Because Our Love Is Written With Blood
10 We Are Lost In Love
– Já acordou? — Rebekah falou enquanto descia as escadas e vinha de encontro a mim, na sala.
– Sim, Bekah. Não ando dormindo muito bem esses dias. Acordo toda hora e simplesmente perco o sono. – Rebekah sentou ao meu lado. – Com toda essa carga em cima de mim... Não está sendo fácil. – Eu encostei a cabeça no ombro de minha irmã.
– Você ainda tem muito pela frente, se é que vai continuar o seu namoro.
– Rebekah, — Eu me virei, e a fitei. – eu o amo. Não vou desistir de Stefan. Não porque ele é um vampiro...
– Você sabe... terão consequências.
– Eu sei. – Eu baixei a cabeça e comecei a pensar em tudo o que eu e Stefan iríamos passar.
– Não é somente enfrentar o papai e a mamãe.
– Hm?
– Você é humana, e Stefan um eterno jovem. Vocês não poderão ter filhos, e eu sei que você se importa com isso. E podem haver problemas por um caçadora amaldiçoada estar se relacionando com um vampiro...
– E quais problemas seriam? Não, eu não quero saber, por favor. – Eu não podia mais escutar minha irmã dizendo essas coisas. Tá, pode ser verdade, mas eu renunciaria tudo por Stefan.
– Katherine...
– Amor é sacrifício, você não vê?
– Veja só...
– Não! – Eu me levantei e fiquei na frente dela. — O Damon não conseguiu. Não quer dizer que eu não vá conseguir... – Eu praticamente cuspi as palavras.
– Isso doeu. – Rebekah se encolheu em si mesma.
– Desculpa, Bekah. Eu peguei pesado, não é? – Mas ela também havia pegado pesado, então...
– Na verdade, desculpa eu. Eu quem comecei...
– Sabe o que acho? Nós duas só estamos de cabeça quente... – Eu a abracei e sorri. Só queria reconforta-la. Não estava sendo fácil nem para ela e muito menos para mim, ainda assim podíamos amenizar as coisas. – Mas, somos jovens e temos que aproveitar a vida.
– Verdade, Kath. – Ela me abraçou de novo. – Não vamos viver centenas de anos, então, nos resta deixar os problemas de lado por um momento e Carpe Diem. – Soltei uma gargalhada.
– Carpe Diem! — Ufa! Já estávamos sorrindo. – Sabe, eu disse ao Stefan que eu renunciaria minha vida humana para viver eternamente ao lado dele...
– Você disse isso mesmo? O que ele falou? – Rebekah ficou espantada.
– Que eu não sabia o que eu estava falando. Ele quer ser humano novamente, eu sei disso. Você sabe se tem alguma cura para o vampirismo?
– Nunca li e nem escutei nada sobre isso. – Rebekah estava pensativa. — Talvez bruxaria seja a chave.
– Isso! Mas para termos certeza, precisamos saber como os primeiros vampiros surgiram.
– Claro, podemos conversar com a Bonnie. Bruxas são a melhor enciclopédia.
– É, eu havia pensado nela... Mas sabe, parece que uma parte de mim quer que Stefan continue do jeito que ele é.
– Mas, por quê?
– Eu tenho medo que, como humano, os sentimentos dele mudem em relação a mim... Eu não sei. – Era estranho dizer tudo isso em voz alta. Eu estava confusa. — E eu acho que eu quero ser uma vampira e viver eternamente ao lado dele. Só que eu também quero crescer, me casar, ter filhos, ter o trabalho dos meus sonhos, envelhecer... até envelhecer! – Pronto! Tinha falado tudo... Era isso. O que eu mais desejava era viver com Stefan eternamente sem ter que se preocupar com a morte. Mas eu queria uma família com ele também. Caminhos totalmente contraditórios. Mais complicações. Rebekah me olhava com pena.
– Contraditório, mas faz sentido, claro. Você o ama, assim como eu amo Damon. Quer ter uma família e viver feliz para sempre ao lado do seu amor. – Como era incrível. Eu e Rebekah em situações tão semelhantes e embaraçosas. Agora, mais do que nunca, eu tinha certeza de que Rebekah não iria me entregar aos meus pais e iria me apoiar até onde ela pudesse. – Bom, sinto muito. Eu acho que você está perdida, irmã.
– Eu acho que eu estou apenas apaixonada, assim como você.
...
Eu e as meninas havíamos passado o dia todo juntas na fazenda. Rebekah havia ido embora antes do almoço, meu pai queria falar com ela. Eu, preocupada, a fiz prometer que não falaria nada sobre o segredo de Stefan, ela me prometeu que o manteria. Eu estava segura e confiante. Parecia que o tempo nublado havia sumido e agora, os meus olhos viam a luz. Eu estava tão aliviada, é algo inexplicável. Agora, eu podia andar tranquilamente sem aquele peso que esteve nas minhas costas há menos de 24 horas.
...
– O que você quer?
– Sente-se minha filha, por favor. – Niklaus apontou a poltrona ao lado de sua mesa do escritório. Vendo que Rebekah se manteve em pé, intacta e indiferente ele acrescentou: — A conversa será longa e, além disso é de seu interesse.
– Tudo bem, pai. E sobre o que é? Deve ser muito urgente para você me fazer vir até aqui logo cedo.
– Damon. – A postura de Rebekah havia mudado drasticamente. Só de tocar no nome dele ela se moía por dentro e tudo o que sentia era a dor de perdê-lo e a raiva que sentia do papai.
– Da-Damon?
– Sim, eu cometi um grande erro. Você sabe disso.
– Enorme erro. — Ela o corrigiu.
– Rebekah, eu me arrependo por tê-lo feito. Tenho como repara-lo e é por isso que você precisa agir logo.
– Desculpe pai, mas é difícil acreditar que você está arrependido.
– Minha filha, eu não fui sempre esse velho, já fui jovem como você e vivi amores proibidos. – Uau, quem diria... Niklaus realmente queria se desculpar, ele já havia sentido de verdade a dor que Rebekah estava sentindo, ele havia passado por algo semelhante.
– Vá direito ao ponto, por favor. – Disse fria. Uma característica que havia herdado de Klaus.
– O Damon ainda está nos Estados Unidos...
– Como assim? – Rebekah o interrompeu.
– Ele pegará um vôo para a Polônia amanhã cedo, se você chegar a tempo poderá impedi-lo de partir.
– Mas, pai! Onde ele está? – Minha irmã já estava em pé, andando para lá e para cá... Impaciente, nervosa e apavorada. – Que horas é o vôo?
– Ele está em Seattle. O avião partirá ás cinco da manhã. – Meu pai se levantou e segurando as mãos de Rebekah em um gesto terno, a fez parar de andar para lá e para cá. – Eu comprei suas passagens. Quero que Katherine vá com você.
– Obrigada.
– Bom, acho que é o mínimo que posso fazer.
– Papai, Damon não atende minhas ligações. Você já tentou falar com ele? Pediu pra que ele ficasse?
– Eu conversei com ele ontem, mas Damon insiste em ir, Rebekah. Eu acho que a única maneira de trazê-lo de volta será ele te vendo pessoalmente. Assim aquele coração duro vai amolecer um pouquinho. – Rebekah soltou um sorriso que mascarava seu choro, aos poucos ela começou a soluçar e quando viu já estava abraçada á Niklaus e chorando baixinho.
...
O dia havia passado rápido. Eu, Ashley e Caroline conversamos mais sobre a estufa sobrenatural. Minhas amigas estavam interessadas e curiosas. Depois colocamos nossos dotes culinários em pratica e fizemos cupcakes. Musica alta, dançamos e pulamos em cima da cama como nos velhos tempos. Quando já anoitecia eu as levei para suas casas e depois segui para a mansão dos Wasilewskis. Ah, como eu estava ansiosa para ver Stefan.
...
– Ah! – Antes que eu pudesse ter alguma reação, meu corpo por conta própria se esparramou no chão. Eu havia escorregado em um saco de 1L de sangue do Hospital Municipal de Mystic Falls. Recuperando o fôlego e as forças eu me sentei e peguei o saco que estava vazio.
– Katherine... – Stefan sussurrou segurando um saquinho, que já estava na metade, em sua mão.
– O que é isso? – Com dificuldade eu me levantei, sem tirar os olhos do meu assustado Stefan. – Você está... se alimentando?
– Sim. – Roboticamente, Stefan passou a manga de sua blusa em sua boca suja com um pouco de sangue. Ele estava sem reação alguma, apenas apresentava em seu rosto uma expressão assustada e de pura amargura. Eu, com coragem, me aproximei dele, limpei o que ele não tinha conseguido limpar de sua boca, e o beijei, podendo sentir o leve gosto de sangue que ainda pairava nos lábios dele. Stefan não retribuiu o beijo. Ele, sem olhar para mim, juntou outros dois sacos vazios e os jogou no lixo de seu banheiro. Escutei-o ligando a torneira, ele provavelmente iria se limpar melhor. Com tamanha impaciência eu fui ao banheiro, ver se ele estava bem, certamente não. Stefan deveria estar arrasado por eu tê-lo visto se alimentando. Tudo isso era uma vergonha para ele.
– Hey... – Eu sussurrei e acariciei o braço dele. Stefan estava apoiado sobre a pia e de cabeça baixa. – Não fique assim, por favor.
– Eu não queria que você me visse naquele momento. Não daquele jeito. – Stefan se virou para mim. – Sabe... Eu acho que essa é a minha fraqueza. Eu tenho vergonha de mim, do que eu faço...
– Eu sei que você é algo que você não queria ser, Stefan. – Eu o interrompi. — Eu sei que você quer ser humano novamente, mais do que tudo. E eu sei que você acha que eu tenho medo de você, sem contar que você acha que eu posso te julgar pelo o que você é. – Ah, aqueles olhos profundos me olhavam com uma grande atenção. – Você está errado, eu te amo de tal maneira, exatamente pelo o que você é. Eu amo você e é isso que importa. – Stefan me prendeu em seus braços e finalmente me beijou. Ficamos colados um no outro.
– Eu tenho medo que isso acabe. Eu não quero que acabe. – Ele, carinhosamente, colocou uma mecha de meu cabelo atrás da minha orelha. — Eu vou lutar, usar todo o meu poder para que fiquemos juntos. – Nossos olhos estavam conectados daquele jeito...
– Nós vamos sobreviver, nós vamos. – Eu disse com emoção em minha voz e me segurando para não chorar. Afinal, tinha sido um tanto quanto forte ver Stefan bebendo sangue, mesmo que fosse de um saco do hospital e não de uma carótida humana. Eu precisava ser forte por mim e por ele. Stefan e eu iríamos vencer.
– Obrigada por me aceitar.
– Obrigada? Ah, por favor, Stefan... Me escute, — Eu coloquei uma de minhas mãos no rosto de meu amado e acariciei sua bochecha com os dedos. — Eu vou fazer você se amar. Você terá orgulho do que é, e não vergonha. Você tem que saber que é um homem maravilhoso, okay? – Stefan sorriu e revirou os olhos só para me irritar, me puxou pelo braço e me jogou em sua cama me fazendo rir. Ele pulou ao meu lado e ficou me olhando com um sorriso no rosto.
– O que é?
– É tão bom te ver sorrindo. – Nos beijamos novamente, um beijo intenso e quente. Stefan estava quase inteiramente sobre mim e o meu ventre já se contorcia.
– Precisamos conversar antes...
– Eu sei. – Stefan falou fazendo bico e eu não pude resistir. O beijei novamente. – Afinal, vamos conversar ou não, Senhorita Mikaelson?
– O que aconteceu com o Senhora Wasilewski? – Sorrimos, como éramos bobos.
– Sabe, eu tenho muito mais a te contar! – Stefan disse, sentando-se.
– Eu também, Senhor Wasilewski. Descobri uma coisinha... – Stefan já estava sentado na cama e me olhando com seriedade. Eu me sentei de frente para ele, peguei suas mãos e fiquei as segurando. Stefan sorriu.
– Diga, estou curioso...
– Bom, ontem eu fiquei tão fascinada pela sua história que algo passou despercebido. A mulher que te transformou, a Rosalie... – Stefan me interrompeu com um ruído e se levantou da cama bruscamente, desfazendo nosso laço pela mão.
– O que é que tem ela? –Ele sussurrou enquanto me olhava perplexo, de pé na minha frente. Eu engoli em seco e desviei os olhos dos dele.
– Ela é a culpada pela maldição que corre em meu sangue. – Stefan franziu o cenho. – Ah, saco! Você não sabe sobre a maldição, sabe?
– Então é verdade?
– Você sabe? – Oh, que confusão! As minhas mãos já estavam sob a minha boca.
– Eu acredito que todos os caçadores sabem que a sua família carrega essa maldição...
– Sim, todos sabem.
– ...E alguns vampiros sabem sobre isso também. Mas todos acreditam que sejam apenas rumores, afinal, nunca ninguém soube de fato o que é essa maldição, o porque que ela existe e o que ela faz, fez ou irá fazer com os Mikaelsons. – Era hora dele saber tudo.
– Ela existe, Stefan. Rosalie e um descendente meu quem começaram com isso.
– Eu achei que eu realmente havia fugido desse demônio, Katherine. É como se ela me perseguisse, sabe? – Stefan realmente estava com raiva.
– Shhh, shhh. – Eu me levantei e antes que ele reagisse o abracei. – Fique calmo. Ela não está presente aqui, e nem vai estar. Rosalie apenas esteve presente no seu passado, que cá entre nós já faz um bom tempo. – Sorrimos. – E no passado da minha família, infelizmente. – Stefan se acalmou, nos sentamos no meio da cama e eu contei tudo sobre a historia da maldição, contei sobre alguns relatos de diários e livros que eu havia lido, Stefan complementou algumas coisas e por fim expliquei coisas sobre os caçadores que ele ainda não sabia. Ficamos conversando por mais de uma hora...
– Eu sinto tanto por você e sua família, meu amor. – Stefan sussurrou enquanto acariciava o meu cabelo. – Mas, veja, todo feitiço tem uma brecha, quase como um erro. As bruxas não selam nada totalmente, porque elas mesmas podem querer desfazer o feitiço.
– Sim. E, Stefan... – Eu estava sem jeito e não sabia como falar sobre isso. Meus dedos já estavam se entrelaçando quase que involuntariamente.
– Diga... – Stefan, percebendo minha reação, segurou minhas mãos e as beijou, mantendo-as com a sua.
– Eu vou ser bem direta, mas antes: não fique bravo ou algo do tipo, tudo bem? – Stef concordou com a cabeça e um meio sorriso.
– Eu acredito que haja a cura para o vampirismo, mas eu não quero isso para você. – A expressão de Stefan já havia mudado. – Você disse que não iria ficar bravo...
– Katherine, isso já é pedir demais. Poxa, você não vê? Eu me odeio porque sou um vampiro. Todos os nossos problemas existem porque eu sou um vampiro. Tudo pelo o que a Rosalie me transformou.
– Talvez você esteja errado! – Nós já estávamos gritando.
– Errado? Errado?
– Sim! Se não fosse pela vadia da Rosalie você não estaria aqui comigo. Ou isso não importa para você? E outra, mesmo se você fosse humano nós teríamos problemas... Ah, e além do mais qualquer pequeno acidente poderia matar um de nos e não ficaríamos juntos para sempre. Espera, na verdade, qualquer coisa pode me matar, Stefan, qualquer coisa... – Meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Stefan me abraçou. Quando me acalmei eu me soltei de seu abraço e o olhei fixamente. – Eu já pensei muito nisso que vou te falar. Eu me transformaria em uma...
– Eu sei. Eu acho que eu até te compreendo, Katherine. Mas, você não sabe tudo que eu exatamente passei. Você não viveu de fato o que eu vivi, você apenas escutou palavras. Eu não desejo o vampirismo para a pessoa que eu mais amo. Você. – Eu o olhava atenta e com ternura. Stefan estava certo, mas era como se eu soubesse que no futuro eu teria de escolher entre ele ou minha vida humana. E essa escolha seria fácil fazer, com certeza eu o escolheria! – Eu quero ser humano por você, mas por mim também. Quero ter uma típica casa de família do interior, quero ter filhos e quero que eles me acordem no meio da noite porque estão com aquele típico medo infantil, quero que eles durmam entre nós dois, quero ver os primeiros passos que a vida vai guardar aos nossos filhos, quero ver repetidamente a gravação do nosso casamento e de tantas outras coisas que iremos gravar, com certeza. – Stefan estava me fazendo sorrir e chorar ao mesmo tempo. – Eu quero um dia poder olhar para nossas fotos e perceber o quanto envelhecemos. Quero ser um daqueles velhos que ficam enchendo o saco de sua esposa porque o almoço atrasou dois minutos. Mas o mais importante é saber que eu vou estar ao seu lado até a morte e que a cada dia teremos uma vitória por termos levantado da cama e conseguido respirar.
– Ah, Stefan... – Nos abraçamos, Stefan quase me esmagando. E minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto encharcando toda a camiseta de Stefan.
– Eu te amo tanto, Katherine. – Ele segurou meu rosto entre suas mãos, ficamos nos olhando por um tempo e depois Stefan me deu um beijo com força.
– E quando eu estiver bem velhinha, o que você vai fazer?
– Nós vamos encontrar essa cura!
– E se não existir?
– Se não existir... eu vou estar ao seu lado, cuidando de você.
– E depois que eu morrer? – Ele soltou um suspiro e passou a mãos no cabelo.
– Eu não sei o que farei.
– Se a tal da cura realmente não existir, você deixaria eu escolher se quero ser humana ou vampira?
– Claro, que sim. – Eu soltei um meio sorriso. – Isso virou uma entrevista? Um interrogatório, é? – Sorrimos um para o outro e eu dei um selinho nele.
– Sim, Senhor Wasilewski.
– Okay Senhora Wasilewski, agora é minha vez — Ele disse com humor. – Se a cura existir, e ela estivesse na nossa frente, você deixaria eu a receber? Levando em conta o que conversamos agora... – Eu olhei para o lado e coloquei mão em meu pescoço como se estivesse me segurando e depois o olhei fixamente. Depois de tudo que ele havia me dito hoje e levando em conta todo o sofrimento que o meu Stefan já havia carregado, eu não diria não! Mas ainda assim havia uma mancha preta titulada: ‘’medo’’ dentro do meu coração.
– Deixaria.
– Com o que você está preocupada? – Stefan estava preocupado também, ele acariciou minha perna para me acalmar.
– É, eu realmente não disfarcei, não é? – Eu o beijei, um beijo quente, uma tentativa de fazer Stefan esquecer o meu falhado ensaio de disfarçar algo.
– Pode parar, moçinha. – Stefan me interrompeu. – Nem tente me seduzir. – Stefan cruzou os braços e se endireitou na cama.
– Stefan... – Ele continuou me olhando como estava há três segundos atrás mesmo depois do meu meloso ‘’Stefan’’. – Tudo bem, é só que eu tenho medo de que como humano os seus sentimentos mudem. Em especial os que você tem por mim. – Eu estava agarrada ao braço dele.
– O que te faz pensar isso, Kath?
– Depois que você se transformou, a ultima coisa que você queria era ver a Rosalie. – ‘’Após a transformação, toda a memória que ela excluía de minha mente haviam voltado. As suas vitimas, roubos e abusos que ela cometia. E a única coisa que eu sentia dela era raiva. A paixão havia sumido. O fogo, apagado. A realidade havia caído sobre mim. Rosalie havia planejado nosso futuro sanguinário aqui em Mystic Falls, que, segundo ela é onde as linhas sobrenaturais de força se cruzam. Mas eu a recusei por completo. Eu não era um rapaz ruim, eu não queria fazer as maldades que ela já havia feito. Eu não queria ter algo desumano dentro de mim. Mas eu já tinha, e esse era o problema. Nós discutimos, Rosalie alegou que eu não sobreviveria sem a ajuda dela e me encheu de muitas outras coisas... Sem convencimento algum, eu virei as costas para ela e segui em frente. Andei, andei, andei.’’ Stefan.
– Você deveria saber que o que eu sinto por você não pode ser comparado ao que eu sentia por aquela... Bom, você sabe.
– Eu sei. – Soltei um sorriso. – Mas mesmo assim eu tenho medo, porque eu sei que tudo vai mudar.
– Tudo pode mudar se essa cura existir, eu sei. Mas quando é real, não se pode fugir. Nosso amor é assim, é real. E a nossa conexão não deixará nos distanciarmos.
– Você tem razão.
– Mas você deve saber que de qualquer modo enfrentaremos obstáculos, tudo bem?
– Sendo humanos ou vampiros. – Eu sorri, isso era engraçado. – Eu amo você de qualquer jeito.
– É bom ouvir isso. – Nos beijamos com ternura. – Sabe, no dia em que tudo desmoronou e você saiu por essa porta dizendo que não podíamos ficar juntos eu achei que tinha te perdido de verdade, Katherine.
– Eu também achei que tudo havia acabado. Mas eu não aguentei ficar longe de você por mais de um dia, e parecia que tinha sido uma eternidade.– Eu disse enquanto, carinhosamente, acariciava a nuca dele.
– Eu não quero te perder de novo.
– Você não vai. – Stefan praticamente me empurrou fazendo-me deitar na cama e em seguida eu me perdi em seu profundo beijo. – Eu quero fazer amor com você.
– É isso que vamos fazer.
...
– Damon, eu sei que você não vai ler essa mensagem de voz como não deve ter lido as outras 23 que eu deixei hoje no seu celular, mas eu tenho esperanças e... E, eu estou aqui mesmo assim. – Rebekah gaguejava ao telefone. – Eu sinto sua falta. Eu sei que fazem poucos dias que você partiu, mas acho que essa saudade que eu estou sentindo tão presente é de saber que você não irá voltar tão cedo. – Houve uma pausa. – Antes de partir você precisa saber de algo. Eu não sei se deveria estar te contando... Temos um vampiro aqui em Mystic Falls. Talvez mais de um. Nossa família esta em perigo e eu preciso de sua ajuda. Tenho certeza que meu pai vai precisar também. Pense bem antes de arrumar as malas pra Polônia. Adeus. – Com a mão no coração e muito mais para falar, Bekah desligou o telefone.
...
Essa havia sido a noite mais quente que eu havia vivido até então. Stefan mostrou suas habilidades vampíricas na cama, e eu, uma mera humana, consegui fazê-lo sentir prazer mesmo assim. Nós éramos um só. Após essa ‘’primeira vez’’, eu adormeci nos braços dele, eu precisava disso, afinal o sexo vampírico havia exigido mais que o dobro de mim e eu havia ficado um pouco dolorida, para não exagerar. Eu abri meus olhos e a única coisa que eu pude ver foi uma cama vazia, a janela aberta e o quarto totalmente vazio.
– Stefan? – As palavras mal haviam saído da minha boca e a minha cabeça latejou. Uma pontada certeira e nem um pouco piedosa me acertara, nunca havia doido tanto assim. A minha primeira reação foi pressionar a minha cabeça entre as mãos e me encostar no travesseiro novamente. – Aaah!! Stefan... – Eu havia conseguido gritar o nome dele, as pontadas continuavam. Uma de minha mãos praticamente arrancava os meus cabelos e a outra estava quase rasgando o fino lençol egípcio da cama do meu namorado.
– Katherine! – Mesmo sem abrir os olhos eu podia saber que Stefan já estava sentado ao meu lado e puxando-me para o colo dele. – O que foi? É mais uma daquelas enxaquecas? – Ele falou desesperado.
– Está doendo, está doendo. – Além de a dor ser mais forte do que comumente, ela estava demorando mais para passar. – Eu preciso de um remédio. – Stefan beijou o topo da minha cabeça e como um jato foi ao banheiro, até o estalo de seu beijo havia tido um efeito ruim em minha cabeça com problemas, e voltou com um comprimido e um copo d’água na mão. Ele me ajudou a se sentar e a tomar o remédio. Eu estava encostada no peito dele, e assim, a enxaqueca foi diminuindo e eu me acalmei.
– Katherine, meu amor, isso não é normal. – Ele me olhava com os olhos cheios de preocupação. – Você precisa ir á um médico.
– Depois veremos isso. – Eu agarrei-lhe as mãos e não as soltei.
– Acho que eu peguei pesado com você mais cedo...
– Claro que não, você viu como eu aguentei. – Soltei um sorrisinho malicioso, ignorando a dor, já pequena, que ainda impregnava em minha cabeça.
– E o que é esse roxo aqui e... aqui, então? – Stefan apontou para o meu seio direito e para o meu braço.
– Ahn... Esse do meu braço é de ontem. – Eu disse sem jeito e puxando a coberta para cima, assim Stefan não acharia nem um hematoma a mais em meu corpo.
– Veja, eu estou te machucando... – Stefan disse angustiado e passando o cabelo entre seus dedos.
– Stefan! – Eu não queria vê-lo se reprimindo e muito menos se culpando... Tá, os roxinhos espalhados pelo meu corpo eram consequência do nosso sexo maluco, mas a grande dor de cabeça não tinha nada haver com isso. Stefan abaixou a cabeça, me olhou, passando suas habilidosas e suaves mãos em meu rosto fino.
– Já entendi, amor. E sobre o médico...
– Minha cabeça ainda dói. Podemos falar sobre isso depois? – Eu o cortei educadamente.
– Claro. – Ele se deitou e eu me endireitei em seu peito e fechei meus olhos.
...
– Katherine! – Rebekah gritou ao telefone.
– Oi Rebekah, ela está dormindo. – disse Stefan calmo e pensativo. – Você gostaria de dar algum recado importante?
– Veja, é algo extremamente urgente e importante para mim. Você poderia acordá-la?
– Me diga, eu posso dar o recado logo que ela acordar. Katherine não esteve muito bem...
– Como assim? – Rebekah o interrompeu. Ela estava eufórica.
– Fortes dores de cabeça.
– Bom, então, diga á ela que eu quero que ela vá comigo á Seattle buscar o Damon.
– Ah sim... – Stefan já estava preocupado com os meus problemas de saúde e agora Damon iria voltar, outro problema para a sua coleção.
– O nosso voo é às duas da manhã. É o tempo de chegarmos e esperarmos por Damon no aeroporto antes dele embarcar.
– Vou acordá-la logo já que se passaram da meia-noite.
– Isso! Não podemos nos atrasar.
– Eu irei com vocês, Rebekah.
– Okay.
...
Já estávamos no Aeroporto Internacional de Seattle. Stefan não havia desgrudado de mim por um segundo, ele realmente estava preocupado comigo de um jeito que eu nunca vira. Era lindo ver como ele havia me acordado e até ajudado a me trocar e a tomar um Twinning Englands que ele preparara antes da viagem. Eu era uma boneca para ele cuidar, foi como eu me senti. Enquanto Stefan foi há uma loja próxima de onde estávamos sentadas eu aproveitei para aprofundar certas conversas com minha irmã e pedi que ela me contasse melhor sobre o que o nosso pai havia feito.
– Se arrependeu e ainda comprou as nossas passagens, organizou tudo... Estranho, nada típico do papai.– Rebekah havia me contado tudo o que havia ocorrido entre ela e Niklaus.
– Essa foi a minha reação também. – Rebekah sorriu como uma boba. – Eu até achei que fosse uma piada...
– Espero que você o convença, irmã. Você sabe, Damon é... o Damon.
– Ele não vai sair desse país, Katherine. Eu não vou deixar. –Séria e determinada, ela me respondeu.
...
Eu estava sonolenta e com a cabeça encostada no ombro de Stefan, suas mãos estavam ao meu redor enquanto ele lia uma revista esportiva. Stefan era um fiel torcedor dos Lakers, ele já até havia proposto de irmos a algum jogo juntos. Entre tantas histórias de sua vida que Stef já me contara, uma delas foi sobre uma ida á um jogo dos Lakers versus Celtics, onde ele conheceu a sua melhor amiga, Lexi, na década de 50. Ela o ajudou a superar alguns traumas e o ensinou a se controlar como um vampiro experiente.
– Aquele não é o Damon? – Stefan perguntou, juntando suas sobrancelhas.
– Onde? – Rebekah pulou de sua cadeira e olhou para todos os lados. Eu também não o havia visto.
– Ali. No check in da Kipcks Airlines, o ultimo da fila, Rebekah. – Sem mais, Rebekah foi em direção á ele, eu nunca a havia visto andando com tanta firmeza. Eu e Stefan seguimos logo atrás dela.
– Damon? – Minha irmã tocou as costas dele que se virou devagar, como se não estivesse acreditando no toque em suas costas e na voz que escutava. Eles estavam frente a frente. – Oi... – Rebekah soltou um sorriso curto e pequeno mas notável. Era um sorriso que eu não via há alguns dias no rosto lindo de minha irmã.
– Oi. – Uma voz sem emoção alguma saiu da boca dele para Bekah. Damon a olhava de um jeito tão lindo. Romântico. Tudo isso me fez agarrar mais forte o braço de Stefan e inalar o seu cheiro ternamente. Damon nos olhou também, mas para Stefan foi um olhar diferente, ameaçador e cheio de desconfiança. Ele se voltou para Rebekah. – Eu já sei o que você está fazendo aqui, eu imaginei que seu pai te mandaria para cá...
– Vim te resgatar de volta para casa, é isso. – Ela envolveu o rosto de seu amado em torno de suas mãos.
– Rebekah, Mystic Falls nunca foi minha casa.
– Mas agora é. Eu sei que você quer voltar. – Damon não disse nada. – Vamos... – Ela segurou a mão dele.
– O que acha de deixarmos os dois sozinhos? – Stefan sussurrou em meu ouvido, eu concordei e ele me guiou enquanto andávamos e conversamos pelo aeroporto.
– As coisas não vão ser como eram. Não dá mais. – Damon encostou sua testa na de minha irmã, o que a fez tremer e encher os olhos de lagrimas. – Não é certo nós dois ficarmos juntos como estávamos... – Ele a beijou.
– Então, porque esse beijo? – Sua voz saiu tremula e seus olhos soltaram poucas lagrimas, afinal, Rebekah já havia chorado demais por ele.
– Eu precisava disso, você também.
– Você está certo. Mas eu quero mais... – Bekah o deu um beijo casto, Damon a colou no seu corpo, e a beijou, sedento.
– Veja o que você faz comigo. Sou um grande pecador. – Ele soltou um sorriso, mas logo ficou sério. – Eu estou perdido.
– Nós estamos. – Eles ficaram se olhando por um tempo, um contemplando o outro com caricias no rosto e no simples fato de olhar. – Apenas volte. – Vendo que Damon não havia se manifestado ela continuou: — Sem compromisso comigo, apenas com Mystic Falls. Essa cidade precisa da nossa ajuda, eu sei. Tem algo ruim lá...
– Eu aceito. – Damon disse com um leve sorriso no rosto. Essas duas palavras haviam doido tanto para Rebekah. Ela sabia que ele estava voltando por Mystic Falls, pela mensagem de voz que ela deixara, era o que Bekah pensava e acreditava.
Rebekah já estava apelando, logo ela iria quebrar a promessa de manter o segredo de Stefan. Era de se esperar. E talvez antes dela contar Damon iria descobrir. Eu queria ver minha irmã feliz e cheia de vida, de um jeito único que ela só era com Damon. Esse era o motivo que eu queria que ele voltasse. Mas, isso iria ameaçar o meu namoro. Stefan sabe se cuidar, mas se Damon quiser matá-lo ele pode fazer isso, juntamente com meu pai. Será que eles não iriam levar em consideração o meu amor por Stefan? Pelo jeito, Rebekah já não o considerava, e o único amor que ela enxergava era o dela por Damon... Eu e um vampiro. Rebekah e o nosso primo juntos. Se eles tivessem o direito de ficar juntos, eu e Stefan também teríamos de ter!
...
– Porque você está tenso? – Eu perguntei já imaginando a resposta. Estávamos voltando para casa. Damon e Rebekah não estavam no mesmo voo, eles iriam passar um tempo sozinhos antes de voltarem para Mystic Falls.
– Se algo nos separar... – A voz de Stefan falhou. Ele estava segurando o meu rosto. – Me prometa que você irá continuar vivendo a sua vida, e vai ser feliz...
– Stefan, porque você está falando isso? – Eu estava assustada.
– Damon sabe quem sou, Katherine. E ele está disposto a acabar comigo. – Eu engoli em seco e o beijei.
– Eu vou te proteger. – Stefan soltou um sorriso triste e balançou a cabeça.
– Era eu quem deveria estar te dizendo isso.
– Então diga. – Antes, nos olhamos por longos segundos.
– Eu vou te proteger. – Sorrimos um para o outro e nos perdemos em um longo e delicioso beijo.
– Você está com medo, assim como eu, uma humana... Mesmo você sendo um vampiro, ainda tem medo, ainda tem sentimentos fortes, Stefan, e isso é bom. A sua humanidade é tão intensa.
– Isso é um saco.
– Claro que não. – Eu retruquei. – Tá, é complicado, mas é você... – Stefan beijou minha testa e me envolveu em seus braços.
– Bom, eu sou complicado e minha namorado também.
– Fomos realmente feitos um para o outro, amor. – Ficamos em silencio por um tempo. – Você o mataria?
– Quem?
– Damon.
– Não, nunca.
– Mesmo que ele estivesse te caçando e você tivesse que escolher entre a sua ou a vida dele?
– Katherine, eu tenho quase duzentos anos. Damon mal chegou aos trinta. Ele merece viver mais, e ele estará fazendo o certo, o que ensinaram para ele, Damon conhece apenas esse lado. Diferente de você, amor. E... o que há de errado em matar um demônio? – Eu me desgrudei de seus braços e o fitei, brava...
– Stefan, você... Quer saber, não vou começar uma discussão com você. Tenho que aproveitar o tempo que temos, afinal, você é um suicida que não ama a própria vida... Quantos queriam ter a vida eterna! – Stefan colocou sua mão em meu ombro delicadamente, e o que eu fiz foi rejeitá-lo e se afastar dele. Me encostei no outro lado da poltrona, espremida.
– Ei... – Stef sussurrou, eu o olhei, ambos estávamos assustados, preocupados e tensos, mesmo assim, eu voltei a olhar a janela. Seria bom deixá-lo pensando um pouco, quem sabe ele iria mudar alguns de seus pensamentos que eu nunca iria aceitar.
...
Meu pai bateu na porta semi aberta do, novamente, quarto de Damon.
– Pode entrar, tio. – Damon falou enquanto desfazia suas malas.
– Damon olhe para mim. – Ele olhou para Klaus com um pouco de raiva. – Veja, eu sei que você deve estar querendo me matar nesse momento, mas mesmo assim eu...
– Não, eu te entendo perfeitamente. Você apenas quer o melhor para sua filha, assim como eu... Eu nem sei porque eu voltei.
– Você a ama. Ela te ama, eu sei disso...
– Rebekah me disse que há um vampiro aqui em Mystic Falls, isso me fez voltar, Niklaus. Mas eu não posso negar que a amo demais, porém eu estava disposto a deixá-la. Rebekah é uma menina de ouro, eu não a mereço. Sem contar com o que todos vão pensar sobre nós dois estarmos juntos.
– Não se preocupe com isso parceiro. Eu tenho certeza que Rebekah contou essa mentira para te trazer de volta, eu conheço a filha que tenho. – Niklaus bateu no ombro de Damon como um gesto de desculpas e amizade.
...
– Posso entrar? – Damon perguntou, analisando Rebekah pentear os cabelos. Ela já estava de pijamas, pronta pra dormir.
– Claro. – Ela não pode esconder seu sorriso de alegria por Damon estar em seu quarto, algo que ela imaginou que jamais iria acontecer novamente. Eles se aproximaram e se abraçaram.
– Eu achei que nunca mais iria te abraçar assim.
– Eu enlouqueci pensando em tantas coisas que eu iria perder sem ter você. Eu perderia tudo!
– Eu também sofri. Eu te amo Bekah, e não quero te deixar nunca mais. – Ambos com olhares cheios de lagrimas se beijaram ternamente. – Agora, eu preciso que me esclareça tudo o que você disse sobre termos um vampiro aqui.
– Eu menti pra você voltar...
– Eu sei que esta mentindo. – Rebekah estava desconcertada, não sabia para onde olhar e nem o que falar. Damon pegou sua mão e a acariciou. – Me conte, por favor...
– Não! – Ela se virou e começou a andar pelo quarto nervosamente. – Eu não posso te contar porque eu sei que você vai enfiar uma estaca no coração dele sem do nenhuma, Damon! Ele é do bem.
– Ele é um vampiro. Tudo o que eles querem é caçar as suas vitimas e depois sugar todo o sangue delas, ate a morte.
– E se nem todos forem assim?
– Você o conhece?
– Você esta indo longe demais, Damon.
– Talvez seja você quem tenha ido longe demais, Rebekah! – Vendo o cenário em que estavam Rebekah se acalmou e colocou o rosto de Damon entre suas mãos, como ela sempre fazia.
– Ei... Eu não quero brigar com você. Essa é a nossa hora.
– Eu tenho que mata-los, Bekah... Todos!
– Por que tanto ódio?
– Um vampiro matou a minha noiva e foi tudo culpa minha, eu devo a ela...
– Eu sei a historia. Você a levou para esse caminho e dependia dela se aceitaria ou não, como ela te amava ela aceitou, nada mais natural, Damon! A culpa não é sua. Nunca foi! Tudo aconteceu porque ela te amou de verdade. – Damon estava segurando suas lagrimas.
– Agora você me tem. Sou eu a mulher que te ama verdadeiramente e espero não morrer tão cedo e muito menos caçando. – Ela disse brincando, tentando fazer Damon sorrir. E eles sorriram.
– Eu vou cuidar de você. – Um beijo curto mas intenso aconteceu. – Eu preciso ir dormir.
– Deite-se comigo. – Com uma voz doce ela fez o pedido, sabendo que Damon não negaria.
– Claro, vou buscar o meu travesseiro. – Damon deu mais um beijo em sua amada e foi as pressas ao seu quarto e pegou um caderno de capa preta que estava guardado em sua mala ainda feita. – Stefan Wasilewski, você é o próximo. – Ele disse para si mesmo com um ar determinado. Damon escreveu o nome ‘’Stefan’’ em uma das paginas do caderno. Era nada mais, nada menos, que a sua lista de caçador. Todos os nomes que ele escrevia tinham o mesmo destino: um estaca no coração.
Notas finais
1.When I Was Younger - Liz Lawrence
2.Dirty and Clean - Stephanie Schneiderman
3.Belong - Cary Brothers
4.Gone - Olivia Broadfield
5.Amen Omen - Ben Harper
6.Im Yours - The Script
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