Before Memories - Romanogers Fanfic
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Steve Rogers despertou com uma tremenda dor de cabeça, confuso se tudo que aconteceu no dia anterior foi sonho, realidade ou imaginação. O que o fez perceber que era real era a figura de Nick Fury entrando no quarto dele.
F: Capitão. Bom dia.
Steve tentou se levantar, mas notou que estava preso à cama.
S: O que é isso?
F: Você nos forçou a isso. Você não é um refém aqui, acredite. Se estiver disposto a me escutar, posso explicar tudo o que está acontecendo no momento. Se me garantir que é seguro te soltar, eu o soltarei, ninguém vai ataca-lo e se quiser sair por aquela porta. Você é um homem livre.
S: Vocês tentaram me matar.
F: Não... Garanto que era o contrário, queremos te manter seguro. É que você foi surpreendido por uma de nossas agentes e ela tem um método peculiar de agir.
S: Parecia que quis me matar.
Fury sinalizou para Fitz e Simmons, soltarem as amarras de Steve. Eles estavam amedrontados, se aproximaram com cautela e apertaram os botões que destravam as amarras de Steve. Steve os olhou e sentiu que eles estavam com medo e eles parecem muito jovens.
S: Obrigado.
Steve olhou para Simmons e ela imediatamente não sentiu mais medo, o olhar dele era pura gentileza.
S: Vocês não são muito jovens para trabalhar?
F: Eles são meninos prodígios, ambos tem 19 anos.
S: HIDRA costuma recrutar jovens e fazer lavagem cerebral neles.
Fitz e Simmons riram.
Fitz: Nós não fomos recrutados, nós nos alistamos para trabalhar com a SHIELD.
S: SHIELD?
Fury sinalizou para os jovens agentes saírem, os dois se retiraram do quarto. Fury puxou uma cadeira e sentou ao lado da maca de Steve que se sentou na maca, ainda desconfiado.
F: SHIELD, é uma agência americana que protege não só a nação americana, como a população mundial. Nós temos uma certa independência para agir, só lidamos com o que o FBI, CIA e etc não são capazes de lidar sozinhos.
S: Vocês são do exército?
F: Não. Estamos acima deles, na verdade.
S: Você é o chefe?
F: Praticamente. Mas não seu. Na verdade você não trabalha para ninguém, como eu disse, um homem livre.
S: Então posso ir?
F: Sim.
Steve se levantou.
F: Mas devo alertá-lo. O mundo não é mais o mesmo.
S: Não esperava que fosse.
F: Você sabe que dia é hoje?
Steve fez negativo com a cabeça.
F: 29 de março de 2011.
S: 2011? Isso é...
F: Impossível? Você sabe como te encontramos?
Steve fez negativo com a cabeça.
F: Congelado no meio do oceano.
S: Eu estaria morto.
F: É o que pensávamos. Mas aqui está você.
S: Está dizendo que estive congelado por 70 anos?
Fury fez positivo com a cabeça.
S: Está brincando comigo.
F: Eu tenho cara de quem brinca?
Steve não respondeu mas a resposta ele já tinha, ele não é do tipo que brinca.
S: Eu... Eu preciso de um tempo.
Steve se levantou.
S: Eu tenho alguma coisa que é meu aqui?
F: Seu uniforme quase todo rasgado, Coulson está cuidando pessoalmente da restauração dele.
S: Então irei assim.
Fury entregou um celular para Steve.
S: O que é isso?
F: Funciona assim, se precisar de mim, aperte esse botão. E pegue isso.
Steve pegou o envelope e abriu.
S: O que é isso?
F: Você não tem nada, vai precisar disso.
S: Não posso aceitar.
F: Claro que pode. Eu não estou te dando meu dinheiro, esse dinheiro é seu, do tempo que esteve na guerra, é uma parte do dinheiro. Acredite, esse dinheiro veio do seu trabalho.
S: É muito.
F: Não é o suficiente, mas pode conseguir uma casa ou alugar algum lugar. Assim que abrir uma conta, o governo vai pagar o restante.
Steve fez positivo com a cabeça e guardou o envelope no bolso, ele apertou a mão de Fury e quando estava para sair do quarto, Maria Hill estava chegando com o pescoço avermelhado com as marcas da mão de Steve Rogers.
S: Me desculpe por isso, senhorita.
H: Esse é o mesmo lunático de ontem?
C: Eu disse que ele era gentil, educado, refinado.
Coulson apareceu atrás de Hill com um sorriso amarelo na cara.
F: Não precisa se desculpar, todos estávamos cientes de como podia reagir.
S: Ainda sim, estou envergonhado.
Hill analisou Steve novamente, ela fitou o rosto e o corpo dele. Hill mordeu o lábio e segurou o riso.
H: Você gostou de ter apertado o meu pescoço?
Steve ergueu as sobrancelhas, olhando Hill.
H: Eu gostei, e eu gostaria mais se fosse em outras circunstâncias.
F: Jesus Cristo, Maria Hill.
H: Desculpe, senhor.
Hill sorriu, jogando o cabelo pro lado. Steve ficou sem graça, sem entender do que ela estava falando, mas pelo jeito dela era algo com entonação sexual.
S: E-eu preciso ir.
Steve saiu do quarto e um agente o escoltou até a saída. Assim que ele sumiu do corredor, Natasha saiu de outro e se juntou a Hill que analisava a bunda de Steve enquanto ele andava.
N: Quer um pedaço, Hill?
H: Sim, por favor.
N: Você não pode ver nenhum homem.
H: Isso não é verdade! Tenho atração por poucos homens. E confesse, Steve Rogers é um pedaço de mau caminho.
Natasha olhou para Steve, sumindo no corredor e não demonstrou importância com ele no momento.
N: Por que ele está saindo?
F: Porque ele quer.
N: Ele não pode sair assim, acabou de acordar. Não é seguro.
F: Não sou babá, deixa ele ver o mundo por si só, ele vai voltar na hora certa.
Sharon Carter se aproximou deles no corredor.
F: Carter. Preciso falar com você, tem uma missão.
Fury e Sharon saíram para conversar.
H: Sharon vai ficar disfarçada pra tomar conta do gostosão América? Por que eu não faço esses serviços?
N: Como se você tivesse paciência.
C: Eu poderia fazer isso.
N: Você ficaria distraído na hora que ele estivesse tomando banho, Coulson.
Natasha e Hill começaram a rir, Natasha caminhou na direção da saída do prédio. Hill franziu a testa.
H: Aonde você vai?
N: Lugar nenhum.
...
Steve saiu do prédio da SHIELD e não fazia outra expressão senão de surpresa com o estado da cidade.
S: Como faço para ir pro Brooklyn?
— Brooklyn? Você não vai querer ir lá, Rogers.
S: Por que não?
— Muito perigoso.
S: Como faço para chegar lá?
— Pegue o trem, no segundo quarteirão.
Steve agradeceu a informação e não conseguia andar sem parar a cada dois minutos para observar a velocidade dos carros e motos. Ele olhava as vitrines, as roupas, notou que as pessoas olhavam para a roupa dele e ele não sabia como devia se portar.
Steve parou numa esquina e viu que tinha uma loja com vários espelhos na vitrine, Steve parou e ficou se olhando, tentando notar alguma diferença. Ele estava exatamente como se lembrava, porque o tempo não passou pra ele?
Quem o observava de longe e discretamente era Natasha Romanoff, quando ele parou, ela parou em frente à banca de Jornais, pegou um jornal para disfarçar e o observou por cima do jornal. Que idiota, não tinha espelhos em 1941? Natasha pensou, revirando os olhos.
Steve atravessou a rua, caminhou mais um bloco e chegou na estação de trem. Na hora de comprar a passagem, ele abriu o envelope e um homem que estava perto, notou a quantidade de dinheiro que ele carregava. Steve pagou a passagem e assim que se virou para ir até as catracas, o homem enfiou a mão no bolso e pegou uma faca, mas manteve escondida e caminhou na direção de Steve.
Antes que o homem alcançasse Steve nas catracas, foi agarrado por trás e teve a boca tampada. Natasha torceu o braço do cara, pegou a faca dele e encostou na barriga dele discretamente para não chamar atenção, ela o levou até próximo a escadaria de acesso ao trem.
N: Eu acho que é melhor para todos nós se você decidir ir a pé, certo?
O homem fez positivo com a cabeça. Natasha o soltou e o homem subiu as escadas, mas sussurrou.
— Vaca!
Natasha já tinha virado de costas, mas achou muita petulância dele, ela disfarçadamente jogou um disco de choque elétrico nas costas do homem que caiu na escada e começou a se tremer.
N: Socorro! Ele está tendo um ataque epilético. Alguém chame ajuda!
Natasha pediu ajuda e um grupo de pessoas se aglomerou em volta do homem. Natasha ouviu que um trem se aproximava, não dava tempo de entrar na fila do bilhete, ela pulou a catraca e desceu as escadas rapidamente, ela procurou Steve no meio da multidão e não o viu. Quando ela olhou para o outro lado da plataforma viu ele lá.
Esse babaca não estava indo para o Brooklyn? Ele vai pegar o trem na direção errada! Natasha pensou, franzindo a testa. Ela notou o trem se aproximando da plataforma que ela estava, assim que o trem chegou, o da plataforma de Steve chegou em seguida, Natasha subiu pela janela e foi para o topo do trem e pulou até o topo do trem de Steve, ela saltou para a plataforma e por pouco conseguiu entrar antes das portas se fecharem.
Natasha percorreu os vagões e achou Steve no último, ela então ficou no penúltimo observando ele. Steve notou na próxima estação que estava indo no sentindo contrário, ele desceu e mudou de trem, Natasha o seguiu.
Meia hora depois, Steve chegou no Brooklyn e ficou chocado ao ver como o bairro que ele cresceu estava diferente, alguns prédios antigos ele até se lembrava, principalmente aonde ele apanhou.
Haviam grupo de drogados e grupo de traficantes de rua em cada esquina, que sempre mexiam com Steve pela roupa que ele estava usando. Até que Steve encontrou um grupo não amigável.
— O que está fazendo aqui?
S: Eu só estou procurando apartamentos para alugar, senhores.
— Ah é? Sinto muito, não há nada aqui pra você.
S: Eu vou até o fim da rua.
— A rua é nossa, e terá que pagar uma taxa para andar e morar nela.
S: Os senhores trabalham para o governo?
Os homens começaram a rir do jeito de Steve. Natasha parou mais distante e se perguntava se ele quer morrer hoje.
S: Eu vou por aquele caminho então.
— Acontece que também é nosso.
Steve franziu a testa e deu meia volta para voltar por onde veio. Mas haviam mais homens cercando ele.
— Eu acho que você está no lugar errado, na hora errada.
S: Eu não quero confusão.
Natasha entrou em um dos prédios, subiu até o telhado e pulou de um telhado para outro até passar de onde Steve estava, ela observou os homens e ativou um aparelho que detecta rostos procurados pela polícia, só para ter certeza que mata-los não seria errado. Todos eles tinham passagem pela polícia, uns por crimes leves, outros por pesados como assassinato.
N: Então, você, você e você vão viver. Já vocês...
Natasha apontou uma pistola de cano silencioso na direção do chefe da quadrilha que tinhas as acusações mais pesadas, incluindo de estupro. Ela atirou na cabeça dele, o que o fez cair no chão e seus comparsas ficarem alertas, procurando em volta quem tinha disparado.
Mais dois caras caíram no chão baleado, o restante correu para se proteger.
S: Aonde vocês vão? Precisamos socorrer esses caras. Alguém ajuda?
Steve correu para checar a pulsação dos três caras e só ainda tinha pulsação. Natasha observou do alto do prédio, chocada que ele ainda quer salvar a vida desse lixo humano. Um carro de polícia chegou e Steve relatou o que aconteceu, já era tarde para salvar o que ainda estava vivo.
Steve estava se sentindo cansado, ele voltou para a praça perto da estação de trem e se sentou, olhando em volta, parecendo desolado. O mundo está diferente e doente demais, Brooklyn dominada por traficantes, polícia fazendo pouco caso de pessoas feridas na rua, tudo parece errado e ele “morreu” para deixar o mundo certo.
Natasha observava Steve de longe e notou a tristeza no olhar dele e tentou imaginar o que ele estava pensando. Natasha suspirou e resolveu entrar numa lan house, ela verificou os lugares menos violentos no Brooklyn aonde Steve poderia achar um bom lugar pra viver para se sentir mais em casa. Natasha imprimiu um dos anúncios que achou que Steve iria gostar, ela pagou 5 dólares para uma criança largar o anúncio perto de Steve.
Steve estava levantando para ir embora e quase não notou o anúncio, ele pegou o papel e decidiu verificar o local. Era bem mais tranquilo que o local que ele foi verificar primeiro. O prédio era bem simples, algumas crianças brincavam na escadaria de entrada. Steve sorriu ao ver as crianças e entrou no prédio, ele foi recebido pelo zelador que o apresentou à síndica. Todos sabiam quem ele era, por causa das reportagens, ela baixou o preço do aluguel para Steve e permitiu que ele morasse imediatamente no apartamento do terceiro andar.
Steve entrou no apartamento e gostou do ambiente, já estava mobiliado. Quando a síndica desceu, Natasha estava esperando por ela no corredor, Natasha ofereceu uma enorme quantia em dinheiro pelo apartamento ao lado do de Steve, que também estava desocupado.
Na manhã seguinte, Steve acordou e planejou o que faria durante o dia. Primeiro, exercícios matinais. Segundo, voltar a se alistar para o exército. Três, arrumar qualquer emprego se o exército o recusar. Quatro, procurar Peggy. Cinco, tentar descobrir o que a SHIELD realmente é e se pode confiar.
Steve não tinha o que comer em casa, então decidiu correr e na volta pra casa, tomaria café da manhã em algum lugar, assim conheceria melhor o bairro. Assim que Steve saiu do apartamento, notou que estava acontecendo uma mudança para o apartamento ao lado dele. Assim que ele chegou na escada, uma moça loira de olhos castanhos estava subindo com duas caixas grandes e uma delas caiu.
Steve desceu as escadas rapidamente e se prontificou a ajudar a pegar a caixa.
— Oh muito obrigada.
S: Não por isso. Deixa eu te ajudar.
Steve pegou as duas caixas e subiu as escadas.
— Então você é meu vizinho?
S: Sim. Moro bem aqui do lado.
— Ah que bom conhecer alguém por aqui.
S: De onde está vindo?
— Kansas. Eu estudei enfermagem lá, mas só consegui trabalho aqui.
S: Me chamo Steve.
— Eu sei.... Todo mundo sabe.
Steve sorriu e a moça sorriu de volta.
S: E você?
— Eu me chamo Kate.
Kate estendeu a mão para Steve que apertou a mão dela de volta. Steve pediu licença e saiu para correr.
Steve foi até a praça Drumann que é onde ele costumava brincar quando criança, não tinha mais parquinhos, havia um grande monumento em homenagem à vítimas de um acidente no bairro. Mas a praça estava até maior, e servia para correr. Steve correu por meia hora sem descanso e notou que um rapaz estava correndo antes dele chegar lá, ele usava uma camisa que só militares possuem. Steve decidiu brincar com ele.
S: À sua esquerda.
O homem olhou para Steve e franziu a testa, sem entender. Antes dele concluir a volta dele, Steve já estava passando por ele de novo.
S: À sua esquerda.
— Hey!
Steve riu, mas continuou correndo, assim como o homem que assim que notou que Steve estava para passar ele, começou a correr rápido para não ser alcançado.
S: À sua esquerda....
Steve passou facilmente por ele. O homem parou e apoiou as mãos nos joelhos, se sentindo cansado. Steve deu mais uma volta e parou perto do homem.
S: Fora de forma, soldado.
— É né, nem todos são Capitão América.
S: Parece que todos sabem quem sou eu.
— Como não iam saber? Você é uma lenda.
Steve fez negativo com a cabeça. O homem estendeu a mão.
— Eu me chamo Samuel Wilson, mas pode me chamar de Sam.
Steve apertou a mão de Sam e sorriu, um carro preto altamente luxuoso parou na rua, perto deles. O vidro foi abaixado e os dois puderam ver quem dirigia, alguém que Steve não esperava e nem queria ver. Natasha Romanoff.
N: Olá meninos.

S: Você.
N: Não parece feliz de me ver.
S: Não fico feliz de ver quem tentou me matar.
N: Eu não. Eu não tento, eu consigo.
S: O que quer?
N: Entre no carro.
S: Me dê uma boa razão.
Sam: Cara, se você não entrar nesse carro com esse mulherão, eu vou!
N: Eu estava trabalhando. Não guarde rancor, não vale a pena.
S: O que você quer?
N: Eu? Nada. Fury quer falar com você.
Steve estava relutante, e sabia que não podia confiar nela, mas ainda sim entrou no carro. Natasha acenou para Sam, para se despedir e piscou o olho. Natasha fechou o vidro do carro e arrancou com o carro.
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