Notas iniciais
ta ai gente, um capitulo para vocês, não ta la aquelas coisas, mas é melhor que não postar nada.

Novembro 2020

Aqui estou eu, gastando muito dinheiro em um box de livros que nem sei se vou ler só porque eu me apaixonei pelo filme, ou melhor, me apaixonei pelo personagem mais egoísta que já vi, talvez eu goste de pessoas que me magoem mais do que eu gostaria de admitir.

Achei que desistiria nas primeiras quinze páginas, mas não foi o que aconteceu, ao invés disso engoli o primeiro livro.

Mas por que raios de motivo eu comecei por aqui? Aqui não é o começo...

Julho 2017

Meu celular vibrou

“amiga” era Laura me mandando mensagem.

“oi”

“vou em um role na casa de um amigo, mas não quero ir sozinha, vamos comigo?”

“ah amiga não sei, não to muito afim, hoje é quarta feira”

“por favor vamos, minha mãe busca você”

“tudo bem” respondi sem muita vontade, não queria sair, mas também pensei que poderia ser legal conhecer pessoas, não fiz muitos amigos desde que entrei na faculdade, na verdade não fiz muitos amigos na vida, os poucos que tinha não eram muito de sair e essas coisas, então me acostumei a ficar em casa, principalmente durante a semana.

“ok, passo dai às 19h30” ela respondeu por último.

Já eram 18h45, porque mesmo que concordei em sair numa quarta a noite com pessoas que não conheço?

Tomei um banho, vesti um moletom e uma calça jeans e esperei, como conheço bem a Laura, sei que quando ela fala 19h30 posso colocar mais uma hora nesse horário, acho que eu devia dar um relógio pra ela.

Após um tempo de atraso e eu quase ter desistido e colocado meu pijama, ela chegou, entrei no carro, e o elefante na sala pareceu dobrar de tamanho, a mãe dela não gosta de mim, nem um pouco desde que eu e ela brigamos por um garoto no ano passado, eu e ela estamos numa boa, mas a mãe dela levou a sério nosso pequeno desentendimento.

Após longos dez minutos chegamos à casa, não era longe da minha, eu estava um pouco nervosa, afinal, era a casa de alguém que eu não conhecia, com pessoas que eu não conhecia, não sabia o que esperar daquela noite.

Ela bateu no portão, não tinha campainha, enquanto eu observava meus pés e esperava que alguém viesse abrir para nós.

Um rapaz abriu o portão, cumprimentou Laura com um beijo no rosto, me cumprimentou do mesmo jeito e se apresentou como Matheus, entrei logo atras dela enquanto a mãe dela saia com o carro e ele batia o portão atras de nós.

“gente, essa é a Laura e essa é a Heloisa” ele apontou para nós, e tornou a falar “e esse são o Leandro, a Karla e o Iago” e apontou para cada um enquanto falava seus nomes.

O Leandro era um rapaz alto de olhos claros, Karla era uma menina quase da minha altura com cabelos na altura dos ombros e Iago era moreno, alto e tinha um cavanhaque que combinava bastante com ele, cumprimentamos os três de longe e sentamos em um dos longos bancos ao redor da mesa.

Nunca fui uma pessoa de falar muito com pessoas que não conheço, então me limitei a sorrir e acenar com a cabeça enquanto eles conversavam entre si o que iriamos fazer Laura que estava sentada do meu lado parecia tão desconfortável quanto eu, acho que entendi porque ela me chamou, ela olhava a cada 30 segundos para a tela do celular, como se magicamente ele fosse fazer nós duas ficarmos mais à vontade com aquelas pessoas.

Após algum tempo, que provavelmente não passou de uns 20 minutos, mas para a minha ansiedade pareceram horas, ficou decidido que iriamos para a casa da Karla, eles levantaram e eu e Laura levantamos também e entramos pela porta de vidro em uma sala que pro meu gosto tinha espaço e sofás demais, descemos dois degraus que davam em uma salinha menor que adivinhem, tinha mais dois sofás e dois puffs, “qual o problema dessas pessoas com sofás?” Pensei comigo mesma, Matheus nos perguntou se queríamos algo e Laura pediu um copo de agua, ele acendeu a luz em uma das portas que saiam da pequena sala e me deparei com uma cozinha, ele pegou um copo no armário e a garrafa de agua na geladeira, entregou a Laura e perguntou se eu queria também, fiz que não com a cabeça e ele guardou a garrafa e saiu pela porta, eu olhei para Laura ela me olhou de volta com um olhar nervoso como quem me dizia que ela estava tão deslocada quanto eu e saiu pela porta comigo a seguindo.

“onde ta todo mundo?” perguntei baixinho enquanto passávamos pela porta, mas minha pergunta não precisou de resposta, pois a porta do lado da cozinha estava entreaberta, com a luz acessa e vozes tagarelando lá dentro, entramos pela porta de madeira e eu fiquei me perguntando quem tem o quarto do lado da cozinha. Mal entramos e eles já fizeram sinal para sairmos e vieram atras apagando a luz e encostando a porta de madeira.

Saímos pela porta de vidro por onde entramos eles passaram por nós e foram ate o portão, os seguimos e entramos no carro.

A casa de Karla ficava a poucos quarteirões dali, não entendi muito bem porque fomos para lá, era um pequeno apartamento em cima de uma loja, mal cabia nós seis lá dentro, tinha uma pequena varanda e só um sofá, o que me deu um pequeno alivio, porque realmente fiquei incomodada com a quantidade de sofás que haviam na outra casa e também, se tivesse mais alguma coisa dentro desse apartamento, teríamos que ficar na garagem.

Notas finais
obrigada por ler beijos de luz e até o proximo