Notas iniciais
aqui estáaaaaaaaaaaaaa, espero que gostem! mil bjus

Capítulo 31

Liam's POV

Demos umas três voltas no shopping, no máximo. O fato era que todos estavam tristes demais para visitar vitrines, lojas, comer... Não tínhamos mais ânimo para nada. Toda essa história de voltar à Nova York mexeu muito com todos nós, até mesmo com Louis que dizia estar tudo bem entre ele e Cath. Louis estava abrindo a fechadura da porta quando Cath a abriu, sorriu para todos nós, deu um selinho em Louis e moveu uma caixa para fora. Ainda tinha roupas e alguns acessórios delas no nosso apartamento e no apartamento delas. Enquanto Cath colocava uma caixa escrita "Roupas" para fora, Mel entregava outra caixa na mão de Cath, Alison vasculhava a cozinha e Clair estava sentada no apoio da janela, observando lá fora, com uma expressão de medo e surpresa. Todas estavam ali, menos Sam.

– Ela está no seu quarto. — como quem lesse meus pensamentos, Cath sussurrou em meu ouvido, piscando e buscando mais uma caixa. Fui em direção ao meu quarto, encontrando Sam deitada... Na minha cama. Quieta e parecendo pensativa até demais. E ela estava chorando. Quando me viu, deu um pulo e veio até mim.

– Hm, er... Liam, desculpe. Eu, não quis ser tão abusiva assim. — soltou uma risada fraca e encarou o chão, jeito de mostrar que estava nervosa e tímida, uma coisa que ela não fazia a tanto tempo...

– Tá tudo bem Sammy. Por que está aqui, e não com as garotas? — levantei seu queixo com meu dedo indicador, vendo seus olhos brilharem e as bochechas corarem.

– Não queria ter que chorar na frente das meninas. Apesar de eu me abrir com você, ainda sou a menina orgulhosa e durona na frente delas. Qual o melhor lugar para chorar pelo seu ex, do que no quarto dele? Se martirizando com todas as malditas lembranças que vem à tona, te lembrando da merda que você fez, da pessoa maravilhosa que você perdeu, de tudo que você deixou de fazer, deixou de falar, porque queria mostrar que você podia magoar também. Mesmo tendo consciência desde o começo, de que magoando à você, eu estaria magoando à mim. Eu fui estúpida, e bom... Sozinha é o único momento que encontro onde eu posso me culpar por ser tão ridícula. Sabe quando você foi até meu apartamento em Nova York? — assenti com a cabeça — Eu sinto que te devo explicações... Primeiramente, Chord está me ajudando a escrever novas canções e antes que você me fale o que se passou pela sua cabeça, Chord é gay. E quando eu e você brigamos na festa da Adele, ele foi o único que teve paciência de me ouvir chorar e me ajudar, então eu devo tudo à ele, e... Deus! Eu só quero o seu perdão, eu errei um milhão de vezes e as pessoas dizem que errar é saudável e humano, mas não é tão fácil de se superar quando os erros que você cometeu, envolveram perder a pessoa mais especial para mim. Eu perdi a minha mãe, meu pai, você foi o único que me restou e eu ainda fiz a idiotice de te perder. Eu me arrependo amargamente de ter sido tão burra e influenciável, me desculpe... Por favor, me desculpe. Me dá outra chance. De fazer tudo certo, de acertar, de cuidar de você.

Eu fiquei sem falas. Eu não sabia o que fazer, meu coração dizia para aceitar as desculpas, mas minha mente ainda precisava de tempo, então o máximo que consegui fazer foi abraçá-la. Seus braços se apertaram ainda mais fortes ao redor do meu corpo e ela continuou chorando, porém baixinho.

– Eu te amo.

Ela levantou os olhos, tocou minha bochecha, chegando mais perto cada vez mais. Ouvimos um barulho na porta e me separei de Sam. Era Ali... Tinha a mesma dor nos olhos de Sam.

– Clair se trancou no banheiro, me ajude a tirá-la de lá. — Sam assentiu com a cabeça, sorriu fraco para mim e saiu.

Deus... O que eu devo fazer agora?

Clair's POV

Só o que eu ouvia eram as insistentes batidas na porta de Alison. Será que é tão difícil me deixar sozinha? Já basta minha mãe se intrometendo na minha vida a cada segundo, me dizendo o que fazer, quem ser, como agir... Eu prometi a mim mesma que nunca seria o tipo de vadia que ela foi a vida dela toda. Na verdade, amá-la não era mais suficiente, desde que todo segundo eu era criticada. Abri a porta violentamente, assustando Alison e Samantha, que estava logo atrás.

- Eu estou viva, é tão difícil pedir um pouco de paz? Me deixem.

Abri caminho, peguei minha bolsa que estava no sofá e quando estava abrindo a porta, um braço forte me puxou, me prensando contra a porta fechada da cozinha. Era Harry.

– Onde vai?

– Desde quando eu te devo satisfações?

– Você tem noção do quanto eu me preocupo com você?

– Harry... Acorda! Esse problema nos pulsos que eu tenho veio por causa daquele outro problema que eu tenho, depressão, que você obviamente já sabe. Mas só porque eu fiz isso algumas vezes, não significa que eu faça sempre. Eu tenho motivos, e a maioria deles são uma tentativa frustrada de tentar empurrar a maldita dor embora. Buracos, feridas abertas e culpa. Eu me tranquei no banheiro para chorar. Isso mesmo, a durona Clarisse também chora, ela também tem sentimentos. Eu precisava ficar sozinha. Pra absorver tudo que vem acontecendo. Não tá sendo fácil, Harry. Eu tenho tudo que eu quero porque a fama me traz isso, mas são bens materiais, coisas que eu posso perder e recuperá-las depois. A minha vida é exposta, eu tenho milháres de problemas, minha família é um caos, eu tenho esses malditos problemas que me atacam sempre, fazendo qualquer coisinha parecer maior, e o nosso relacionamento é tão confuso... Eu nunca sei o que você sente por mim. É demais para mim. Eu sei que você se preocupa, mas eu to fazendo o possível, pra ficar bem. E eu sei que vou conseguir, só... Fica longe de mim tá? Isso que eu vi hoje? Só abriu mais ainda a ferida que você deixou em mim. Me deixa ir Harry.

E como um susto, ele me beijou. Não foi um beijo urgente e bruto, mas sim daqueles que dizem "Acalme-se". E por meio segundo, talvez, fez bem. Separou-se de mim, virou as costas e saiu. Deixando aquele ar enigmático no ar, algo que ele tinha mania de fazer. Por que eu não conseguia esquecer, superar, e parar de amar Harry Styles?

Louis's POV

Cath me pediu ajuda para descer as caixas até a van que as esperava para levá-las ao aeroporto. É óbvio que eu estava arrasado com toda essa situação... Foi uma decisão equivocada, mal calculada e inesperada. Abalou todos nós, e até separou alguns de nós. Mas eu não iria conseguir ficar muito tempo longe dela. Catherine era madura, mas ao mesmo tempo tinha aquele espírito de criança adorável, era a "cabeça" entre as cinco, sabia o certo e o errado a fazer, e estava sempre ajudando as amigas, querendo sempre o melhor delas. E o melhor? Ela era minha. Perfeita. Perfeitamente minha. Perfeitamente feita para mim. É cabeça dura e chata, gosta de estar certa e nem sempre tem as melhores decisões... Mas sei que ela faz o que pode. E... Não posso me esquecer de — talvez — a melhor qualidade dela. Aquele corpo tão maravilhoso, as curvas perfeitas, tinha tudo na medida certa e sabia exatamente como provocar. Assim como estava me provocando agora mesmo, dentro do elevador. Ela usava uma blusa de gola V, mostrando um pouco dos seios, estava com uma calça jeans apertada, justa, mas trocou por um short dentro do apartamento porque a força que fazia estava a deixando com calor. Ela fez um coque com o próprio cabelo, abanando-se e fechando os olhos. O elevador se abriu e nós colocamos as últimas caixas dentro da van, e quando ela estava quase chamando o elevador para subirmos, puxei-a para uma salinha que tinha perto, tranquei a porta e a prensei contra a parede.

– Você está me provocando desde o começo do dia com essa blusinha, — passei o dedo no contorno do decote — com esse short curtinho — minha mão que estava em sua coxa fui levantando até sua bunda — e essa sua boca que, bom, você sabe que tenho uma tara por ela, não é mesmo?

Ela apenas sorriu e me beijou. Quantas vezes eu já tinha dito que seus lábios pareciam ter sido feitos sob medida para mim? E que o toque dela era o único que me levava nas nuvens? Incansáveis vezes, eu sei. O beijo foi ficando intenso, o calor aumentando, mãos apertando sua cintura, descendo para suas coxas e trazendo seu corpo junto ao meu, seus pequenos dedos se embrenhando nos meus cabelos e no meu pescoço que ela tanto amava... Nossos corpos juntos, se não o pecado, era o paraíso. Ouvimos um barulho vindo da feichadura, alguém tentava abrir a porta, mas o corpo de Cath empurrado sobre ela e o meu a prensando não era algo que ajudava. A pessoa resmungou e saiu, e Cath começou a rir rente à pele do meu pescoço.

– Vamos sair daqui? Não é o lugar ideal para se fazer o que eu sei que você quer fazer, Lou.

– Agora lê mentes, Catherine?

– Não. Eu só te conheço, amorzinho. — me puxou pela mão e saímos de um armário de limpeza que fedia a cloro como se nada fosse nada. Afinal, o que mais poderiam pensar?

Mel's POV

Caixas na van, sorrisos tristes, lágrimas quase caindo, orgulho sendo segurado... A tensão parecia só piorar naquele cômodo. Agora, todos nós estávamos na sala, ninguém se encarando, sem contato físico ou visual.

– Eu... Acho que temos que ir. — Alison falou. Os meninos levantaram a cabeça e nos encararam, com os sorrisos deploravelmentes tristes. Fomos nos despedindo aos poucos, deixei Zayn por último. Quando cheguei à sua frente, peguei gentilmente sua mão e pousei sobre meu peito, onde ele pudesse sentir o meu coração.

– Ainda bate por você. — sussurrei em seu ouvido. Abracei-o forte. Senti os braços dele se apertarem ao meu redor e por um segundo, talvez, me senti como se aquele abraço fosse meu lar. E realmente era. Era. Soltei-me devagar, ainda olhando em seus olhos, em nenhum segundo sequer quebrando o contato visual que mantínhamos. Dei um leve beijo em sua bochecha e virei as costas. As meninas me seguiram e fomos em direção ao aeroporto. Achei que seria mais fácil ter de dar adeus à Londres. Ou a quem mora lá.

Chegando no aeroporto, os meninos não foram. Louis estava lá, se despediu de Cath e entramos. Me afastei das garotas, eu não estava no humor para ver sorrisos ou ficar naquele silêncio desconfortável e chato. Quem sabe sozinha, ao menos eu pudesse chorar... Ou sei lá.

– Eu sei que você tá chateada, mas se isolar não vai ajudar.

– Eu, eu não sei o que houve entre mim e Zayn, e... Deus! Por que é tão difícil eu simplesmente o esquecer ou... Aceitar, que eu vou viver do outro lado do oceano, e que essa escolha foi a melhor pra mim, Sam?

– Foi a sua melhor escolha?

– Foi. — ela sorriu gentilmente e me abraçou, era duro ter que lidar com isso... Zayn longe de mim, viver uma vida nova em Nova York, eu sei que não vai ser fácil, mas também fico me perguntando o que foi mais difícil... Seguir meu coração mesmo sabendo que eu o havia deixado em Londres... Nas mãos dele.

2 meses depois...

Alison's POV

2 meses em Nova York. Honestamente, não achei que nós fossemos durar muito aqui... Que a saudade de Londres ia bater, que nós íamos sentir falta dos meninos... É, nós meio que... Aceitamos, o fato de que essa escolha foi a melhor no momento e no fim das contas, todos continuamos amigos. Minha amizade com Niall não era das melhores, ele ainda parecia frio, desde a nossa briga. Na verdade, acho que com todas eles estavam assim, só... Caiu a real, eles aceitaram os fatos, e isso foi melhor para todos nós. Louis nos visitava todos os fins de semana que podia, trazia os meninos de vez em quando, mas da última vez, Mel e Zayn tiveram um desencontro um pouco tenso, mas nem por isso deixou de vir. Foi até bom, porque ele fazia a Cath sorrir, e era algo que nós perdemos o costume de ver. Por nossa culpa. Os meninos viriam hoje, Louis os convenceu a virem, e por um motivo estranho, eu tenho a sensação de que isso vai ser bom.

- Ok, vocês estão bem? Prontas? — Cath nos perguntou, com preocupação no olhar. Estávamos no aeroporto esperando os meninos aterrissarem. Todas nós estávamos nervosas, como eu deveria cumprimentar Niall? Um beijo no rosto, abraço? Essa situação parece ficar mais complicada a cada vez mais.

– Cath! — Ouvimos um grito e vimos Louis correr em direção à ela. — Eu tava com saudades! Muitas! Vem cá...

Ótimo, eles somem para se pegarem e deixam aquele clima pesado e tenso no ar. Só o que me faltava. Todos nos cumprimentaram com muita timidez, mas Niall estava mais... Animado, comigo. Me abraçou, deu um beijo em meu rosto e sussurrou em meu ouvido que "estava com saudades". Fiz a mesma coisa, senti falta do abraço... Do beijo. De Niall.

Hoje nós vamos ao parque, todos decidimos passear por aí, mostrar Nova York aos meninos, e no fim, acabei encontrando alguém em um momento bem inapropriado, Michael. Ah, esqueci de comentar... Eu e Michael voltamos a nos falar, nada muito íntimo, só... Como velhos amigos relembrando os momentos de felicidades que costumávamos compartilhar. Ele veio correndo me abraçar, e bem... Não pude desviar. Só não imaginei que ele fosse me atacar com um beijo. O empurrei a força, me soltando do seu braço e respirando pesadamente. Meu sangue já borbulhava.

– O que é isso?

– Niall... Não...

– Ah, olá Niall. Acho que já nos conhecemos. — Michael sorriu falsamente.

– Infelizmente. Eu, tenho que ir. Minha mãe me mandou uma mensagem falando que precisava de mim em casa.

– Niall! — o puxei pelo pulso, sentindo seu olhar triste pesar em mim.

– Me esquece, tá? Vai me fazer bem ficar longe de você... Por um bom tempo.

E virou as costas. Assim... Partindo meu coração em um milhão de pedaços. Por que tudo na minha vida ficava pior à cada segundo?

Sam's POV

Bom, depois da briga de Niall e Alison, ele resolveu ir embora, e Liam se ofereceu para ir junto. Os dois estavam pegando as malas e as colocando em um táxi, em direção ao aeroporto, quando ouvi alguém chamar meu nome. Desci as escadas correndo e encontrei um Liam sorridente na porta, de braços abertos. Sem pensar duas vezes, me joguei em seu abraço.

– Vou sentir saudades, Sam.

– Eu também... Se cuida tá? Me liga quando chegar.

– Claro. — fui me afastando, já no segundo degrau da escada.

– Sam. — me virei, vendo ele sorrir encantadoramente, do jeito que só ele sabe fazer. — Sim.

Fui me aproximando dele, toquei seu rosto de leve e dei um pequeno selinho em seus lábios.

– Mal posso esperar para a nossa segunda chance. — ele sorriu, fechou a porta e foi-se.


Notas finais
sorry a demora! bjocas @takeannalong e @itsleihana