Because Of You

12 XII: Momentos Como Esses


Notas iniciais
Bom, amores! Aqui está o capítulo 12 (sendo postado na data combinada)! Antes de qualquer coisa, um aviso: fiz umas pequenas alterações na fanfic. Meditando muito sobre BOY, eu cheguei à conclusão de que 15 anos não casava com tudo o que estava acontecendo. Por exemplo, a Bella saber dirigir e estar no último ano do ensino médio. Então, para ficar menos confuso e com menos erros grotescos de concordância, a idade da Bella mudou para 18. Ou seja, Edward tem dezenove. Mil perdões por fazer uma alteração assim no meio da estória, mas é de suma importância!
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Todo mundo recebeu o presentinho? (Não consegui enviar teaser a MPR).
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Curtam o capítulo! 3

XII: Momentos Como Esses.

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Edward vira as abundantes marcas dos cortes cicatrizadas em seu pulso. Executadas em momentos de pressão emocional onde não conseguia controlar-se até encontrar um alívio momentâneo — oferecido sempre ao machucar a pele com algum objeto cortante. Primeiramente começara os cortes por conta da depressão após sentir-se usada e massacrada depois do ato atroz de Liam. Desde a infância, Isabella sempre fora uma garota que restringia os seus sentimentos; era levada por Renée a várias festas de outras crianças da região, porém, preferia sempre o isolamento ao convívio social com outras pessoas de sua idade.

No início da adolescência, abriu-se apenas para uma única pessoa: Liam. O deixara conhecer os seus sentimentos, as suas fraquezas; ele a conhecia como ela realmente era, por dentro. E ele a estilhaçou em mil pedaços diferentes, fê-la sentir-se como uma escória. Jurara nunca mais deixar outro rapaz entrar em sua vida tão profundamente.

Mas então, a redoma que a mantinha afastada de outras pessoas fora derrubada. Deixara-se simpatizar por Alice Cullen — mesmo que não fossem confidentes. E posteriormente com Rosalie Hale. Seu coração tão resguardado estava novamente voltando à vida. Seu causador era um garoto de cabelos revoltos e olhos esverdeados. Não estava apaixonada por Edward; mas fazê-lo seria tão fácil quanto respirar.

Estar envolvida romanticamente com alguém ainda estava sendo algo estrangeiro para Isabella. A ficha de que tinha aceitado ser a namorada de Edward Cullen não cairia tão facilmente. Em um momento daquela manhã de sábado ele precisou se afastar, seu celular estava vibrando com alguma mensagem exasperada de sua irmã Alice. Depois de despedir-se com um beijo em sua testa, a morena observou-o sumir de seu campo de visão. Correu rapidamente ao seu quarto para apertar Kenzy em seus braços, pois estava atormentada com as mudanças tão repentinas em sua vida.

— O que eu faço, Kenzy?

Em um momento ela está desesperada por voltar às aulas depois das férias. Na sequência está recebendo um ultimato de Jessica Stanley informando que o Cullen deseja ter um encontro. Em seguida ela está sendo arrastada a uma festa estúpida onde o rapaz em questão está declamando o seu amor obsessivo durante tantos anos escondido no platonismo. Quando pensa que está tudo se encaixando no eixo, sua virgindade é entregue ao garoto que diz conservar sentimentos como... o amor.

Como se não bastasse tantas coisas acontecendo em uma velocidade inumana, aceitou o pedido de namoro de Edward Cullen! Sua parte pensante e racional estava lhe cobrando com vigor enquanto apertava o leãozinho em seus braços.

Onde estava todo aquele argumento de serem heterogêneos?

— Eu estou tão confusa, Kenzy — declarou à pelúcia que nada pode lhe oferecer em resposta. Grudou-se mais aos pelos artificiais do leãozinho, enquanto tentava reorganizar os fatos corriqueiros de sua nova e estranha vida.

(...)

— Você está com um sorriso idiota no rosto! — Alice acusou assim que o irmão saiu do Volvo.

— O quê? — replicou, estava distraído sobre os acontecimentos da manhã para prestar atenção à curiosidade da irmã.

— Por favor, Edward, diga-me que você não se aproveitou de Isabella enquanto ela dormia! — apontou seu nanico dedo. — Diga logo ou eu providenciarei uma tesoura para cortar as suas bolas.

— Eu não abusei de ninguém, Alice — revirou os olhos para o exagero da irmã. Apesar de ter aliviado a expressão assassina, não conteve o impulso de proteger a parte frontal de sua anatomia.

— E qual a razão de você ostentar esse sorriso idiota? — indagou outra vez, esperando por uma resposta satisfatória.

— Bella — o nome dela deslizou apaixonado de seus lábios. — Você deveria dizer "olá" a sua cunhada. — Cullen correu em direção à escada que o levaria para dentro da mansão, deixando uma Alice Cullen com a boca escancarada em frente à casa, pois emoção nenhuma seria suficiente para descrever o seu espanto em saber que a filha do falecido Chefe Swan aceitara namorar o idiota do seu irmão.

Correu o quanto suas curtas pernas e longos saltos lhe permitiam para alcançar o rapaz que entrara na casa e agora subia as escadas rumo ao seu quarto. Porém, aquela subida possuía mais degraus que a entrada, e tropeçaria nos saltos; precisava tirá-los.

— Edward! — gritou do início da escada, inclinando-se para baixo a fim de se ver livre dos sapatos. — Fique parado!

Edward estacou faltando dois degraus para atingir o primeiro andar. Encostou-se à parede enquanto aguardava a irmã findar a sua tarefa em livrar-se dos exagerados sapatos de saltos finos.

— Nós precisamos conversar sobre isso — sem nada para lhe impedir, correu todos os degraus, parando ao lado do irmão.

O arrastou pela mão em direção ao seu malcheiroso aposento e sentou-se na cama — depois de jogar todos os lençóis que cobria o colchão em direção ao cesto de roupa suja.

— Como você conseguiu isso? — seus olhos verdes brilhavam em expectativa.

— Eu não sou nenhuma menina fofoqueira, Alice — jogou-se na cama, colocando os braços por trás da cabeça. — Está fazendo perguntas a pessoa errada.

— Você está ameaçando Isabella?

— Ameaçando? — sentou-se apoiado nos cotovelos para encarar a irmã. — A ideia de Bella ter aceitado ser a minha namorada é tão bizarra ao ponto de parecer que eu a forcei?

— Ninguém nunca os viu juntos, Edward — Alice enumerou solícita. — Você nunca demonstrou interesse em Isabella...

— Nós conversamos em Port Angeles... — cortou-a. — Eu a pedi em namoro, mas ela recusou.

— E o que a fez mudar de ideia?

— Posso continuar?

— Claro. Prossiga.

— Renée ofereceu-me seu quarto de hospedes para eu passar a noite. Bella acordou e nós conversamos.

— Conversaram... com a boca? Do tipo em que ambos falavam? E que os dois estavam vestidos?

— Não, Alice, conversamos por telepatia — revirou os olhos. — Dialogamos como estamos fazendo agora. Com a diferença de que eu não estou apaixonado por você.

— Continue!

— Ela me contou sobre o seu passado... E depois ela me deu essa chance de ser a minha namorada.

— Você vai foder com tudo.

— Eu não vou — garantiu.

— Você vai — seus olhos eram tristes. — Bella não merece mais sofrimento, Edward. Ela te contou sobre... as cicatrizes?

— Eu vi todas elas — anuiu.

— Lembro-me de uma vez que fui até o hospital com o papai, para entender como era o seu trabalho. Nesse mesmo dia, Renée adentrou no hospital com a ajuda de Billy Black, carregando uma desacordada e ensanguentada Isabella. Ela estava muito pálida, eu fiquei horrorizada com a cena; acreditei que ela estava morta. O corte em seu pulso continuava jorrando aquele sangue — Alice contorceu-se ao lembrar-se da cena. — Eu não sei o que houve em seguida. Papai chegou a cogitar uma tentativa de suicídio, mas pelas marcas no pulso e barriga, descobriu que ela se automutilava. Bella contou a você que quase perdeu o movimento de uma das mãos?

— Ela não me contou sobre isso...

— Você não pode magoá-la, Edward. Se você a ama... Ela não merece passar por aquilo novamente.

— Eu não vou magoá-la — soou como uma promessa, que ele fazia para si mesmo.

(...)

Distante de Forks, percorrendo em uma velocidade acima dos limites de trânsito, Jessica Stanley segurava apertado a jaqueta de couro de James. Despida de um capacete, ela sentia o vento açoitando os seus cabelos e um zumbido estranho adentrar seus ouvidos. Apoiando a cabeça no ombro do amigo, constatou que estavam ultrapassando os 90 km/h.

— Se isso for uma tentativa de suicídio, por favor, morra sozinho! — Jessica gritou.

Pelo espelho do retrovisor pôde reparar num sorriso de zombaria dirigido à sua pessoa. Para provocá-la, aumentou a velocidade. Praticamente voavam pela estrada deserta; as árvores das laterais passavam como um borrão.

— James! — Stanley gritou novamente, aproximando-se para morder seu ombro.

— Sua vadia! — reclamou, diminuindo a velocidade da motocicleta.

— Eu estou tonta, ok? — defendeu-se.

— Se você me morder novamente... juro que a jogo bem no meio da estrada, Cadela.

— Você não seria capaz de fazer uma deselegância dessas! É com esse comportamento que você pretende conquistar a doce, delicada e retardada Isabella?

— O que eu pretendo fazer ou não, no que diz respeito à Bella, não é assunto seu. Fique fora disso.

(...)

Edward chegou à sua casa exatamente duas horas após ir embora. Ele estava com outras roupas; uma camisa de linho e uma calça jeans.

— Já está pronta? — Cullen perguntou enquanto seguiam até o Volvo.

— Não pretendo ir para nenhum lugar — resmungou, parando a centímetros do carro.

— Está enganada — riu. — Vamos ao cinema.

— Eu não gosto de cinema.

— Mas os ingressos para o filme já foram comprados, Bella.

— Então você perderá o seu dinheiro — içou as sobrancelhas.

— Isso não é justo.

— Injusto é você querer me arrastar a um lugar que não me faz bem — cruzou os braços.

— Tudo bem, então nós podemos ir a uma pizzaria.

— E precisa ser em Port Angeles?

— A pizza daqui mais parece uma massa de modelar de tão dura.

— Não é tão ruim — deu de ombros. — Isso não é nenhuma desculpa para você dormir em minha casa, é?

— Eu não tinha pensado nisso até você lembrar — piscou.

— Duvido que você não pensou! — acusou.

— Você tem a minha palavra.

— E quem me garante que eu posso confiar em um Cullen?

— Eu já quebrei alguma promessa? — Bella fingiu pensar. — Não, e você sabe disso.

— Certo – Bella exalou o ar pela boca. — Nós estamos indo a uma pizzaria em Port Angeles porque, aparentemente, a pizza da Sra. Clearwater é uma massa de modelar disfarçada. Nada de ser uma desculpa para fazer Renée oferecer moradia por uma noite?

— Exatamente – confirmou. — Ainda está cedo, então dá tempo de comer a pizza, perambular pela cidade e depois ainda passar em Rialto Beach.

— Rialto Beach? — Isabella repetiu. Edward balançou a cabeça, assentindo. — Isso é uma insanidade! Por que devemos ir à Port Angeles, e depois gastar quase duas horas seguindo para Rialto?

— Por que não há nenhum comércio decente em La Push.

— Então, saímos de Forks e seguiremos para Port Angeles. Depois, voltaremos para La Push e, por último, Forks? Continuo achando uma insanidade.

— Mas podemos passar mais tempo juntos — contestou.

— Isso é praticamente um sequestro!

— Eu não me incomodaria em sequestrá-la por uma noite — seu tom era malicioso.

— Não estou levando uma bolsa — avisou.

Abriu a porta do carona para que a namorada se acomodasse e fez a volta no carro para colocar-se no assento do motorista.

— Não precisa se preocupar — afirmou.

Isabella se acomodou mais ao banco do carona deitando a sua cabeça contra o vidro do Volvo. Em seu bolso, lembrou-se que trouxera o seu ipod. Erguendo o quadril, puxou o aparelho do bolso juntamente com os fones. Colocou-os no ouvido enquanto selecionava alguma música que havia em sua playlist formada há dois dias. Não havia músicas felizes ali, contudo. Selecionou Because of You, de Kelly Clarkson e a apagou. A letra que carregava tristeza em cada linha era como se contasse a história de sua vida.

— O que você tem aí? — perguntou Edward, curioso sobre o que a garota tanto mexia no ipod.

— Acho que nenhuma faz o seu estilo — argumentou Bella, com as sobrancelhas arqueadas.

— Taylor Swift, Justin Bieber, One Direction ou The Wanted? — a voz de Edward estava divertida ao citar os ídolos teen.

— Não. Nada de cantores ou grupos adolescentes.

— Você é uma adolescente — lembrou-a.

— Mas eu não curto a música de nenhum deles.

— E o que você curte?

— Para adicionar ao seu Dossiê Bella Swan? — satirizou, revirando os olhos.

— Seria de grande ajuda saber que tipo de música você gosta — umedeceu os lábios. — E ainda preciso saber qual é o tamanho do seu sutiã.

— Nunca — Isabella silvou.

— Eu vou descobrir. Breve.

— Eu gosto de Celine Dion.

— Por causa de Titanic?

— Talvez. Você já prestou atenção à letra de My Heart Will Go On?

— Provavelmente eu estava entretido demais à cena em que ela é tocada no filme — a morena lança um olhar fumegante ao rapaz.

— A letra é melancólica. Embora It's All Coming Back Me Now ganhe no quesito de letra triste.

— Nada de músicas felizes? — Edward perguntou cauteloso.

— Eu nunca tive motivos para gostar de ouvir músicas felizes. A letra sempre parecia estar zombando de mim. Mas... — corou ao encarar o ipod. — Eu encontrei uma música, ontem, que era bonita demais. Não é algo terrivelmente feliz, claro. Certo, é uma música animada.

— E que música seria essa?

— Christina Aguilera tem uma voz... Deus! A voz dela é simplesmente perfeita. O timbre dela é... Certo. A música é Ven Comigo, é em espanhol. Não conheço muito a língua.

— Não tem versão em inglês?

— Eu não procurei por uma — buscou na lista a música.

— Quero ouvir depois. Se deixou a minha garota animada é porque é boa.

(...)

Em Port Angeles, eles caminharam pelas ruas da cidade com as mãos unidas. Parecia um casal comum, apaixonado. Bella ainda se sentia desconfortável com toda aquela mudança, mas aos poucos tentava se acostumar a agir como uma namorada. Não aprendera a ser carinhosa, e nem sabia fazê-lo a outra pessoa. Mas sempre buscava retribuir os afagos de Edward. Quando ele lhe beijava, correspondia com a mesma paixão.

Chegaram então a uma rua de paralelepípedos onde estava localizada a pizzaria; a fachada do lugar não era espalhafatosa e nem chamaria a atenção de quem não o conhecesse. A entrada era sem nenhum atrativo especial — além da escada de madeira, e tendo em ambas as laterais algumas flores aromatizando o ambiente. A porta de vidro era cheia com papéis de avisos sobre pagamentos até de festivais de música que aconteceria em breve. Adentraram o lugar, e em seu interior a mesma simplicidade; as cadeiras e mesas eram de madeira, havia alguns quadros de pintores desconhecidos enfeitando as paredes, lá no final um balcão onde duas mulheres conversavam entediadas.

Logo uma estava ao lado do casal, guiando-os até uma sessão mais reservada. A mesa era propriamente para duas pessoas, e Edward sentou-se ao lado de Isabella. A encarava como um bobo apaixonado que era, sempre segurando as suas delicadas mãos e as levando em direção aos seus lábios para beijá-las. O rubor aparecer na bochecha da menina era algo que ela não obtinha controle.

— Eu ainda não estou acreditando que é real — agora ele tinha as suas grandes mãos em concha no rosto juvenil. Seus dedos afagam a sua bochecha e pescoço.

— Mas é real — não passou de um murmúrio. Pegando o namorado desprevenido, beliscou a pele nua de seu braço. — Viu? Não está dormindo.

Edward apenas sorriu com o ato da garota. Trouxe os seu rosto para mais próximo do seu, almejando beijá-la. Seu desejo por ela ainda continuava vivo; ele ainda a queria. Diminuiu a intensidade do beijo quando sentiu o incômodo em suas pernas como prova de sua excitação.

— Já volto — beijou-a na testa antes de sumir em direção aos banheiros.

A tensão que Isabella sentia se dissipou com a ausência do Cullen; respirou em alívio, finalmente, depois de mais de uma hora com a tensão permeando o seu corpo. Enquanto ele estava ausente, juntou os cabelos na mão e os jogou ao ombro esquerdo. Mesmo sentindo um frio onde estava descoberto, fitou as mãos sobre a perna.

"Relaxe, relaxe, relaxe e relaxe", repetia como um mantra.

Quando ele voltou parecia muito mais disposto a continuar a beijá-la embora comedido. Não avançava a língua para dentro de sua boca e nem gemia quando ela mordiscava minimamente o seu lábio.

A moça que os recepcionou voltou minutos depois trazendo consigo uma gigantesca pizza. Ao encarar a massa que era colocada no centro da mesa, Bella não evitou o choque. Era massa suficiente para umas quatro pessoas, no mínimo.

— Uau — exclamou encarando o pedaço que era colocado em seu prato.

— Eu não sei se você bebe vinho, Bella, por isso eu pedi que ela trouxesse Coca-Cola para nós.

— Coca parece boa para mim — pegou um pedaço, pronta para comer.

— Você parece assustada — riu estando com a boca cheia e mesmo sabendo que era falta de educação.

— Isso é... — apontou para a pizza, sem nenhuma definição suficiente boa para dar. — é simplesmente gigante.

Edward explodiu em gargalhadas.

— Eu sou um garoto em crescimento, Bella — fitou-a circunspeto. — Preciso me alimentar bem, muito bem.

— Você come muito... — engoliu o pedaço da pizza, limpando o canto da boca com guardanapo ao sujar com o queijo derretido. — Como você não é nenhum gordo?

— Essa pergunta vale um milhão de dólares — bebeu um pouco da Coca. — Não tenho tendência a engordar.

— Mas você é um membro assíduo da academia — deu de ombros, ao lembrar-se dos músculos definidos de seu braço ou então dos "gominhos" em seu abdômen.

— Uma vez ou outra. Sou preguiço para academia, mas, você sabe, eu jogo basquete às vezes...

— Claro... o basquete.

— Você precisa revogar a ordem que a impede de entrar na quadra, eu gostaria que você me assistisse jogar.

— Há uma ordem, realmente? — seus olhos pareciam dois discos perdidos no espaço.

— Depois que você quase matou as bolas do professor, ele achou justo impedi-la de colocar os pés dentro da quadra.

— Como eu nunca soube disso? — perdeu rapidamente a fome. — Eu achei que estava apenas proibida de ir à quadra porque eu quebrei o nariz de Nora... e de mais alguns alunos.

— Também — colocou mais um pedaço da gigantesca pizza em seu prato. — Você é como uma ameaça de "guerra" — torceu os lábios.

— Eu perdi a fome — afastou o prato com sua quase intocada pizza.

Edward fez sinal para que a jovem atendente visse ao seu encontro, pedindo para que guardasse o restante da pizza em uma caixa, pois levaria de viagem. Chegaram ao local deserto onde Edward estacionara o Volvo e entraram. Isabella mantinha-se silenciosa desde que soubera da ordem de afastamento e não participou ativamente de mais nenhuma discussão. Estava frio em Port Angeles — mesmo sendo antes do meio-dia.

No conforto do Volvo, o rapaz colocou a pizza no banco de trás enquanto puxava Isabella para os seus braços, aninhando-a em seu peito como se ela fosse um bebê indefeso. Ela segurava forte em sua jaqueta que os nós dos dedos estavam brancos. Beijava a sua testa constantemente, balançando-os para frente e para trás. Bella conservava os seus olhos fechados, apreciando aquela sensação de segurança. E, querendo agradecê-lo de alguma forma, trouxe o seu rosto para cima, olhando-o com os orbes castanhos brilhantes cheios de pedidos e promessas. Ele se inclinou para juntar as bocas em um sôfrego e febril contato. Ainda sentada estranhamente sobre as pernas do Cullen, Bella tentava o máximo que podia imiscuir as suas inocentes mãos entre os cabelos emaranhados do rapaz. Quando precisou de oxigênio, afastou-se, distribuindo beijos por toda a pele do pescoço do garoto; as mãos inocentes agora tentavam desfazer-se da jaqueta pesada, quando uma mão lhe parou.

— O que você está fazendo? — era uma voz rouca, como o puro desejo nadando de cada sílaba.

— Tirando a sua roupa — corada suas bochechas estavam. Seus olhos jaziam fechados e os dedos parados no terceiro botão.

— Bella... — Edward tentou impedi-la, mas foi silenciado com um dedo indicador sobre os lábios.

— Eu quero — ela consentiu.

— Aqui, no carro? — seus pensamentos estavam turvos com o pensamento de fariam amor pela primeira vez.

Sem apostas. Apenas Edward e Isabella.

— Você não quer?

— É claro que eu quero, mas aqui é apertado e estamos numa via pública. Passam pessoas por aqui, embora esteja tudo deserto. Ou você pretende ser presa?

— Não, não posso ser presa — afastou-se um pouco, frustrada.

Edward a impediu pelo punho.

— Há um lugar... um motel na verdade...

— Motel? — Bella o interrompeu, chocada.

— Vou entender se você não quiser ir... — acariciava a sua cintura. — Só que lá é mais seguro do que aqui.

— Eu não posso ir a um motel, Edward!

— Qual o problema em irmos a um motel, neném?

— Certo. — anuiu.

Vitorioso, Edward colocou Isabella sentada ao seu lado que, nervosa, pegara a caixa com a pizza e comera dois pedaços enquanto seguiam até o motel. Nunca em sua vida pensou que estaria indo ao lugar em que os casais se entregavam à luxúria. Quando o carro subiu uma rampa, soube que estavam entrando no antro do prazer. Ele parou o Volvo em frente a uma vidraça de um cubículo de azulejo em que o homem — um barbudo estranho — perguntava qual o tipo de quarto ele gostaria.

— Apartamento Superior — ele parecia estar familiarizado com as opções do motel sem nome.

— Forma de pagamento?

— Cartão de crédito — buscou a carteira que estava dentro do porta-luvas. Entregou-o ao homem barbudo.

— Qual o período? — inquiriu novamente, digitando em seu computador.

— 4 horas — Isabella quase se engasgou com a própria saliva. Edward a encarou de soslaio.

— 80 dólares — apenas informou, pois o cartão já estava efetuando o pagamento. Entregou uma chave a Edward com o chaveiro de uma escultura de um casal despidos. — Garagem número 138, tenham uma boa diversão.

Edward arrancou com o carro seguindo o restante da rampa. Passou por várias garagens estacionando o Volvo ao encontrar a placa indicando ser o quarto 138. Bella estava nervosa; suas mãos além de trêmulas estavam frias como um cubo de gelo. Edward apertou algum botão no chaveiro, e a porta de aço se abriu automaticamente, fazendo com que ele adentrasse. Desligou o Volvo, apertando outra vez o botão para fechá-la. A porta branca logo à frente indicava que era a entrada para o pecado.

— Se você não quiser entrar nós vamos embora, ok? — ele virou seu rosto para encará-lo.

Ela respirou algumas vezes, em busca de coragem.

— Certo. Eu acho que já estou pronta.


Notas finais
Hey, amores! Há algumas lacunas na história da Bella com o Liam e o que ele exatamente fez. Próxima postagem será um pequeno extra sobre isso. Apenas sobre esse passado da Bella. Quando o Liam chegou à casa da Bella o Charlie ainda era vivo. Charlie morreu meses depois que ele foi embora. Bella começou a se cortar por alívio por causa do Liam; para suicidar-se após a morte do pai. Ela perdeu duas pessoas que amava em um curto espaço de tempo.
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O extra será postado no dia 22/1 e o capítulo treze no dia 25/1
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Deixem comentários! Eles continuarão sendo presenteados com imagem, gif e teaser. Se alguém não quiser receber é só avisar ;)
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Mil beijos, Annie.