Before You Say Goodbye
5 Sobre Homens, Kimonos e Girafas
Notas iniciais
Queríamos também agradecer por estarem acompanhando e mandando reviews que são muito importantes para a construção da história e para nossa motivação. E agradecer em especial a fofa da Ni Hyuuga que chegou a nos procurar por MP, aí está o capítulo. Esperamos que gostem.
Ah, o personagem mais amado/odiado está de volta mais irritante do que nunca, como se isso fosse possível.
Mais uma vez nos desculpem e uma ótima leitura! :3
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- Eu... Eu estava andando por aí. – Hinata explicou-se. – Eu visito o nii-san também e fico pensando... Naruto-kun, eu preciso de umas férias...
De certa forma, a Hyuuga não mentira, já que realmente ela visitava seu nii-san, seja este Neji ou Ryota.
- Mas, Hina-chan, eu preciso de você! Eu vou ficar todo atarefado agora que alguns ninjas da Vila da Areia vão vir para cá.
- Eu fiquei sabendo que a Tsunade-sama também vai voltar de lá depois de dois anos. Ela pode te ajudar como Hokage!
- Eeeeh?! A vovó Tsunade não vai me deixar em paz, isso sim! Preciso de você, Hina-chaaan! – ele abraçou a menina, ainda sonolenta.
- Por favor, eu estou muito cansada...
- Mas eu queria tirar férias com você! – fez bico, fazendo a moça rir. Mas o loiro não podia negar que Hinata realmente parecia cansada. – Tudo bem, tudo bem.
- Arigato, Naruto-kun! – ela o abraçou e o Uzumaki beijou-a carinhosamente.
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Ainda pensando sobre o namorado loiro, Hinata passeava por Konoha, distraída.
- Hinaaa-chaaaan! – Ino correu, chamando a atenção da amiga.
- Yo! – sorriu.
- Por onde você tem andado?! Já faz uns dois dias que não te vejo! Fui perguntar para o Naruto, mas o imprestável do Hokage não sabia da própria namorada.
- Eu fico andando pela floresta de Konoha...
- E o que está fazendo por aqui?
- Vim comprar um kimono...
- Kimono?! Para o Naruto?! – gargalhou. – Está brincando, não é?
- Não é para ele... – a Hyuuga corou.
- Eeeh?! Hina-chan, nunca esperei isso de você! Então é isso que você vai fazer na floresta, né?! – piscou. – Mas não se intimide, você pode me contar tudo! Também não sou santa, eu também já arrumei outros meninos enquando estava com o Sai.
- Não, não, Ino-chan! Você está entendendo tudo errado! – sacudia as mãos para chamar atenção da loira que já estava perdida em seus pensamentos. – Eu não estou com outro garoto! Ele é só meu amigo.
- E quem é?
- Você não o conhece. Na verdade, eu nunca o tinha visto até poucos dias atrás...
- Ah, mas então eu quero conhecê-lo também! Já estava cansada de todos esses caras daqui... E você já está sabendo que o pessoal da Areia vai vir para cá? – disse animada. – Estou ansiosa para ver o Gaara... Esse cara consegue ficar mais atraente a cada vez que vem para cá.
- Mas e o Sai? – Hinata perguntou confusa.
- Pas-sa-do. – falou pausadamente. – Eu sou muito agitada pra ele. O Sai só ficava lendo o tempo todo, eu queria “ação”, entende?
- O Shinji deve estar bem feliz com isso, né? – a menina dos olhos perolados implicou.
- Shhhhhhh! – Ino colocou as mãos sobre a boca da amiga. – Não fale esse nome!
- Nande? Por quê? – perguntou, assim que ela retirou a mão.
- Esse cara é que nem assombração! É só falar o nome dele que aparece!
- Pare com isso, Ino-chan! – riu. – Que exagero!
- Tudo bem... Preste atenção porque eu só vou fazer isso uma vez. – ela fechou os olhos e apertou os punhos. – Shinji. Shinji. Shinji.
- Ino-chaaaaaaaan! – uma figura alta e loira apareceu correndo, tropeçando e caindo logo à frente das garotas. E pra piorar, ainda puxando Ino consigo. – Desculpe Ino-chan...
- Shinji, seu maldito! Me solta! – ela o empurrou, levantando-se.
- Sentiu minha falta? Faz tempo que a gente não se vê né?!
- A gente se viu a 15 minutos atrás, idiota!
- Então você já conta no relógio o tempo que passamos longe um do outro? Que fofa. – ele disse, fazendo Ino dar um tapa na própria testa. – Ah, e eu me esqueci de falar o quanto você foi corajosa em terminar seu relacionamento com o Sai pelo nosso amor.
- Do que você está falando?! Some de perto de mim!
- Mas...
- Some!
- Depois eu venho ver como você está, querida! – o garoto de olhos dourados mandou um beijo para a loira.
- Vocês formariam... – Hinata começou.
- Não se atreva! – Ino apontou o dedo indicador para a amiga, fazendo-a rir. – Agora vamos comprar esse bendito kimono... Sabe, seu amigo deve ser bem gato... Garotos de kimono são sexy.
As duas entraram na loja e escolheram um branco bem simples, conforme o gosto de Ryota. Quando foram pagar, uma figura saiu do provador:
- Ei, Ino-chan, eu sou um cara sexy com esse kimono?! – Shinji exibia seus músculos não visíveis por baixo do kimono.
Ino gargalhou tanto que caiu no chão. Hinata também não resistiu e soltou boas risadas. O kimono estava bem menor do que o loiro alto.
- Kami-sama! Você parece uma girafa deformada enrolada em um lençol! Estou até sentindo dor de tanto rir! Ai!
- Ino-chan, você deveria se segurar um pouco. Você não pode se jogar no chão só porque ficou “animadinha” com meu corpo. Quando quiser que eu faça essas coisas com você, é só avisar que a gente vai ali no cantinho e...
- Morra, Shinji!
Ino e a amiga saíram do lugar. A vendedora só conseguia olhar para o garoto espantada.
- Se a Ino-chan gostou quem sou eu para negar? – ele disse. – Vou levar.
- Mas se eu não me engano ela disse que você parecia uma “Girafa Deformada enrolada em um Lençol”.
- É a forma que ela encontrou para expressar seus sentimentos por mim. Adorável, não?
- Mas ela disse pra você morrer. –argumentou a vendedora.
- Quando diz isso, ela quer dizer “Eu te amo, Shinji!”.
A mulher simplesmente assentiu de olhos arregalados e vendeu o kimono.
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Ao chegarem até a caverna em que vivia o moreno, Hinata tratou de fazer as apresentações.
– Ino-chan, este é o Ryota. – Hinata falou observando os olhos arregalados da amiga.
- Amigos como ele devem ser partilhados. – cochichou. – Yo, Ryota! Yamanaka Ino, muito prazer em conhecê-lo. Sabe você me lembra de alguém... Neji!
- Lá vem esse cara de novo... –ele revirou os olhos.
- A diferença é que o Neji era um chato. Gato, porém um mala. Você é novo por aqui?
- Pode-se dizer que sim...
- Percebi, afinal nunca te vi por Konoha.
- Eu trouxe um kimono para você, Ryota. E também algumas coisas para lhe ensinar a lavá-los. – Disse Hinata, mudando de assunto.
Uma cabeça loura apareceu ao lado de Ino.
- Lavar? Isso é tarefa para mulher... –resmungou Shinji, que as seguira até ali.
Ino assustou e se afastou do loiro, que aparecera de repente.
- Não seja machista! – Ino interveio, lhe dando um tapa. – E não me siga!
- Tudo bem, tudo bem.Vou te esperar no Ichiraku no Ramen Ino-chan!
–Não espere! – Ela gritou, mas ele já havia saído.
Hinata e Ryota que apenas observavam e riam da cena voltaram a conversar depois da saída do loiro.
– Obrigada mais uma vez, Hina. Ah, eu transferi meus turnos para a manhã. Afinal, você me visita às tardes...
- Fez isso por mim? – a Hyuuga sorriu.
- Hai. – ele disse, desviando o olhar.
- Ah, antes que eu me esqueça! Pegue. – Ino estendeu um embrulhado de pano.
- O que é isso? – o rapaz perguntou.
- Cuecas. – a garota respondeu com uma das mãos no canto dos lábios para que Hinata não visse. Porém não tomou cuidado com o tom da voz.
- Ino-chan! Isso é...
- Constrangedor? – a Yamanaka completou a amiga. – Mais constrangedor é andar sem cueca, né, Ryota?!
O rapaz corou imediatamente e tentou esconder o rosto, soltando apenas um “Obrigado” tímido.
–Ryota, você devia comprar uma máquina de lavar! – reclamou Hinata, depois de Ino ir embora.
–Bem, isso é difícil.
–Por quê? – perguntou a menina.
–Não tem energia elétrica em uma caverna. – disse o moreno, rindo. – Não poderia usá-la. Além disso, não tenho dinheiro.
A Hyuuga corou, envergonhada.
–Não há ao menos um rio em algum lugar perto daqui.
–Meio quilômetro em direção à esquerda. Geralmente eu lavo roupa lá.
Eles seguiram ao lugar, e Hinata estranhou a pequena quantidade de roupas que este levava.
–Quantas peças de roupa você tem?
–Um pijama, uma blusa e uma calça que uso em casa e o uniforme. Eu alterno entre eles e lavo os outros dois. Agora não precisarei mais guardar dinheiro para comprar outra troca. – ele fez uma pausa, coçando a cabeça, envergonhado. – Obrigado.
–Apenas isso?
–Bem, não é como se eu ganhasse muito. Ganho o suficiente apenas para me alimentar. O pouco de coisas que tenho, fui juntando dinheiro aos poucos e comprando, como o colchão, meu sofá e os lampiões. Eu não tinha nada quando cheguei aqui.
Hinata queria pergunta-lhe mais, porém haviam chegado até o rio.
–E então, como eu lavo este kimono?
–Bem, ele deve ser lavado à mão, mas como você já lava todas as roupas desse jeito...
Ele começou a esfregar o tecido, quase o rasgando.
–O que está fazendo
–Lavando. – ele disse simplesmente.
–Isso não é um jeans! Você deve ter cuidado! O tecido é fino e rasga facilmente!
Ela segurou nas mãos deste e começou a movimentá-las, ensinando-o a lavar a peça de roupa levemente, sem notar a vermelhidão
do rosto deste. Ela ria da rudeza do menino, incapaz de lavar a roupa com delicadeza.
–Parece que terei que voltar para te ajudar a lavá-lo. Quanto mais sensível a peça mais cuidado deve se ter.
–Funciona assim como os humanos também, não é?
–Acho que não. É o contrário – disse Hinata. – Acho que quanto mais sérias e “duras”, mais as pessoas precisam de ajuda, mais ela precisa de carinho. Afinal, uma pessoa sensível viveu e experimentou um grande número de emoções, não? Os mais insensíveis, são aqueles que mais precisam de cuidados, e no fim, se tornam os mais belos.
Nada mais foi dito pelo resto do dia. Eles apenas sorriram um para o outro, terminaram de lavar as roupas e acenaram para se despedir.
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No dia seguinte, Ino apareceu revoltada na casa da Hyuuga, dando socos e mais socos na porta.
- O que foi, Ino-chan? Você está bem? – perguntou preocupada, ao abrir a porta.
- Não, eu não estou bem! Você não sabe o que aconteceu comigo ontem!
- O que aconteceu?
Flashback Mode On
Ino dormia calmamente em uma noite agradável, onde até o clima estava perfeito, motivo pelo qual deixara a janela aberta. Deitada sem cobertores com uma blusa fresca de alças e calcinha, agarrada em sua girafa de pelúcia.
Sem que percebesse, o bichinho caiu. Quando deu pela falta dele, a loira estava procurando uma posição mais confortável. Ainda de olhos fechados, possuída pela preguiça, tateou a cama atrás de seu companheiro de sono.
Quando finalmente achou algo com o formato de seu bicho de pelúcia e apertou-o contra seu peito, sentiu-o se mexer. Então, abriu os olhos preguiçosamente e ouviu:
- “Animadinha” até quando dorme, nee?
– Aaaaaaaaaaaah! – Ino levantou assustada e pegou o travesseiro, estapeando o loiro que se encontrava num kimono curto ao seu lado. – Shinji, seu pervertido, some daqui!
- Ei, estamos sozinhos, não precisa esconder nosso amor, Ino-chan!
- Que amor, seu tarado?! Saia da minha casa! Como entrou aqui?
- Mas você não vai nem dizer que eu fico sexy de kimono?
- SAAAAI!
E então a loira simplesmente o empurrou até a janela e jogou-o para fora, ignorando o fato de que eles estavam no segundo andar.
- Morra, seu maníaco sexual!
Flashback Mode Off
Hinata prendia o riso, mas não aguentou.
– Desculpe, Ino-chan. Mas é que foi engraçado...
- Ria. Ria mesmo. Só porque não foi com você! Não foi você que foi apalpada e teve o quarto invadido! Mas isso vai acabar. A Sakura volta amanhã da Vila da Areia e vai ficar morando comigo. Se ele entrar lá em casa de novo, vai apanhar em dobro!
- A Sakura-chan também vai voltar? – a Hyuuga perguntou.
- Todo mundo que foi para lá com a Tsunade-sama vai voltar, inclusive alguns ninjas da Vila da Areia mesmo. Hina-chan, você vai visitar o Ryota hoje?
- Vou sim, por quê?
- Não quero ficar em Konoha perto daquela girafa deformada.
As duas caminharam até a caverna de Ryota e quando enfim chegaram, uma voz tão conhecida da loira gritou:
- Ino-chaaaaan! Eu sabia que você viria aqui! Sei que está ai! Permita que eu me desculpe...
- Ah, não! Ele me achou!
- Ele quem? – Ryota perguntou.
- Shinji! Se ele perguntar, eu não estava aqui! – Ino olhou para trás e disse rapidamente. – Divirtam-se, meus pequenos, mas com moderação. – piscou e correu como louca.
- Mas o quê? – O rapaz parecia confuso.
- Você vai ver. – a menina dos olhos perolados sorriu.
- Ino-chan! – o loiro apareceu, mas quando não a viu seu rosto pareceu desanimado. – Ah, me desculpem. Vocês a viram?
- Não a vi o dia inteiro. – Ryota mentiu.
- Cara, você não sabe o quanto é difícil gostar de uma garota difícil como ela. Mas vale totalmente a pena.
- E por quê?
- Com licença, meninos. Vou pegar uma escova de cabelo. – Hinata saiu.
- Por exemplo, ontem ela disse pela terceira vez que me ama.
- Como?
Shinji contou o incidente da noite anterior e o garoto dos olhos perolados ficara incrédulo.
- E em que momento ela disse que te amava?
- Sempre que ela diz “Morra” ou coisa assim. – o loiro parecia satisfeito.
- Cara, eu sinto em dizer, mas... Acho que você está fazendo tudo errado.
- Como assim?
- Não acho que você deveria correr tanto atrás dela. Pelo pouco que conheço da Yamanaka, pude reparar que ela gosta de algo mais...
- Difícil?
- Sim.
- Muito obrigado, é... Qual seu nome?
- Ryota.
- Muito obrigado, Ryota! Já sei o que fazer! – Shinji apertou a mão do garoto e saiu correndo.
Hinata apareceu sorrindo no canto da caverna:
- Estou ansiosa para saber no que isso vai dar.
- Esse cara é louco! – riu.
- É...
Então a moça estendeu-lhe a escova que buscará e Ryota começou a pentear os longos cabelos azulados da Hyuuga enquanto conversavam.
–Não era para eu escovar seus cabelos? – Riu a menina.
–Os seus estão embaraçados. – ele comentou simplesmente.
–Desembaraçar cabelos não é tarefa de mulher?
–Isso é besteira, eu sempre me virei sozinho, então não acredito que existam coisas como tarefa de mulher! Você não acha?
–Você é o primeiro homem que conheço que pensa assim. – disse Hinata, rindo. – O Naruto não faz nada e ainda reclama da comida!
–Mas isto é injusto! Ele devia ajudar você!
–Ele diz que não é coisa de homem...
–Bem, então eu não devo ser um homem, eu faço minha própria comida e cuido da minha casa, não é?
A menina riu.
–É realmente cansativo, já que nós trabalhamos o mesmo tanto fora, e eu ainda tenho que trabalhar em casa... Mas eu já me acostumei.
–Esse Naruto é seu namorado, né?
–Sim. – Ela confirmou.
–Vocês moram juntos?
–Isso, há 6 meses.
–Entendo... Mas se você acha cansativa a sua rotina, por que continua com ele?
–Eu gosto dele. – ela disse.
–Bem, eu nunca gostei de ninguém para saber...
–Você disse que nunca havia beijado... Isso quer dizer que você nunca teve uma namorada?
–Exatamente.
–Nunca teve vontade?
–Não é bem questão disso... Creio que me acostumei a estar sozinho.
–Sozinho... Mas e a sua família?
–Eu não tenho.
–De onde você realmente é... Quem realmente é você, Ryota?
Notas finais
Não deixem de acompanhar, nem de mandar reviews, que é o nosso grande incentivo.
Muito obrigada, até o próximo capítulo :3
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