Before And After
1 Único-
Notas iniciais
Aviso: Totalmente gay e melosa, então se não gosta não leia ok?
Reita’s pov
Por que não nos encontramos antes?
Essa pergunta ecoava na minha cabeça com mais freqüência que o normal. E por mais que eu tentasse encontrar uma razão lógica para me fazer sempre essa mesma pergunta, a única resposta a qual chegava era simplesmente que eu o amava.
Não havia mais motivos para tentar negar, meu coração já tinha sido completamente tomado por sua presença.
Naquele dia que me dei conta do que sentia, de todo o amor que nesse tempo já fez pouco mais de quatro meses, eu tanto relutei em admitir. Minha situação não era das melhores, magoando pessoas que realmente gostavam de mim por mera empolgação, me enrolando mais e mais em situações que depois eu já não fazia mais idéia de como sair, tentando ao máximo não destruir nada pelo caminho. Estava completamente perdido. E então, você apareceu.
Não foi num passe de mágicas e muito menos amor a primeira vista, afinal, não acredito que um sentimento tão bonito consiga se formar assim por tão pouco. Nos conhecemos, dissemos “oi” e pouco nos falamos no começo, até aquele dia. Resolvemos sair, apenas para conversar e matar a curiosidade, se é que pode ser chamado desse jeito. Mas seria a melhor palavra para definir nossa aproximação mutua, nada mais, nada menos que isso. As pequenas provocações, os sorrisos maliciosos, as mãos atrevidas, simples brincadeira sem compromisso de nós dois. E quando finalmente matamos essa curiosidade, pensei que acabaria ali, não tinha intenção nenhuma de levar aquilo adiante, mas não foi o que aconteceu, não estava em meus planos.
Ficamos amigos, nos encontrávamos com freqüência, e esses encontros geralmente acabavam na cama, ou em qualquer lugar que fosse possível naquele momento. E como era bom, ou melhor, como ainda é. Mas também nós conhecemos melhor, descobrimos manias, defeitos e inúmeras qualidades um do outro. Você que sempre me pareceu tão pervertido e calmo de certa forma no começo, se irritava e emburrava, xingava e minha vontade era apertar você com força em meus braços e dizer o quão fofo era assim. Vontade essa nova em mim mesmo, que me fazia corar quando você percebia meu sorriso bobo em sua direção, já não me reconhecia mais perto de você, era estranho, novo. Então você sorria, não aquele sorriso malicioso e cheio de segundas intenções que sempre me excitava, mas um sorriso terno, meigo e eu perdia o chão. E a partir dali eu me toquei. Mas não podia aceitar, não, ou melhor, não queria aceitar.
Primeiro sintoma de um viciado: Negação.
Sim, você era meu vício, minha droga mais pesada, que me levava ao êxtase completo e que quando o efeito passava e eu não tinha mais você comigo, a sensação de vazio dominava e minha cabeça só tinha você. Todo o dia procurava por você, já havia se tornado minha obsessão, e quando o via com outro sentia o ciúme me controlar de uma forma que eu não sabia explicar. Ver seu corpo marcado por outro que não fosse eu me doía mais que qualquer outra coisa, e minha vontade muitas vezes era te ferir, com marcas ainda mais visíveis que aquelas, sobrepujar você a todas as minhas vontades, te prender para sempre comigo. E quando finalmente estava com você, chagava a ser violento, forte, bruto, intenso, queria ouvir seus gritos só para mim, queria ouvir seus gemidos de prazer e ver seu rosto contorcido pelo ápice do momento, porque eu sabia que era assim que você gostava. Enquanto isso suas unhas faziam questão de rasgar minhas costas, em meio aos seus gemidos roucos que diziam que eu era só seu e de mais ninguém. E eu adorava aquilo, mesmo que a dor nunca tenha sido um dos meus fetiches e também sabendo que conseqüentemente, vestir uma roupa depois ou mesmo me deitar seria difícil, me sentia feliz por saber que eu não era o único possessivo ali.
Com você me sentia completo.
A cada dia, esse sentimento crescia em mim com cada vez mais força. As pessoas com quem antes eu ficava já não me interessavam tanto, as cantadas baratas já não saiam com freqüência da minha boca, e até os meus costumeiros pensamentos nada castos sobre tudo não vinham tanto a minha mente. Pessoas próximas a mim estranhavam minha ‘mudança’, chegavam a perguntar se eu estava com algum problema. Mas não havia problema, desde que você estivesse comigo.
Mas com o tempo, a convivência e principalmente com amor, a insegurança também aumentava. Não sabia exatamente explicar, não era algo fácil. Os problemas pareciam me perseguir de uma forma distorcida, e já não sabia mais o que fazer. Sua situação não era muito diferente da minha, e quando o vi chorando a primeira vez pareceu mais uma tortura para mim. Meus problemas já não pareciam tão grandes, as dúvidas menores ainda, só o que eu queria era arrancar toda aquela dor que você estava sentindo, faria tudo que estivesse ao meu alcance para isso. E o pior era saber que o motivo de toda sua dor era outro, que eu jamais poderia fazer nada sobre isso, já que não poderia substituir o lugar dele no seu coração. Mas se fosse para vê-lo feliz, faria de tudo para trazê-lo de volta para você. O que pude fazer foi apenas ficar ao seu lado.
E novamente as dúvidas invadiam minha mente, não conseguia mais lidar com isso. Estar sempre ao seu lado, e mesmo assim me sentindo tão distante. A cada dia que passava me sentia mais fraco. Tentei inúmeras vezes me desapegar, me livrar dessa agonia, e quanto mais tentava, mais via o quão já havia se tornado impossível tal ação.
Procurei me prender a outros relacionamentos, mas no final era você que eu queria comigo. Cheguei a certos momentos a sentir raiva por sua simples presença me atormentar tanto, mesmo sabendo que não era sua culpa... Não. Era sua culpa sim, não tinha como não ser. Mas era apenas olhar em seus olhos que qualquer resquício mínimo de algum sentimento ruim sumia num instante. Não conseguia mais negar, apenas me deixava levar e que o destino estivesse do meu lado.
Destino.
Nunca acreditei nisso, mas parecia tão oportuno, você surgir na minha vida quando eu mais precisava de um apoio. Não que meus amigos, minha família não me apoiasse, não era isso, mas sentia falta de algo que nenhum deles parecia ser capaz de me dar, e isso só encontrei ao seu lado. Não pensava em me declarar, pela primeira vez de fato senti medo de simplesmente não ser correspondido e saber que jamais você seria somente meu. Ouvia suas histórias, de como o amor já o magoou tanto, de como você sofria por aqueles que simplesmente não aceitavam a forma como você os amava. E por tudo nesse mundo, eu daria qualquer coisa para ser algum deles nessas horas e os amaldiçoava por lhe fazerem sofrer. Então você pedia para eu nunca te deixar, chegava a sentir vontade de rir, tamanha a ironia, pois jamais faria isso, independente de me pedires isso ou não. Nessas horas nos perdíamos novamente um nos braços do outro, no meu caso, sabendo exatamente o porquê, e sempre tentando encontrar uma razão em seus olhos também. Perguntava o que o fazia ficar comigo, o porquê de tudo aquilo, e você me dizia que havia se viciado em mim, e uma enorme sensação de satisfação tomava conta do meu corpo. Ouvir daquela boca que eu tanto desejava, que só eu o fazia sentir daquela forma, que só eu o fazia enlouquecer com simples toques, que eu, e apenas eu o tomava de uma forma que nenhum outro o havia tomado antes. E mesmo que seu interesse por mim fosse apenas sexual, não me importava, mesmo que soubesse que não era inteiramente meu, não queria pensar nisso, porque eu sabia, que dentro daquele quarto, você era sim meu, unicamente meu.
Posse.
Meu pequeno, meu chibi, meu Ruki, meu Takanori... Meu amor...
Sentia-me extremamente possessivo, chamava-o de meu apenas para tentar me convencer de uma falsa mentira para aliviar minha angustia. Por que quando você ia embora, quando eu via que já não o tinha mais em meus braços, eu percebia que você a mim não pertencia, e como eu gostaria de mudar isso. Muitas vezes desejei escrever meu nome em seu corpo, como se para mostrar a todos que você tinha dono. Mas você não era uma animal ou algo do tipo, e eu não teria nenhum poder sobre sua alma para acorrentá-lo a mim. Em contrapartida, minha alma a muito já havia se tornado sua. Entretanto, não agüentava mais aquilo, ansiava por poder tê-lo só pra mim e mesmo com todo esse desejo contido, pensei em desistir, até aquele dia...
Incrédulo.
Era a única palavra para definir como eu me sentia, quando pela primeira vez eu ouvi da sua boca “Estou apaixonado por você”. Minha vontade era rir descontroladamente, gritar feito um louco, algo do tipo, mas você provavelmente me acharia louco, ou interpretaria errado minha euforia. Então minha única reação foi não ter reação. Simplesmente fiquei parado o encarando, ouvindo seus pedidos de desculpas por ter falado demais, seu rosto corado e seus olhos desviando dos meus. Sinceramente, não sei como não apenas o agarrei àquela hora, como não só o joguei contra a parede e o amei como sempre fazia, algo ainda mais novo surgiu em mim e eu apenas o respondi calmo “Também estou apaixonado por você Ruki, eu te amo”. Sua reação não parecia muito diferente da minha, sua cara de incredibilidade, seus olhos um tanto arregalados pelo meu ‘comentário’, e acima de tudo, o sorriso perfeito que se seguiu aquilo. Eu poderia morrer naquele instante só por vê-lo sorrir assim. Então você me abraçou, tão forte, tão necessitado daquilo, e eu o acolhi como se mais nada importasse, o que de fato era verdade. Por que para mim, mas nada importava, a não ser você.
Amor.
É só isso que consigo sentir quando estou com você, nada mais e nada menos que isso. Você me salvou quando eu mais precisei, você me apoiou nos momentos mais complicados.
Eu realmente não sei como definir e muito menos agradecer por você ter aparecido na minha vida meu pequeno. Só o que eu posso dizer é que sejam, quatro meses ou quatro anos, eu quero ficar com você para sempre.
Aishiteiru Ruki.
Notas finais
Agradecimentos à Sohee, meu bebê uke Que leu, e disse que gostou... Porque é será? À Bru, já que sem você nada disso existiria e à Sukii, meu ‘mano’ ever.
Kissus ;*
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