Before Sunrise Parte II
9 Capítulo 33
Notas iniciais
Sam’s POV
Todos dormindo, o silêncio na casa reinava, e a minha sede também. Eu e Liam íamos dividir uma cama e isso estava me deixando louca. No bom sentido. Liam estava tomando banho e eu estava sentada na cama, então desci as escadas e entrei na cozinha, pegando um copo de água e me escorando no balcão. Eu estava morrendo de sede e um copo só não era suficiente.
Eu já estava no meu sétimo ou oitavo copo de água, parei de contar no quinto, quando ouvi uma voz me chamar, a voz de Liam. Ele estava escorando do outro lado do balcão, o chamei com o dedo, ele veio até mim, tirou o copo de minha mão e bebeu, olhando diretamente para mim.
— Lembra, de quando eu te disse que daria uma segunda chance à nós? – assenti com a cabeça, sentindo suas mãos firmes e fortes na minha cintura, chocando seu corpo no meu, mas de um jeito até delicado. – Eu não desisti da ideia.
Então sua mão esquerda voou para minha nuca, apertando-a forte e fazendo minha boca encostar-se à dele com um beijo urgente e cheio de luxúria. Minha mão se embrenhou em seu cabelo e sua mão subia e descia pela lateral do meu corpo, depois se espalmando nas minhas costas. O beijo era urgente e preciso, como se cada momento fosse calculado, e eu estava praticamente sem ar, assim como ele, que nos separou, juntando nossas testas e respirando com dificuldade.
— Eu quero fazer isso dar certo.
— Eu sei que quer, Sam. E eu estou disposto a ajudar. – dito isso, pegou meu rosto com as mãos, deu um leve e breve beijo e puxou-me escada à cima.
Niall’s POV
Alison tinha pedido para Louis passar no Mc Donalds e pegar um lanche para ela, feito isso, fomos direto para o apartamento. Eu não estava mais tão bravo com ela quanto antes, meu coração tinha finalmente cedido a ela. Afinal, ele era dela.
Chegamos no apartamento e fui direto para “meu” quarto tomar um banho e esperando por Ali, afinal ela dormiria comigo. Então ouvi um barulho de TV sendo ligada e a voz de Bob Esponja ecoar. Só poderia ser Alison. Desci as escadas ainda com cuidado para não acordar ninguém, pois todos estavam praticamente hibernando. Encontrei Ali enrolada em um cobertor amarelo vendo desenho e com o lanche no colo, bebendo milk-shake. Ela era incrivelmente adorável.
— O que faz aqui?
— Não perco Bob Esponja por nada. – ela riu. Amo aquela risada.
Sentei-me ao seu lado e ela esticou o cobertor para mim. Aninhei-me e senti sua coxa bater de leve na minha. Tremi com isso.
— Niall, eu quero conversar.
— Fale minha linda. – vi seu rosto corar.
— Eu não quero passar o resto da minha vida nessa situação com você. Chega a ser constrangedor dividir um espaço com você, porque eu não posso simplesmente te tocar, te abraçar... Eu tenho que ficar longe e isso me mata. Sei que não estamos de mal, mas também não me sinto à vontade para... Para te beijar. E eu tenho essa necessidade de estar confortável ao teu lado. Eu quero que a gente se acerte, porque eu mal consigo conviver com a ideia de não te ter. Eu, eu vou ser sincera, tudo bem? Eu sinto saudade de te beijar, porque você tem o melhor beijo que eu já provei. O seu abraço é o mais gostoso e confortável, dormir do seu lado me dá aquela sensação de que você é meu e eu amo essa sensação. Eu tenho saudade da sua risada e de todas as aventuras culinárias que a gente já teve. Você foi a melhor coisa que já foi minha.
— Ali... Ali, não chore. Ei, eu sou seu, tudo bem? Eu sempre fui e sempre vou ser, e se alguém acha o contrário, que prove. Eu te amo demais, e eu sei que eu me afastei, mas foi para tentar conviver com a ideia de não te ter mais por perto, e eu obviamente falhei. Eu te quero tanto... – senti sua mão tocar meu rosto de leve, suas lágrimas haviam parado de cair e ela sorria meigamente.
— I love you. Je’taime. Ich liebe dich. Te quiero. Eu te amo.
Sorri imensamente com isso. Dei um selinho nela e ela me abraçou, fazendo com que minha cabeça repousasse em seu peito e nós nos enrolamos juntos, assistindo a Bob Esponja, as duas da manhã.
Minha barriga roncou e roubei uma batata de Ali, coloquei-a na boca, mas metade da batata estava para fora. Ela me olhou sugestiva e lentamente colou seus lábios nos meus, mordendo a batata que estava para fora, puxando-a e a comendo. Ela engoliu, lambeu os lábios e tudo que consegui fazer foi avançar nela, beijando-a ferozmente. Deitei seu corpo no sofá e continuei a beijando. O ar me faltava, então separei nossas bocas e depositei três beijos no seu pescoço, vendo seus olhos se fecharem e ela soltar um longo suspiro junto com um gemido.
— Te amo. – sussurrei contra seus lábios.
Mel’s POV
Pedi para Zayn para que usasse o banheiro que tinha no quarto, pois precisava tomar um banho. Enquanto tomava, podia o escutar cantar umas músicas enquanto arrumava a cama. A ideia de ter que dividir uma cama com ele, respirar o mesmo ar que ele... Tudo isso era demais para mim. Eu sentia sua falta mais que tudo nesse mundo, e sei que ele também sabe disso. Eu só queria mais uma chance, não importa a distância, quem, nada... Desde que eu fique com ele. Porque só ele me faz feliz. Só ele.
Saí do banho e me enrolei em uma toalha, deixando o cabelo molhado pingar nas minhas costas. Zayn estava sentado no outro lado da cama, de costas para mim, aproveitei a chance e me troquei rapidamente. Coloquei uma blusa comprida que ele havia me emprestado e uma boxer dele. Me deitei na cama ainda de costas para ele e ele também, pude sentir. Suspirei pesadamente e falei, quase sem voz:
— Boa noite Zayn.
Ouvi ele remexer na cama, dar um suspiro longo e bufar. Então senti seu corpo em cima do meu, como um susto e arregalei os olhos. Os olhos dele brilhavam de um jeito que chegava a ser viciante de assistir. Ele se inclinou e me beijou. É, me beijou. Um beijo intenso, gostoso... Desgrudou nossos lábios e sussurrou
— Boa noite, Mel.
Virou-se e dormiu. Como ele espera que eu durma, depois disso? Sorri e me virei, preparada para tentar dormir.
Cath’s POV
Cheguei ao apartamento alugado dos meninos um tanto quanto “animadinha”. É, eu bebi algumas latinhas a mais de cerveja do que o previsto, mas sempre tenho meu querido namorado para me acompanhar, certo? Ele bebeu, talvez até mais do que eu havia bebido, e me puxou para subir as escadas do loft e abriu a porta do quarto rindo. Disse que ia ao banheiro e me joguei na cama, tirando o vestido que estava começando a pinicar. Peguei uma blusa social de Louis e a vesti, mas sem abotoa-la. Ele saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e o cabelo pingando. Adorável. Chamei-o com o dedo e ele veio cantando uma música baixinho, para que eu ouvisse. A letra era algo como “She lick me like a lollipop”. Fiz que não com a cabeça e ri assim que o vi balançar a cabeça tristemente. Eu estava sentada na cama e ele em pé na minha frente. Passei minha mão por todo seu abdômen e puxei aquela toalha inconveniente para baixo, deixando um Louis Tomlinson nu e lindo à minha frente. Ele sorriu safado e me empurrou na cama, praticamente rasgando a camiseta que vestia, passando a mão pelo meu tronco e espalmando suas mãos em meus seios. Lambeu meu pescoço todo e desceu os beijos para o meu colo, sem tirar meu sutiã. Me irritei com a sua demora e o empurrei na cama, me sentei ao seu quadril e sussurrei:
— Não tô no clima para demoras.
Ele sorriu malicioso e arrancou meu sutiã, jogando-o em algum lugar do quarto que não dei o trabalho de ver, tirei minha calcinha enquanto ele tirava o prendedor do meu cabelo com uma mão só, fazendo meu cabelo cair em meus ombros e vi sua mão agarrar os cabelos rente à nuca quando me sentei sobre seu membro. Ambos começamos com movimentos leves, alternando a velocidade de acordo com os gemidos provocantes que Louis soltava, como quando gritava ou gemia meu nome. Assim que chegamos ao ápice juntos, me joguei em cima dele, vi sua mão me puxar pela cintura e beijar meu pescoço languidamente.
— Eu te amo cada dia mais, isso é possível?
Harry’s POV
O filme foi bom. Trouxe à tona todos aqueles sentimentos, os momentos que todos nós passamos e os sentimentos que nós sentíamos. No meu caso? Eu os ainda sentia, em uma intensidade absurda. A tensão tinha diminuído entre todos nós, então decidimos que as meninas ficariam conosco no apartamento que Taylor alugou para nós. Eu não estava preparado para dizer “adeus” novamente. Nenhum pouco.
Estávamos dentro do carro, todos, e todas elas sorrindo, conversando... Como nos velhos tempos. Senti uma cabeça tombar em meu ombro e ir descendo aos poucos, era Clair. Ela havia dormido. Assim que chegamos a carreguei para meu quarto e a deitei na minha cama cuidadosamente. Ela estava cansada, e com razão. Vi o que houve no carro dos pais, o jeito como foi a pé até a premiação e com toda aquela onda de sentimentos e nostalgia, não deve ter sido fácil para ela, tanto como não foi fácil para mim. Quando deixei seu corpo na cama e fui me levantar para trocar de roupa, sua mão se grudou na minha e a trouxe para mais perto. Eu sei que ela estava inconsciente, mas sei que ela não faria isso com qualquer um. Sei que eu tive influência nessa ação. Coloquei um pijama e me deitei ao seu lado, mas de costas para ela. Minha cabeça girava e doía, e no final tudo que eu conseguia pensar era nela.
O sol estava insuportavelmente forte hoje, tanto que assim que abri os olhos, tratei de fechá-los. Eu voltaria a dormir, não quero nem saber. Agora, quem disse que minha mente deixou? Ela estava a mil, parecia que eu havia bebido um zilhão de latinhas de red bull para ficar tão aceso assim, inferno. Senti um movimento ao meu lado na cama e instintivamente fechei os olhos. Eu conseguia ouvir a respiração de Clair bater em meu braço e me arrepiei só com a ideia de tê-la tão perto de mim novamente. Ela levantou da cama, e parou ao meu lado, bloqueando um pouco a luz e dando mais a ideia de escuridão. Senti uma pressão nos meus lábios e abri um pouco os olhos, eram os lábios de Clair colados nos meus. Em um selinho. Não agressivo e bruto, mas calmo e... Nostálgico. Esperei ela se afastar um pouco e contei alguns minutos na mente, então abri os olhos e encontrei-a abrindo a porta do banheiro, saindo de lá com os cabelos molhados e o corpo enrolado em uma toalha branca.
— Espero que não se importe, peguei uma toalha. – ela sorriu fraco e tudo que consegui fazer foi sorrir do mesmo jeito. Ela procurava o vestido de ontem com os olhos por todo o quarto.
— Clair... – ela me olhou, esperando que continuasse – eu te empresto uma blusa e uma cueca, vem cá.
Ela me seguiu e abri a mala, estendi a ela a minha camiseta favorita do Ramones e uma boxer preta. Agradeceu com a cabeça e se vestiu no banheiro, descendo as escadas em direção à cozinha. Me escorei no batente da porta do quarto e ouvi Louis falar para Liam algo como “Harry deu a ela a blusa do Ramones?” e Liam o respondendo com “Ou ele dormiu com ela, ou ele a ama. Tipo, muito.”
É amigos, eu realmente a amo.
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