Before The Ashes

3 Capítulo 3 - Evening Star


Notas iniciais
olá, desculpem a demora, mas está aí, aproveitem a leitura.

Capítulo 3

Evening Star

When home is far behind and ever the long roads wind
I keep your memory in my mind, one day I'll repay in kind
For so long as I've gone and so far I've wandered
The evening star to me you are


(Quando o lar estiver distante e as longas estradas soprarem

Manterei sua memória em minha mente, um dia pagarei

Há tanto tempo que tenho partido e tão distante tenho vagado

A Estrela da Noite pra mim, é você)


(Týr – Evening Star)


Beatrice levanta-se, aquela estranha ansiedade continua atormentando-a. Ela começa a tomar um banho, é o dia do jogo, porém ela tem um espaço de tempo suficiente para fazer tudo com calma, assim é a vida dela, sem muitas mudanças.


Beatrice termina o banho e se encontra em dilema: Com qual roupa ela deve ir a um jogo de futebol? Não é de seu costume ir a jogos de futebol, se fosse uma exposição, um show ou uma peça de teatro ela até saberia como se vestir, mas um jogo? Ela acaba optando pelo básico, calça jeans, camiseta branca e sobretudo azul, já que o uniforme padrão do Chelsea é azul. Terminando de se arrumar, Beatrice sai do hotel e pega um táxi.

- Stamford Bridge, por favor – diz ela ao motorista.

- Torcedora do Chelsea? Parece que teremos um grande jogo hoje – responde o motorista.

- Não exatamente, eu apenas pensei que seria uma boa idéia, além de sentir uma estranha “obrigação”, parece que o destino está me chamando, mesmo que eu não acredite muito em destino – fala Beatrice.

- Na verdade, coisas estranhas acontecem nesse estádio, pessoas encontram velhos amigos, talvez até velhos amores. Você quer encontrar alguém? – Pergunta o motorista.

Beatrice não responde, ela sente que aquela é uma pergunta retórica, sua única reação é olhar para o motorista pelo espelho retrovisor, ele é um senhor com mais ou menos 60 anos, olhos azuis como o mar, tristes e experientes.

- Aqui está, Stamford Bridge – Anuncia o motorista.

- Obrigada senhor – diz Beatrice, enquanto o paga.


O local do jogo está cheio, todos de azul, pessoas de todas as idades, famílias, amigos e pessoas sozinhas, como Beatrice. Ela procura o número do seu lugar no ingresso, caminhando até lá, é um bom lugar, não é longe a ponto de não enxergar mas nem muito perto, é perfeito.


Depois de esperar alguns minutos, uma agitação percorre o estádio: O jogo vai começar; primeiramente entram os jogadores do Arsenal, Beatrice olha atentamente cada jogador, nenhum deles é quem ela procura. Após alguns segundos entram os jogadores do Chelsea, quando o quinto jogador entra em campo Beatrice arregala os olhos, não pode ser...


Sim, era ele, o Thomas que Beatrice amou, ou teve qualquer sentimento parecido, ela não sabe classificar corretamente. 10 anos se passaram, Beatrice mal pode acreditar, ela apenas começa a sorrir e lembra-se do que o motorista do táxi disse: “Na verdade, coisas estranhas acontecem nesse estádio, pessoas encontram velhos amigos, talvez até velhos amores”.



POV Thomas



Eu e minha mania de tentar olhar para todas as pessoas da torcida, obviamente eu nunca consegui, mas tentarei novamente. Um casal de namorados, pais com seus filhos, algumas pessoas sozinhas e quem é aquela garota? Ela é bem familiar, muito familiar, Beatrice! Só pode ser ela! A pessoa que eu amei, ou amo? Só sei que procurei por traços dela em todas as garotas que eu conheci, não posso deixar essa oportunidade passar, eu falarei com ela após o fim do jogo. Inacreditável! Depois de tantos anos eu ganho essa oportunidade. Ah! Continua tão bela quanto a 10 anos.

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O juiz apita e o jogo começa, Beatrice não consegue parar de olhar para Thomas e nem percebe quando o Arsenal faz um gol, ela só volta à realidade quando o juiz anuncia o fim do primeiro tempo, o mesmo se repete no segundo tempo, o jogo termina. Uma legião de torcedores descontentes com o Chelsea começa a sair do estádio, Beatrice faz o mesmo, a única diferença é que ela não está descontente.



POV Thompsom



Onde aquele moleque se meteu agora? Eu realmente odeio quando Thomas dá os seus sumiços. Ah, a noviça rebelde veio dar o ar da graça


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-Thomas, Onde você pensa que vai menino? – pergunta Thompsom.

- Eu vou atrás da minha felicidade – responde Thomas, com um sorriso estúpido no rosto

- Não, não vai mesmo, seu time acaba de perder, vá já para o vestiário tomar uma bronca do técnico, antes que eu tome uma bronca, já que sou o seu assessor.

- Você não pode me parar Thompsom – diz Thomas, enquanto começa a correr para o meio dos torcedores descontentes até achá-la.

-Beatrice! – grita Thomas.

Ela se vira, com o mais belo sorriso no rosto, e eles começam a correr para o encontro, quando finalmente estão perto o suficiente, eles se abraçam, jogando todo o peso da saudade e do tempo que passou, o mundo em volta não existe mais, são só os dois.

- Eu não acredito! Você não tem noção do quanto eu senti sua falta – diz Thomas.

- Sou eu quem não acredito – diz Beatrice.

- Acho que temos muito sobre o que conversar, quer passar na minha casa? – pergunta Thomas.

- Por mim tudo bem – responde Beatrice.

- Então você sabe o que eu vou fazer, você já me conhece bem.

- Você vai tomar um banho e se trocar, eu devo esperá-lo enquanto faz isso, como nos velhos tempos – diz Beatrice.

- Exatamente, como nos velhos tempos – fala Thomas, dando outro abraço em Beatrice.

Notas finais
O personagem Thompsom é uma homenagem a um amigo meu, se vocês gostarem dele eu posso colocá-lo em outro capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.