Because I Love You 2 .
8 Não existe modo de defesa, okay?
Notas iniciais
“— Não é nada, Percy eu só... Acho que acabei de ser insensível com uma amiga. — Encostou a cabeça na mesa.”
Depois daquilo Annabeth rodou a escola atrás da amiga, mas Thalia simplesmente sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Ninguém teve noticias dela pelo resto do dia. Annabeth ficou muito preocupada, Thalia sumira antes mesmo de o período acabar.
— Thalia onde você está em? Estamos preocupados... Da para atender a droga do telefone? — Já era a quinta mensagem de voz que Annabeth deixava em sua caixa postal. Nesse momento dirigia até a casa dela.
Assim que chegou à rua do prédio, pode ver uma moto entrando na garagem. Acelerou mais um pouco e viu perfeitamente a garota descendo dela, Annabeth fez o mesmo descendo do carro e caminhando até a menina. Ambas ficaram se encarando, um clima de tensão se fez no ar, Thalia revezava seu olhar sobre Annabeth e sobre a porta de entrada.
— Eu só quero... Conversar. — Annabeth falou o mais calmo possível, tentando aproxima-se. O olhar de Thalia novamente foi à porta, e novamente voltou a ela. — Não, nem pense nisso.
Thalia deu um pequeno sorriso de lado, e em uma fração de segundos, disparou em direção ao prédio, passando pela porta.
— Droga! — Annabeth correu tentando acompanhá-la. — Thalia pare de ser criança! — Gritava ofegante enquanto passava pelo saguão, Thalia já subia as escadas, sempre fora melhor em esportes.
Ela não atendeu a seu pedido, continuou subindo rapidamente aos degraus, Annabeth estava quase morrendo e nem tinha passado da metade.
— Viu, é nisso que dá não se exercitar. — A voz de Thalia estrondou pelo lugar, Annabeth olhou para cima e a menina sorria já no andar de seu apartamento. Ela piscou e entrou pela porta.
Annabeth suspirou sentando-se no degrau, pegando o celular em mãos e ligando para ela novamente.
— Aaalo? — A voz de Thalia cantarolou do outro lado.
— Agora me atende?
— Oh, se refere as 15 chamas perdidas? Tsss... Desculpa... O celular estava desligado. — Aquilo não pareceu nem um pouco sincero.
Annabeth sorriu enquanto subia a escada. — Eu, você, e até mesmo o Percy sabe que ele não estava.
— Sua palavra contra a minha.
— Por que correu de mim?
— Por que não correria? Uma pessoa me encarando fixamente no meio da rua, é um pouco assustador não acha?
— Não quando essa pessoa é sua melhor amiga.
— Hm... — Murmurou. — Tem alguém aqui muito convencido.
— Não sei do que está falando. — Sorriu.
— Eu, você, e até mesmo Percy sabe...
— Será que pode abrir a porta? — Annabeth falou sem ser pelo telefone.
— Uhh, já chegou aqui? — Thalia respondeu da mesma forma.
— Sim, abra.
— Hm... Não sei não. Será que devo? — Annabeth pode escutar o barulho, quando Thalia encostou-se a porta.
— Preciso conversar com voc-...
— Não Annabeth. Você veio se desculpar. — Thalia a interrompeu. — O que não faz sentido já que não fez nada de errado.
A loira suspirou. — Deixe-me entrar.
— Não vai vim com o tal “modo de defesa” de novo não é?
— Thalia escu-...
— Não, me escute você. — A voz dela permanecia totalmente calma. — Não existe modo de defesa, não é como se isso justificasse minhas ações. Beijei Leo porque quis, fui ignorante com você porque quis, fiz tudo àquilo porque quis. Você, não deve se desculpar, não fez nada de errado eu sim. E não, não me sinto mal, não me importo, e está errando em vim me pedir desculpas, elas não valerão de nada para mim. . — Annabeth ficou sem palavras. — Que bom que acabamos, até amanhã, foi uma ótima conversa. — Pode escutar os passos da menina lá dentro, distanciando-se da porta.
A loira novamente suspirou, odiava quando Thalia ficava naquele estado. — Não pense que acreditarei nisso. — Gritou e pode ouvir um sorriso desdém lá dentro.
— Pós devia.
( . . . )
Mais uma semana havia passado, Thalia permanecia distante, sem nem olhar em sua direção. Nico estava mesmo acreditando que ela já tinha o esquecido por completo.
Á observa de seu lugar, como de costume suas salas eram as mesmas que as dela. Thalia parecia completamente concentrada nos cálculos, Nico havia notado isso nela, Thalia estava realmente se esforçando na escola esses tempos. Concentrada em cada linha que era escrita na lousa, perguntava quando tinha duvidas, nem parecia a mesma garota do começo do ano... Aquela com dificuldade em praticamente todas as matérias.
— Di Ãngelo. — A voz do professo o tirou de seus pensamentos. — Poderia prestar atenção aqui por favor?
— Sim... Claro, me desculpe. — Voltou os olhos a lousa, mas ainda assim com o canto do olho, vez ou outra a observava.
. . .
A aula acabou e Thalia levantou-se imediatamente caminhando até o corredor, como já era pouco mais de meio dia, todos os alunos iam para o refeitório na hora do almoço. Mas ela não... Nico havia notado que Thalia simplesmente desaparecia neste horário.
— Annabeth! — A chamou assim que passava pelo corredor.
— Sim? — Caminhou até ele.
— Para onde... Para onde ela vai? — Observou Thalia que seguia o caminho contrario de todos os outros alunos, saindo pela porta.
— Ninguém sabe. — A loira suspirou. — Thalia está diferente, ela... Está pior.
— Pior? — Nico a encarou. Sentiu seu coração pesado novamente.
— Sim, ela... — Annabeth ficou com o olhar distante, como se pensasse em mil coisas ao mesmo tempo. — Ela está mais distante que das outras vezes.
Aquilo não o deixou mais calmo, se até mesmo Annabeth parecia assustada com a “nova Thalia” Nico até temia o que estava por vim.
— Acha que ela está agindo assim...
— Por sua causa? — Annabeth voltou os olhos a Nico, e ele assentiu tristemente. — No começo achava que sim, mas-... Mas agora sinceramente não sei mais. “Não existe modo de defesa, fiz tudo aquilo porque quis” — Repetiu as falas da menina, novamente pensativa. — Ela me disse isso... “Você não deve se culpar”. — Annabeth encarou a porta. — Não sei se desta vez tem volta. — Ela olhou para Nico engolindo o seco, com um fraco sorriso de lado.
— Annabeth! Vamos! — Piper gritou seu nome do fim do corredor. — A pizza vai acabar!
— Já vou! — Gritou. — Tchau Nico. — Lhe deu dois tapinhas no ombro e saiu, seguindo a amiga.
— “Não sei se desta vez tem volta...” — Nico murmurou ainda encarando a porta, aquela idéia o assustava tanto. Não poderia ser verdade... Não, depois de tudo. Não poderia acabar assim, com ela simplesmente o ignorando. Nico sentia vontade de chorar, amava-a tanto que chegava a doer.
— Romeu? — Uma voz lhe chamou e Nico levou a mão rapidamente aos olhos.
— Hum?
— Está tudo bem?
— Sim... Só, só caiu algo em meus olhos. E eu tenho um nome, “Nicolas” não Romeu.
— Desculpa. Mas acho fofo. — A menina sorriu.
Nico abriu brevemente os olhos encarando-a.
— O que foi Lipso? Mais problemas com Leo?
— Ui. Essa doeu... — Fez uma careta. — Sabe, pensei que fossemos amigos.
Nico deu um breve sorriso à mão ainda sobre os olhos. — E somos. Desculpe, é que esse cisco está mesmo me irritando...
— Claro, o cisco... — Aproximou-se um pouco sussurrando: Thalia.
Nico novamente sorriu. — Ui essa doeu. Sabe... Pensei que fossemos amigos.
Calypso o acompanhou. — É somos só deixe-me ajudá-lo. Já que me ajudou antes. — Segurou a mão do menino tirando-a de seus olhos. Estavam vermelhos e marejados, a menina passou a mão por suas bochechas limpando brevemente a lagrima que caia por ali. — Vem, vamos comer um pouco. Te devo um sorvete. — O arrastou, puxando-o pelo braço até o refeitório.
( . . . )
— Você não devia ficar aqui sozinha. — Uma voz alertou, Thalia olhou para as árvores, mas não via ninguém, então olhou para cima. Um garoto estava deitado em um dos galhos.
— Pensei que ninguém viesse aqui. — Sentou-se abaixo da árvore sem se importar com a presença dele.
— Que rude, está me chamando de ninguém? — Sorriu sentando-se ao galho.
— Não me leve a mal, só não quero falar com ninguém.
— Tsss... De novo? Já vi que simpatia não é uma de suas qualidades. — Pulou do galho sentando-se na frente dela, lhe estendendo a mão. — Sou Ethan, Ethan Nakamura. — Ele sorriu, seu sorriso era muito bonito, charmoso. Mas ele em si era ainda mais. pele pálida, cabelos negros que caiam sobre olhos, esses que por sua vez eram puxadinhos o que o deixava fofo.

Ela lhe olhou sem expressão alguma no rosto. — Você sempre se apresenta como o James Bond?
Ethan novamente sorriu, e ao notar que ela não apertaria sua mão a abaixou. — Gosto de meninas assim.
Ela suspirou. — Ótimo! Mais um masoquista na escola. — Mordeu sua maçã.
— Ah não eu... Não sou dessa escola.
— Não? — Mantinha os olhos em sua maçã. — Hm... Então mais um masoquista em uma escola qualquer.
— Não vai perguntar de que escola sou? — Ele parecia divertisse com a falta de interesse daquela garota. — por que estou aqui?
— Se perguntar você vai embora?
— Não... — Sorriu, e ela revirou os olhos.
— Então não me interessa saber.
Ethan ficou a encarando. — Você é bem interessante sabia? Não sabia que tinha garotas como você aqui na The olimpians.
— E não tem, acredite. Eu sou única. — Thalia sussurrou como segredo, então piscou para o menino, mordendo novamente a maçã.
— É já percebi, seu namorado deve ser um cara de sorte.
— Não tenho um namorado. — Thalia olhou para cima observando as folhas da árvore atentamente.
— Há, jura que não? — Parecia surpreso. — Que interessante.
Voltou os olhos a ele, seus olhos eram de um azul tão intenso que quase o hipnotizava. — Não, nada interessante isso não quer dizer nada.
— Para mim sim. — Sorriu maliciosamente.
— Para mim não. — A menina pegou seu celular colocando os fones no ouvido.
— A qual é, não seja mal educada. Vou te dizer o porquê de está aqui.
— Ah, essa historia parece mesmo divertida. Mas não. — Deu play na musica mão o menino puxou os fones de sua orelha. — Você não vai me deixar em paz vai?
— Não...
Suspirou cruzando os braços. — Okay, vá em frente, conte.
— Sou da Roma. — Encarou-a esperando sua expressão tornasse raivosa, suas escolas odiavam-se por natureza. Mas isso não aconteceu, ela continuou o encarando como antes, acenou a mão para que ele continuasse.
— E...?
— E... Isso não te assusta?
— Não. Por quê? deveria?
— Não. — Sorriu algo naquela garota o intrigava.
— Ethan vamos. — Uma voz o chamou, ele olhou brevemente e logo reconheceu o uniforme roxo e branco de sua escola.
— Tenho que ir, Reyna está ali.
A menina não parecia muito interessada, ela deu de ombros e já ia colocar o fone nos ouvidos novamente.
— Como você é mal educada em. — Ethan sorriu puxando o fone de suas mãos.
— E você enxerido.
— Ao menos me diga seu nome.
— Eu sou Thalia. — Falou pegando os fones de volta. — Thalia Grace. Foi um prazer Ethan agora vai embora. — Ela sorriu, e colocou os fones no ouvido.
Aquela garota era inacreditável, Ethan não pode deixar de sorrir. Levantou-se.
— O prazer foi todo meu... — Murmurou enquanto caminhava até a líder do conselho. — Thalia Grace...
( . . . )
Piper estava emburrada com o rosto apoiado nas mãos.
— O que foi em Pipes?
— Por sua causa... Não peguei pizza.
— Ah, algo me diz que não é só isso.
— Okay. Já que perguntou.
— Eu não perguntei-...
— Jason. — Ela continuou. — Jason preso em uma sala conversando com a líder bonitona do conselho.
Annabeth sorriu. — Esta falando de Reyna?
— Quem mais poderia ser? É claro que é ela. Aquela... Romana bonita maldita.
— Não sei se pode considerar isso um insulto.
— Estou falando serio. — Encostou a cabeça a mesa.
— A vamos lá rainha da beleza. Não precisa se preocupar, Jason não vai fazer-... AI MEU DEUS! Jason está beijando aquela garota.
Piper arregalou os olhos olhando imediatamente para trás, mas não tinha nada ali. Ela voltou os olhos para Annabeth que sorria.
— Isso não tem graça.
— Ah para, transformei seu medo em alivio.
— Sua... Gênia! — Piper sorriu e Annabeth também.
— Não foi nada.
— Oi. — Percy sentou-se a mesa, com um grande pedaço de pizza em sua bandeja, Piper ficou o encarando fixamente. — Piper?
— A não se preocupe, ela só quer a pizza, não machucara você. — Annabeth alertou calmamente.
— Não machucara? — Percy voltou os olhos a Annabeth incrédulo.
— Talvez, Os dedos no máximo.
— Perder... Perder os dedos? — Perguntou assustado, ela assentiu.
— Só entregue a ela... — Annabeth tinha um olhar macabro. — Nada de ruim acontecera.
Percy jogou sua bandeja imediatamente para Piper, afastando-se o máximo possível dela, e agarrando Annabeth que sorriu retribuindo.
— Obrigada. — Piper sorriu gentilmente. — Não gostaria de arrancar seus dedos. — Aquele sorriso gentil em seus lábios, só o deixava com mais medo.
Ele assentiu ainda um pouco assustado, mas mais calmo agora que a loira alisava brevemente seus cabelos.
— Sabe onde Jason está Percy? — Piper perguntou.
— Não. Na última vez que vi, ele estava com Reyna, tentei e chamá-lo, mas não me deixaram entrar na sala.
Piper quase se engasgou com a fatia de pizza. — Quer dizer que eles estão lá... Sozinhos... Numa sala.
— Sim? — Estava com receio de responder.
Piper novamente bateu a cabeça contra a mesa.
— Ah vamos Piper para com isso.
— É fácil falar quando está ai agarrada a seu namorado.
— O quê? Claro que nã-... Espera ai, é mesmo. — Sorriu dando um selinho no menino.
— Ah, me matem logo! — Murmurou.
Annabeth sorriu beijando-o agora mais demoradamente, as mãos do menino desceram a sua cintura colocando-a de frente a ele.
Piper levantou a cabeça. — A pelos deuses. Serio que tem que se pegar agora? Aqui... Bem na minha frente?
A loira separou-se de Percy com uma mordida em seu lábio inferior.
— Okay, vamos nos comportar.
— Meu almoço agradece. — Forçou um sorriso.
— Hey. — Jason sentou-se a mesa ao lado de Piper, dando uma breve mordida em sua pizza. — Tudo bem linda? — Beijo-a na bochecha.
— Sim. — Sorriu para ele.
— Não me parece bem.
Desceu os olhos a sua fatia de pizza.
— Ah vamos Pipes, não está assim por Reyna está?
Annabeth e Percy se encararam. — E então... Já está tão tarde. — Percy levantou-se saindo imediatamente.
— E eu... Deveria está em algum lugar agora. — Annabeth foi logo atrás.
— Serio? Por Reyna?
— O que posso fazer? — Voltou á encará-lo. — Gosto tanto de você, isso me torna insegura, tenho medo... Medo de perdê-lo.
Jason sorriu completamente derretido. — Não precisa Pipes. Não precisa eu só... Estava falando sobre coisas da excursão, nada de mais. Não precisa ficar insegura, não precisa se preocupar. Eu gosto de você, e só você. Não vai me perder. — Passou a mão pelas bochechas da menina, Piper virou-se no banco ficando de frente para ele.
— Mesmo, mesmo?
— Mesmo, mesmo. — Tirou a franja da frente de seus olhos. — Confie em mim.
— Confio em você, não confio nela. — Ressaltou com uma careta.
— Reyna é uma garota legal, vocês seriam ótimas amigas.
— Nem em sonho, está pedindo de mais.
Jason gargalhou. — Okay, não pode me culpar por tentar certo?
Ela deu um pequeno sorriso enquanto a mão do menino passeava por seu rosto, ele tocou gentilmente seu nariz fazendo-a sorrir.
— Eu amo você. — Murmurou aproximando seu rosto do dele.
— Também amo você. — Sorriu juntando seus lábios aos dela.
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