Before Memories - Romanogers Fanfic
16 Capítulo 16
N: Droga!
Theo: O que?
Natasha foi até a porta e observou Steve indo embora pelo corredor, cabisbaixo. Natasha chegou a dar alguns passos na direção dele, mas ela estava nua e enrolada na toalha.
Theo: Amor... Volta aqui, não é uma emergência, vamos cuidar de você.
Theo segurou na mão de Natasha e ela olhou pra ele, mas não disse nada, ela entrou dentro do quarto, seguida por Theodore que removeu a toalha e fechou a porta.
Theo: Por que não se deita?
N: Você precisa ir embora.
Theo: O que?
N: Agora.
Theo: Natasha... Isso é algum tipo de fetiche, eu saio e daí tenho que fingir ser sei lá um entregador de pizza, você me deixa entrar e aí a gente...
Natasha ficou impaciente, ela empurrou Theodore para fora do quarto e fechou a porta.
Theo: Natasha?
Theo bateu na porta.
Theo: Eu estou pelado aqui! Okay, vou entrar no clima...
Theo esperou alguns segundos e bateu na porta.
Theo: Entrega para senhorita Romanoff.
Natasha revirou os olhos. Por que eu faço essas coisas comigo mesma? Será que não tenho amor próprio? Natasa pensava, enquanto recolhia as roupas de Theo e ouvia ele bater na porta nervosamente, porque ela não abria.
Quando Natasha abriu a porta, Theodore parecia irritado.
Theo: Chega de teatro, vamos ao que interessa.
Natasha jogou a roupa dele no corredor.
N: Vai.
Theo: Sério?
N: Não me ligue mais, está acabado.
Theo: O que?
N: Foi um erro.
Theo: Todas essas vezes? Natasha, eu ajo feito um idiota, mas eu comecei a ter sentimentos por você.
N: Então comece a não ter mais.
Natasha tentou fechar a porta, mas Theo empurrou a porta.
Theo: Olha, você só precisa me dar uma chance, nós somos bons na cama.
N: Não, você não é.
Theo: O que? Seus gemidos provam o contrário.
N: Toda mulher finge, você é péssimo na cama, de verdade.
Theo: E você é uma puta!
N: Eu sou, obrigada. Mas eu não sou sua. Adeus, Theodore.
Natasha finalmente fechou a porta e trancou.
Depois de meia hora, Natasha sabia que Theo já teria ido embora, ela já estava vestida e saiu do quarto.
Natasha foi até o quarto de Steve e ficou olhando para a porta, pensando no que fazer. Por que eu me sinto tão culpada? Eu não fiz nada de errado, ele tem namorada, nós não temos nada, eu só estava me divertindo. Ele parecia desapontado. Como eu poderia ter decepcionado ele? Natasha pensava e suspirava ao mesmo tempo.
Natasha bateu na porta e observou que as luzes do quarto estavam apagadas. Ele deve estar dormindo, mas eu preciso falar com ele. Natasha bateu na porta mais uma vez.
N: Steve? Você está aí?
Nenhuma resposta vinha de dentro do quarto.
N: Steve? Você está dormindo?
Natasha fechou os olhos e pressionou um lábio contra o outro, enquanto suspirava mais uma vez.
N: Eu não consigo dormir, eu queria conversar. Você está cansado? Eu sei que está me ouvindo.
Steve estava ouvindo, ele estava deitado na cama de barriga pra cima e olhos bem abertos e coração sangrando ainda.
N: Steve? Por favor...
Natasha estava implorando e isso não é de acontecer, a voz dela estava fraquejando e Steve pela primeira vez não se sentiu incomodado com isso. Depois da dor que ele sentiu essa noite, ela pode sofrer, ela pode chorar, ele não liga mais, ele não quer saber mais sobre ela.
N: Steve? Aquele cara...
Natasha iniciou a frase, mas não concluiu. Eu não tenho que dar explicações sobre a minha vida pra ele. Eu não tenho! Natasha pensou e finalmente voltou para o quarto.
Natasha se jogou na cama e franziu a testa, ela estava mais do que irritada agora.
O que ele veio fazer aqui no meu quarto tão tarde da noite? Eu sei, eu acho que sei o que ele queria... Eu sei. Mas não! Não. Ele não... Droga, por que estou me importando com isso? Eu só preciso ter em mente que não fiz nada de errado. Eu sou solteira, sou livre... Talvez ele tenha ficado chateado porque tinha um civil aqui dentro da base e isso é contra o protocolo, mas Tony vive fazendo isso.
Natasha virou na cama e se deitou de lado, ela mexeu o travesseiro para ficar confortável, mas estava parecendo pedra.
Como será amanhã? Normal, tem que ser normal, se ele vier falar qualquer coisa, eu vou dizer que ele tem que cuidar da vida dele, que da minha cuido eu. Que só porque somos amigos não quer dizer que ele tenha direito de me julgar.
Natasha se virou na cama para o outro lado.
Do que estou falando? Eu estou falando de Steve Rogers, ele não é de me julgar, ele não é, ele é gentil e carinhoso...
Natasha tornou a deitar de barriga pra cima, ela fechou os olhos apertados.
Ele é carinhoso demais. Ele é... Gentil demais, ele é um homem bom e cheio de honra. Aquele sorriso, maldito sorriso! Eu odeio aquele sorriso bobo que ele tem!
Natasha abriu os olhos e se sentou na cama.
Por que eu ainda estou pensando em Steve Rogers??? Eu preciso dormir.
Natasha tornou a se deitar na cama, e tudo que fez durante três horas foi pensar em Steve e pensar em como não pensar em Steve, até finalmente conseguir pegar no sono.
Na manhã seguinte, Natasha perdeu o café da manhã, pois dormirá demais, ela passou na cozinha para pegar uma maçã e caminhou até o centro de treinamento.
Já do corredor, Natasha observou Steve dentro do centro de treinamento, comando o treinamento de Wanda, Visão, Sam e Bucky Barnes.
Natasha mordeu a maçã e entrou dentro da sala, ela se aproximou de Steve que estava de pé, em frente ao computador de programação, digitando alguns comandos.
N: Bom dia.
Steve ouviu a voz de Natasha e moveu levemente o rosto na direção dela, mas não o suficiente para olhar ela nos olhos, ele movimentou a cabeça positivamente uma única vez, firme, para cumprimenta-la.
Natasha sentiu a frieza dele e franziu a testa. Ela estava confiante do discurso que daria à Steve, sobre não se sentir mal sobre o que ele viu noite passada, mas ela se sente ainda extremamente culpada e principalmente preocupada se perdeu a amizade de Steve. “Amizade”.
N: Eu... Eu me atrasei, mas eu posso programar isso pra você se quiser.
S: Você não precisa justificar atrasos pra mim, eu não sou seu chefe.
N: Eu sei, é que...
S: Eu vou ficar no treino corpo a corpo com Sam e Bucky. Wanda e Visão ficam sob seu treino nos simuladores.
Steve se moveu para longe de Natasha, em direção ao tatame e não olhou nos olhos dela em momento nenhum. Vocês sabem o que uma Katana faz? Então, foi como se uma Katana tivesse cortado o coração de Natasha ao meio.
Natasha pegou o headphone sobre o teclado e colocou na cabeça, ela ativou o microfone e avisou Wanda e Visão que iniciaria a simulação.
Durante a manhã, eles treinaram e revezaram entre as lutas corpo a corpo e os simuladores, mas Steve fez questão de não fazer nada que envolvesse trabalho em conjunto com Natasha.
No final do treino, quando estavam saindo do centro de treinamento, para tomarem banho e ir almoçar, eles se depararam com o Dr. Bruce Banner, na área de recepção.
S: Bruce?
Bruce se virou e deu um sorriso acanhado para Steve e os demais. Steve estendeu a mão e Bruce apertou para cumprimentar.
B: Steve, oi.
S: Já tem um tempo que não nos vemos, como está?
B: Bem, na medida do possível.
S: Nós sentimentos sua falta por aqui, já pensou em mudar de ideia e se juntar a nós?
Bruce ajeitou o óculos, de forma estranha e continuou a sorrir sem jeito.
B: Não, eu estou bem onde estou.
S: E onde você está?
B: Eu prefiro não dizer...
N: É o refúgio dele.
Natasha completou. Steve e Bruce a olharam, mas Natasha se sentiu como se tivesse se metido numa conversa que não era dela, não por Bruce, mas por Steve, que logo tratou de dar as costas e se afastar. Até Bruce ficou sem jeito.
B: Você e Steve... O que aconteceu?
Natasha ainda olhava para Steve, que subia as escadas acompanhado de Wanda, Visão e os demais que estavam no treino.
N: Eu não sei...
Natasha olhou para Bruce.
N: Eu acho que é mais alguma coisa que eu arruinei.
Natasha disse sem graça e claramente se referindo a ele.
B: Ah Natasha, você não devia falar assim. Você não arruinou nada, eu que não estava pronto e você não é pra mim.
N: Eu não sou pra ninguém.
B: Você é e eu acho que você sabe pra quem você é.
Natasha ficou alguns segundos olhando para Bruce e ela abaixou a cabeça. Ela não podia negar e Bruce havia ficado íntimo dela o suficiente para conhecer ela bem.
B: Não se preocupe, ele é pra você também.
Tony se aproximou de Bruce.
T: Vocês dois estão reatando ou o quê?
Bruce mexeu novamente no óculos e ficou corado.
B: Claro que não, só estávamos conversando.
N: Aonde vocês estão indo?
T: Missão só para quem tem PHD. Desculpe, mas você está limitada a missões de força bruta.
N: Fico feliz de saber disso.
T: Vamos, Banner, a Hill nos espera lá fora.
Tony e Bruce se retiraram e Natasha subiu para tomar banho. No corredor para o quarto, Natasha ouviu risadas, e identificou que era do Sam. Ela confirmou ao se aproximar dele no corredor.
Sam: Ah Natasha está aqui. Ótimo.
Natasha observou que Sam não estava sozinha, Bucky e Steve estavam com ele e Sam estava fazendo algum tipo de piada.
Sam: Aposto que Natasha terá uma melhor sugestão que a minha.
Natasha olhou brevemente para Steve, e ele que antes estava sorrindo descontraído, mudou a expressão para uma mais contida. Natasha ficou sem graça.
Sam: Nós estávamos pensando na fantasia de Halloween desse ano. N: Teremos uma?
Sam: Ah mas é claro, você conhece o Tony, ele dá as melhores festas de Halloween.
B: Sam sugeriu uma roupa de esqueleto para Steve.
Natasha olhou para Bucky e ele quase nunca dirige a palavra a ela, ainda mais porque Natasha deixa claro que não faz questão de ter qualquer tipo de amizade com ele. É claro que até esse momento, Natasha tinha passado por lavagem cerebral, ela não lembra do Bucky da época da KGB. Ela só o conhece por ser o homem que quase a matou e quase matou Steve por duas vezes, então ela tem o pé atrás com ele.
Sam: Eu sugeri porque você vive chamando ele de fóssil, então seria muito hilário. Ou você tem outra sugestão?
Natasha estava rindo de Sam e quando ele a perguntou sobre uma sugestão, ela olhou para Steve, que ainda evitava contato visual com ela. Como ela poderia brincar com ele agora, nesse clima chato e estranho rolando entre eles?
N: Eu não tenho.
Sam: Ah Natasha, qual é. Você é a melhor nisso. Tente.
N: Eu... Vou pensar a respeito. Com licença...
Natasha abaixou o olhar, ainda se sentindo deslocada, ela seguiu seu caminho para o quarto, enquanto Sam olhava pra ela e depois para Steve.
Sam: Ela está estranha.
S: Eu acho que não.
Sam: Ela nem quis ficar conversando com a gente.
S: Ela deve estar querendo um banho ou tem outras coisas pra fazer.
Sam: É...
S: Aliás, é o que nós devemos fazer. Vejo vocês no refeitório.
B: Ok.
Steve entrou no quarto e Sam e Bucky foram para os deles.
Depois que saiu do banho, Steve mandou mensagem para Martha perguntando se podiam se encontrar mais tarde. Martha disse que ela tem um encontro essa noite, mas que Steve podia passar lá na loja no dia seguinte.
Steve se juntou aos amigos no refeitório e quando Natasha apareceu, ela não se sentou junto de Steve e os meninos.
Sam: Ela está estranha.
B: Acho que é porque estou aqui.
Sam: Ela já se acostumou contigo, Bucky. Sempre come com a gente.
S: Se ela não quer estar com a gente, problema é dela. Não perdemos nada sem ela.
Sam e Bucky se silenciaram e olharam um para o outro.
Sam: Okay... Acho que já sabemos quem é o motivo dela estar afastada.
S: Sam!
Sam: O que?
S: Será que podemos comer ou falar de um assunto melhor?
Sam: É, sim. Claro.
Mas o clima ficou muito estranho para qualquer conversa. Sam e Bucky notaram como Steve está irritado e ele não é de ficar assim com ninguém, exceto Tony. Com Natasha ele se irrita, mas 10 segundos depois já está lá de olhares gentis e carinhosos pra ela, então era estranho ver ele assim.
Sam não sabia e nem precisava saber o motivo. Steve sendo o Steve, Natasha é a culpada e não há nenhuma dúvida sobre isso. E Sam se perguntava que merda Natasha teria feito pra deixar Steve assim. Foi algo forte, muito forte, só pode.
...
No dia seguinte, Steve e Martha se encontraram na cafeteria. Pela primeira vez, Steve não estava falando de Natasha, ele perguntou sobre o encontro de Martha e brincou dizendo que daria uma surra no cara se ele não a tratasse bem. Martha riu e conversou sobre diversos assuntos com Steve, até que no final da tarde, eles estavam rindo sobre qualquer piada que Martha fez e Steve ficou sério e olhando pra baixo, com um olhar vago.
M: Então?
Steve olhou para Martha.
M: O que ela fez?
Steve fez negativo com a cabeça e apoiou as mãos sobre a mesa.
S: Na noite da festa, eu fui até o quarto dela para dar o livro, como você tinha sugerido.
M: Ela odiou?
S: Não...
Steve fez negativo com a cabeça de novo.
S: Eu não entreguei. Um homem... Aquele cara que ela estava na festa.
M: Ele estava lá?
Steve concordou com a cabeça.
M: Vestido?
S: Só com uma toalha na cintura.
M: Droga!
S: É. Droga.
Steve olhou pra baixo novamente.
M: Poxa, Steve, eu sinto muito. Mesmo. Eu vi ciúme nos olhos dela naquela noite, eu não me enganei.
S: Eu acho que sim.
M: E como você reagiu no dia seguinte?
S: Eu mal falo com ela... Eu tenho evitado o máximo. Qualquer brincadeira, eu corto logo.
M: Steve...
S: Eu não quero mais.
M: Eu entendo sua dor perfeitamente e sua raiva, mas ela não é sua namorada. Você nunca disse como se sente pra ela... Entende? Ela é mulher, solteira... Ela pode se divertir... Ainda mais que você não tomou nenhuma atitude e ainda estava comigo naquela noite...
S: Eu sei disso! Eu sei!
Steve engrossou o tom da voz e Martha ergueu as sobrancelhas surpresa. Steve respirou fundo e tratou de se acalmar.
S: Eu sei...
Steve disse num tom bem mais calmo.
S: É que... É difícil, muito difícil. Eu sei que ela pode fazer o que quiser, com quem quiser. Eu estou mais com raiva de mim, de ser burro e lerdo. Eu só quero deixar de sentir o que eu sinto.
M: Se afastando dela?
S: Há outro jeito?
M: Eu acho que não. Mas... Você não devia trata-la mal, você devia ser sincero e explicar porque está se afastando, afinal de contas vocês são amigos de longa data e magoa perder um amigo desse jeito, sem mais nem menos, sem alguma explicação.
Steve apenas fez positivo com a cabeça.
S: Mas eu preciso de um tempo.
M: Claro.
S: Eu só quero ter isso certo na minha cabeça e daí eu vou conversar com ela.
M: Acha que ela vai entender?
S: Sim. Ela irá.
M: Você precisa dizer a verdade de como se sente.
S: Não será necessário.
M: Por que?
S: Porque até eu procurar ela pra conversar, já vou ter tirado ela da cabeça.
M: Mas não do seu coração. Não é assim que funciona.
S: Eu sou bom em guardar as coisas pra mim, tenho feito isso minha vida toda. Não será um problema.
M: Oh Steve, você vai sofrer.
S: Menos do que agora.
Steve se levantou e tirou a carteira do bolso de trás da calça.
M: Não precisa, é por conta da casa.
S: Eu faço questão. Senão seu pai te põe pra trabalhar mais.
Martha sorriu e recebeu o dinheiro de Steve.
M: Vou pegar seu troco.
S: Não, fica de gorjeta.
M: Agora está sendo bom demais.
Steve sorriu e caminhou pra fora da loja, quando ele estava prestes a alcançar a moto dele, Martha o gritou da porta da loja.
M: Steve! Espera!
Martha correu até Steve.
S: Eu não vou aceitar o troco de volta.
M: Não é isso.
Martha sorriu e depois ficou séria.
M: Eu tenho que te dizer uma coisa.
S: O que?
M: Eu vou me mudar hoje.
S: Se mudar? Pra que bairro?
Martha olhou para Steve e sorriu.
S: Qual cidade? Estado?
Martha fez negativo com a cabeça.
M: China...
S: China? Por que?
M: Negócios... Meu pai... Vê, ele é assim, vê uma oportunidade e corre atrás e ele é bom em fazer dinheiro, mas ele está ficando velho e tenho que garantir que ele não faça nenhuma besteira.
S: Martha! Você só me diz isso agora? Quando ficou sabendo?
M: Já tem um tempo, eu só não esperava me apegar a você assim. Você sabe, eu considero você um amigo. Eu gosto de passar tempo com você.
S: Eu também. Eu sentirei sua falta.
Martha abraçou Steve e ele a abraçou de volta.
M: Eu odeio despedidas.
S: Estou contente por estar tendo uma, geralmente as coisas são arrancadas de mim, sem aviso prévio.
Martha abraçou Steve mais forte e antes de soltá-lo, ela segurou o rosto dele e deu um selinho demorado nos lábios dele.
M: Você é um homem maravilhoso, Rogers. Mais um pouco e eu me apaixonaria por você.
Steve recebeu o beijo de surpresa, mas com carinho, ele não a rejeitou, ele acariciou o rosto dela.
S: Faça uma boa viagem, e espero vê-la de novo algum dia.
Martha concordou com a cabeça e se afastou para Steve montar na moto.
M: Diga a ela! Diga como se sente!
Steve não respondeu, colocou o capacete e foi embora.
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