Because You Loved Me
1 Capítulo 1
A noite caía lá fora, naquele domingo chuvoso, enquanto Olívia estava sentada no sofá da sala. Seus olhos castanhos que antes eram tão doces, com o tempo tornaram-se cansados e amargos. Naquele dia, nem Elliot a havia cumprimentado pelo dia das mães, muito menos Serena, sua filha agora com dezessete anos. Uma idade muito difícil. Não era de hoje que vinham tendo problemas.
Liv ajeitou-se melhor no sofá, com as pernas cruzadas, colocando um cobertor sobre ela. Suas lembranças voltaram há tempos atrás, quando ela ainda estava grávida. Elliot ficara radiante, e ela também, e em homenagem á sua mãe, colocara o nome de Serena na filha. Ela era tão linda! Tinha os olhos azuis de Elliot e o cabelo igualzinho ao da mãe. Liv a vira crescer sob seus cuidados, ela e Elliot alternavam os períodos de trabalho e férias na Squad para estarem sempre presentes. Sinceramente, não sabia onde estava o erro... Mas de uns anos para cá, Serena havia tornado-se uma garota metida, respondona, agressiva e solitária. Metia-se muitas confusões, e sempre que Liv ou Ell tentavam conversar com ela, ela fugia, ria ou brigava. Ela era tão feliz quando os três formavam uma família perfeita! Realmente não sabia o que havia acontecido com sua filhinha. Uma lágrima de tristeza rolou do canto dos seus olhos, tinha medo de ficar igual sua mãe era, e não queria perder a amizade da filha. Mas era o que parecia estar acontecendo...
Elliot havia saído logo depois do almoço e ainda não voltara, e Serena? A filha não aparecia desde á noite anterior. Liv levantou-se e foi olhar a rua lá fora, sentia um aperto no coração, mágoa, tristeza, decepção. Daria tudo por um abraço e um beijo de sua filha naquela noite.
A campainha a tirou de seus pensamentos, e quando ela enfim abriu a porta para ver quem era, havia um grande vaso de girassóis em sua porta, com uma carta ao lado. Olhou em volta e não viu ninguém. A curiosidade falou mais alto, então ela pegou o vaso e a carta, e entrou para casa, encostando a porta. Colocou o vaso em cima da mesa da sala, os girassóis estavam lindos! Um sorriso tímido surgiu em sua face. Liv pegou um cartão que tinha entre as flores e abrindo-o, leu:
“Este é o meu presente para você, do dia das mães.
Espero que goste, meu raio de sol. Eu te amo mais que tudo.
Beijos, com carinho, do seu amado
Ell”
Um enorme sorriso abriu-se em seus lábios, como há muito ela não fazia. Não! Ele não havia esquecido! E ela havia adorado as flores, que tinham tudo á ver com o apelido carinhoso com que ele a chamava. Depois, resolveu olhar a carta, que estava junto. No envelope estava escrito: “Para: Olívia Benson Stabler, De: Serena Benson Stabler.”
Ela mordeu os lábios, apreensiva, o que seria aquilo? Abriu e dentro do envelope havia um CD, com um cartãozinho, escrito: “Coloque a primeira música, enquanto lê a carta.” Olívia fez exatamente o que estava escrito ali. Pegou o CD e colocou dentro do aparelho de som, ligando-o. Depois, sentou-se no sofá e tirou o papel de dentro do envelope. A música começou a tocar, e ela logo reconheceu sendo da Celine Dion.
“For all those times you stood by me.
For all the truth that you made me see.
For all the joy you brought to my life.
For all the wrong that you made right.”
Ela abriu o papel dobrado e reconheceu a letra lodo de cara: era inegável que era de as filha. Uma letra caprichada, toda cheia de desenhos, e extremamente linda. Olívia começou a ler:
“Mamãe,
Hoje é um dia muito especial. Fez-me voltar ao passado, quando eu fazia presentes na escola para entregar para você. Lembro-me que eu adorava aqueles dias, eu te abraçava e você ficava toda sorridente, mas nunca entendi o porquê você chorava, acho que hoje posso entender. Enquanto escrevo essas singelas palavras, penso em tudo o que você já fez por mim. Todas as vezes que eu me machucava e chorava de dor, você me segurava no colo e ficava comigo até eu me acalmar, dizendo que estava tudo bem, ia passar. Ainda teve aquela vez que eu achei que estivesse grávida, e você, ao em vez de me julgar como os outros. Conversou comigo e disse que me apoiaria em qualquer decisão, independente do problema. Ou então, eu sorrio lembrando quando eu era pequenina e nós passeávamos no parque, quando o papai trabalhava, e você me levava nos ombros, brincava de avião e eu jurava que podia voar! Eu era tão feliz!”
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