Been Here All Along

22 21. Contando Toda a Verdade


Notas iniciais
Como presente de atrasado de um dia para nós Twilighters, por está comemorando uma ano do fim e recomeço da nossa amada saga, presentei-o a vocês com um capitulo fresquinho de BHAA E ai gente, demorei né? Mas como tinha relatado no aviso estou com esse capitulo a muito tempo, e tipo, talvez esse seja o penúltimo. O próximo não terá previa, tenho muitos assuntos do colégio para resolver, sabe como é final de ano chegando, provas, relatórios, mais provas rsrsrsr Espero que curtam o capitulo, demorei, mas fiz com muito carinho para vocês, agradeço a todas que esperaram, com suas paciências infinitas, desculpa mais uma vez. E reforçando, sem previa para o próximo. Mas quem sabe em janeiro, quando tiver meus tão sonhados 15 dias de férias. Ai minhas queridas leitoras, não sei se gostam de jogos vorazes, mas me atrevo a perguntar? Quem assistiu Em Chamas? Gostaram? Pois eu simplesmente amei

Por que aquela mulher ficava dizendo que a senhora não é a minha mamãe? É mentira dela, não é?
E chegava a hora da conversa, não era como tínhamos planejado, mas precisava ser esclarecida.

Pov. Bella

Como demorei a responder ela perguntou novamente.

–Mamãe o que aquela mulher falou é verdade?

–Meu bem, vamos para casa que lá explico para você.

–Está bem mamãe. Beijei seu rostinho rosado, passando-a para Edward. Que mesmo com o ombro machucado, não se importou com seu peso, a bala tinha feito apenas um pequeno corte, e como ele não queria ir ao médico, trataria em casa. Só concordei porque vi que não era grave.

Edward a pegou no colo, enquanto meus pensamentos ferviam de perguntas e respostas que teria que responder. Como eu iria explicar? Não faço a mínima idéia, mas terei que ter calma, ou magoarei meu bem mais precioso.

O percurso estava totalmente silencioso. Nicole adormeceu em sua cadeirinha, ressonando tranquilamente. Edward, que estava ao meu lado no volante, confortava-me segurando uma de minhas mãos.

–Você está bem?

–Sim.

–Tem certeza sobre isso? Acha que é necessário revelar a ela tudo sobre nossa história.

–Não podemos esperar mais. Nicole está crescendo, e com isso surgirá às curiosidades. Um dia poderá ate perguntar o porquê de eu não ter nenhuma foto minha com ela em meu ventre. Então, sim, acho mais que necessário.

–Está com medo?

–Não sabe o quanto, mas o que mais temo. É que ela me renegue como mãe, isso não aguentarei.

–Isso não irá acontecer. Ela te ama, independente se nasceu ou não de você. Nicole é uma menina de ouro, e a criamos muito bem, para entender o que aconteceu. Tenho certeza. Estreitou mais o aperto em minha mão, dando uma breve olhada em meu rosto, e voltando a estrada.

–Eu queria ter essa certeza. Sussurrei, encostando minha cabeça no assento do carro. Fechei os olhos, ainda demoraria um pouco para chegar a nossa casa. Pensamentos invadiram minha mente, lembrei-me do primeiro dia que peguei Nicole em meus braços, a situação não era lá uma das mais confortáveis, pois qual é a doida que chega na casa dos outros com um taco de beisebol, essa não era eu, mas não vem ao caso. E quando ela parou seu choro estridente e me olhou com aqueles belos olhos esmeraldas e olhei em seu rostinho vermelho pelo choro, foi como se meu mundo estivesse em minhas mãos, onde um instinto de proteção se alojou em meu coração, fazendo amá-la instantaneamente.

Senti a respiração de Edward próxima a minha, abri meus olhos, encontrando seu rosto próximo ao meu.

–Estava tão calada que pensei que estivesse dormindo. Explicou o motivo de sua aproximação.

–Não, apenas pensando mesmo.

–Em que?

–Nicole, e no primeiro dia que a peguei em meus braços.

–Lembro-me bem desse dia, e como. Soltou uma gostosa e sonora gargalhada, mas isso fez com que Nick acordasse.

–Já chegamos? Coçou os olhos, abrindo-os lentamente, tentando se acostumar com a claridade da luz do carro.

–Sim. Respondi, ajudando-a tirar o cinto. Você precisa de um banho e comida.

–Mas estou limpa mamãe. Nicole nunca mudaria em relação a banhos, odiava tomar, mas quando entrava na água era uma guerra sair.

–Deixa de ser porquinha. Ou quer que os bichinhos fiquem alojados em seu corpo? Edward a pegou de surpresa, com ela dando um gritinho de surpresa.

–Eu não sou porquinha. Reclamou, tentando se livrar de seus braços. Não é mamãe?
–Sim querida. Você é a menina mais cheirosa existente.

–Está vendo papai. Sou a mais cheirosa. Gabou-se bagunçando seus cabelos. Edward a cheirou, fazendo uma careta.

–Cheirosa? Só se for a gambá.

–Mas papai gambá fede.

–Por isso mesmo. Meu gambazinho está fedendo e precisa de um banho. Ou irei morrer com seu fedor. Torceu o nariz dramaticamente.

–Mamãe! Manda o papai parar, eu não tou fedendo. Reclamou se cheirando. Ri de sua cara emburrada.
–Seu pai está apenas brincando querida. Não é Edward?

–Não mesmo. Ela fede Bella. Edward parecia criança quando irritava Nicole.

–Oh mãe!

–Chega Edward. Você é pior que criança. Vamos entrar antes que bote os dois de castigo.

Fui à frente, mas dava para ouvir o que eles falavam.

–Viu papai temos que obedecer a mamãe, ou ela vai nos botar de castigo.

–Ela não me bota de castigo

–Bota sim. Eu já vi.

–Como assim você viu? Perguntou assustado.

–Eu tava passando pela cozinha. Quando ouvi a mamãe dizer: Edwad fica quieto, ou ficará de castigo, e sem o que gosta por um mês. Oh Deus! Não acredito que minha filha tinha ouvido isso. Papai o que é isso que o senhor tanto gosta? — Perguntou inocentemente.

–Nada meu bem.

–Tá bom então. Sorte nossa que ela não era tão insistente

Abri a porta, dando passagem para os dois entrarem.

–Direto para o banho moçinha, daqui a pouco subo para lhe ajudar.

–Mas mamãe?

–Nada de mais, vamos, pro banho! Dei uma tapinha em seu bumbum, enquanto ela subia correndo a escada. Sem correr!

Virei-me para Edward indo conferir seu ombro.

–Eu não acredito que ela ouviu aquela nossa conversa na cozinha. Falou pensativo. Indo para o sofá, fiquei de frente para ele, sentando-me no centro.

–Nem eu. Sorte que não foi nada demais. E esse seu ombro como está? Abri os botões de sua camisa, para tirá-la.

–Se quer meu corpo nu é só falar. Zombou

–Engraçadinho. Fiz uma careta para o sangue congelado. Isso precisa de curativo, tem certeza que não quer ir ao hospital?

–Sim... Não preciso de enfermeira quando tenho minha esposinha dedicada para cuidar de mim.
–Está muito engraçadinho o senhor hoje.

–Isso significa felicidade. E é o que sinto agora, sabendo que Nicole está bem, e conosco.

–Eu sei... Falando nela vou lá olhar a bagunça que provavelmente está fazendo. E você vá tomar um banho, e quando sair, farei um curativo.

–Sim Senhora! Bateu continência. Ainda sentado.

Subi, indo para o quarto de Nicole, que ainda estava no banho cantarolando uma música.
–Filha já está na hora de sair.

Chamei sua atenção para mim, já que a mesma pulava e cantava aos gritos.

–Só mais um pouquinho mãe? Apareceu na porta do Box, ofegante.

–Ok! O tempo que acho alguma roupa para você.

–Te amo! Exclamou mandando um beijo, e voltando para o chuveiro.

Escolhi um pijama lilás com flores brancas. Deixei em cima da cama, e fui pegar a toalha para minha pequena bagunceira. Ela já tinha desligado o chuveiro, e esperava na porta.

–Vem cá. Passei a toalha por todo seu corpinho, enxugando-a com delicadeza. Nicole já era totalmente independente de mim, mas eu ainda tinha com ela o mesmo cuidado de quando bebê.

–Mamãe a senhora ainda vai responder aquela pergunta? E eu pensando que ela tinha esquecido.

–Claro que sim. Apoiou-se em mim, enquanto eu a ajudava vestir a calça do pijama, pois a noite estava fria.

–Agora?

–Daqui a pouco, seu pai precisa está presente. Respondi indo pegar sua escova para pentear os longos cabelos loiros.

–Por quê? Seus olhos eram de pura curiosidade.

–Oh menina curiosa! Ri apertando suas bochechas. Seu pai faz parte dessa história, então ele precisa está presente, entendeu?

Balançou a cabeça em consentimento.

–Essa é minha garota. Agora vamos que ainda tenho que fazer o curativo em seu pai. E você precisa comer.
Passamos no meu quarto, e Edward já estava na cama. Ao seu lado estavam alguns sanduíches e suco de laranja. Estava tomado banho, seus cabelos ainda estavam úmidos.

–Oi papai. Nicole falou, subindo a cama com facilidade.

–Agora sim meu gambazinho está cheiroso. Cheirou seus cabelos enquanto ela sentava no meio de suas pernas. Pegando um sanduíche. Era tão bom vê-los juntos. Olhei para o ombro de Edward, que já estava com um curativo.

–Fez o curativo? Olhou para mim assentindo.

–Sim. Aproveitei que a maleta estava no banho, e lhe poupei mais uma tarefa. Piscou. Apenas balancei a cabeça rindo.

–Quem irá tomar banho agora sou eu. Volto já. Nada de bagunça. Estão ouvindo? Eles assentiram de boca cheia, para logo em seguida, voltar prestar atenção no desenho que passava na tevê.

Meu banho foi um pouco demorado. Estava tensa, e nada que uma água morna resolva, para desatar os nós de tensões alojados em meu corpo. Vesti um baby-doll vermelho de seda, indo de volta para o quarto. Nicole já estava aconchegada no peitoral de Edward, mas mantinha-se bem desperta. Estava tão entretida no desenho que nem me viu chegar.

Sentei-me na cama, ao lado dos dois em silêncio. Comi um dos sanduíches que sobravam e um copo de suco, não estava com tanta fome. Quando terminei, encontrei dois pares de esmeraldas me encarando.
– O que foi? Perguntei envergonhada.

–Mamãe não é linda papai? Olhou para o pai, esperando o consentimento.

–Sim, muito linda querida. Falou, dando uma piscadela, fazendo com que minhas bochechas esquentassem.
–Ok! Parem que estão me deixando envergonhada. Escondi o rosto entre as mãos, fazendo-os gargalhar.
–Xii! Mamãe ficou vermelha. Botou as mãozinhas na boca, rindo graciosamente.

–Não estou não. Agora vem cá. Que mamãe precisa te contar uma coisa. Chamei-a pegando em meus braços, como podia. Já que daqui alguns meses não poderia mais pegá-la no colo, há não ser que fosse sentada.

–É aquela historinha?

–Sim. Mas antes eu quero que saiba, que mamãe a ama muito, e isso não muda nada entre nós três, quer dizer, só se quiseres.

–Mamãe não estou entendendo.

–Calma que irá entender. Sua professora já falou como os bebês chegam para seus pais?

–Sim. Ela disse que o papai tem uma sementinha e coloca na barriga da mamãe.

–Exatamente. Mas meu anjo, não só existe esse jeito de um bebê chegar.

–Não? Olhou-me assustada. Edward apenas ouvia calado.

–Não. Algumas pessoas escolhem uma criança, a qual deseja amá-la como sua. A única diferença é que ela não nasce da barriga da mamãe. Mas sim de outra, que não pode criar. Entendeu?

–Sim. Mas porque a senhora ta me contando isso?

Respirei fundo antes de responder. Peguei seu rosto entre minhas mãos, olhando diretamente em seus olhos.

–Porque eu escolhi você para ser minha filha, meu anjo. Meu coração escolheu você para amar como
minha. Lágrimas corriam por meus olhos era difícil explicar de uma forma de não magoasse a uma menina tão pequena.

–Quer dizer que eu não nasci da barriga da senhora? Perguntou tristemente.

–Não. Mas isso não muda nada, pois te amo como tivesse nascido de meu ventre.

–Então aquela mulher estava falando a verdade sobre a senhora não ser minha mamãe?

–É claro que sou a sua mamãe, Nicole. Nunca mais repita isso.

–Então porque eu não nasci da sua barriga?

–Quando eu conheci seu pai. Você já era um pequeno bebezinho. Sua mamãe, ela não pode cuidar de você, pois tem mulheres que nasce com o dom de cuidar de um anjinho, como você. E ela não nasceu com ele. Sendo assim ela preferiu partir, deixando seu pai com você.

–E como vocês se conheceram?

–Através de você. Eu tinha acabado de me mudar, em certa noite, ouvi um choro estridente de um bebê, e quando cheguei à porta da antiga casa de seu pai, vi que o barulho aparecia de lá. Toquei a campainha, quando encontrei você chorando a plenos pulmões nos braços de seu pai peguei-a e apaixonei-me por você desde o primeiro momento, onde que de repente, seu choro cessou. E foi a partir desse dia, que comecei a te ver como minha filha de coração. Edward tinha um pequeno sorriso nos lábios como se estivesse lembrando-se desse dia, claro que omiti a parte do taco de beisebol.

–Então quer dizer que você é minha mamãe?

–Claro que sou.

–Mas mesmo assim, você continua me amando? Perguntou temerosa, agarrando-se mais em mim.

–Mais do que minha própria vida. Beijei seus cabelos com cheirinho de camomila.

–E se vim outro bebê, seu e do papai, você ainda vai continuar me amando?

–Por que está perguntando isso?

–Aquela mulher disse que quando vocês dois tivessem outro bebê, não me amaria mais. Ela chorava como se lembrasse dos momentos passados. Vadia desgraçada, como tinha raiva daquela mulher, nem morta, deixava de perturbar.

–Ela estava mentindo meu bem. Sua mãe e eu nunca deixaremos de te amar, mesmo vindo vários irmãozinhos ou irmãzinhas para você. Nosso coração sempre caberá mais um. Edward se aproximou limpando suas lágrimas.

–É verdade mamãe?

–Claro que sim. — Estreitei meus braços ao seu redor E isso que seu pai está falando é tão verdade, que mamãe está grávida, e meus sentimentos por você não mudaram nada, só aumentaram de tamanho. Joguei logo a bomba, antes que a coragem me faltasse. Olhei para Edward, que se mantinha assustado, com os olhos em orbitas prontos para saírem de seu lugar.

–Você está grávida? Perguntou espantado.

–Sim.

–Quando descobriu?

–Alguns dias atrás. Parabéns papai. Eu não queria ter dado essa noticia desse jeito, mas foi necessário.

–Oh meu Deus! Estranhei o fato de Nicole permanecer calada.

–Filha? Ela olhou para mim. Você não gostou da noticia?

–Gostei. Mas eu tenho medo.

–Medo de que?

–De me abandonar. Vai que a senhora se canse de mim, e só queira o bebê. Nicole tinha uma mente tão adulta para sua idade. Se não comprovasse na sua certidão, seus seis anos de idade, eu duvidaria.

–Jamais isso irá acontecer pequena, nunca pense nisso. Eu te amo mais que tudo.

–Eu também mamãe.

–E olhe pelo lado bom. Você será a melhor irmã mais velha, e irá protegê-lo de tudo.

–Eu vou? Questionou confusa.

–Sim. Ri acariciando seu rosto. Mas o que ela fez em seguida me emocionou. Nicole saiu do meu colo, para apoiar a cabecinha em minha barriga.

–Viu maninho e maninha. Irei ser a melhor irmã mais velha do mundo. Levantou a camisa, dando um beijinho em meu ventre. Amo vocês! Oh Deus! Isso era apenas o que faltava para me debulhar em lágrimas. Porque ela tinha que ser tão adorável.

–Como você sabe que é uma menina e um menino? Com o meu choro excessivo, causado pelos hormônios, nem tinha percebido isso, mas pelo jeito, Edward não deixou escapar.

–Eu sei que será papai. Vocês vão ver. Abriu um lindo sorriso, sentando-se. O pior já tinha passado, restava-nos apenas curtir o momento. Amo vocês, mamãe e papai!

–Nós também amamos você, minha pequena.

–Sempre.

[...]

Nicole tinha acertado sobre os sexos dos bebês, era um menino e uma menina, que se chamariam: Benjamin e Maggie. Nomes simples e ao mesmo tempo distintos. Eles eram gêmeos bi vitelinos, ou seja, diferentes um do outro. Quando descobrimos os sexos, Edward chorou como um bebê. Nicole, claro, ficou se gabando por ter acertado.

Edward redobrou seus cuidados comigo, mal me deixava subir uma escada, por ele seria necessário que eu fosse carregada, mas sempre dizia que estava grávida, e não doente. Nicole ainda não tinha tido suas crises de ciúmes, pelo contrario, ajuda-me e entendia quando não podia brincar ou fazer algo que ela queria imediatamente. Sem falar, que depois da conversa, tornamo-nos mais ligadas, se é que é possível. Minha barriga já pesava, segundo a minha obstetra, eles eram saudáveis, e isso era o que importava.

Semanas anteriores, tomei uma decisão, que jamais pensei concluir. A de ir visitar o túmulo de meu primeiro bebê, meu Davi, que foi levado de mim ainda sendo tão pequenino. Edward, no primeiro instante, ficou balanceado, pois tinha medo de que essa visita induzisse o parto dos gêmeos, mas bati o pé, até que ele concordasse, eu não iria negar isso ao meu bebê, precisava compartilhar minha felicidade com ele. Ou me sentiria como se o esquecesse depois que encontrei e formei uma nova família, Davi foi o inicio do meu crescimento forçado, por ele enfrentei traumas, para que viesse ao mundo, mas Deus preferiu assim, deixá-lo como um anjo, para proteger a todos na terra.

Iríamos embarcar hoje, chegaríamos na parte da madrugada. Passaríamos os dias na casa de meus pais, mamãe também ficou preocupada com minha decisão, mas entendeu sem objeções.

Minha vida estava tão perfeita, que quase me esqueço da causadora de tanta desgraça, Irina Denali, que depois daquele dia trágico, teve seu enterro. Edward não queria ir, mas o forcei a isso. Teria que ter certeza que aquele monstro estava morto sei que é pecado desejar a morte até de seu pior inimigo, mas a dela, bem; foi um alivio em nossa vidas. No dia, possuía pouquíssimas pessoas de sua família, e de fora apenas eu, Edward, Rose e Emmett, sim, os dois também foram. E as crianças ficaram com Jasper e Alice. Imagino o trabalho que deu cuidar de seis crianças, se uma já ficava a ponto de arrancar nossos cabelos, todos juntos era a preparação para o hospício. Não que meus sobrinhos e minha filha não fossem educados, mas criança unida, a bagunça é certa.

– Edward vamos ou iremos perder o avião! Nunca vi homem para demorar tanto no banho. Nicole já estava pronta sentada ao meu lado, assistindo tevê, enquanto fazia cafuné em seus cabelos.

–Calma mulher já estou indo.

Ri de sua resposta, achava adorável quando me chamava assim, ficava meio que homens das cavernas. Alguns podem achar até loucura, mas amava isso nele.

Edward saiu minutos depois do banho, com uma tolha enrolada na cintura. Nicole já dormia apoiada a mim.

E eu, bem, não conseguia tirar os olhos de seu corpo, e as malditas gotinhas que escorriam pelo mesmo, fazendo-me ter pensamentos nada puros.

–Dá pra parar de me secar. Sinto-me como uma roupa em vitrine. Murmurou com ar de deboche, indo para o closet.

–Desculpa se admirar o marido é proibido. — No momento que falei, saiu vestido em uma calça jeans, mas ainda permanecia sem camisa.

–Eu sei que sou gostoso, pode admirar. Já estou acostumado com isso.

Levantei-me da cama, ajeitando minha menina na cama e fui a sua direção.

–Como é senhor Cullen? Quem são as vadias que andam secando meu homem. Frisei na palavra meu, olhando em seus olhos de forma ameaçadora. Claro que ele sabia que era só uma brincadeira, mas nos divertíamos com isso

–Com ciúmes Isabella? Rodeou minha cintura com seus braços fortes. Estreitando-os da forma que podia, pois minha barriga não permitia que nos uníssemos por completo.

–Não fuga da pergunta. Enlacei seus cabelos, puxando-os.

–Você sabe que estou brincando. As outras podem até olhar, mas só você que tem o conteúdo completo, meu bem. Sussurrou em meu ouvido, fazendo-me estremecer, onde por lá deixou um beijo, indo até em direção a minha boca. Nossos lábios de encontraram de forma apaixonada, mas ao mesmo tempo selvagem. Na medida certa. O calor já subia por meu corpo, mas fomos interrompidos por um chute entre nós dois.

Nem nasceram e já querem a mamãe só para vocês. Acariciou o local com carinho, rindo.

–Minhas crianças são ciumentas, fazer o que. Botei a minha mãe em cima da sua. Quando ouvimos uma voz de sinos me chamando.

–Mamãe...

Olhei para cama vendo Nicole sentar abruptamente na cama, varrendo com seus olhos pelo quarto, a minha procura.

–Estou aqui meu bem.

Edward se aproximou do meu ouvido, e sussurrou.

–Vai lá cuidar de sua criança ciumenta. Já sei que perdi meu posto. Sua voz continha uma falsa decepção.
–Pensei que tinha me deixado, tive um pesadelo. Estava um pouco tristonha e assustada. Sentei ao seu lado, puxando-a para meus braços.

–Como foi o sonho?

–A senhora me abandonava junto com o papai, levando meus irmãozinhos também. E eu ficava sozinha aqui. Nicole desde o dia do sequestro tinha pesadelos em relação a isso. No começo eram frequentes, quase que todas as noites. Tinha cessado, mas uma vez ou outra, voltava para atormentá-la.

–Oh meu bebê nunca iremos te abandonar. Você sabe disso, eu e seu pai te amamos demais.

–Eu sei mamãe, mas o sonho foi tão real que fiquei com medo.

–Não precisa ter. Seu pai e eu jamais faríamos algo assim. Meu anjo, você é nossa princesa, seus irmãos virá, mas nunca tomará esse posto. Esqueceremo-nos de você, nunca. Abracei apertado beijando seu rosto molhado.

–Agora que tal minha menina tirar essa carinha triste, e irmos para o aeroporto. Ou não quer visitar seus avôs. Edward falou pegando-a no colo sem dificuldade. Apesar de seis anos, Nicole era miúda. Muito parecida com Alice nesse aspecto.

–Eu quero sim papai. Vamos logo mamãe, rápido. Falou animada, pelo jeito o fato ocorrido fora esquecido.
–Agora vocês me apressam não é? Culpe seu pai pelo atraso que fica quase uma hora no banho.

–Vai deixar a sua mãe falar isso de mim filha? Perguntou fazendo drama

–Mamãe não fala assim do papai. Ele tinha que ficar cheiroso. Defendeu o ser dramático, puxando de leve o cabelo revoltoso dele.

–Vocês dois se merecem, dois puxa- saco um do outro. Mandei língua saindo do quarto.

–Xii mamãe ficou com ciúmes. Ouvi Nicole sussurrar antes da minha saída.

[...]

Chegamos ao aeroporto em cima da hora, além de termos saído atrasados, teve congestionamento. Tirando isso correu tudo bem, conseguimos embarcar. Nicole dormiu a viajem toda agarrada com o pai. Não consegui dormir. Estava um pouco tensa. Não previa qual seria minha reação quando chegasse ao túmulo do meu bebê. Já fazia tanto tempo que iria lá.

Quando o avião aterrissou já era noite. Edward acordou Nicole carinhosamente, pegando-a no colo, pois ainda apresentava sonolência. Desembarcamos do avião, indo pegar nossas malas. Avistei meus pais com uma plaquinha: Família Cullen; em mãos.

–Mãe, pai. Chamei a atenção dos dois, caminhando na direção deles, com Edward a meu encalço.
Abracei os dois ao mesmo tempo.

–Que saudades querida. Essa barriga está imensa. Oi lindinhos da vovó Acariciou o local falando com eles. Meu pai cumprimentou Edward pegando Nicole que observava tudo, já nos braços do avô. E cadê a minha neta mais velha? Olhou para os lados fingindo procurar minha filha.

–Estou aqui vovó.

–Escuto sua voz, mas não sei onde encontrá-la. Falou em tom brincalhão.

–Vovó olha eu aqui. Não está me vendo? Desceu do colo de meu pai. Puxando a blusa da avó. Ficando em sua frente. Minha mãe olhou para baixo, fingindo falso espanto.

–Oh meu Deus! Como você cresceu.

–Mamãe diz que já sou uma mocinha. Abriu um lindo sorriso. Estendendo os braços para ser pega.
–Mas mocinhas não andam no colo. Brincou minha mãe.

–Então eu não sou mocinha mais não vovó. Todos gargalharam de sua inocência, enquanto Renée a pegava nos braços, abraçando-a apertado. Estava com saudades.

–Eu também meu bem.

–E eu não ganho abraço da minha sogra também, não é? Edward falou se aproximando da Renée.

–Vovó é só minha.

–Nada de sua é minha também sua ciumenta, possa dividi-la. Fez cócegas nela.

–Eu não vou.

–Então irei fazer mais cócegas.

–Não papai. Começou a se contorcer, todos que passavam olhando rindo de nossa brincadeira particular. Tá bom, ta bom a vovó também é sua. Admitiu não aguentando mais as cócegas.

–Olá sogrinha. Cumprimentou dando um abraço nela e um beijo em seu rosto. Edward tinha Renée como sua mãe.

–Oi filho. Como está?

–Muito bem. Senti saudades suas também.

Depois da sessão saudades, decidimos ir para casa. Meu pai foi dirigindo em seu carro. Mamãe sentou em nosso meio, com a cabeça de Nicole em suas pernas, que estava quietinha, recebendo o carinho da avó.
–E ai querida já tomou sua decisão, em relação daquele assunto?

Eu sabia bem de que assunto se tratava.

–Sim mãe. Eu preciso fazer isso para seguir tranquila, eu preciso, entende?

–Claro que entendo, mas você sabe que não pode ter fortes emoções pelo bem dos gêmeos. E como mãe, fico preocupada com você.

–Eles estão bem. Acariciei meu ventre. E eu também ficarei. Sorri da melhor forma que pude, afinal, meu Davi, ainda era um assunto delicado.

Continua...

Notas finais
Gostaram? Em relação aos erros de ortografia, desculpem-me, não tive tempo de revisar. Obrigado mais uma vez pela paciÊncia Recomendem rsrssrs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.