Notas iniciais
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Boa leitura

O coração de Percy acelerou, na hora o moreno gelou dos pés a cabeça. Ficou com medo de ser Bob, se ele visse sua irmãzinha nua na cama com Percy, provavelmente estrangulava o Jackson, mas soltou um suspiro de alivio, assim que viu uma punk rindo descontroladamente escorada na porta, mas ai percebeu o estado que se encontrava e sentiu suas bochechas corando.

— Thalia – reprendeu sua namorada que puxou mais o edredom para si – Você não sabe bater?

A punk, ainda se recuperando de seu histérico ataque de risos se ajeita para em seguida falar.

— Calma ai loira, só vim lhe chamar para tomarmos sorvete.

— E não poderia ser outra hora? – Percy perguntou meio impaciente, já que ela havia o interrompido no meio de sua história. Thalia recomeçou a rir vendo a cara do primo.

— Não mandei vocês começarem tão cedo, e Percy – a morena o encarou com um olhar brincalhão – Acho melhor você se mandar, Bob está subindo a escada.

O Jackson não conseguia raciocinar, literalmente seria seu fim, até que Thalia revirou os olhos.

— Vou distrai-lo, mas seja rápido cabeça de vento – e se foi. Percy levantou da cama vestindo sua cueca, enquanto Annabeth também vestia sua calcinha e colocava um sutiã.

O moreno vendo o corpo esculpido de sua namorada não aguentou e se aproximou selando seus lábios em um beijo calmo.

— Depois quero saber o resto da história – falou a loira se separando de Percy.

— Vou te contar, já que Thalia nos interrompeu – falou o moreno terminando de se vestir, Annabeth soltou uma risada.

— Pena que nos interrompeu tão cedo – Annie brincava com o cabelo de Percy, que lhe lançou um sorriso malicioso.

— Continuamos depois – o sorriso da loira aumentou e abraçou seu namorado. Então ambos escutaram vozes no corredor. Percy deu um selinho e um beijo no rosto de Annie – Nos vemos mais tarde.

Então ele se dirigiu para a varanda, onde desceu para a rua e seguiu para a casa.

P.O.V. Annabeth

Assim que Percy se foi, coloco meu pijama e Bob entra em meu quarto seguido por uma Thalia paranoica.

— Bob é sério, aqueles pinguins não me enganam, eles podem ter cara de fofinhos, podem ser dóceis, mas eu sei que são criaturas malignas, que querem dominar o mundo e acabar com a raça humana.

Meu irmão coloca as mãos na cabeça e se joga em minha cama.

— Chega Thalia, você tem que se tratar garota.

A punk coloca o dedo do meio pra ele.

— Vai se foder então Bob.

— Vai você ora.

— Chega né – me intrometi antes que aquela pequena conversa acabasse em alguém ferido – Então punk, o que devo a honra de sua visita.

Me joguei em cima de Bob, e Thalia se sentou no puff que tinha ali.

— Vamos tomar sorvete.

— Opa, vamos sim.

Bob que mexia em meu cabelo fala.

— Vão sozinhas ou acompanhadas? – reviro meus olhos e jogo uma almofada em sua cara – Ei.

O loiro pega outra e revida me fazendo cair no chão, então eu jogou outra nele. Bob sai correndo atrás de mim, eu muita esperta me escondo atrás de Thalia e dou língua para ele que emburrado volta a deitar na cama.

— Chamei o pessoal todo Bobito – começo a rir do apelido que a punk falou.

— Bobito? – pergunto em tom debochado.

— É loira, cala a boca porque é um apelido idiota para um garoto idiota.

— Thalia amiga da minha da irmã, eu sei que você que me ama, então por que não admite – a punk se levantou.

— Porque isso é mentira traste. Agora sai que a loira vai se arrumar para irmos, não queria que você fosse, mas como sei que vai, anda logo que eu não tenho o dia inteiro – disse a morena empurrando meu irmão para fora do quarto – E ligue para seu cunhadinho e chame ele também.

— Vou pensar no seu caso purpurina saltitante – Thalia deu um murro em seu braço.

— Já falei para você nunca mais me chamar disso – Bob saiu correndo e ouvir sua porta bater com força, comecei a rir, esses dois não tinham jeito.

— Você viu loira, ele ainda tem a coragem de me chamar assim.

— Calma punk, ele fala só brincando.

— Sei a brincadeira – Thalia lança um olhar malicioso para cima de mim – E você e Percy hein.

Sinto minhas bochechas arderem, enquanto termino de vestir uma roupa qualquer.

— Bom, você sabe – a punk soltou uma gargalhada, me dirigi ao banheiro e escovei os dentes, trancei meu cabelo de lado deixando apenas a franja solta e voltei para o quarto – Vamos.

— Vamos.

Descemos a escada e encontramos Percy e Bob em uma conversa animada na cozinha, isso é de se estranhar, mas fiquei feliz por eles. Cumprimento Percy com um selinho, ele estava vestido com uma camisa da banda The Beatles, calça jeans, all star, e um boné para trás, um estilo muito diferente do que vi, mas ainda continuava gato, agimos como se não tivesse acontecido nada antes e dou um beijo no rosto do meu irmão.

— Você está linda – fala o moreno e tenho certeza que fiquei vermelha. Thalia rir e vai atacar a geladeira.

— Percy meu caro, Annie sempre foi linda – diz Bob.

— Eu sei, e sua beleza cresce a cada dia que passa – okay, acho que os tomates sentiriam inveja de mim.

— A cada segundo Annabeth está mais bonita – Bob fala com tom superior.

— A cada milésimo seu brilho amplia – reviro meus olhos, percebi que os dois estavam em uma ‘’competição’’ de quem me elogiava mais.

— E...

— Chega né – disse. Thalia ficou ao meu lado dando uma mordida em um sanduíche.

— Vamos – falou a punk com a boca cheia.

— Engole primeiro Thalia.

— Cala sua boca Bobito – rimos Percy entrelaçou nossas mãos e me puxou para fora, fomos seguidos pela Thalia e Bob.

O caminho todo, só rolou risos, meu irmão sempre implicava a punk que dava uma má resposta nele, Percy contando piadas sem sentidos, mas para nós essa eram as mais engraçadas, e eu com minha risada que segundo meus amigos, sempre os contagiava.

Chegamos a sorveteria e o pessoal já estava a nossa espera.

— Finalmente né – Charles disse.

— Pensei que Thalia estava esperando você nascerem para depois virem – a turma gargalhou, então nos sentamos e pedimos nossos sorvetes.

— Luke, Bob estava me chamando de purpurina saltitante – Luke que estava tomando um milk shake, cuspiu todo quando ouviu o apelido, e começou a rir.

— Você ainda lembra Bob? – então os dois engataram em uma crise de riso, enquanto Thalia os fuzilava.

— Coitada, você não perdoam uma hein – Melina defendeu-a, mas rindo também. Nossos sorvetes chegaram.

— Aquele dia vai entrar na história da humanidade – brincou Nico.

— Alguém pode me explicar o por que desse apelido? – Percy perguntou, todos recuperamos o fôlego.

— Foi só uma merda de apresentação – Thalia disse irritada, Luke deu um beijo em sua bochecha.

— Thalia dançava balé – começou Silena – Junto comigo e Annabeth, então nós fomos escolhidas para fazer uma apresentação da cena Lago dos cines. Annabeth e eu entramos no palco, quando chegou à vez de Thalia, bom, nossa instrutora tropeçou e um balde cheio de purpurina dourada caiu em cima da nossa amiga aqui. Thalia dançou toda coberta de purpurina, e como balé alguns passos temos que saltar, daí surgiu o apelido que os meninos colocaram nela purpurina saltitante.

Quando Silena terminou, todos estavam com os olhos cheios de lágrimas e com a mão na barriga. Percy era o que mais ria da prima.

— Se algum parente e nosso saber dessa história, eu te mato cabeça de vento.

Depois de termos tomado sorvete, fomos da uma volta pela cidade.

— Que tal irmos ao museu de Artes Modernas – propôs Megan, todos concordaram e fomos. Eu adorava ir ao museu, sempre saia de lá com um novo aprendizado.

Estávamos parados em frente a um quadro, tentando adivinhar o que estava desenhado.

— O que um homem com as mãos no ouvido tem graça – choramingou Nico.

Luke que estava com a cabeça inclinada para o lado fala.

— Será que se eu fizer um monte de rabisco, fico famoso? – rimos com isso.

— Não – disse Percy sério, mas logo sua expressão tornou brincalhona – Tem que ter rabiscos e um bonequinho feio.

Charles bate em sua cabeça rindo.

— Aposto que uma foto minha vale mais.

— Acho que nem se você for desenhado por Da Vince Charles – brinquei fazendo o pessoal gargalhar.

— Nossa Annie, valeu pela parte que me toca – disse fingindo estar ofendido, mas continha um sorriso no rosto. Silena o abraçou.

— Eu comprava um estoque da sua pintura amor – falou beijando o namorado.

— Vão se pegar para lá – Percy disse e os outros concordaram.

Parávamos em cada pintura ou estátua, os meninos faziam brincadeiras, enquanto nós apenas rimos de suas besteiras. Passamos em um corredor, em um frio percorreu minha espinha, apertei a mão de Percy que me olhou.

— Algum problema pequena?

— Um pressentimento – nós ficamos para trás, um pouco afastados do grupo. Havia preocupação nos olhos do moreno.

— Ruim?

— Não sei, um frio na espinha.

— Se você quiser podemos esperar os outros lá fora – forcei um sorriso, mas eu sabia que não o tinha convencido.

— Vamos continuar – ele me deu um selinho e abraçou minha cintura, conseguimos alcançar a turma. Assim que viramos o corredor dou de cara com alguém, solto um grito e me seguro em Percy, lágrimas cobrem os meus olhos, tento achar o ar para encher meus pulmões, isso é impossível, minha cabeça gira, me sinto tonta, olho para Bob que tem a mesma expressão que a minha, assustado, com medo, e confuso. Seus olhos estão arregalados e sua boca aberta, ele também esta chorando, meus amigos ficam estáticos, meus músculos e membros congelaram se não fosse Percy me segurando juro que teria desabado no chão. Uma mistura de sentimentos toma conta de mim, são tantos que é até difícil decifrar um. A única coisa que consigo falar com a voz trêmula e lutando para não desmaiar.

— Mamãe.

Notas finais
HAHAHA
Gostaram da volta dessa pessoa
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Beijos
Karol Oliveira