paradeiro da minha Liz.
– Deixa eu dar mais uma olhada. – ele pegou a foto novamente. – Eu estou me lembrando desse rosto, desses olhos.
– Então o senhor a viu? – disse esperançoso.
– Vi sim, mas ela não era loira e sim morena.
– Morena?
– Sim, ela tinha os cabelos pretos.
– Obrigada senhor! – disse e sai em disparado pela rodoviária, agora descobri como ela tinha desaparecido sem deixar rastros.
Cheguei em casa e fui direto pro computador, entrei num programa que eu conhecia muito bem e fiz uma mudança na foto da Liz mudando seus cabelos loiro caramelo para uma cor escura e ela tinha ficado diferente mesmo. Resolvi voltar pra rodoviária e mostrar a nova foto pras pessoas e várias pessoa disseram reconhece-la, inclusive um dos motoristas afirmou que ela tinha pegado seu ônibus que ia para Washington.
....
Esme
Tinha dado minhas aulas, me arrumei rapidamente e deixei a sala em ordem e estava indo pro estacionamento, pois Carl vinha me buscar e já devia estar me esperando quando meu celular tocou.
– Alô?
– Vai me deixar esperando mesmo?
– Oi Carl! Já estou indo ok?
– Tudo bem, estou te esperando.
Estava indo apressada pelo corredor quando dou um esbarrão em Félix.
– Ai Félix me desculpa!
– Imagina Esme, mas posso saber onde vai toda apressada?
– Você ta muito curioso. – disse sorrindo.
– Não vai me dizer é?
– Não! E já estou atrasada amanhã agente se fala.
– Ok então. – ele disse com uma cara triste.
Fui pro estacionamento e só tinha um carro parado lá e do lado de fora Carlisle estava encostado no capo do carro, lindo como sempre.
– Olá! – disse um pouco sem graça, pois percebi os olhares dos filhos dele na gente.
– Oi atrasadinha!
– Desculpa eu tinha que deixar as coisas arrumadas e ai vamos?
– Eu não vou ganhar nenhum beijinho?
– Carlisle, por favor, agente tem plateia.
– Ah é tinha me esquecido. – ele disse olhando pro carro. – Vamos?
– Claro! – ele abriu a porta pra mim e eu entrei.
– Ta explicado galera! – Emm gritou e todos começaram a dar risada, olhei pra trás.
– O que ta explicado Emm?
– A espera toda do meu pai. – quando ele disse isso eu corei e isso não passou despercebido pelo Emm.
– Não precisa ficar com vergonha não Esme. – nisso Carl entrou no carro.
– Do que a Esme não precisa ter vergonha Emm?
– Pergunta pra ela papi! – ele disse com um sorriso maroto.
– Em Esme do que você não precisa ter vergonha?
– Carl vamos logo! – eu disse logo de uma vez e a bagunça lá tras começou de novo.
– Carl? Uiiii o negócio ta sério. – ouvi Emm e Alice comentarem e tanto eu quanto Carl ficamos sem graça.
Carlisle
Depois de muita zuação conseguimos chegar em casa, meus filhos saíram e eu Esme ficamos por último.
– Amor? – disse.
– Oi?
– E aquele beijinho que você me prometeu?
– Você é terrível!
– Eu sei, agora meu beijo. – disse com cara de safado e ela veio na minha direção e começou a me beijar do seu jeito doce que eu tanto amava.
Quando nos separamos eu a olhei nos olhos e disse:
– Posso contar pra eles que agente ta namorando?
– Pode sim. – ela disse com uma cara triste.
– Qual o problema meu amor? – disse pegando sua mão.
– Não é nada Carl, só to com medo deles não gostarem da ideia.
– Sua boba, meus filhos te adoram.
– Sério?
– Sim. Agora vamos porque eu pedi pra Tanya preparar um almoço especial pra gente.
– Nossa que chic.
– Você merece meu amor!
Nos saímos do carro e eu reparei numas caras grudadas no vidro, esses meus filhos não tinham jeito. Quando entramos eles estavam cada um num canto disfarçando.
– Antes de almoçar eu quero contar uma novidade pra vocês. – eu disse pegando a mão da Esme e Alice deu pequenos saltinhos sem sair do lugar.
– Ai não me diz que é o que eu to pensando?
– Calada Alice! – Rose disse pra ela. – Pai fala logo!
– Bom eu e a Esme estamos namorando. – quando disse isso já esperava a maior zuação e muvuca e o que recebi foi o silêncio. – Vocês não vão falar nada? Não ficaram surpresos com a noticia?
– Meu querido pai – Emm disse se levantando – Agente já sabia que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde.
– Como assim já sabiam? – eu disse surpreso.
– Vocês dois não param de babar quando olham um pro outro isso é fato. – Rose soltou e eu olhei pra Esme que estava totalmente sem graça.
– Chega de lenga lenga e vamos cumprimentar os pombinhos! – Alice soltou animada e veio pra cima da gente nos abraçando ao mesmo tempo. – Eu sempre soube que você era a mulher perfeita pro papai Esme.
– Obrigada Alice. – Esme disse sem graça.
– BEM VINDA A FAMÍLIA MAMÃE – Emm me soltou e foi pra cima de Esme dando seu famoso abraço nela.
– Emm ta bom já entendi agora me põe no chão! – ela disse desesperada.
– Estou muito feliz por vocês! – Jasper falou e nos abraçou.
– Estou muito feliz por vocês estarem junto acho que não existiria ninguém melhor pra ficar no lugar da mamãe que não fosse você Esme.
– Oh Rose. – Esme disse a abraçando.
Só faltava Edward vir nos cumprimentar e eu achei que ele não faria isso, até que ele se levantou e veio na minha direção e me deu um abraço um abraço que ele não me dava a muito tempo.
– Obrigada filho!
– Ta tudo bem pai. – ele disse e abraçou Esme que não esperava por isso.
– Seja bem vinda Esme! – ele disse pra ela.
– Obrigada querido e adorei o cd.
– Sério?
– Sim, você tem talento Ed.
– Obrigada Esme.
– Pra cozinha todos! – eu disse e esperei eles irem. – Eu disse que ia dar tudo certo não foi?
– Disse sim Carl! – ela disse e me deu um selinho.
– Vamos almoçar?
– Sim eu estou faminta.
– E que história de cd foi aquela com Ed?
– Depois te conto.
Tanya
Mal acreditei quando ouvi Carlisle falando que estava namorando e o pior não foi isso, o pior foi os filhos dele aceitar principalmente Edward. Desde a morte de Irina que eu venho dedicado minha vida pra essa família, eu cuidei de cada um daqueles adolescentes quando criança e o que sou obrigada a ouvir? “não existiria ninguém melhor pra ficar no lugar da mamãe que não fosse você Esme” e era esse o nome da fulaninha. Que ódio que me deu.
A mesa já estava pronta e os garotos já se amontoavam em volta da mesa, o casalzinho demorou um pouco e logo apareceu de mãos dadas eu queria matar aquela mulher, desde os meus quinze anos que eu trabalhava aqui e sempre fui apaixonada pelo Carlisle e quando Irina morreu achei que teria alguma chance com ele, ainda mais se eu demostrasse que amava os filhos dele e foi exatamente o que eu fiz e pra que? Pra chegar outra qualquer e roba-lo de mim, mas isso não ia ficar assim. Fui interrompida pelos meus pensamentos quando Carlisle me chamou.
– Tanya deixa eu te apresentar – me aproximei com um sorriso falso nos lábios. – Essa aqui é a Esme minha namorada, e Esme essa aqui é Tanya a que eu te disse que me ajuda com os garotos.
– Oi prazer – a baranga me disse e ainda veio me cumprimentar com beijinho na Buchecha.
– Prazer! – disse tentando parecer o mais norma possível.
O almoço seguiu normalmente tirando os olhares que Carlisle lançava pra tal Esme.
Ela estava tomando suco e acabou de beber e ia se servir e Carlisle olhou pra mim e pediu:
– Tanya serve mais suco pra Esme, por favor.
– Claro! – disse e vi a oportunidade perfeita pra acabar com essa bobagem toda. Peguei a jarra de suco que estava cheia e fingir tropeçar e derrubei o suco todo na namoradinha do Carlisle seu vestido era todo branco e ia ficar todo manchado.
– Nossa me desculpe! – disse.
– Nossa Tanya tome mais cuidado. — Carlisle disse e a tonta ficou sem reação e Carlisle tentava secar o vestido. – Acho que você vai ter de trocar de roupa Esme.
– Também acho! – ela disse se levantando.
– Vem vou te ajudar. – ele disse pegando ela pela mão todo prestativo idiota. – Rose pega uma roupa sua pra Esme acho que deve servir.
– Claro pai.
Esme
Eu estava toda feliz em estar com o Carl e com os garotos e principalmente por eles terem me aceitado, eu estava feliz em estar namorando Carlisle e estava completamente apaixonada por ele.
Tudo estava indo as mil maravilhas tirando a tal empregada do Carl que não tirava os olhos de mim eu já estava até incomodada, meu suco acabou e eu já ia me servir ate que Carl manda a tal Tanya me servir e ela fingiu tropeçar e jogou o suco todinho em cima de mim de propósito é pelo visto alguém não tinha gostado de mim.
Carl saiu me arrastando escada a cima e me levou até um quarto que devia ser o seu, pois tinha uma cama de casal.
– Esme fica a vontade o banheiro é ali e tem toalhas, sabonete e fica a vontade vou ver se a Rose achou algo pra você vestir.
– Carl? – o chamei antes dele sair desesperado.
– Oi?
– Ta tudo bem!
– Sério?
– Sim!
– E que a primeira vez que você vem aqui como minha namorada e eu queria que fosse perfeito.
– Esta sendo perfeito, e não vai ser uma jarra de suco que vai tirar a felicidade que eu to sentindo de estar aqui com você ok?
– Eu te amo! – ele disse e já vinha me beijar.
– Eu vou te melecar inteiro. – disse rindo.
– Verdade! – ela saiu e eu fiquei sozinha no quarto luxuoso que até lembrava meu antigo quarto.
Fui até o banheiro e tirei meu vestido que estava ensopado. Peguei uma toalha e comecei a me limpar, terminei e voltei pro quarto apenas de sutiã e calcinha provavelmente Rose traria logo a roupa pra mim, reparei que na cabeceira da cama tinha uma foto de Carl com Irina e eles pareciam felizes.
Carlisle
Tanya tinha conseguido me irritar ela nunca tinha feito qualquer deslize desse tipo e hoje justamente com Esme ela apronta uma dessa.
Fui ate o quarto de Rose e minha princesa não estava lá, desci e eles estavam todos jogados vendo tv.
– Rose e a roupa que eu te pedi?
– Ta la no meu quarto pai, só entrar e pegar.
– Mas eu vou saber o que vai servir em Esme?
– A vai sim pai e sem falar que agente ta de saída.
– Saída? Onde vocês vão?
– Agente combinou de ir... de ir...pra onde agente combinou mesmo? – Rose estava mentindo sabia e Alice já soltou logo.
– Na verdade agente vai até a cidade dar uma volta pra vocês ficarem sozinhos e namorarem um pouco, pronto falei!
– Vocês não existem seus pestes! – disse dando risada.
– Agora aproveite pai! – Alice disse me dando um beijo. – Bora gente? – todos seguiram minha fadinha e foram embora.
Fui até a cozinha e Tanya estava lá cantarolando uma musiquinha feliz.
– Tanya?
– Oi? – ela disse surpresa e feliz.
– É pode tirar o resto do dia de folga.
– Folga?
– Sim, acho que você ta precisando. – disse e já ia saindo.
– Já entendi quer ficar sozinho com a namorada. — ela soltou baixinho e eu ouvi.
– E se eu estiver qual o problema? – ela baixou a cabeça e saiu sem graça, não estava entendendo essa mulher.
Subi pro quarto de Rose e peguei o primeiro vestido que achei devia servir na Esme, fui pro meu quarto e quando entro me deparo com Esme somente de calcinha e sutiã, fiquei excitado só de olha-la.
– Amor! – a chamei e ela virou assustada. – Trouce pra você vestir.
– Carlisle que susto! – ela disse colocando a mão no peito e foi ai que ela se tocou que não estava vestida e tentou se tampar sem sucesso.
– Tome! – me aproximei e lhe entreguei o vestido e ela estava toda vermelha de vergonha.
– Se vira Carl!
– Por que ta com vergonha de mim?
– To! – ela disse baixando a cabeça e já ia começar a colocar o vestido e eu a impedi, chegando mais perto dela. – O que você quer? – ela disse um pouco assustada.
– Só quero admirar minha namorada e futura mulher. – disse com olhar de desejo.
– Seu bobo! – ela disse e já ia colocando o vestido.
– Eu falei sério. – disse e me aproximei começando a beija-la, ela correspondeu e ficamos ali nos beijando até que eu comecei a acariciar seu corpo que estava todo a mostra pra mim e ela me afastou.
– Carl vamos com calma!
– Me desculpe! – disse baixando a cabeça.
– Não é por isso Carl é que eu ainda sou casada apesar de tudo e isso parece errado, eu sei que aceitei ser sua namorada, mas pedir pra esperar um tempo e demais pra você?
– Claro que não Esme, eu te amo e vou esperar o tempo que for preciso.
– Eu te....- ela ia dizer que me amava – Eu acho que preciso desse vestido mocinho. – ela disse pegando o vestido da minha mão e o vestindo imediatamente.
– Nossa eu não vou deixar você sair na rua vestida assim. – disse fazendo cara de bravo e vi que ela estremeceu. — Me corrigindo eu não vou deixar você sair vestida assim sem mim. – e ela relaxou.
– Por quê? Não me diz que você tem ciúmes de mim?
– E você acha que não? Se você não percebeu você é linda, maravilhosa e....- eu ia dizer uma coisa, mas parei.
– E? – ela me disse divertida.
– Não vou falar.
– Porque não?
– Você vai ficar com vergonha.
– Minha vergonha supera minha curiosidade. – ela disse me abraçando e eu cerquei seu pequeno corpo com meus braços e sussurrei no seu ouvido.
– Gostosa! – disse de modo sensual.
– O que? – ela me olhou incrédula.
– Isso mesmo que você ouviu, você é gostosa.
– Carlisle não me mata de vergonha desse jeito.
Esme
Eu estava agarrada em Carlisle no seu quarto e morrendo de vergonha, ele me chamando de gostosa era demais pra mim. Ninguém nunca me chamou assim do jeito que ele me chamou, eu já o amava muito e quase revelei isso pra ele, mas voltei atrás é tudo tão recente e a ultima vez que me entreguei a um amor sem pensar nas consequência aconteceu o que aconteceu.
– E ai só tem nos dois aqui o que agente vai fazer? – ele disse sugestivo e eu resolvi entrar no clima.
– Vou te falar uma coisa que agente não vai fazer Carl. – ele me olhou suspeito. – Sexo! – disse o provocando.
– Você ta me testando é?
– Acho que podemos falar que sim. Agora vamos lá pra baixo que tá muito constrangedor ficar aqui nesse quarto. – disse e já fui o puxando pra fora do quarto.
– E o que você vai querer fazer sem ser sexo?
– Ver um filme talvez?
– Boa ideia.
– Quero pipoca.
– Eu faço sua malandrinha.
Fale com o autor