Notas iniciais
Eu gostaria de dedicar esse capítulo à Maria Júlia, pela linda mesagem! E também a todos os autores iniciantes, como eu (KKK brinks) e a Waleska Leitte. MUITO SUCESSO PRA NÓS!

4. Um Grande Dilema


Catherine


Lizzie não parecia muito bem quando nos despedimos no ônibus. Ok, então ela sorriu, mas como sua melhor amiga eu podia sentir quando algo não estava 100%. Eu a conhecia bem demais.

Só espero que ela se anime, pensei, enquanto destrancava a entrada de casa.

– Catherine?

– Sou eu, pai! – confirmei numa voz bem-humorada.

Eu agora estava dentro da sala e podia vê-lo. William Reynolds tinha desviado os olhos do jornal que lia para mim, e me recebia com um sorriso caloroso de pai.

– E como foi a escola hoje?

– Ah, bem... legal – eu sorri de volta. Alguns acontecimentos indesejados, mas nada demais, acrescentei em pensamento. – Você não devia estar trabalhando?

– Bem, devia, mas como fui renovar o visto da sua mãe com ela, inventei que estava doente. – Meu pai riu, e, dando uma breve sacudida no jornal, voltou a lê-lo.

– Ah! – dei-me um tapa na cabeça. – É mesmo!

Como eu pude me esquecer disso?

Mamãe nem teria se importado tanto de tirar o visto sozinha, mas meu pai sempre insistia em ir junto. Na minha cabeça, é uma tentativa frustrada dele de se sentir importante para a esposa, como se ela fosse morrer de medo sem uma companhia masculina e “protetora”. Tadinho! Minha mãe é uma das mulheres mais independentes que conheço.

– Então, eu vi seu boletim – anunciou-me ele. – Cuidado com esses 6,0, hein? Na maioria eu sei que você recupera, mas fique ligada em Química e Biologia!

– Tudo bem, pai. Como sempre – revirei os olhos.

– Dá cá um beijo no papai.

Eu dei. E só, ele não comentou mais nada. Mamãe também não tinha dado nenhum piti. Eu inevitavelmente pensei em Lizzie, e quis que os pais dela fossem tão relaxados quanto os meus.

– Willie, querido, você viu meus chinelos azuis? – a voz mais melódica e acolhedora do mundo perguntou, adentrando na sala, recém-saída da cozinha.

– Oi, mãe! – acenei.

– Cathy, meu anjo!

Susan Reynolds abriu os braços para que neles eu pudesse me aninhar. Corri até a minha mãe e deixei-me ser envolvida.

Tá, eu sou um pouco mimada. É isso que dá ser filha única, coisa que eu amo de paixão!

Nossa, comparada comigo, neste momento a Lizzie tá parecendo uma azarada! Hm, do Kevin eu até que gostava, mas falando sério, não sei como a Liz atura a Mandy...

– Tem muito dever de casa para hoje?

– Mais ou menos – fiz uma careta que me dedurava, na verdade eu tinha muito.

Susie riu.

– Ok, vá descansar um pouco. Mas quero ver você fazendo as tarefas à noite, ouviu? – ela teve que aumentar o tom de voz, porque eu já estava subindo as escadas.

– Sim senhora! – concordei. – Até mais, mãe!

Eu corri para o computador. Queria passar da minha câmera algumas fotos que eu tinha forçado a Liz a tirar comigo, nos intervalos entre as aulas. É, ela não gostava muito de flashes. Mas, poxa, eu tinha que ter lembranças dela, não é?

Entrei no MSN e – que felicidade! – a minha problemática favorita estava online.

LIZZIEEEEEEEEEEEEEEEEEE, teclei.

ANTAAAAAAAAAAA :), ela cumprimentou carinhosamente. EU TÔ TÃÃÃO FELIZ!

Nossa, sério? Que legal! O que aconteceu?, quis saber, curiosíssima. Afinal, ela tinha passado o dia inteiro toda borocoxô.

O Kevin tá aqui.

AAAAAAAAAAAAAAAAAH, QUE BOM AMIGAAAAAAAAA, exagerei. Aleluia, eu pensei que ele nunca mais fosse tirar férias daquela faculdade! Ele vai ficar quanto tempo?

Três dias. Deu para perceber a falta de animação dela quando disse isso.

Ah. Bom, mas dá para matar as saudades dele, certo?

Nesse momento, outra pessoa ficou on.

Brian. Sorri para o computador. Cliquei duas vezes na janelinha dele para abrir uma conversa.

Ô, SEU GAY! Não acredito que você roubou meu namoradoooo!, brinquei, começando a rir na frente da tela.

Fazer o que se eu sou muito mais gostoso, né? KKKKKKKK, ele entrou na brincadeira. E aí, chata? Que bom te ver! Fazendo o que aqui?

Tentando negociar com os aliens pra eles não atacarem a Terra, debochei. DÃ-Ã, seu anta! Brian, isso é pergunta que se faça? Tô no computador, óbvio!

A conversa da Liz piscou.

É, acho que dá, RS. Amiiiiiiiga, me ajuda?! Eu tava procurando uma roupa legal no meu armário, mas não estou achando nenhuma! Preciso SERIAMENTE arrumar estilo, socorrooooooooooo!

Eu fiquei com vontade de dar um tapa no computador. Ah, tá, a Lizzie não tem estilo? Então a minha avó é virgem!

Pior era saber que a garota realmente achava que não se vestia bem. Lizzie comprava as peças de roupa que gostava, não porque estavam na moda, e mesmo assim, na minha opinião, se vestia muito melhor do que certas meninas que só usavam roupa de marca.

Minha melhor amiga tinha também acessórios fofos, e ficavam uma graça com o que quer que ela estivesse vestindo; sabia combinar peças e acessórios muito bem. Sempre ficava romântica. Hoje mesmo, ela estava usando uma saia rodada vermelha combinada com uma blusa branca básica, jaqueta jeans, presilhas vermelhas dos dois lados do cabelo que tinham uma estampa xadrez e um saltinho de rolha. Linda!

Eu não sabia fazer isso, mas nem por isso me lamentava. Eu podia não ser estilosa como Liz, mas eu ficava muito sexy nas minhas roupas bonitas e – a maioria – curtas. Calma, também não saio por aí mostrando tudo! Só que gosto de minissaias e blusas coloridas coladinhas, me processe.

Brian, vê se te manca, inglês é muito melhor que francês!

FRANCÊÊÊÊS!

Francês é gay.

Mudei de janela.

Por que você está procurando roupa, Liz?

Como assim por quê? O aniversário da Stella deve ser daqui a três semanas!

Pisquei. Calma. Acho que vou ter um ataque do coração.

Oh. Meu. DEUS!

É MESMOOOOOOO!, surtei. Será que ela vai convidar a gente de novo?

Ela sempre convida, lembrou Liz. E a gente sempre vai para comer e dar trabalho.

Eu ri.

Ah, é, eu tinha me esquecido. Ela sempre convida a gente para provar o quanto não somos populares e ficamos desencaixadas nessa festa, e nós sempre vamos para lá para provar que podemos nos divertir mesmo assim.

KKKKKKKKKKKKKKKKK, pois é! Pior, amiga, que nosso plano nunca dá certo mesmo... Ela nem olha pra gente. Acho que mesmo quando olha, pensa que estamos infelizes na pista de dança, opinou Liz.

E daí? A gente vai ATÉ ela perceber que na verdade somos loucas mesmo e estamos nos divertindo!... Ou até o Jake Hanson se apaixonar perdidamente por nós duas e eu deixar ele ficar com você, o que vier primeiro.Pus-me a rir descontroladamente.

AHAHAHAHAHAHAHA, você é louca, Cathy!

E eu não sei? É por isso que você me ama! *-*

Own, fofa, amo mesmo (L)

Então nós vamos?

CLARO que vamos!

Ótimo! Pera, deixa eu só terminar de discutir com o Brian.

E novamente mudei de janela.

FRANCÊS NÃO É GAY!!!!! PARA DE FALAR MAL DA LÍNGUA DO MEU AVÔ!

CLARO QUE ÉÉÉÉÉ! INGLÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊS!

Depois de um tempo, cansei e saí do computador. Fiz o dever de casa como uma boa menina, e umas 20h até liguei para a Liz para saber se ela estava estudando.

À noite, sonhei que era a garota mais paquerada da escola e tinha que escolher entre o Patrick Smith e o Erik Daniels. Bom, tecnicamente, eu não amava nenhum dos dois, só sentia uma atração de morrer pelo Patrick e recentemente tinha adquirido uma pelo Erik. Deus, foi tão difícil escolher que quando acordei ainda não tinha escolhido!...

O Patrick era tão gato.

Mas o Erik beijava tããããão beeeem...

Notas finais
Não sei se mereço, mas... reviews? *u*'