Notas iniciais
TÁ AIIIIIIII O CAP 25 (1º da 2ª temp) EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE PODEM COMEMORAR PFFFF ♥ Deu muito trabalho e eu sei que demorei e podem me tacar pedras pf, mas quero que compreendam que fica difícil as vezes por causa do colégio, enfim, tá aqui ♥

Ali’s POV

O show foi absolutamente fantástico! É emocionante ver todas aquelas mãozinhas se erguendo, rostos molhados de lágrimas, mas todos cheios de sorrisos estonteantes. Gritos histéricos e cartazes com nossos nomes estampados. Cada música que nós cantávamos, ouvíamos mais dez MIL vozes cantando junto, é uma sensação única, especial, louca... Maravilhosa. O último show da turnê, simplesmente perfeito. Saímos do palco depois do fim do show e fomos direto para o camarim nos jogar nos dois sofás que tinham lá. Duas batidas na porta e depois de cinco segundos, o rosto adorável de Taylor aparece.

– LINDAS, FABULOSAS, MARAVILHOSAS, DIVAS, MINHAS PEQUENAS!! Um abraço no tio Taylor, por favor!! – Ele disse abrindo os braços, soltei uma gargalhada alta e corri para o abraçar, seguida das meninas.

– Vocês não têm noção do quanto eu estou orgulhoso de vocês. Desde as inocentes Catherine, Melissa, Alison, Samantha e Clarisse, dos vídeos caseiros, para as superstars Cath, Mel, Ali, Sam e Clair da Lawi Way. Ver vocês crescendo dessa maneira, tão talentosas e cheias de amor pra dar, é algo que literalmente toca o nosso coração. Esse é o primeiro de muitas turnês que as minhas meninas vão fazer e eu estou extremamente MUITO orgulhoso, amo vocês pequenas! – Taylor falou chorando.

– Você é o melhor empresário e melhor amigo de todos, Tay Jay, nós te amamos! – Cath falou e pulou no pescoço de Taylor, que ria amigavelmente.

– Bom minhas meninas, parabéns por hoje, que tal vocês se trocarem e ir descansar? Já está um pouco tarde e amanhã vocês tem uma entrevista na Radio 1 e depois do meio dia vão viajar para os states para o “Much Music” Incrível né? Podem dar esses ataques fangirling ok? Vou indo pequenas, boa noite, amo vocês! Não esqueçam, precisou: ligou! – Taylor saiu do camarim. Nos entreolhamos, sorrimos e demos gritos e mais pulinhos. Era a melhor sensação do mundo você terminar um show e de graça ganhar um discurso lindo do melhor empresário ever. Meu telefone começou a tocar e de repente um silêncio se instalou na sala. No visor estava “Niall” e uma foto de nós dois sorrindo.

– Põe no vivo a voz! – Mel pediu. Assenti com a cabeça e fiz o que ela disse.

– Ali! Pelo amor de Jesus Cristo, que saudades... – Niall falou mais como um sussurro.

– Eu também pequeno, eu também. Acabamos de terminar o show, como vocês estão?

– Bem, todos bem, sentindo muito a falta de vocês, mas levando. Eu vi o show, uma menina transmitiu pela Ustream! Vocês foram fantásticas, estão de parabéns.

– Obrigada Nialler, manda um beijo pro meu namorado! – Clair gritou enquanto ia ao banheiro.

– Haha, pode deixar. Ali podemos falar, hm... A sós? Eu deduzi que ta no vivo a voz. – Gelei. As meninas me olharam preocupadas e assentiram com a cabeça e foram trocar de roupa.

– Tudo bem. Pode falar, Niall.

– Estou indo para Mullingar amanhã, mas volto na semana que vem. Quero te ver amanhã, me diz que dá...

– Claro amor! Bom, amanhã eu vou estar completamente atolada de trabalho, mas posso ver se arranjo uma horinha do meu almoço só pra nós dois. Sinto sua falta mais que tudo.

– Eu também... Mas agora me conte qual é a sensação de estar em um palco.

– Ai meu amor, é fantástica... Você nem vai acreditar...


Mel’s POV

Depois do show INCRÍVEL de ontem, fui direto pro hotel descansar. Apesar de ser o máximo fazer um show, é cansativo à beça. Todas as coreografias, o vocal, a preparação, e acredite quando eu digo: mulher é guerreira, dançar o tempo todo em cima de um salto não é fácil! Cheguei no meu quarto e liguei para Zayn, ele me mandou umas mensagens durante o show, nada muito importante justamente para não atrapalhar em nada.

– Alô? – Sua voz saiu um pouco sonolenta.

– Oi amor. Desculpa, te acordei? Terminei o show faz uns vinte minutos...

– Mel! Nossa que saudades bebê. Não, tudo bem, por você vale até a pena acordar. Como foi?

– Demais! É inacreditável! Ai amor, imagino que aí seja tarde por causa do fuso-horário e tudo mais, vai descansar vai, além do mais amanhã você volta pra Bradford, não? Vou sentir saudades... – Senti minha voz vacilar mas segurei as lágrimas.

– Sim. Tudo bem princesa, durma bem, sonha comigo, te ligo amanhã. Te amo!

– Amo mais, boa viagem. – Desliguei depois de uns cinco segundos, não por grosseria ou nada do tipo, mas sim porque se o ouvisse me dizer “boa noite” a minha vontade seria de pegar o próximo avião para Londres e ir dormir com ele.


(...)


Cinco da manhã. Cinco da manhã de um domingo e o lindo do meu empresário me manda mensagem.

“Bom dia flor do dia, levanta dessa cama de princesa que está no seu quarto de hotel, se arruma bem linda e me encontre no saguão principal às cinco e meia, vocês tem o vôo as seis e a entrevista as onze. Run, Mel, run! Vamos dar tchau à Nova York e olá para Londres e arrasar com a minha banda preferida. Beijocas, Tay.” Viado. Levantei e fiz minha higiene, peguei todos os meus pertences, botei na bolsa, fechei a mala e desci. As meninas todas estavam lá no hall, sorri para Cath que deu uma piscadinha e cutucou Clair que estava dormindo em pé. Ali e Sam dormiam escoradas uma na outra e Taylor entrou no hall exatamente as cinco e vinte e nove.

– Pontual, as usual. – Cath disse.

– Britânico, meu bem. Vamos princesas, está na hora de voltar pra casa.

– Na verdade, somos de Miami, Tay, então tecnicamente estamos em casa. – Clair se pronunciou.

– Nada disso! São estado unidenses de sangue, mas britânicas de coração e não se discute mais nisso! Bora, girls, bora agitar Londres.

Saímos do hotel e fomos em direção ao aeroporto, fizemos umas paradas básicas para atender os pedidos das fãs e ainda tivemos que aturar os paparazzis nos perseguindo, mas tudo ocorreu bem. Entramos no jatinho e a viagem toda nós fomos ouvindo atentamente o que seria o certo e o errado a comentar na Radio 1. Depois de uma viagem bem curta – o que achei estranho pois geralmente se leva seis horas até Londres – chegamos lá as dez e cinqüenta. Voltamos pra casa e nos arrumamos na corrida contra o tempo! Literalmente. Chegando na Radio 1 todos no recepcionaram muito bem e então começaram as perguntas...

Era meio dia e dez e demos um fim na entrevista, todas as meninas estavam exaustas e cansadas, mas Ali parecia estar eufórica, só não sei em qual dos sentidos era mais sensato afirmar, seja no bom ou ruim. Sua perna batucava o chão e as mãos suavam e não paravam de se mexer, pediu licença e foi atender o telefone.

– Hm, com licença! – Me levantei e fui atrás dela. – Ali, o que houve?

– O Niall! O Niall.

– O que tem ele?

– Eu marquei um almoço com ele de despedida porque hoje ele volta pra Mullingar, mas olha só, meio dia e vinte e eu não saí do estúdio ainda, o restaurante é meia hora daqui e NUNCA que eu vou chegar lá a tempo, se eu machucar o Niall eu prometo que dou adeus à minha vida.

– Ei, ei, ei! Que besteira, Ali, bate nessa boca! Escuta só, você não tem culpa, e nunca que ele iria ser incompreensível e te deixar assim, Niall é um menino ótimo e não ficaria chateado com você, eu aposto. Manda uma mensagem, liga, avisa que não vai rolar, ele vai entender. Vai, eu espero. – Ali bufou e pegou o celular nas mãos.

– Niall? Oi é a Ali, assim que vir isso, pelo amor de Deus me liga, eu não vou poder chegar a tempo, a entrevista terminou agora e o restaurante é meia hora daqui. Sinto muito, eu... Eu te amo. Muito.

Vi as pequenas gotinhas se encontrarem nos cantos dos olhos dela e senti uma pena arrebatadora tomar conta do meu coração. Peguei sua mão e então as outras meninas saíram da sala.

– Meninas, o que vocês acham de irmos ao aeroporto com a Ali? Niall está voltando pra Mullingar agora.

– Claro! – Elas responderam em uníssono.

A viagem foi em silêncio, talvez todas tenham percebido a tensão entre Ali e o tempo e em como incomodada ela ficaria se esse silêncio fosse cortado. Quando o carro parou no estacionamento do aeroporto, só pude ver os longos cabelos loiros de Ali correrem em direção à sala principal, corri atrás dela de um jeito que nem eu sabia que meus pés eram capazes, mas parece que nem se corresse o mundo atrás, seria suficiente. Vi Ali parada, olhando para o avião que decolava. Então ele já tinha ido.

– Ali! Ali volta aqui! – Falei correndo atrás dela.

– Me sinto culpada, Mel, eu me sinto um lixo, horrível, suja.

– Ali, não! Você não tem culpa. A sua vida ta corrida, é a sua carreira em jogo, ele vai entender. Eu sei que vai.

Ela pegou o telefone nas mãos e digitou umas simples sms para ele “I will always love you.” Sorri para ela enquanto essa secava as lágrimas, a abracei e voltamos para dentro da van.


Cath’s POV


Se eu achei tempo pra respirar? Por enquanto ainda não! Mas vou ter que dar um jeito porque temos ainda uma entrevista para dar e enfim os nossos merecidos descansos, confesso que não estava mais agüentando. Fico pensando que talvez seja muito para minha cabeça, muito para o que eu possa agüentar agora. Almoçamos rapidamente, passamos em casa para pegar mais roupas e voamos para Nova York. Apesar de todo o cansaço da rotina, Deus não podia me dar uma vida melhor, eu tenho absolutamente TUDO que eu quero. Descemos do aeroporto e fomos direto para o hotel. As meninas foram direto para o banho, mas eu queria falar ainda com Louis.

– Alô?

– Amor! É a Cath!! Que saudade... Já não agüento mais. – Funguei uma vez, eu não podia chorar, qual é, seja forte! É uma ligação, logo você volta!

– Pequena! Pelo amor de Deus que saudade, como você está? Como a turnê está indo? Ta se cuidando? Ta... você ta comendo normal né?

– Eu to bem, acabamos a turnê ontem, vamos dar uma entrevista hoje e voltamos para Londres mais tarde... Queria muito te ver, vai estar em casa?

– Você não respondeu a minha pergunta...

– As meninas estão cuidando de mim por você, Lou. E obrigada.

– Pelo quê?

– Se importar comigo.

– Você é tudo pra mim, por que não me importar?

– Eu te amo.

– Eu te amo mais. Enfim, vou estar na faculdade, mas me ligue quando chegar. Vou descansar, tudo bem? Me avise quando estiver saindo daí. Te amo, meu amor.

­– Te amo muito! Bom descanso, meu príncipe. – Desliguei o telefone ainda sentindo meu coração saindo de órbita. Deitei-me na cama e tentei pregar meus olhos, mas não teve muito efeito. Escutei duas batidas leves e o rosto de Tay aparecer no espaço da porta que estava entreaberta.

– Ei bonequinha, trouxe sua roupa pro programa! Que tal começar a se vestir?

– Tudo bem Tay, chame as meninas para se arrumarem aqui comigo, por favor!

Levantei da minha cama e tomei um banho rápido de dez minutos. Saí do banho ainda de toalha e comecei a observar meu rosto. Eu tinha olheiras enormes debaixo dos olhos e isso me assustava um pouco... Talvez seja toda a correria que a minha vida tinha se tornado.

– Cath Cutie! Estamos aqui e trouxemos nossas roupas, e elas são f-a-b-u-l-o-s-a-s! Mel está vindo com os sapatos, que não vai ser diferente, certamente. Cadê você bonitinha? – Clair começou a gritar se jogando na minha cama, alguém, por favor, coloca ela em uma aula de etiquetas?

– Haha, olá melhor amiga folgada!

– MEU DEUS O QUE SÃO ESSAS COISAS DEBAIXO DOS SEUS OLHOS, CATHERINE!!!!!!! ANDOU SE METENDO EM UMA BRIGA? NEM PRA CHAMAR AS AMIGAS NÉ?! – Ali pulou em cima de mim mexendo no meu rosto e esticando minhas bochechas. Gritei alto para que ela se afastasse e depois comecei a rir, levando as meninas a rirem junto comigo.

– Eu amo vocês suas babacas!

Mel entrou no quarto com uma bancada cheia de sapatos e plaquinhas com nossos nomes na frente de cada par de sapatos, e, posso dizer? Me casaria com eles se eu pudesse! Nos vestimos rapidamente e fizemos umas maquiagens bem básicas levando em conta que nossas roupas já chamavam atenção suficiente. Descemos do hotel e vimos Taylor nos esperando no hall de entrada e fora do hotel, fãs e a nossa van, que nos levaria ao estúdio. A viagem não foi muito longa e a entrevista já havia começado, as fãs levaram cartazes muito fofos para a platéia e confesso que li todos e até me perdi enquanto a entrevistadora falava comigo.

– E agora temos uma surpresinha para Mel, de um grande fã seu! – A entrevistadora falou e logo no telão apareceu um vídeo de uma entrevista com o Cody Simpson.

– Nos conte, Cody, você tem alguma “celebrity crush”?

– Claro que tenho! Todos tem, não é mesmo? Bom, a minha “celebrity crush” é a Melinda Gordon, da Lawi Way. Ela é muito doce e simpática.

– Você já a conheceu?

– Eu ainda não tive essa oportunidade, mas sem dúvida seria muito divertido. – E então o vídeo acabou e toda platéia deu leves risadas e barulhos como “awn” e “hm” e Mel ao meu lado tinha ficado muito além de vermelha.

– Cody você é um amor! – Clair falou dando uma leve risada, fazendo todas nós rirmos juntos.

– Seria um prazer conhecer um menino tão adorável quanto Cody! – Mel falou.

– Então você, hm... Ficaria com o Cody? – Perguntou a entrevistadora. Ah não...

– Ele é muito adorável.

– Qual a próxima pergunta? – Eu falei tentando mudar a direção que tudo tinha tomado. A platéia deu risada e a entrevistadora prosseguiu com o resto do programa, até enfim estarmos fora do ar. Nunca quis tanto na vida correr de uma entrevista, e também senti que Mel queria isso mais do que nunca. Porque esses entrevistadores têm que se meter tanto em nossas vidas? Que trabalho mais horrível que eles têm, deve ser chato fazer essas perguntas.

– Zayn me mandou três mensagens durante a entrevista.

– O que ele disse? – Perguntei curiosa.

– Ainda não as abri. Tenho medo do que possa ser.

– Ah Mel, vamos lá, abra! – Ela assentiu com a cabeça e abriu as mensagens. — “’Cody é um menino adorável’” que tal namorá-lo?”“, Zayn como você foi capaz de escrever isso? O que diz nas outras duas?

– “Posso matar o Cody?” e “Você é minha.”

– Eu não sei se devo odiá-lo por ser tão possessivo e ridículo ou tentar compreender o lado dele. – Eu completei.

– Muito menos eu. Eu quero morrer, me enfiar num buraco e me esconder de todos! – Mel falou abrindo os braços e esbarrou em alguém...

– Por que uma menina tão bonita se esconderia de todos? Não acho isso justo! – Cody falou se levantando do tombo que havia levado.

– Ai meu Deus, desculpa, te machuquei? – Mel falou o ajudando a levantar.

– Não, ta tudo bem! É um prazer enfim te conhecer!

– Hm... Vou ali com a Clair e já volto! – Falei sorrindo e me afastei dos dois, já discando o número de Taylor.

– Fala mon amour!

­– Oi empresário gay-mais-lindo! Que horas vamos voltar para Londres?

– A hora que vocês saírem do estúdio, tive de vir no hotel para ajudar o maquiador que caiu da escada com as maletas de maquiagens, mas já passo aí para pegar vocês. Tenho que desligar, beijos!

Ótimo! Desliguei o telefone e o guardei no bolso quando recebi uma mensagem da Mel. “Vou à Starbucks com o Cody, chego no hotel as 16h, me esperem? Beijos!” mas que menina rapidinha... Quero só ver o que o Zayn vai dizer disso tudo. Esperei mais um pouco até Taylor chegar e fomos direto para o hotel, onde deitei na cama e caí dura num sono muito, muito profundo.


Harry’s POV

– Tudo pronto, cara? – Perguntei mais uma vez para ter certeza que tudo estava no seu devido lugar.

– Tudo! Pode parar de se preocupar, vai tudo dar certo! – Niall falou zombeteiro. Desliguei o telefone e recebi uma mensagem de Clair, “Ei curly, já cheguei no aeroporto.” E então digitei uma para ela “Não posso te buscar agora, blondy, mas, vá para o parque central, vou estar lá.”. Recebi uma mensagem dela afirmando que estaria lá e então terminei de me arrumar. Peguei o casaco e as chaves e liguei o carro indo em direção ao parque. O caminho do aeroporto até o lugar onde marquei de encontrá-la não era muito longe, então mais rápido eu chegar, melhor. Dirigi uns cinco minutos e então estacionei o carro e desci dele, indo de encontro a Niall que segurava um violão e arrumava o microfone em cima do mini palco que havíamos montado. Já tinham pessoas em volta do palco apenas esperando o que iria acontecer, e vi a van das meninas se aproximar e uma menina comprida de cabelos loiros sair e procurar por mim, certamente. Me posicionei em cima do palco e coloquei o violão em mãos, dedilhando algumas notas. Clair me viu e se aproximou lentamente com um sorriso curioso nos lábios. Sorri de volta e comecei a tocar a música e a cantar lentamente. Clair se aproximou mais ainda do palco enquanto via pequenas gostas de lágrimas no canto de seus olhos.

– “Afraid nothing can save me but the sound of your voice…” – Cantei olhando diretamente nos seus olhos enquanto ela apoiava as mãos no palco. Abaixei-me um pouco e a ajudei a subir no palco, ficando de frente para mim. Cantei a música toda só apreciando a bela menina sorridente com os cabelos voando, bem à minha frente.

– “I do not mind if I die trying...” – Terminei a música enquanto Clair chorava compulsivamente na minha frente. Larguei o violão e a abracei com todas as minhas forças, enquanto essa ainda chorava no meu ombro e dava beijos leves em meu pescoço e bochecha.

– Senti tanta sua falta...

– Só... Me beija. – Ela falou enquanto acariciava meu rosto, me aproximei mais dela e a beijei calmamente. Se eu fosse fazer uma lista de coisas que eu mais sentiria falta, com certeza o beijo da minha menina estaria em primeiro.

– Vamos sair daqui? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça, enquanto a “platéia” aplaudia. Pisquei para Niall que acenou positivamente com a cabeça e fomos em direção à Starbucks mais próxima. Fomos andando de mãos dadas e rindo das coisas engraçadas que ela me contava, Deus! Como senti falta da minha pequena.

– Eu te amo sabia? – a interrompi enquanto a olhava sorrir para o chão.

– E eu te amo muito mais. – Ela disse e se curvou para me dar um delicado selinho. Entramos na Starbucks e fui fazer nossos pedidos enquanto Clair olhava a parte das revistas de moda. Peguei os cafés e fui de encontro com ela, quando ela olhou chocada para uma revista.

– O que houve, Clair?

– A Mel ta ferrada.

– O quê? Como assim?

– Olha isso... “Mel Gordon, da Lawi Way sai para tomar um café ‘amigável’ com Cody Simpson.” Você tem noção da fera que o Zayn vai ficar? Ele vai pirar, dar um ataque e jogar bolas de fogo por tudo quanto é lugar! – Clair falou jogando a revista no lixo.

– Avise ela, pequena. Pode adiantar alguma coisa!

– Adiantar o que?

– Eu... Eu não sei, esquece isso vai, vem aqui, vamos tomar nossos cafés enquanto você me conta sobre sua super turnê. Namorar uma popstar é difícil ta meu bem? – Clair deu risada e seguimos para uma mesa.


Louis’s POV

Finalmente minha aula tinha acabado, não agüentava mais toda essa correria que é cursar. Peguei minhas coisas e fui direto para o meu dormitório, Harry já tinha saído, provavelmente foi fazer a tão esperada surpresa para Clair, e eu com saudades da minha Cath... Bom ela chega hoje, espero que dê para pelo menos passar um tempo com ela. Deixei meu material em cima da cama e fui tomar um banho rápido. Saí do banho ainda de toalha e fui pegar minha roupa no armário quando ouvi um barulho de porta se abrindo e fechando.

– Harry? Já voltou? – Me virei para perguntar o que havia acontecido com Harry para ele ter voltado tão cedo e vejo...

– Oi amor, sentiu muita saudade? – era Cath, a minha Cath, ali, em pé, perfeita, como sempre, usando uma camiseta escrita “I Love My Boyfriend”. Corri até ela e a abracei, rodopiando ainda agarrado à ela. Só Deus sabe o quanto senti falta da minha garota. Coloquei-a no chão e toquei seu rosto, sentindo cada pedaço de sua pele em contato com a minha.

– Eu te amo tanto... Mas tanto... – Falei dando selinhos carinhosos nela.

– Eu te amo muito, só Deus sabe o quanto! – Ela falou me abraçando. Me deu um beijo e o partiu logo em seguida, me empurrando em direção à minha cama, jogando os livros no chão e me sentando na mesma. – Acho que seus livros vão ter que ficar um pouquinho no chão! – Ela falou se sentando no meu colo e me dando um beijo longo e cheio de paixão... Preciso dizer o quanto senti falta dela? É... Puxei seu corpo pra mais perto do meu, e posso dizer que por pouco não nos fundimos em um só. Ela colocou suas mãozinhas delicadas espalmadas sobre meu peito enquanto me deitava na cama e eu a trazia junto. Girei seu corpo para que o meu ficasse por cima do seu e distribui beijos pelo seu pescoço e mandíbula, enquanto observava a sua feição, os olhos fechados, a boca entreaberta e a respiração saindo descompassada pelo seu nariz. Ela embrenhou suas mãos no meu cabelo os puxando vez ou outra e fazendo com que ela soltasse o ar pesadamente, era gostosa a sensação de estar a beijando, senti falta...

– Louis... Louis... – Ela falou com a voz fanha.

– Fala amor.

– Acho melhor a gente parar por aqui antes que o Harry entre no quarto e pegue algum tipo de trauma... Não... É m-mesmo? – Ela falava pausadamente porque eu estava a torturando dando beijos lânguidos no seu pescoço. – Um d-dia... Vo... Você ainda me mata.

Ri pelo nariz e subi os beijos para sua boca, terminando o beijo com um rápido selinho.

– Não se preocupa pequena, nosso lugar ta guardadinho no paraíso, oops... no Céu. – Dei um sorriso malicioso enquanto ela erguia o rosto para me dar um beijo.

– Ok chega, vem, vamos ver um filme.

– Er, hm... Cath?

– Sim?

– Vou ter que tomar um banho... Bem frio... – falei envergonhado.

– HAHAH, tudo bem amor... Eu escolho o filme e faço a pipoca ok? – Assenti com a cabeça e fui para o banho, terminei rápido, coloquei um pijama e voltei pro quarto, me deitando na cama, puxando-a para mais perto, com gotas de chuva caindo na janela e ela bem próxima de mim, estávamos comendo pipoca e vendo filme. A melhor sensação do mundo, definitivamente.


Liam’s POV

Fui buscar Sam no aeroporto hoje, ela estava linda, absolutamente linda, como sempre. Usava um vestidinho todo branco, rodado, sapatilhas pretas e um cachecol bem grande, cobrindo o rosto dos flashes dos paparazzis. Corri até ela e a abracei com tudo, enquanto ela ria do meu abraço repentino e sussurrava um “Senti sua falta” ao pé do meu ouvido. A soltei, dei um pequeno selinho e a puxei pela mão até o carro. Ela foi o tempo todo me contando da sua turnê, de como é a sensação, do que fizeram no tempo que ficaram em Los Angeles e de como sentiam falta de casa. Ela começou a falar sobre algo entre a Mel e Zayn que minha cabeça não conseguiu assimilar muito bem pois a única coisa que vinha na minha cabeça era aonde eu podia a levar hoje, para comemorar sua volta.

– Liam, pelo amor de Deus, pelo menos faça uma cara de quem está interessado, seu tédio ta transparecendo. – Ela riu pelo nariz e sorri olhando para a rua.

– Ei pequena, que tal irmos à um barzinho hoje? Todos os restaurantes bons já estão lotados e pensei “por que não um bom lugar, com gente agradável e música boa para uma comemoração de ‘boas vindas’?” Huh? Vamos! Vai ser divertido...

– Hmmm... Tudo bem, que horas?

– As 20h, por favor, haha. Pode levar as meninas.

– Nah, tudo bem, elas devem estar querendo passar um tempo com os meninos, vamos só eu e você. Senti sua falta. – Ela falou passando sua mão pelo meu braço, o sinal fechou na mesma hora e virei para a dar um beijo rápido. Liguei o rádio e ficamos cantando as músicas que tocavam, era boa a sensação de tê-la de volta.


[...] Coloquei o blazer e liguei para Sam, eu já estava pronto para sair.

– Amor, estou saindo aqui do apê da Universidade, tudo bem? Vou passar aí já já. – Ouvi um “tudo bem” e desliguei o telefone, peguei o carro e fui em direção à sua casa. Parei em frente ao prédio e buzinei duas vezes e não precisei esperar muito para ver Sam descendo as escadas e entrar no carro, e por pouco não tive um ataque cardíaco de tão linda que ela estava.

– Você ta... Linda! – Falei deslumbrado a olhando dos pés a cabeça. Ela ergueu o corpo e me deu um selinho. – Vou entender isso como um “Obrigada, Liam!” – falei imitando sua voz, ela riu e dei a partida no carro, indo em direção ao “Free Open Bar”, não era tão ruim quanto o nome possa parecer, acredite. O lugar era bem iluminado e tinha sempre uma música ao vivo tocando, a longa mesa de bar e várias mesas espalhadas pelo local, e do lado direito do palco onde pessoas se apresentavam, tinha uma pequena – bem pequena – pista de dança, geralmente era onde os bêbados começavam se soltando. Estacionei o carro e fui em direção à entrada com Sam agarrada ao meu braço, ela ainda era tímida e inofensiva, apesar da popstar que é hoje. E isso é algo que eu gosto muito nela, a fama não a muda. Entramos no bar e logo peguei uma mesa para nós, pedi duas bebidas de nomes estranhos que não dei o trabalho de memorizar e começamos a bater um papo animado, contei a ela sobre os estudos e ela sobre a turnê, ambos fascinados com os dois lados da história, então senti um cutucão nas minhas costas, virei para ver quem era e vi Andy em pé atrás de mim.

– Ô moleque mal-criado, nem vem cumprimentar o melhor amigo? – Andy falou esticando os braços, levantei da cadeira e o abracei, fazia anos que não via Andy, era meu companheiro de aventuras em Wolverhampton. Sam se levantou da cadeira e cumprimentou-o também.

– Andy, essa é minha namorada, Samantha.

– Sam ou Sammy por favor. – Ela falou sorrindo meiga.

– Prazer! – Ele olhou desconfiado para mim e eu sorri, o chamando para o bar.

– Já volto amor. – Ela assentiu com a cabeça e empurrei Andy.

– Hm... Danielle? Ela fez plástica, emagreceu, alisou o cabelo e mudou o nome? – dei uma risada do seu comentário mas tratei de ficar sério.

– Sam se mudou para cá no fim do ano e mora no mesmo prédio que eu, e eu acabei me apaixonando por ela, Danielle entendeu tudo, mas foi um baque, até porque ela praticamente me “pegou no flagra” andando no shopping com Sam, mas aparentemente está tudo bem entre nós, porque Sam e Danielle tem uma amizade, é confuso e bem estranho pra mim, mas eu não posso fazer nada, Dani é gentil e legal e Sam é doce e simpática... Dariam bem do mesmo jeito. E agora eu to com a Sam, não me arrependo. – Sorri feito um bobo e senti que Andy iria me zoar, mas ele apenas sorriu sincero e voltamos para mesa. Andy sentou-se conosco e chamou outros amigos meus de Wolverhampton que fazia tempos que não os via, vi Sam um pouco deslocada, tanto por ser tímida quanto por não conhecê-los, então sussurrei no seu ouvido:

– Não quer chamar as garotas? – Ela apenas olhou me por um bom tempo e pegou o telefone da bolsa, virei para continuar a conversar com os meninos e então passou um tempo, até que sinto a presença de mais alguém na mesa e um papo... “feminino” começar, imaginei ser Ali ou Clair, mas quando eu me virei quase vomitei a cerveja que estava engolindo... Era Danielle.

– D-Dani? – Ótimo, Liam, seu babaca, gagueja, mostra fraqueza.

– Oi Liam, como está? Espero não estar incomodando, Sam falou que você pediu que ela convidasse uma amiga, então me chamou.

– Não, tudo bem. – Droga.


Notas finais
Espero que tenham gostado, reviews? Mudei o meu user (ex: annalovat) agora é @almosthendy, e a linda da @itsleihana ♥