Begin Again

6 Capítulo 6 - Males que vem para o Bem


Notas iniciais
Boa noite minhas lindas!Capitulo fresquinho pra vocês e espero que gostem esse é especial pra Isabella Marie Swan minha nova leitora. Seja bem vinda!

> Boa leitura!

Esme

O mês já estava acabando e eu me preparava pra mais um dia de trabalho, hoje eu iria sem comer nada já que eu só receberia amanhã e estava sem dinheiro nenhum. Por sorte não estava chovendo se não teria de ir a pé ao trabalho e chegaria toda ensopada, sem falar no que as pessoas falariam da professora louca que gosta de andar de baixo da chuva.

...

O dia seguiu sem interrupções, eu só estava se sentindo um pouco mal afinal não tinha comido nada ainda.

- Esme ta tudo bem? Você parece um pouco pálida. – perguntou Felix.

- Eu to bem sim, só to um pouquinho tonta.

Felix

Estava no corredor conversando com a Esme e ela estava muito pálida, do nada ela falou que estava tonta, se apoiou em mim e desmaiou. Fiquei super preocupado e comecei a chama-la.

- Esme! Esme! Fala comigo!

Eu a peguei no colo pra leva-la até a enfermaria.

Alguns alunos nos olhavam preocupados, pois apesar de Esme ser nova na escola já era muito querida por todos os alunos e uma delas se aproximou era Alice Cullen.

- Professor o que aconteceu? – disse preocupada.

- Não sei, eu vou levar ela pra enfermaria.

- Eu vou com você.

Chegamos à sala e eu a deitei em uma maca.

- Você não tem aula Alice?

- Eu tinha.

- Tinha?

- É que era com a srta. Platt.

- Vai pra sala que vai alguém substituir ela.

- Eu vou ligar pro meu pai primeiro ele é medico e quem sabe pode ajudar.

- Esta bem, liga e depois direto pra sala.

- Sim senhor.

Alice

Estava indo pra aula de literatura inglesa quando vi o professor Felix carregando a srta. Platt no colo com certeza tinha acontecido alguma coisa. Fui com eles até a enfermaria e resolvi ligar pro meu pai.

Carlisle

Estava atendendo uma paciente quando meu celular tocou, era Alice e devia ser alguma coisa importante, pois nenhum dos meus filhos me ligava no trabalho se não fosse importante pedi licença e fui atender fora do consultório.

- Filha aconteceu alguma coisa?

- Mais ou menos.

- Como assim? – já estava preocupado.

- É que uma das minhas professoras desmaiou aqui na escola e eu pensei que você podia ajudar.

- Qual professora?

- A srta. Platt.

- Manda alguém trazer ela aqui no hospital ou acha melhor eu mandar uma ambulância?

- Espera ela esta acordando.

- Alice mesmo assim, manda alguém trazer ela aqui.

- Ta pai. Tchau.

Essa menina me deixava louco às vezes, nem tinha terminado de falar e ela já havia desligado o telefone na minha cara. Fiquei preocupado será que a Esme estava doente?

...

Felix

A enfermeira da escola pois um pano com álcool pra Esme cheirar e colocou um oxigênio pra ela se recuperar mais rápido, dois minutinhos depois ela já havia recobrado a consciência.

Ela disse ainda um pouco meio desnorteada:

- O que aconteceu?

- Calma Esme, agente estava conversando e desmaiou e eu te trouce aqui pra enfermaria. – disse.

- Ah sim estou me lembrando, mais agora eu já estou bem melhor e acho que estou atrasada pra minha aula. – ela já foi se levantando rapidamente o que lhe causou mais tonturas.

- Calma querida! – disse a enfermeira – Você acabou de desmaiar agente tem de ver o motivo disso, ninguém desmaia a toa.

- Eu estou bem já. – Ela disse teimosa. – E Alice o que você ta fazendo aqui?

- Eu só vim ajudar prof.

- Ah obrigada querida, mas não precisava se incomodar comigo.

- Imagina prof. E professor Felix eu falei com meu pai e ele disse pra alguém levar ela pro hospital.

- Eu vou levar você Esme. – disse todo preocupado.

- Obrigada gente, mas eu estou bem não precisam me levar a lugar algum. – ela disse terminando de se colocar de pé e se desequilibrando de novo e eu a segurei.

- Não tente me impedir Esme, você vai ao hospital e vai agora.

Ela começou a ficar pálida novamente.

- Tudo bem então. – ela concordou sem opção.

...

Chegamos ao hospital em cerca de vinte minutos e fomos a recepção, Carlisle já havia deixado avisado que quando ela chegasse era pra encaminha-la direto pra ele.

Ajudei Esme chegar até a sala do médico e bati na porta e ele abriu.

- Bom dia! – ele disse educado, mas percebi muito bem o jeito que ele olhou pra minha Esme.

- Bom dia! – respondi com cara de poucos amigos.

- Esme senta aqui. – ele tirou ela de perto de mim e a ajudou a se sentar em uma das cadeiras de frente pra sua mesa.

- Então professor o que aconteceu com ela?

- Ela estava conversando comigo, eu disse que ela estava meio pálida e reparei que ela tremia um pouco e do nada ela desmaiou.

- Obrigada por trazê-la pode deixar que eu assumo daqui. – não gostei disso.

- Tudo bem pra você Esme? Você quer que eu vá? – disse isso com a esperança dela pedir pra eu ficar.

- Obrigada por me trazer Felix, mas pode ir sim.

- Tudo bem então, tchau.

Sai rapidamente e fechei a porta atrás de mim.

Esse Carlisle Cullen era solteiro e ele estava de olho na Esme, um homem sente isso, mas ele que não crie esperanças a Esme vai ficar é comigo.

...

Carlisle

Ficamos a sós e eu comecei a fazer perguntas de rotina pra Esme.

- Então Esme o que aconteceu? – eu me sentei na cadeira de frente pra ela.

- O que ele disse, eu só desmaiei. – ela disse evitando olhar diretamente pra mim.

- Mas isso já aconteceu antes?

- Não.

- Deixa eu te examinar então, vem senta aqui. – eu a ajudei a se sentar na maca.

Começei a examina- la, olhei seus olhos a boca, auscultei seu coração e pulmão, medi sua pressão (que estava muita baixa), sem falar na pele dela que estava fria e pegajosa.

- Esme você comeu alguma coisa hoje?

- Comi.

- Eu já volto. – ela não estava muito bem e resolvi fazer alguns exames.

Sai da sala e pedi pra uma das enfermeiras preparar o material para eu colher uns exames de sangue e pra fazer um teste de glicemia capilar. A enfermeira estranhou já que eu não fazia isso com nenhum de meus pacientes, mas não disse nada.

Voltei pra sala e continuei com os exames.

Fiz o teste de glicemia que deu um numero absurdo.

- Esme não minta pra mim, você comeu hoje? – perguntei novamente.

- Não tem como te enganar né? – ela riu sem graça.

- A mim você até tem, mas os exames não. – eu ri também.

- Eu não comi.

- Por quê?

- Eu estava ocupada.

- Isso não é motivo pra ficar sem comer, entendeu? – eu disse isso como se falasse com uma criança.

- Sim senhor e prometo que não vai mais se repetir.

- Promete mesmo?

- Prometo.

- Então como já sabemos o motivo do seu desmaio nem preciso fazer o resto dos exames.

- Que bom, eu odeio tirar sangue. – ela disse olhando pra bandeja que tinha uma seringa pra coletar sangue.

- Mas eu vou te receitar uma coisa e você vai ter de fazer mocinha.

- Pode falar.

- Você vai descer até o restaurante do hospital comigo e agente vai comer alguma coisa e depois eu vou te levar pra casa.

- Doutor não precisa é sério, eu vou pra casa e quando chegar eu como alguma coisa. – ela tentou escapar.

- Primeiro: não vai mais me chamar de doutor e sim Carlisle e segundo: você mentiu pra mim, então eu acho que você ta meio que me devendo.

- Tudo bem, mas eu vou atrasar o seu trabalho.

- Não vai não, meu plantão acabou faz tempo eu só estava aqui esperando pra te atender.

- Alice?

- Sim.

Esme

Cheguei no consultório do Carlisle e ele foi super atencioso comigo, quando ele começou a me examinar eu fiquei um pouco nervosa por causa do contato da sua pele na minha, devo ter ficado vermelha.

Ele descobriu o motivo do meu desmaio e me fez aceitar comer alguma coisa com ele e ainda disse que ia me levar em casa. O que eu poderia fazer a não ser aceitar?

Nos dois caminhamos juntos até o restaurante do hospital e todo mundo ficava olhando pra gente (desde que Carlisle havia chegado a cidade nunca tinha sido visto com mulher alguma). Ele escolheu uma mesa bem afastada pra gente e nos fizemos os pedidos.

- Como está e escola? – ele me perguntou.

- Está ótima eu adoro dar aulas.

- E o Emmett tem lhe causado problemas ainda?

- Imagina, ele é um amor só gosta de chamar atenção.

- Ah isso ele gosta mesmo. – nos dois rimos.

Trouxeram os pedidos e nos começamos a comer.

- Você não acha difícil cuidar dos cinco sozinhos?

- Nem um pouco sem falar que eu já me acostumei.

- Posso te perguntar uma coisa?

- Claro.

- Quanto tempo faz que sua esposa morreu?

- Uns onze anos.

- Nossa.

- É foi um momento bem difícil, mas agora agente superou isso.

- Você nunca se casou de novo?

- Não, ainda não apareceu a pessoa certa. E você nunca se casou?

- Não. – menti.

- Por quê?

- Acho que não apareceu a pessoa certa. – nos dois rimos.

Terminamos de comer e fomos para o estacionamento. No carro Carlisle ligou o radio e passava uma musica do James Blunt bem romântica, uma musica que eu amava acho que o nome era Same Mistake.

- Você gosta desse tipo de musica? – perguntei.

- Não. – ele riu – A musica é boa mais é coisa de Alice.

- O que você gosta de ouvir?

- Musica clássica. E você?

- De tudo um pouco.

- Mudando de assunto, você e o Felix estão juntos?

- Como?

- Sei lá ele foi te levar e não gostou muito quando eu disse que te deixaria em casa.

- Ele é só meu colega de trabalho.

...

- Chegamos! – ele disse.

- Qualquer dia desses eu te convido pra entrar. – falei.

- Olha que eu vou cobrar em?

- Pode cobrar.

- Qualquer coisa que você precisar só falar comigo, toma aqui meu cartão tem todos os meus números.

- Obrigada.

Ela já havia abrido a porta do carro e estava saindo quando ele a chamou.

- Esme!

- Oi.

- Pode me considerar um amigo.

- Eu acho que já considero. – isso era uma verdade.

Eu sai do carro e antes de entrar em casa olhei para trás e lhe dei um sorriso que ele rapidamente correspondeu com o sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda minha vida.

...

Esme se pegou pensando em Carlisle diversas vezes, como poderia um homem como ele estar sozinho? Ela se perguntava, mas lembrou do seu passado e de como as pessoas mudam, todos no começo são príncipes e depois se transformam em monstros.

Notas finais
E ai o que acharam?

No próximo mais ROSEMMETT pra vocês!

Mereço um comentário????

beijinhus e até o próximo