Begin Again
23 Mamãe
Notas iniciais
Boa leitura
O coração de Percy acelerou, na hora o moreno gelou dos pés a cabeça. Ficou com medo de ser Bob, se ele visse sua irmãzinha nua na cama com Percy, provavelmente estrangulava o Jackson, mas soltou um suspiro de alivio, assim que viu uma punk rindo descontroladamente escorada na porta, mas ai percebeu o estado que se encontrava e sentiu suas bochechas corando.
— Thalia – reprendeu sua namorada que puxou mais o edredom para si – Você não sabe bater?
A punk, ainda se recuperando de seu histérico ataque de risos se ajeita para em seguida falar.
— Calma ai loira, só vim lhe chamar para tomarmos sorvete.
— E não poderia ser outra hora? – Percy perguntou meio impaciente, já que ela havia o interrompido no meio de sua história. Thalia recomeçou a rir vendo a cara do primo.
— Não mandei vocês começarem tão cedo, e Percy – a morena o encarou com um olhar brincalhão – Acho melhor você se mandar, Bob está subindo a escada.
O Jackson não conseguia raciocinar, literalmente seria seu fim, até que Thalia revirou os olhos.
— Vou distrai-lo, mas seja rápido cabeça de vento – e se foi. Percy levantou da cama vestindo sua cueca, enquanto Annabeth também vestia sua calcinha e colocava um sutiã.
O moreno vendo o corpo esculpido de sua namorada não aguentou e se aproximou selando seus lábios em um beijo calmo.
— Depois quero saber o resto da história – falou a loira se separando de Percy.
— Vou te contar, já que Thalia nos interrompeu – falou o moreno terminando de se vestir, Annabeth soltou uma risada.
— Pena que nos interrompeu tão cedo – Annie brincava com o cabelo de Percy, que lhe lançou um sorriso malicioso.
— Continuamos depois – o sorriso da loira aumentou e abraçou seu namorado. Então ambos escutaram vozes no corredor. Percy deu um selinho e um beijo no rosto de Annie – Nos vemos mais tarde.
Então ele se dirigiu para a varanda, onde desceu para a rua e seguiu para a casa.
P.O.V. Annabeth
Assim que Percy se foi, coloco meu pijama e Bob entra em meu quarto seguido por uma Thalia paranoica.
— Bob é sério, aqueles pinguins não me enganam, eles podem ter cara de fofinhos, podem ser dóceis, mas eu sei que são criaturas malignas, que querem dominar o mundo e acabar com a raça humana.
Meu irmão coloca as mãos na cabeça e se joga em minha cama.
— Chega Thalia, você tem que se tratar garota.
A punk coloca o dedo do meio pra ele.
— Vai se foder então Bob.
— Vai você ora.
— Chega né – me intrometi antes que aquela pequena conversa acabasse em alguém ferido – Então punk, o que devo a honra de sua visita.
Me joguei em cima de Bob, e Thalia se sentou no puff que tinha ali.
— Vamos tomar sorvete.
— Opa, vamos sim.
Bob que mexia em meu cabelo fala.
— Vão sozinhas ou acompanhadas? – reviro meus olhos e jogo uma almofada em sua cara – Ei.
O loiro pega outra e revida me fazendo cair no chão, então eu jogou outra nele. Bob sai correndo atrás de mim, eu muita esperta me escondo atrás de Thalia e dou língua para ele que emburrado volta a deitar na cama.
— Chamei o pessoal todo Bobito – começo a rir do apelido que a punk falou.
— Bobito? – pergunto em tom debochado.
— É loira, cala a boca porque é um apelido idiota para um garoto idiota.
— Thalia amiga da minha da irmã, eu sei que você que me ama, então por que não admite – a punk se levantou.
— Porque isso é mentira traste. Agora sai que a loira vai se arrumar para irmos, não queria que você fosse, mas como sei que vai, anda logo que eu não tenho o dia inteiro – disse a morena empurrando meu irmão para fora do quarto – E ligue para seu cunhadinho e chame ele também.
— Vou pensar no seu caso purpurina saltitante – Thalia deu um murro em seu braço.
— Já falei para você nunca mais me chamar disso – Bob saiu correndo e ouvir sua porta bater com força, comecei a rir, esses dois não tinham jeito.
— Você viu loira, ele ainda tem a coragem de me chamar assim.
— Calma punk, ele fala só brincando.
— Sei a brincadeira – Thalia lança um olhar malicioso para cima de mim – E você e Percy hein.
Sinto minhas bochechas arderem, enquanto termino de vestir uma roupa qualquer.
— Bom, você sabe – a punk soltou uma gargalhada, me dirigi ao banheiro e escovei os dentes, trancei meu cabelo de lado deixando apenas a franja solta e voltei para o quarto – Vamos.
— Vamos.
Descemos a escada e encontramos Percy e Bob em uma conversa animada na cozinha, isso é de se estranhar, mas fiquei feliz por eles. Cumprimento Percy com um selinho, ele estava vestido com uma camisa da banda The Beatles, calça jeans, all star, e um boné para trás, um estilo muito diferente do que vi, mas ainda continuava gato, agimos como se não tivesse acontecido nada antes e dou um beijo no rosto do meu irmão.
— Você está linda – fala o moreno e tenho certeza que fiquei vermelha. Thalia rir e vai atacar a geladeira.
— Percy meu caro, Annie sempre foi linda – diz Bob.
— Eu sei, e sua beleza cresce a cada dia que passa – okay, acho que os tomates sentiriam inveja de mim.
— A cada segundo Annabeth está mais bonita – Bob fala com tom superior.
— A cada milésimo seu brilho amplia – reviro meus olhos, percebi que os dois estavam em uma ‘’competição’’ de quem me elogiava mais.
— E...
— Chega né – disse. Thalia ficou ao meu lado dando uma mordida em um sanduíche.
— Vamos – falou a punk com a boca cheia.
— Engole primeiro Thalia.
— Cala sua boca Bobito – rimos Percy entrelaçou nossas mãos e me puxou para fora, fomos seguidos pela Thalia e Bob.
O caminho todo, só rolou risos, meu irmão sempre implicava a punk que dava uma má resposta nele, Percy contando piadas sem sentidos, mas para nós essa eram as mais engraçadas, e eu com minha risada que segundo meus amigos, sempre os contagiava.
Chegamos a sorveteria e o pessoal já estava a nossa espera.
— Finalmente né – Charles disse.
— Pensei que Thalia estava esperando você nascerem para depois virem – a turma gargalhou, então nos sentamos e pedimos nossos sorvetes.
— Luke, Bob estava me chamando de purpurina saltitante – Luke que estava tomando um milk shake, cuspiu todo quando ouviu o apelido, e começou a rir.
— Você ainda lembra Bob? – então os dois engataram em uma crise de riso, enquanto Thalia os fuzilava.
— Coitada, você não perdoam uma hein – Melina defendeu-a, mas rindo também. Nossos sorvetes chegaram.
— Aquele dia vai entrar na história da humanidade – brincou Nico.
— Alguém pode me explicar o por que desse apelido? – Percy perguntou, todos recuperamos o fôlego.
— Foi só uma merda de apresentação – Thalia disse irritada, Luke deu um beijo em sua bochecha.
— Thalia dançava balé – começou Silena – Junto comigo e Annabeth, então nós fomos escolhidas para fazer uma apresentação da cena Lago dos cines. Annabeth e eu entramos no palco, quando chegou à vez de Thalia, bom, nossa instrutora tropeçou e um balde cheio de purpurina dourada caiu em cima da nossa amiga aqui. Thalia dançou toda coberta de purpurina, e como balé alguns passos temos que saltar, daí surgiu o apelido que os meninos colocaram nela purpurina saltitante.
Quando Silena terminou, todos estavam com os olhos cheios de lágrimas e com a mão na barriga. Percy era o que mais ria da prima.
— Se algum parente e nosso saber dessa história, eu te mato cabeça de vento.
Depois de termos tomado sorvete, fomos da uma volta pela cidade.
— Que tal irmos ao museu de Artes Modernas – propôs Megan, todos concordaram e fomos. Eu adorava ir ao museu, sempre saia de lá com um novo aprendizado.
Estávamos parados em frente a um quadro, tentando adivinhar o que estava desenhado.
— O que um homem com as mãos no ouvido tem graça – choramingou Nico.
Luke que estava com a cabeça inclinada para o lado fala.
— Será que se eu fizer um monte de rabisco, fico famoso? – rimos com isso.
— Não – disse Percy sério, mas logo sua expressão tornou brincalhona – Tem que ter rabiscos e um bonequinho feio.
Charles bate em sua cabeça rindo.
— Aposto que uma foto minha vale mais.
— Acho que nem se você for desenhado por Da Vince Charles – brinquei fazendo o pessoal gargalhar.
— Nossa Annie, valeu pela parte que me toca – disse fingindo estar ofendido, mas continha um sorriso no rosto. Silena o abraçou.
— Eu comprava um estoque da sua pintura amor – falou beijando o namorado.
— Vão se pegar para lá – Percy disse e os outros concordaram.
Parávamos em cada pintura ou estátua, os meninos faziam brincadeiras, enquanto nós apenas rimos de suas besteiras. Passamos em um corredor, em um frio percorreu minha espinha, apertei a mão de Percy que me olhou.
— Algum problema pequena?
— Um pressentimento – nós ficamos para trás, um pouco afastados do grupo. Havia preocupação nos olhos do moreno.
— Ruim?
— Não sei, um frio na espinha.
— Se você quiser podemos esperar os outros lá fora – forcei um sorriso, mas eu sabia que não o tinha convencido.
— Vamos continuar – ele me deu um selinho e abraçou minha cintura, conseguimos alcançar a turma. Assim que viramos o corredor dou de cara com alguém, solto um grito e me seguro em Percy, lágrimas cobrem os meus olhos, tento achar o ar para encher meus pulmões, isso é impossível, minha cabeça gira, me sinto tonta, olho para Bob que tem a mesma expressão que a minha, assustado, com medo, e confuso. Seus olhos estão arregalados e sua boca aberta, ele também esta chorando, meus amigos ficam estáticos, meus músculos e membros congelaram se não fosse Percy me segurando juro que teria desabado no chão. Uma mistura de sentimentos toma conta de mim, são tantos que é até difícil decifrar um. A única coisa que consigo falar com a voz trêmula e lutando para não desmaiar.
— Mamãe.
Notas finais
Gostaram da volta dessa pessoa
Comentem
Beijos
Karol Oliveira
Fale com o autor