Notas iniciais
Boa leitura

P.O.V. Annabeth

Chegamos á lanchonete e como de costume, Thalia já se encontrava lá.

— Thalia – cumprimentou meu irmão, passando pela punk, ela apenas o olhou e balançou a cabeça. Percy se sentou no balcão de frente para ela.

— Oi – como sempre, a morena estava de mal humor.

— Não fale comigo – e saiu para os fundos.

— Vocês ainda estão sem se falarem? – perguntou o moreno, estendendo os braços para me da um abraço, nem hesitei antes de senti-lo enlaçando minha cintura.

— Estamos – recebi um beijo em minha testa.

— Você deveria conversar com ela.

Talvez seja hora de deixar esse orgulho meu de lado e fazer a coisa certa. Dei um selinho em Percy e fui pra os fundos.

— Bob, Percy está lhe chamando – o loiro me olhou com a sobrancelha arqueada meio confuso, então dei uma olhada para Thalia e ele entendeu.

— Ahh !! Já vou indo.

Assim que se foi, ficou apenas eu e a punk que estava desempacotando as mercadorias. Postei-me ao seu lado ajudando-a.

— Deixa que eu faço isso sozinha – falou sem me olhar, mas nem dei ouvidos apenas continua a tirar as coisas de dentro da caixa.

— Queria conversar contigo – digo, ela ficou inquieta já adivinhando o assunto.

— Sobre?

— Você sabe Thalia – ambas paramos o que estávamos fazendo, a morena cruza os braços – Queria me desculpar pelas coisas que falei, não foi intencional. Você só estava citando sua opinião e eu fui imatura demais por não te compreender. Você pode está me odiando agora, e com motivos, mas... – respirei fundo – Sinto sua falta Punk, você é minha melhor amiga, minha irmã, aquela que eu sempre vou confiar, e eu agir mal deixando nossa amizade acabar assim. É isso.

Parece que eu tinha tirado um peso de minhas costas, eu me sentia até mais leve. Virei-me para poder sair, mas Thalia me chama.

— Ei loira – sorrir, ao ouvir meu apelido, assim que me viro, a morena me pega em um mega abraço, depois de ter quase me sufocado ela me coloca no chão — Irmãs também brigam.

Ela me deu um leve soco no braço.

— Aliás, também senti sua falta nerdizinha – ambas soltamos uma gargalhada. Juntas voltamos para frente, para começar nosso expediente. Percy e Bob estavam engatados em uma conversa animada, ao nos vê ambos sorrirem.

— Todos em paz agora? – brinca meu irmão. Thalia assente – Ótimo, porque ai vem nossa primeira cliente.

Mais tarde a lanchonete estava lotada, estava tão cheia que coloquei Percy para nos ajudar. Até agora estava tudo indo às mil maravilhas, mas minha sorte não durou muito, pois pela porta entra ninguém mais que Rachel e suas seguidoras, com um novo integrante: Ethan Nakamura.

Eles se sentam á mesa próxima à porta. Respiro fundo e vou atendê-los.

— O que vão querer? – falo com toda a educação. Ethan solta uma risada.

— Ainda trabalhando como garçonete? Típico – estreito os olhos, mas não me abalo.

— Sim, e não tenho vergonha, pois meu trabalho é honesto, ao contrário de algumas pessoas – digo sorrindo, Rachel me fuzila. Nakamura levanta os braços em forma de rendição, sinto o olhar de Percy sobre mim.

— Já que você diz docinho – tinha alguma coisa em seu jeito de falar que me deixava nervosa. Eles fizeram seus pedidos, antes de sair percebi que Ethan olhava para Percy de uma maneira estranha, eu sabia que o moreno me escondia alguma coisa.

— O que as vadias vão querer? – Thalia perguntou, entreguei-lhe os pedidos – Como que elas enchem apenas com salada?

— Vai saber, mas cada doido com sua mania.

— Que tal se colocarmos pimenta na comida delas – essa era uma boa ideia, e a morena continha um brilho cruel nos olhos – Ou melhor, veneno de rato.

— Punk – a repreendi – Não podemos arriscar perder nosso emprego dessa forma.

— Ta bom senhorita Responsável – falou rindo, dei língua e fui fazer os sucos. Percy se aproximou.

— O que ele queria? – perguntou, parei de fazer o suco e o encarei.

— Só fazer o pedido – seus ombros relaxaram – Posso lhe perguntar uma coisa?

— Claro.

— Você e o Ethan tem alguma ligação? – novamente sentir a tensão pairando sobre ele, seus olhos se fixaram em algum ponto perto do liquidificar, e ele se silenciou, foi nesse momento que eu soube que Percy Jackson escondia algo de mim.

— Fala Percy.

— Eu já te disse que não escondo nada de você.

— Então me explica o motivo de toda vez que o Ethan te vê você fica estranho – disse já me irritando.

— Ele é seu ex Annabeth, fico com medo de você me deixar – revirei meus olhos.

— Percy me faz um favor, vai vê se Thalia ou Bob precisa de ajuda e me deixa – o moreno abaixou a cabeça e saiu. Terminei de fazer os sucos e peguei a salada, deixei na mesa e voltei para o balcão. Observei Percy atender as mesas, toda vez que ele passava perto de Nakamura o loiro sorria de um jeito maligno pra ele. Eu via que o Jackson estava nervoso.

O expediente acabou, todos os clientes foram embora, depois da faxina, nos despedimos, Thaia ia para a casa de Luke, então subindo a rua estava somente eu, Bob e Percy.

— Annie, Melina pediu para passar na casa dela – disse meu irmão envergonhado, dei um beijo em sua bochecha.

— Tudo bem – ele olhou para Percy.

— Juízo vocês dois – e virou a rua, deixando-me sozinha com o Jackson. Ficamos calados até chegar de frente a nossas casas. Eu já ia entrando na minha, quando Percy segura meu pulso, me virando devagar.

— Percy, me deixa – falei me desvencilhando de seu toque, mas ele colou nossos corpos.

— Não posso – sussurrou.

— Então me conta o que você tanto esconde – ele fecha com força os olhos e me abraça.

— Na Califórnia – fala, me afasto com uma sobrancelha erguida, acho que a confusão está estampada no meu rosto, pois ele vê que eu não entendi – Vamos comigo pra Califórnia Annie, lá eu te conto.

— Percy... – eu não estava acreditando, ele estava me convidando para fugir – Eu...eu...

Fui interrompida com seus lábios nos meus, iniciando um beijo desesperado. Era como se a vida de Percy dependesse dessa ida minha com ele para Califórnia. Eu o amava e deixei esse amor tomar conta de mim.

— Eu vou – falei entre o beijo. Mas o brilho dos olhos de Percy não é de alegria, era como se ele quisesse que eu fosse, mas ao mesmo tempo não quisesse. Ele me beijou novamente.

— Eu te amo, lembre-se disso – não entendi bem o porquê dele me falar isso, mas nem queria estava ocupada demais com os lábios do moreno. Nos afastamos com a respiração pesada.

— Amanhã, á meia-noite, me encontre no Central Park – falou, me deu outro beijo e se foi. Entrei em casa, se eu soubesse o que iria acontecer nessa viagem, nem teria aceito ir.

Notas finais
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Beijos
Karol Oliveira