Begin Again
4 Sensação Estranha
Notas iniciais
Boa leitura
P.V.O. Percy
Depois que a aula acabou, fui para o estacionamento e lá encontrei duas pessoas me esperando. Uma era minha prima e a outra um garoto loiro com uma cicatriz no rosto.
– É seu? – perguntou o menino apontando para meu carro.
– É sim, ganhei ano passado no meu aniversário – respondi.
– Que máquina hein – falou Talia batendo no capô, quase dei um infarto.
– NÃO – gritei assustado a tirando de perto do Marlim.
– Antigamente você era normal Jackson.
– Eu sou normal, só me preocupo com meu carro, não é todo dia que ganho uma belezura dessas.
– É concordo com ele, o carro é uma belezura – disse o loiro.
– Esse é Luke, meu namorado. Luke esse é Percy o lesado do meu primo – nossa que consideração ela tinha por mim. Mas deixei pra lá.
– Prazer em conhecê-lo – falei apertando sua mão, o mesmo fez uma cara estranha.
– Vejo que ainda continua educado, que nojo – Talia fez uma careta o que me fez rolar os olhos.
– Então porque vocês estão me esperando? – perguntei.
– Conhece Annabeth?
– A da briga? – a morena sorriu.
– Essa mesma – assenti – Então, o diretor resolveu castigá-la por causa daquela vaca ruiva, e como a Annie tem as melhores notas daqui, e você é mais burro que cabaça. O Senhor D. pediu pra ela te ajudar a melhorar seu cérebro, o que é um castigo e tanto.
O jeito simpático de Talia me emocionava. Mas eu precisava mesmo melhorar minhas notas.
– Tudo bem, já que diretor falou. E pode ser na minha casa se ela quiser. – Percebi que Luke observava meu bebê.
– Não – disse Talia – Annei quer que seja naquele café perto da minha casa, lembra-se dele?
– Lembro sim e que dia que pode ser? – perguntei a ela.
– Quarta-feira, esse é o dia de folga dela.
– Okay então, eu estarei lá.
– Era só isso, Luke vamos – ela o chamou, porém ele estava concentrado demais no Marlim, para ouvi-la – Luke – cutucou a morena.
– Que? – disse sem tirar os olhos do meu camaro, isso já estava me incomodando.
– Vamos – falou Talia sem paciência. Luke olhou para mim.
– Eu posso dirigir? – perguntou-me na maior cara de pau, fiquei o encarando por alguns instantes, torcendo para que ele falasse que estava brincando, mas para meu desgosto o que prevaleceu foi o silêncio, Luke me olhava com uma cara de dar dó. Então eu me surpreendi com meu ato, joguei a chave para ele que me olhou surpreso, mas deu um sorriso super grande.
– Tchau amor – deu um selinho na punk e entrou no carro, me despedi dela que me olhava com certa violência.
Fui falando as coordenadas de minha casa para Luke. Nesse trajeto, conversamos e rimos muito, descobri que ele é um cara legal, que também toca vários instrumentos, mas que prefere o baixo. Que seu sonho é ser um astro do rock, eu gargalhava com a empolgação dele. Até que chegamos e ele estacionou, saímos de dentro do carro e eu dei uma volta nele, para ver se tinha algum arranhão, mas por sorte estava intacto. Luke começou a rir, da maneira como eu tratava o Marlim.
– Cara você é doente – disse batendo em minhas costas.
– Não, eu só sou cuidadoso – me defendi.
– Sei – ele olhou para casa da frente – Você mora em frente a casa da Annie.
– Sério? Eu não sabia – disse entrando, jogamos nossas mochilas no sofá e indo direto para cozinha, meus pais estavam trabalhando e não almoçam em casa.
– Pois é, digamos que pode ser o destino – não tinha entendido, somente dei de ombros e peguei uma vasilha enorme dos cupcakes azuis que minha mãe faz. Ela era dona de uma padaria lá na Califórnia, e seus cupcakes azuis eram muito famosos por lá. Coloquei a vasilha em cima da mesa, peguei dois copos e a coca.
– Com fome? – perguntei a Luke
– Eu poderia devorar um elefante agora mesmo – rimos, e atacamos os cupcakes, em pouco tempo a garrafa de coca já estava vazia e a vasilha restava só migalhas azuis. Encostamos na cadeira satisfeitos – Cara eu nunca comi cupcakes tão gostosos assim.
– Nem eu – nós encaramos e do nada começamos a rir – Quer jogar vídeo game?
Luke deu um pulo de sua cadeira e me lançou um sorriso.
– Está pronto para perder? – Levantei ficando de sua altura.
– A pergunta é se você está pronto para perder.
– É o que veremos.
Subimos as escadas correndo e fomos para meu quarto, onde Luke se jogou em um puf e eu em outro, liguei o vídeo game e começamos a jogar futebol. Eu pensava que eu é que era competitivo, mas Luke era mil vezes pior, toda vez que ele errava um gol, chingava e gritava e eu apenas rindo do desespero do meu amigo.
– Cara, você gosta mesmo de jogar hein.
Luke me olhou, como se eu ainda duvidasse de seu potencial.
– Que garoto normal não gosta? – pareceu uma pergunta retórica, mas automaticamente o nome saiu da minha boca.
– O Di Ângelo – Luke me encarou.
– Conhece o Nico? – eu e minha boca grande.
– Ele é meu primo – o loiro pareceu surpreso.
– E porque vocês não se falaram hoje? – perguntou-me.
– Porque não conversamos um com o outro – respondi já preparado para a próxima pergunta.
– E por quê?
– Por causa de uma coisa que aconteceu á algum tempo entre nós.
– E você quer compartilhar? – Eu confiava em Luke, prova disso foi eu ter o deixado dirigir meu xodó. Então decidi contar.
– No início das férias, Nico foi passá-las comigo na Califórnia, na primeira semana ele conheceu uma garota, Mônica era seu nome. Nós passamos a andar junto com ela, mas depois descobrimos que essa Mônica era barra pesada, se metia em altas encrencas. Eu me afastei, mas Nico se recusou. A partir dai, ele começou a chegar em casa de madrugada e bêbado, eu o acobertava para meus pais não descobrirem e contarem para os dele. Mas em uma noite Nico não havia voltado, preocupado liguei para ele mas só caia na caixa postal, então depois do almoço, recebo uma ligação, era ele falando que tinha sido preso, e pedindo para mim dar um jeito de tirá-lo de lá sem que ninguém soubesse. Eu não via outra opção. Luke eu juro que pensei em várias tentativas, mas nenhuma ia dar certo, porque eu não sou maior de idade. Foi aí que decidi contar para minha mãe, que ficou muito assustada e decepcionada com nós dois, mas ela foi lá pagou a finança e prometeu não contar para os pais dele. Nico foi liberado, chegou em casa uma fera comigo por eu ter contado para alguém, arrumou suas malas e veio embora na hora, desde de então ele não conversa mais comigo.
Terminei, Luke apenas ouvia com atenção, o jogo já não nos importava mais.
– E você sabe qual o motivo dele ter sido preso? – perguntou-me.
– Roubo – respondi – me parece que ele estava tentando roubar uma joalheria.
– Cara, eu nunca pensei que o Nico era capaz disso.
– Ele é um cara legal de bom coração, só estava influenciado pelas companhias – falei.
– Com certeza – concordou Luke – E você Percy, fez o certo em falar para sua mãe, eu no seu lugar teria feito o mesmo e aposto que Nico sabe disso ele só é cabeça dura para entender.
– Obrigada – nossos estômagos roncam e desço para pegar mais cupcakes e suco. Entendam somos adolescentes, nossos hormônios estão a mil e precisamos comer.
Enquanto comíamos e tomávamos suco, uma pergunta escapou da minha boca.
– Conhece Annabeth a muito tempo? – ele me lançou um olhar travesso.
– Somos amigos há nove anos, eu, ela e Talia. Você está interessado na Annie?
Engasguei com o suco que estava tomando e tossi feito um louco, Luke se contorcia de tanto rir. Após algum tempo assim, dei conta de me controlar, vi que ele ainda ria e joguei um travesseiro em sua cara.
– Parei – falou e levou os braços em forma de rendição – Mas você está afim dela?
– Claro que não, só queria saber como ela é.
– Sei, bom Annei é uma amor de pessoa, ela mora com o pai e tem dois irmão, mas somente um vive com ela. A mãe Atena, morreu quando Annabeth tinha 13 anos. Desde então, ela tem ficado, hm..., como posso dizer, fechada. Só Talia e seu irmão Bob sabe tudo sobre ela – contou-me.
– E vocês são muito amigos né – Luke deu uma risadinha.
– Nós somos oito amigos inseparáveis, sendo eu, Talia, Annabeth, Nico, Bob, Melina, Silena e Charles. Fazemos tudo juntos. Eu adoro aqueles bestas.
– Que amor hein – rir e ele me acompanhou.
– Você não viu nada – rimos mais. Até que ele olhou para a janela – Já está escuro. Credo o tempo passou correndo.
– Mais já anoiteceu? – ele assentiu.
– Percy, eu vou indo, amanhã se você quiser andar com a gente será bem vindo.
– Mas e o Nico?
– Relaxa eu vou está lá
Rimos
– Obrigada.
– Ah, e depois quero dar outra volta na beleza do seu carro.
Cocei a cabeça.
– Depois conversamos sobre isso Luke – o acompanhei até a porta e nos despedimos. Subi para meu quarto e tomei um banho. Em poucas horas meus pais já estavam em casa, me falaram que seu dia tinha sido muito produtivo e perguntaram sobre o meu, respondi que apesar da outra escola ser melhor eu havia gostado dessa. Terminamos nosso jantar subi e escovei meus dentes. Antes de deitar olhei para a casa da frente, tinha alguma coisa me dizendo pra ir lá, uma sensação estranha, tipo um frio na espinha. Ignorei e fui dormir.
Notas finais
Kiss
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