Because Of You
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Estava de manhã, podia sentir o sol em meu rosto, queimando, levantei num salto, o sol continuava em meu rosto, essa é a vantagem de ter sua cama bem debaixo de uma janela, e ainda mais me esqueci de fechar as cortinas de noite, seu burro.
Fui até a janela e fechei as cortinas mas já não estava com sono, então desci para comer alguma coisa e minha mãe estava em casa, me dei conta de que era sábado, ela só trabalharia até sete da noite, e saía de casa dez da manhã.
– Bom dia. — saudei.
– Boa tarde né filho, já são dez horas e estou atrasada. — disse ela tão rápido que mal pude absorver suas palavras. — Pode cuidar do seu lanche né? Tchau — disse me dando um beijo na testa. — Te amo.
– Ok, posso sim, também. — respondi quando finalmente pude entender o que ela insinuou.
Ela saiu e fui fazer umas torradas pra mim, estava faminto, enquanto as torradas 'torravam', fui pegar leite na geladeira e senti um frio súbito percorrer minha espinha, me dei conta de que estava descalço e sem blusa, O que deu em mim hoje? Estou esquecendo de tudo.
Balancei um pouco minha cabeça e olhei pra minhas pernas checando se estava de calças, ao menos isso não esqueci, subi vesti uma blusa limpa preta e vesti uma calça jeans preta e coloquei meus sapatos.
Peguei a torrada que já estava no ponto e bebi meu leite, pensei em mandar um e-mail para Tris, mas era difícil ela checar seus e-mails então desisti, ligar pra ela também não, ela não tinha celular, então vou ligar para Lynn.
– Alô? — perguntei.
– Oi! — respondeu Lynn do outro lado do telefone.
– Oi Lynn, Tris está acordada? É o Tobias.
– Sim, ela está, quer vir vê-la?– perguntou.
– Sim, estou indo ok?
– Tudo bem, você é da família.– disse ela dando um risinho e desligando o celular.
Peguei meu casaco, mesmo não fazendo muito frio e fui.
***
Bati na porta e ouvi Lynn gritar.
– É pra você Tris!!
Ouço passos e sei que é de Tris, ela abre a porta e vejo seus cabelos loiros e lisos em sua perfeita face.
– Olá! — cumprimento.
– Olá. — responde com doçura que é sua voz. — Entre.
Entro na casa e vejo somente elas duas, Lynn está deitada no sofá da sala assistindo algum programa de Tv com uma mecha de seu cabelo curto sobre o rosto e Tris segue até lá para assistir também, eu a sigo.
– Tem certeza que vocês querem ficar aqui assistindo comigo? — Perguntou Lynn tirando uma mecha de cabelo do seu rosto.
Tris a encara como se fosse avançar em seu pescoço e Lynn parece se divertir com isso, eu respondo por ela.
– Não, estou bem aqui. — digo sentando no outro sofá ao lado de Tris, passo meu braço pela sua cintura e ela se acomoda mais calma.
Ficamos em silêncio por um tempo, tempo o bastante para dar uma hora da tarde e eu não estava entendendo nada do seriado, aliás, o que essas pessoas de casaco vermelho querem com essas meninas? Enfim, decido quebrar o silêncio.
– Tris, quer dar um passeio comigo? — murmurei para que só ela ouvisse.
– Claro. — respondeu sorrindo.
***
chegamos á praça e várias crianças vieram correndo em nossa direção e suas mães correndo atrás, Tris sorriu para uma delas e ela devolveu o sorriso, elas se conheciam? Ou Tris simplesmente sorriu por educação?
– Você a conhece? — perguntei.
– Não. — respondeu. — Podemos ir buscar meu irmão? Faz tempo que não o vejo.
–Claro. — respondi, mesmo que eu quisesse passar um tempo a sós com ela, eu entendia o seu desejo, faz tempo que eles não se vêem.
Andamos devagar, sem pressa alguma para a antiga casa de Tris e ela parecia tensa ao chegar lá, entendi tudo quando seu pai levantou a mão para ela na casa de Lynn e eu intervi. Lynn me contara o por quê dessa briga toda e não parecia um bom motivo.
Ela hesita em bater a porta, mas depois cria força e bate. Seu pai veio atender ótimo, coisa boa não vai sair.
– Olá Beatrice e...
– Tobias. – me apressei em dizer.
Ele parecia estar com nojo de mim, certamente se lembrara do que fiz na casa de Lynn, encolhi.
– Claro! Me lembro de você. – disse desviando seus olhos castanho de mim indo direto para Tris.
– Andrew. – diz Tris. – Olha, vou ser bem direta, não vim aqui falar com você! Onde está Caleb? – pergunta olhando diretamente para seus olhos como se não a afetassem.
– Acha que pode falar comigo assim mocinha? – fala Andrew apontando para Tris.
– Você não tem direito de dizer o que eu posso ou não posso fazer. – murmura Tris com o olhar furioso, ainda encarando o de seu pai. Ela não parecia intimidada por ele.
– Eu falo com você do jeito que eu quero. – retruca ele.
– Não! – grita Tris.
Quando ele parece que BATER EM Tris novamente não deixo que isso aconteça, ela fecha os olhos já sabendo e eu o soco na barriga. Ele olha pra mim perplexo e tenta me socar, mas sou mais rápido e forte. O impeço.
– Pare! – grita Tris e eu obedeço.
Ela era forte, não tinha medo de seu pai como eu tinha do meu, ela não se sentia mais ameaçada por ele, eu me sinto por Marcus, ainda vejo seu cinto em meus sonhos, indo diretamente para mim sem dó.
– Chame Caleb agora ou eu peço para que ele lhe bata novamente. – ameaçou Tris.
E eu faria o que ela acabara de pedir, adorava bater nas pessoas, era um modo de dizer que eu sou superior.
– Caleb! – chama Andrew vendo a firmeza da voz de Tris e minha posição séria. Não estávamos brincando.
Caleb veio descendo as escadas e Tris continuava imóvel, mas firme.
– Sim? – responde ele.
Andrew aponta para Tris com a cabeça e entra sem dizer mais nada fechando a porta, Caleb olha sem entender. Tris relaxa e fala.
– Vamos passear?
***
Fomos novamente á praça e já eram três horas da tarde. No começo só passeamos e observamos as coisas.
– Ei! – exclama Tris. – Vamos nos deitar na grama e ver as nuvens.
– Ok. – respondi junto com Caleb.
Nos deitamos na grama e ela era macia, muitos casais estavam fazendo isso e observamos as nuvens. Tris apontou para uma que parecia um coração, Caleb viu uma que parecia uma coroa de rei e eu vi uma que parecia uma borboleta, mas Caleb achou parecida com uma aranha, Tris estava rindo com nossa discussão sobre o que parecia ser.
– É uma borboleta. – disse.
– Aranha, não tá vendo que aquilo são patas? – retrucou ele.
– Claro que não, tá na cara que aquilo são antenas. – rebati.
– Não rapaz que namora minha irmã, aquilo são patas e o corpo dela é bem grosso.
– Não garoto que é irmão da minha namorada, aquelas coisas grossas são asas.
– Vocês querem parar? – disse Tris rindo. – Vamos embora estou com fome.
Estava ficando tarde, o sol parecia se pôr e decidimos comer alguma coisa e ir para casa. Enquanto caminhávamos para uma lanchonete que havia perto do parque eu observava Tris atentamente. Seus olhos quando se encontravam com o sol soltavam um brilho lindo e atraente, seus cabelos ficavam dourados ao sol. Ela era linda, e minha, e eu era só dela.
Caleb não era diferente, aliás, eram irmãos. Chegamos á lanchonete e nos sentamos em uma mesa perto da janela.
– O que vão querer? – uma mulher bonita com cabelos cacheados e pele dourada nos pergunta.
– Um hambúrguer com refrigerante. – diz Caleb.
– Uma vitamina de morango com chantili e pedacinhos de chocolate. – responde Tris.
Penso um pouco olhando para o cardápio e respondo.
– Um bolo de chocolate com refrigerante.
Comemos em silêncio e o bolo estava ótimo, Tris parecia gostar de sua vitamina, o copo era grande e quem quer que olhasse pra ela acharia que não era possível ela beber todo, por ser muito pequena e frágil, ela podia ser pequena, mas não era frágil. Caleb não tirava os olhos de seu hambúrguer, ele comia com tanta ferocidade que não parecia ele mesmo.
Ao acabarmos deixamos o dinheiro na mesa e fomos deixar Caleb em sua casa. Estávamos a dois quarteirões de sua casa, então seria fácil. Passamos por uma rua larga e um carro desgovernado veio em alta velocidade para nossa direção, Tris pareceu não ver e eu a empurrei para longe e o carro me pegou, tudo ficou preto.
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