Notas iniciais
Eu sei que estava postando quase todo dia, mas como preciso estudar mais, minha nova meta será postar pelo menos 1 capítulo por semana. Não é pouco. Agora, QUERO REVIEWS! (:

6. Bad Boy


Lizzie


– Além de bonito, ele é simpático – comentou Catherine.

– Simpático e fofo. – Acrescentou Nikki. – Ele fala até com a gente!

Elas se entreolharam e soltaram uma risadinha maliciosa. Eu bufei, revirando os olhos.

– Lizzie, que mau-humor, hein? – observou Freddie.

– É, garota, qual é o seu problema?! – surtou Nicole. – Parece até que estava sendo uma tortura para você aturar o Aiden aqui, sendo que ele é um dos populares mais legais do colégio, se não o mais legal!

Olhei para Catherine com cara de poucos amigos. Ela respirou fundo, e revelou:

– Erm, a Lizzie nunca gostou muito do Aiden, gente.

– O QUÊ?! POR QUÊ?!

– Ai, Nicole, menos! Acontece que aquele garoto é um pesadelo. Eu descobri isso quando estudei na mesma sala que ele! Só vive interrompendo os professores, gargalhando com os amigos, adora falar merd... bom, vocês entenderam! E conversar com ele, então?! É um viciado em jogos de computador, rebelde, bêbado, AI, NÃOGOSTODELE, não gosto!... – rosnei.

Notei que Fred se encolheu ao som da palavra “bêbado”, mas não entendi muito bem o motivo. Provavelmente porque eu estava irritada demais para pensar. Considerei perguntar alguma coisa para ele, mas outra questão surgiu em minha mente.

– Gente, cadê a Sophie?

Eles me encararam chocados e começaram a olhar em volta. Que estranho! Sophie estava conosco antes de Aiden chegar, e de repente não estava mais?

A primeira a localizá-la foi Catherine, que apontou para a direita. Sophie estava praticamente do outro lado do corredor, a cara enfiada no armário. Corremos até ela.

– Sophie? Você está bem?! – quis saber, preocupada.

– Ai. Meu. DEUS! Desculpem, eu surtei – admitiu ela, fechando a porta do armário e passando o olhar para nós. – Quando eu vi o Aiden caminhando na nossa direção, e-eu fiquei estancada no chão, NÃO SABIA O QUE FAZER! Ele é meu ídolo, eu não queria dar uma de idiota, daí saí correndo. AAAAAAH, eu sei que não faz sentido! Eu sou uma retardada mental!

Cathy e Nikki riram.

– Não, você não é, Sophie – Catherine, com um sorriso travesso, fez Sophie tirar as mãos da cara. – Ele é lindo mesmo, não é culpa sua!

Revirei os olhos outra vez, e Freddie abafou uma risadinha. Eu o encarei feio por um segundo, mas então ele me sorriu, de um jeito tão fofo que sorri de volta.

– Acho que eu vou pra minha sala. Até mais – ele piscou para mim antes de virar as costas.

As meninas confortaram um pouco mais a Sophie, eu dei uma esculhambada básica no Aiden, e as três me fuzilaram fofamente com os olhos. Eu ri, disse que não era obrigada a gostar de todos os populares e, depois de ser tachada de “chata” algumas vezes, o resto do dia correu bem e como um raio.

Perdão, não só esse dia. As semanas passaram voando. Logo só faltavam 7 dias para a festa de Stella, e foi quando ela finalmente fez o convite oficial para todos. Sabem como? Não estou brincando: na hora do almoço, a garota subiu a escada do meio do colégio e anunciou, com um megafone: “TODOS AQUELES QUE FAZEM A 11ª SÉRIE* ESTÃO CONVIDADOS!” e acrescentou mais alguns nomes de populares de outras séries que eu não conhecia. É, Stella pode. E ainda disse que quem quisesse ir teria que dar o nome para Olivia Dickens, ou para algum dos “Representantes Stella” nos outros colégios. POIS É, ela ainda ia convidar pessoas de outros colégios!

E advinha quem era um desses representantes no colégio da minha irmã? RICK DARING! Falo sério, e eu surtei quando soube. Mandy também, óbvio. Parece que o representante era pra ser o irmão dele, o Nick – que também faz a 11ª série –, mas Nick estava doente e sem poder ir à escola, e, como Rick também era incrivelmente popular, foi logo chamado para substituir o irmão.

Eu não queria dar meu nome para a chata da Olivia, então um dia combinei com a minha irmã de penetrar no colégio dela na hora do almoço para dar meu nome ao Rick. Ok, na verdade Mandy que sugeriu que eu fizesse isso – e ainda decretou que iria comigo. Não tive muita opção.

Sendo assim, apareci no colégio dela na hora combinada. O mais discretamente que pude, misturei-me com a multidão e comecei a procurar minha irmã. Ela me encontrou primeiro. Quando eu menos esperava, uma mão determinada me puxou, fazendo-me tropeçar em algumas pessoas, e me conduziu para uma mesa perto da cantina.

Arregalei os olhos. Rick estava sentado atrás da mesa, anotando todos os nomes que lhe eram ditos, aluno por aluno na fila. É, uma FILA!

Eu e Mandy ficamos atrás de um garoto negro bem gatinho. Nossa vez não demorou a chegar.

– Elizabeth e Madeline Johnson – Mandy falou antes que eu pudesse piscar. Encarei-a boquiaberta.

– Ei, Mandy! – Rick a cumprimentou, abrindo um sorriso. – O que está fazendo aqui, tentando me enrolar? Eu sei que você não foi convidada!

O tom dele não era grosseiro, mas brincalhão, o que me surpreendeu. Em resposta, minha irmã jogou a cabeça para trás e riu.

– Estou brincando, Ricky. – Ela sorriu sedutoramente para ele. – Só vim acompanhar minha irmã, Lizzie. Ela sim foi convidada.

Eu sorri timidamente.

– Elizabeth?

– Johnson. – Completei.

– Hum... – ele pôs-se a olhar na lista. – Elizabeth Johnson, Elizabe... Ah! É, você foi convidada! – Ele escreveu alguma coisa na lacuna ao lado do meu nome. – Prontinho!... Ei, espere aí, Mandy, você disse que seu nome é Madeline?

Minha irmã sorriu.

– É, mas todos me chamam de Mandy porque, quando estão em minha presença, se sentem diante de uma versão mais bonita da Mandy Moore, como você pode ver.

Rick soltou uma gargalhada e eu revirei drasticamente os olhos. Mandy sempre adorou espalhar essa história, quando na verdade não era nada disso! Acontece que, desde que ela nasceu, meu pai a chama de “Mandy” porque tem algum tipo de preconceito com o apelido “Maddie” e, segundo ele, “é quase a mesma coisa”. Eu e minha mãe discordávamos, mas apesar de chamarmos a Mandy de “Maddie” durante seus primeiros meses, logo o apelido de papai pegou. E não só entre a gente: mas com o passar dos anos, entre nossos outros parentes, entre as amigas dela, entre os professores...

– É, estou vendo – disse Rick, dirigindo um olhar flertivo para minha irmã.

Tóim! Um martelo imaginário acertou-me em cheio a cabeça. COMO ASSIM, ô, garoto popular de 14 ou 15 anos totalmente gostoso? Você gosta da MADELINE?

O clima que tinha se formado na atmosfera entre os dois confirmava minha conclusão, além do meio-sorriso indiscreto e fofo que Mandy e Ricky lançavam um para o outro.

Óóóó, surtei por dentro, feliz por minha irmã e já totalmente a favor daquele romance. Eles formam um par tão bonito!

E formavam mesmo. Ao contrário de mim e de Kevin, que éramos idênticos à mamãe, Mandy era a versão feminina do meu pai. Os cabelos dela eram claros, curtinhos, com alguns cachos angelicais nas pontas, e os olhos, castanhos. Rick era moreno, e, bem, me lembrava o Taylor Lautner, apesar de, claro, ter menos músculos. E se ele e Mandy possuíam algum contraste nessas características físicas, tinham o mesmo rosto bonito e o mesmo jeito irônico de falar – ou seja, um casal na medida!

– Então, Mandy, acho que nos vemos depois.

– Pode apostar. – Ela sorriu pela última vez, e lançou um beijo no ar para Rick antes de darmos as costas para ele.

– Oh-meu-Deus, Mandy! O que é que foi isso?! Por que não me falou que ele estava TOTALMENTE a fim de você?! – revoltei-me.

Para minha surpresa, Mandy, depois de ter sido tão ousada, soltou uma risadinha sem graça. Só então reparei que ela estava levemente corada.

– Você teria acreditado, Liz?

Levantei o dedo para dizer que sim, mas o olhar desconfiado de Mandy foi mais forte.

– Tá, tudo bem. Não teria – admiti.

Ela riu outra vez.

Eu olhei para ela, ela olhou para mim. Dessa vez rimos juntas.

Nós chegamos em casa naquele dia saltitantes e com os olhinhos brilhando. Papai estranhou, mas ficou mais confuso ainda quando nós demos um abraço em conjunto nele. Eu e Mandy rimos. Harold Johnson arqueou as sobrancelhas. Rimos mais um pouco. No fim da tarde, eu liguei para o Freddie e fiquei feliz que ele atendeu de primeira. De repente, no meio da conversa, ele me confessou:

– Ah, que bom que você está animada pra festa da Stella... Só é uma pena que... que... eu não vou.

Arregalei os olhos e apertei meu celular contra a bochecha. O quê?!

– COMO ASSIM, Frederick James Gilbert?! Você vai ficar...

– Com fama de antissocial, eu sei. – Ele me interrompeu. – Mas meus pais me proibiram e eu já tentei de tudo. Sinto muito, Liz. Parece que não vou estar com vocês este ano...

Oh. Não... Por quê?! Coitadinho do Freddie!


* Nos EUA e outros países, existe até a 12ª série, normalmente se termina a High School com 18 anos. A 11ª série é cursada geralmente por adolescentes entre 16 e 17 anos.

Notas finais
AHAHAHA, gente, essa festa vai ser DE-MAIS. Acho que eu vou demorar pra postar o próximo capítulo. Só assim pra alguém sentir falta, uhuhu *--* Será que a Mandy/Madeline vai ficar com o Ricky? Será que a Catherine vai se decidir entre o Erik e o Patrick? Será que o Freddie vai de penetra? o.O