Because Of You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Chegou a hora do almoço, eu estava sentada em uma mesa no canto do refeitório com Tobias na minha frente, ficamos sem falar nada só comendo o que havia em nossas bandejas. Ele pegou o bolo dele dessa vez. Pensei. Eu estava comendo um suco de laranja com uma barra de cereal, não estava com fome.
Ele estava com a bandeja cheia dessa vez, dois pedaços de bolo, uma latinha de coca, pizza, e um prato de macarrão com almôndegas. Agora senti fome, fiz uma careta.
– O que foi? Tá se sentindo mal? — perguntou preocupado.
– Sim, pode me dar seu bolo? — brinquei.
– Um pedaço — disse rindo.
– Um pedaço? — falei sem acreditar. — Quer dizer que pretende comer tudo isso sozinho? — apontei para o amontoado de bolo.
Ele acenou com a cabeça rindo da minha expressão. Peguei o pedaço de bolo e apreciei, estava bom, ou eu estava com muita fome mesmo. Lynn veio para nossa mesa e sentou ao lado de Tobias.
– Oi Ly! — disse ele.
– Ly? — disse cerrando os olhos para Lynn. — Pensei que não gostasse de apelidos.
Ela fez uma cara de "Cala a boca idiota!". Revirei os olhos, ele riu disso.
– Sobre o que estavam conversando — perguntou ela mudando de assunto.
– Nada. — respondi.
– Sério? — disse ela confusa. — Vi vocês rindo, o que era tão engraçado?
Seu jeito de se amostrar para Tobias,disse a mim mesma.
– Nada, de verdade. — respondeu Tobias.
– Ah! — disse Lynn.
Acabei de comer o bolo e me levantei dali, não queria ouvir nenhuma baboseira de como o Tobias é gato, lindo e forte. Fui para fora do refeitório onde tinha um banco, me sentei e olhei para a frente a fim de ver alguma coisa boa, vejo Peter e outra menina se beijando e me fez lembrar da festa que fui.
Ah, que ótimo. Sempre que eu ver Peter vou ter que lembrar dessa maldita festa? Forcei minha cabeça a pensar em outra coisa que não magoasse, Caleb, precisava falar com ele. Voltei para o refeitório procurando um menino com cabelo curto, olhos azuis e praticamente bonito.
Achei. Ele estava em uma das mesas no centro, rodeado de amigos, era Molly, Drew, Tori e Albert.
Al — como eles o chamavam — era lindo, tinha o cabelo preto, era grande e forte, tanto quanto Tobias. Cheguei lá e todos me encararam, ouvi murmúrios me chamando de "Careta", virei e era Drew, ele nunca foi com minha cara.
– Posso falar com você Caleb? — perguntei.
– Claro. — disse ele, sempre simpático.
Nos afastamos do grupo que murmurava alguma coisa que não consegui ouvir, fui para um lugar mais calmo e comecei, meio sem saber o que dizer.
– Você ta bem? — perguntei.
– Sim.. — disse ele estranhando — porque?
– Ah, sei lá, e mamãe está bem?
– Sim, estamos com saudades. — disse ele segurando minha mão.
– Você e mamãe estão com saudades. — corrigi.
– É verdade. — disse ele fazendo careta. — Papai chegou zangado em casa um dia desses, você tem haver com isso?
Me esforcei pra lembrar, e depois lembrei do dia em que cheguei na casa de Lynn e ele estava lá.
– Sim, um pouco. — respondi.
– O que aconteceu? Foi feio? — perguntou preocupado.
– Hm.. Ele foi até a casa de Lynn levar o resto das minhas roupas, — respirei fundo – E quando meu amigo chegou lá, ele achou que estivéssemos namorando e ficou com raiva, quando ele ia me bater meu amigo segurou sua mão. Ele deve ter ficado com raiva por causa disso.
– Seu amigo? – disse abrindo um sorriso debochado pra mim.
– Caleb! – disse rindo de mim mesma.
Ele riu da minha reação, e depois perguntou.
– Qual o nome dele?
– Tobias, Tobias Eaton. – disse me lembrando de seu sorriso e olhos de um azul profundo.
– Ah, o aluno novo? – disse olhando pra mim. – Você age rápido.
Ele caiu na gargalhada e não tinha como não rir daquilo.
– Tris? – alguém me chamou, era Tobias. Parei de rir e Caleb também, ele olhou para nossas mãos juntas e eu as soltei rápido apresentando Caleb á ele.
– Ah.. – hesitei. – Tobias esse é Caleb meu irmão, e Caleb, esse é Tobias meu amigo.
Eles apertaram as mãos e depois sorriram.
– Tris, você quer ficar a sós com ele? – pergunta Caleb, eu ainda o faço pagar por isso.
Fiz cara feia pra ele e ele riu nos deixando sozinhos, Tobias fica parado sem saber o que dizer, ou o que fazer, eu também.
– Onde está Lynn? – pergunto quebrando o silêncio desconfortável.
– Ela saiu com as amigas dela. – disse ele. – Seu irmão é bem legal.
– É. – respondi.
– Tris, acho que sua amiga gosta de mim. – disse ele.
– Hm.. Legal, é algum problema? – perguntei.
– Sim. – disse não querendo dar detalhe.
Mas eu estava curiosa.
– Por que? – perguntei.
– Porque não gosto dela.
– Isso não é óbvio? – as palavras escapuliram da minha boca. – Quer dizer.. Você não aparenta gostar da presença dela quando ela está perto.
– Se ela se importasse com quem eu sou e não só com meu físico, poderia ser diferente. – disse ele.
– É, quem sabe.
– Como você. – concluiu ele.
– O quê? Como eu? – perguntei assustada.
– É, você é diferente, misteriosa.
Bufei.
– Não, sou como qualquer menina, só mais um pouco tímida, mas sou igual a todas as meninas. – respondi.
– Você é mais altruísta, gosto de você. – disse ele.
– Han? – fiquei tonta agora.
Ele percebeu e me segurou.
– Desculpe, mas você inspira coragem, ainda estava meio depressivo quando cheguei aqui, e seus olhos, tão fortes e insistentes me fizeram confiar em você. – disse ele, me encarando.
– Penso o mesmo de você. – admiti.
Ele sorriu e segurou meu rosto aproximando ainda mais, seus lábios encostaram no meu e senti a sua força toda ali, ele me puxava ainda mais para perto. Algumas pessoas viram e até gritavam, mas as ignorei, e ele também.
Me afastei e ouvi ele dizendo em murmúrio:
– Queria que estivéssemos sozinhos.
Meu coração estava batendo forte demais, falei o que veio na minha mente sem hesitar.
– Eu também.
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