Notas iniciais
OOOOOI!!!! Para as leitoras que estavam acompanhando Becky antes de eu excluir a fic, NÃO ME MATEM, caso você seja nova aqui, pode ignorar esse aviso e seja bem-vinda! OLHA, me desculpem por ter sido a pessoa mais enrolada ever e ter excluido isso aqui, mas eu tenho um bom motivo, eu tava morando na Alemanha!!!! *-* De qualquer forma, após ter relido tudo que estava aqui e ter olhado o planejamento que tinha feito para essa fic, resolvi editar tudo que escrevi e mudar muitas coisas, mas manter muitas coisas. Becky vai ficar muito melhor, promise! Boa leitura!^^

Oi, meu nome é Becky(não, não é Rebecca. Se refira a minha delicada pessoa com esse substantivo próprio e sentirá o meu lindo all star de cano alto enfiado em seu orifício anal [e verá o Goku em 5 segundos]), possuo 17 longos e entediantes anos, cabelos curtos, repicados, e de um delicado(não tão delicado) tom de violeta, olhos cor de mel que na luz se tornam verdes. Não sou nem de perto magra, mas também não sou gorda e não sou o estereótipo de garota perfeita que você costuma a encontrar por ai.

Becky Daniels é uma pessoa entediantemente normal (tirando o fato que o cabelo dela é bloody roxo e que ela fala na terceira pessoa as vezes).

Pronto, já me apresentei e já posso te informar que minha vida é bem normal e que eu sou altamente boca suja, retardada e antissocial de forma que, ao ler sobre minha vida você vai querer suicidar de tanto tédio.

Moro atualmente com meu padrinho Niels Fynn(que por um acaso é o meio irmão da minha mãe, o que o torna meu meio tio) na Alemanha. Niels não é um cara muito mais velho que eu e ele é alemão, o que significa que eu tenho mais liberdade, bom, pelo menos da parte dele, o mesmo já não pode ser dito da vadia da esposa dele, a Karo, dona de uma voz de meretriz de esquina que me faz querer vomitar. De qualquer forma, eu moro com eles e estudo em uma Diplomatische Stiftung, uma escola que tem mais gringos do que alemães. É um ótimo negócio quando você não é exatamente fluente em alemão e se fode toda vez que tenta se comunicar com alguém que não fala inglês.

Ao menos nesse pouco tempo de estadia na Alemanha (2 semanas) eu fiz uma amiga e ,antes que você pense que ela é como eu, deixo claro que nós não temos nada em comum e quando eu digo nada, é nada mesmo. Emma Schmidt é loira platinada de olhos ciano, ela é magra, peituda e tem curvas graciosas, tem um Q.I muito acima da média e adora aquelas séries clichê de TV americanas e as novas tendências da moda, ela é divertida e legal, e o que eu mais gosto nela é que ela ouve minhas baboseiras e indagações sem me julgar, além de ser uma ótima conselheira. Mas fora ela não tenho mais ninguém na Stiftung e o ruim é que por mais que ela goste de mim ela tem as amigas dela também (todas alemãs), o que faz com que eventualmente eu sobre na sala de uma forma desagradável, porque as amigas diferentemente dela são fúteis, o que me irrita e muito.

Agora, voltando para o momento atual, eu me encontro tentando (e falhando miseravelmente) fazer meu dever de geopolítica. Se divirta com a desgraça alheia!

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Mas que inferno! Essa porra não acaba não? Eu leio, leio, leio, escrevo, leio, grifo, leio, escrevo e nunca acaba esse dever. Maldita hora em que fui ignorando essa porcaria e decidi não copiar isso da Emma para não parecer folgada (o que eu obviamente sou), sério, por mais que eu goste de geopolítica esse dever que o Sr.Reinsch passou para a gente parece mais um testamento!

–Becky! É hora de acor...- a meretriz de esquina, digo, Karo, se interrompeu ao perceber que eu já estava acordada e vestida. — Por que acordou tão cedo? Seu cerebrozinho inútil decidiu que finalmente era hora de aprender um pouco de alemão e parecer menos retardada?

–Karo, bom dia.- dei o sorriso meigo mais fingido que eu dei conta e voltei ao meu dever. — Não que seja da sua conta, mas estou fazendo dever de geopolítica — dei uma pausa, me virei para ela e sorri inocentemente.- Quanto ao alemão, prefiro falar pouco do que ter que abrir a boca e mugir com um sotaque ridículo igual ao seu.

–É o que, vadiazinha? Repete o que você disse se você tiver coragem.

– Eu prefiro falar pouco do que ter que abrir a boca e mugir com um sotaque ridículo igual ao seu, pistoleira bancada pelo meu padrinho. -sorri para ela cinicamente.

–REBECCA DANIELS! QUEM VOCÊ ACHA QUE É PARA SE REFERIR A MIM DESSA FORMA?- não, aquela puta não me chamou por aquele substantivo próprio.

Comecei a desamarrar meu all star de cano até as panturrilhas e a sorrir malignamente para ela, que antes de perceber o que estava acontecendo levou a marca do meu pé no meio da fuça dela.

–E quem você acha que é para me chamar de Rebecca? Holandesa sem personalidade!

Mas antes que eu me fudesse bonitinho Niels apareceu pelo corredor e, lerdo como é, simplesmente sorriu.

–Bom dia Becks, Amor.- ajudou ela a se levantar e depois encarou confuso a marca do meu all star do lado direito inteiro do rosto dela- Becks o que a marca do seu tênis faz na cara da Karo?

–Ah Niels sacomé né -dei um riso inocente- Tentei jogar meu all star no interruptor para acender a luz, mas como minha mira é muito ruim acabei acertando a Karoline sem querer, não é mesmo Karo?- olhei para ela desafiadora.

–Ainda bem que não foi seu coturno, não é mesmo?!- ela deu um riso forçado, há vadia, não tem coragem de confrontar a sobrinha querida do maridinho dela na frente dele, porque ela é duas caras, mas ele não tem que saber, meretriz de esquina.

– Credo!- disse Niels fazendo uma careta e pegando meu tênis no chão- Da próxima vez confira a proximidade das pessoas com o interruptor Becks, sabe se lá o que você pode acertar da próxima vez. — Niels fez uma careta e olhou para seus países baixos.

~x~

Tem uma coisa que sempre me impressiona, sabe? E eu não sou facilmente impressionável... enfim, o que me impressiona é o fato de eu ser o ser mais preguiçoso da face da Terra, e como eu sei disso?

A Stiftung é em frente ao ponto de tram que eu desço e o ponto perto de onde eu moro é ao lado da casa do Niels, ou seja, eu ando 3 passos, entro no tram, chega no ponto da escola eu desço do tram e tcharam estou na escola! Que ótimo não?! Não, não é, porque é longe para eu ir as 8 da manhã me parecendo com um zumbi, ai quando eu pego o tram eu durmo assim que eu me sento. O problema é que eu nem sempre acordo perto do ponto da escola, tipo hoje, que eu fui parar no penúltimo ponto da linha, maravilha, não é mesmo? Não.

Eu já disse que eu tenho a incrível capacidade de sempre me foder não disse? Não? Então, depois de ter acordado muito mais cedo que o normal, me matado de escrever fazendo aquele dever gigantesco, discutido com a vaca da Karo e ter tomado café da manhã( e eu não sou de tomar café da manhã), eu perdi meu ponto e agora está chovendo lá fora, que ótimo!

Desci da porcaria do Strassenbahn, atravessei a rua me sentindo o ser mais idiota do mundo e esperei o tram parar no meu lado da rua.

Agora, depois depois de descer no ponto certo e não 8 pontos depois, eu desci do tram e vi uma coisa que me deixou muito emputecida, mas muito, muito puta mesmo.

Os portões da Stiftung estavam fechados, o que me fez recordar que hoje só teríamos os últimos horários, ou seja, depois do horário de almoço. O que torna o fato de eu ter acordado cedo(ou muito mais cedo que o normal) totalmente desnecessário.

Mas o que mais me emputeceu não foi só isso, a presença do Louis também era algo a ser considerado.

Para você, reles mortal que não sabe da existência do Louis, deixe-me descrever essa adorável(o cu dele) pessoa.

Louis é moreno, tem cabelos pretos desgrenhados, olhos castanhos de um tom quente, tem 18 anos, joga futebol, tem uma voz aveludada, é nerd demais para o próprio bem dele, deve ter seus 1,78m de altura(sim, ele é só um pouquinho mais alto que eu) e é o ser mais irritante de toda Alemanha, ah é, ele é incondicionalmente apaixonado pela minha única amiga, sim, a Emma.

O que depois dessa minha descrição devo dizer que ele é o playboyzinho o qual eu tenho uma puta crush. Eu sou muito idiota, eu sei.

Enquanto eu explicava como ele é para ninguém, e sim para a Becky² que reside no meu cérebro e tá cansada de saber como esse vadio é, eu continuei andando e me esbarrei no Louis e cai de bunda no passeio molhado juntamente com minha mochila semi-aberta, que terminou de abrir e espalhou tudo o que tinha dentro na calçada.

E se você acha que o Louis moveu a bunda dele para me ajudar a pegar as coisas ou me estendeu a mão para eu levantar, você esta mais do que errada. Ah, qual é! Você realmente acha que esse idiota que se acha superior a todos ia me ajudar? Isso não é um conto de fadas ou um filme qualquer.

Engatinhei até minha mochila e quando ia pegar ela o pé de alguém pisou numa poça d'agua, me molhando mais, e logo depois duas risadas foram ouvidas pela minha pessoa. Contei até um milhão(exagero, tive paciência para contar até 5),segui a linha do pé do futuro defunto que chutou minha adorável mochila e achei um Alexsander rindo com falta de ar ao lado de um Louis passando mal de tanto rir.

Não, não perderei meu precioso tempo descrevendo o Alexsander como fiz com o Louis, o Alex(é como eu chamo ele mentalmente, já que eu nunca passei do Oi, tudo bem? Ou Va se foder!) é branco que nem palmito, tem cabelos mais laranjas que os de um Weasley e olhos azuis acizentados, já vi algumas tatuagens nele e ele tem um piercing na sobrancelha. Fim.

Terminei de guardar minhas coisas na mochila, me levantei e chutei a bunda do Alex torcendo mentalmente para a queda dele que não aconteceu.

–Bom dia Barney, memória boa mandou lembranças...- Louis caçoou.

–Bom dia nerd, vida social mandou você ir se foder.- disse meigamente erguendo meu dedo médio.

–Nossa como ela é arisca! Hey Blueberry, já que tem uma memória tão boa quanto a minha e a do Louis, que tal deixar de fazer uma cara de idiota para os portões da Stiftung e vir com a gente para um café aqui perto? Tenho certeza que não tem nada melhor para fazer...

–Claro que tenho Alex, eu vou dormir, melhor, vou acordar uns amigos lá da Inglaterra e depois infernizar a Karo.- eu disse o óbvio, porque é lógico que eu não vou tomar café com o crush (vou parecer mais retardada do que eu sou com minha falta de assunto) e com o cara que acabou de pisar em uma poça para me molhar mais.

–Ok, como quiser, é só que lá tem uns Brezels maravilhosos, sem contar os Strudels de maçã..

–É Becky, nós poderíamos ter dar um Brezel...-disse o vadio do Louis.

– Porque o interesse repentino na minha adorável companhia?- eu perguntei desconfiada.

–Emma– os dois se entreolharam e disseram em uníssono.

–E porque o puto e o vadio acham que conseguirão arrancar algo de mim? E mesmo que conseguissem, o que eu tenho a oferecer com apenas 2 semanas de convívio com ela?- eu fiz uma careta.

–Estamos dispostos a saber seja lá o que você souber, caso saiba e conte algo...- o puto do Alex disse.

–Ok, ok, eu vou por causa do Brezel de graça e para conferir se tem alguém interessante lá, se nesse meio tempo vocês me convencerem a falar alguma coisa...- dei de ombros e comecei a andar com eles em direção ao café.

E foi uma longa e excruciante andada, já que eu nunca acabei comendo meu Brezel no tal café.

O que foi? Esqueceu da minha sorte?

~x~

Notas finais
~foge da sapatada das leitoras antigas (e novas também, vai saber)~ E ai, gostaram? Me contem! Críticas são sempre bem vindas ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.