Notas iniciais
Helo, olha eu aqui. eu sei que demorei E ME PERDOEM e que o sinal aqui está pessimo, toda hora cai e só arrumei um pc pra postar hoje. NÃO DA PARA RESPONDER VOCÊS. ESTOU SEM NET, MAS TENTAREI, JURO! E SE NÃO RESPONDER AGORA QUANDO VOLTAR PRA SP RESPONDEREI A TODOS! ENTÃO NÃO DEIXEM DE COMENTAR PLEACE! Bom gente, vou parar de enrrolar, vai que cai de novo. espero que gostem e nos vemos la embaixo.

Reyna ouviu um barulho suspeito vindo da casa grande, então achou melhor conferir. Olhou mais uma ultima vez para á enfermaria, Luke permanecia apagado na maca e Leo roncava alto enquanto dormia sobre uma cadeira.

Não teria problema deixa-los sozinhos por alguns minutos.

Seguiu para fora do lugar, caminhando pelos campos de morangos e indo pelo tão conhecido caminho da casa grande, quando já estava na metade, deparou-se com uma área um tanto quanto suspeita. A floresta ficava iluminada por algo. Estranhou aquilo então aproximou-se — com cuidado claro, para não ser notada, caso tivesse alguém lá.

Primeiramente pôde ver uma barraca, a luz da fogueira iluminava brevemente tornando visível, sombras lá dentro. A silhueta de duas pessoas, um garoto, e uma garota. Dava para vê-los com os rostos bem próximos, como se compartilhassem um beijo.

Reyna estreitou os olhos e deu um passo para frente, tentando ver mais de perto, mas assim que o fez arrependeu-se, um galho quebrou com um “clac” e o casal separou-se no mesmo momento.

— Você ouviu isso? — A menina perguntou em um sussurro, por mais que a voz estivesse baixa, Reyna reconhecia perfeitamente. Piper.

— Ouvi. — Concordou o menino. Jason.

— Então vai ver o que é!

— O quê? E se for um monstro?

Reyna segurou o sorriso. “muito másculo” pensou.

— Você é um homem ou um saco de batatas? — Piper sussurrou, mas parecia brava.

— Um saco de batatas, se isso me manter longe de monstros.

Um “tap” escoou assim que Piper lhe deu um tapa no braço.

— Vá logo ver o que é!

— Eu não, vá você...

— Jason!

— Piper!

Ambos ficaram em silencio por algum segundo e Reyna se contorcia segurando a risada.

— Já sei! — Jason chegou á conclusão. — Que tal: ambos ficarmos aqui, longe de monstros e seguros? Já viu nos filmes de terror? Ninguém nunca mata o casal na barraca, só matam os que saem.

— Mas é muito covarde mesmo... — Piper suspirou.

— O quê? Eu não sou covarde, só esperto.

A menina suspirou dando um mínimo sorriso e deitou-se a barraca, fugindo da vista de Reyna.

— Okay, então, senhor esperto. O que quer fazer?

Jason deu um risadinha e deitou-se ao lado dela. Reyna achou melhor sair dali, antes que visse coisas desnecessárias.

Seguiu rumo ao seu destino inicial, com um pouco mais de cuidado desta vez. Olhando para seus pés e prestando atenção onde pisava ou apoiava as mãos. Ficou feliz em ver Piper e Jason bem. Era bom saber que fizeram as pazes, não queria ser empata ou um problema no relacionamento de ninguém. Gostou de ver que eles se davam tão bem, e pareciam felizes juntos.

Seguiu com esses pensamentos em mente, mas conforme se aproximava da casa-grande o tal barulho só aumentava, Reyna decidiu apressar os passos, e assim que chegou mais próximo notou que não era um simples “barulho” e sim: música. — E nem era de qualidade. — Uma musica eletrônica terrivelmente alta, tão alta que até parecia que a casa desmoronaria a qualquer momento sem aguentar.

Caminhou com cuidado tentando desviar-se das inúmeras garrafas de diversas bebidas que havia espalhadas pelo chão.

— Mas o que diabos... Está acontecendo aqui? — Murmurou enquanto observava completamente descrente o imóvel.

Estava completamente rodeado por papel higiênico, nem dava para ver sua pintura direito. As janelas estavam embasadas e na varanda havia ainda mais garrafas vazias. Reyna subiu os degraus com cuidado, segurando-se ao corrimão para não cair. Seguiu até a porta, mas antes que pudesse abri-la, um menino o fez. Empurrando-a com força e passando por ela correndo, ele apoiou um braço na parede e abaixou a cabeça visando o chão.

— Ei... Está tudo b-... — Antes que pudesse perguntar o menino vomitou, melecando todo o piso, para no fim encara-la de olhos arregalados.

— Oh,oh... — Murmurou. O canto de sua boca estava sujo e ele não parecia nada bem. — Parece que Leo falhou em sua missão.

Reyna franziu a testa, lançando seu melhor olhar reprovador.

— Missão? Leo só estava comigo por uma... Missão?

( . . . )

Annabeth não entendeu muito bem quando um dos garotos entrou gritando. Mas assim que a correria começou, ela o fez. Afinal. Se alguém está correndo, boa coisa não deve ser. E não ficaria ali para descobrir.

Fora tanta confusão e muvuca que quando deu por sí. Já estava no andar de baixo da casa. Olhou em volta, mas não via nem um rosto conhecido. Tudo parecia girar, seu corpo não estava acostumado com a bebida, e por mais que estivesse melhor, ainda não estava 100%.

— Percy? — Chamou, embora parecesse estupido, mesmo que estivesse por ali, ele não escutaria em meio a tanta gente.

Decidiu seguir a multidão, agarrou o ombro de um garoto e seguiu ala trenzinho pendurada nele. — Não tinha força e nem condições de descobrir a saída só. Assim que saiu o menino a encarou com uma careta.

— Desculpe? — Perguntou. — Mas eu te conheço?

— Eu acho que não. — Estreitou os olhos, tentou vê-lo melhor, mas ainda permanecia um borrão. — Olá, borrão. Eu sou Annabeth. — Sorriu lhe estendendo a mão.

O menino ou... Coisa, borrão, que seja. Sorriu. Estendendo a mão a ela também.

— Olá, Annabeth. Você deve estar muito chapada, não?

Annabeth fez um sinal de descaso com a mão.

— Que nada... Só bebi um pouquinho. — Mostrou dois dedos, e logo viraram quatro, e cinco. — Ah você entendeu, e por acaso... Você não viu o Percy por ai?

— Percy?

— Sim, meu namorado. Ele é mais o menos dessa altura. — Gesticulou com as mãos. — Ou seria dessa? — Desceu um pouco mais. — Bem, eu não me lembro direito, mas ele tem olhos incríveis.

Aquelas informações não pareceram muito solidas.

— Hm... — Conforme o tempo passava, Annabeth quase conseguia distinguir o rosto dele, alguns poucos traços tornavam-se visíveis. — Muito especifica e direta sua explicação.

Ela sorriu soluçando.

— Ah, desculpa. E que estou meio bêbada.

— Meio...

— Tá, muito. — Confessou. — Preciso me sentar...

— Não acho que seja muito seguro aqui, sabe... Reyna e tudo mais.

— Reyna?

— É... Sabe, Reyna, á garota que dorme na casa, cujo estávamos na festa, que meio que... Destruiu tudo.

— Há. — Annabeth estalou os dedos. — Então por isso todos correram.

— Pois é. — Ele sorriu, e seu rosto finalmente deixou de ser um borrão. Tinha cabelos lisos e negros, uma pele incrivelmente pálida, olhos puxadinho e tão negros quanto o cabelo, com certo toque asiático. — Então... O que acha de sairmos daqui?

Annabeth não costumava aceitar convites de estranhos, mas ele parecia um bom garoto, até certo ponto inofensivo. Então: Por que não?

— Hm... Tá. — Antes que pudesse dar um passo se quer uma mão puxou seu braço, Annabeth cambaleou e foi-se de encontro a um corpo. Não deu nem tempo de se assustar, logo o cheiro tão conhecido de maresia tomou o ar. Ela sorriu e abraçou o menino. — Percy! — Falou animada como uma criança.

— Sua maluca, onde estava? Fiquei te procurando por décadas.

— Me desculpa. — Fez um biquinho. — Até porque nem eu sabia onde estava...

Percy deu uma mínima risada, e só agora notara o garoto em pé ali em frente a ela. Não ficou muito satisfeito com sua presença e Annabeth pareceu notar.

— Percy, esse é o... Borrão. Borrão este é o Percy. Os olhos dele não são lindos? — Apresentou os dois com um sorriso no rosto.

— São sim. — Concordou o menino.

— Borrão? — Percy franziu o cenho.

— É. Que bem... Ele não me disse seu nome, então...

— Eu só... — Começou ele. — Estava tentando ajudar, sabe. Ela não parecia muito bem.

— Hm. — Percy o encarou fixamente. — Então obrigado, por cuidar dela cara, mas eu cuido a partir daqui.

Ele assentiu um pouco assustado.

— Certo... — Afastou-se e sumiu entre as árvores.

Percy soltou-a e a encarou com os braços cruzados e um olhar repreendedor.

— O quê? — Ela franziu o cenho.

— Serio? — Perguntou descrente. — Ajuda de um estranho?

— O quê que tem? Ele parecia inofensivo...

— Nem um homem é inofensivo, a senhora sabidinha devia saber disso.

Um sorriso malicioso surgiu nos lábios da menina.

— Você está com ciúmes!

Percy descruzou os braços e colocou-os na cintura, sorrindo de lado.

— Estou, morrendo de ciúmes na verdade. — Assumiu.

A loira sorriu e aproximou-se dele novamente, passando os braços ao redor de seu pescoço, Percy a segurou gentilmente na cintura.

— Não precisa ter ciúmes...

— Não sei não, você bêbada não é confiável.

— Magoou... — Ela fez um bico.

— Mas é serio... — Percy sorriu.

— Mas veja pelo lado bom. — Annabeth ficou na ponta dos pés aproximando a boca da orelha dele. — Á eu bêbada... Faz coisas que á eu sóbria não faz. — Sussurrou. Sua boca mordeu-o gentilmente na área e a voz carregada de segundas, terceiras, e até mesmo quartas intenções.

( . . . )

Nico correu em meio ao tumulto de alunos, empurrando e desviando do máximo possível. Mas ainda assim, eram muitas pessoas, ambas as escolas corriam de todos os lados, para todos os lados. A única coisa que compartilhavam era o medo tremendo de Reyna, portanto, era cada um por sí e deus por todos.

Não as culpava, mas no momento, tinha mais problemas em mente do que Reyna e aquele tanto de gente na sua frente, estava lhe dando nos nervos.

Que merda, por que Thalia sempre tem que fugir?

Respirou fundo assim que conseguiu sair da multidão que se formava na casa-grande, apoiou-se nos joelhos enquanto tentava recuperar o folego, passando a observar agora aos arredores. Mas eram tantos alunos que fazia sua cabeça doer só de olhar, como a encontraria no meio de toda aquela gente?

— Nico, o que está fazendo? — Uma mão lhe puxou pelo braço forçando-o a andar novamente. — Se ficar aqui, considere-se um homem morto.

— Preciso achar Thalia. — Respondeu simplesmente, sem nem ao menos saber quem era a pessoa.

— Me diga quando você não está tentando acha-la... — A pessoa sorriu suspirando. — Ai seria uma novidade.

Nico ficou calado, deixou ser arrastado até estar longe da casa para só então, finalmente olhar para ela.

— Calypso...

— Eu. — Concordou com um sorriso. — Lamento não ser á Thalia.

— Eu... Não, quer dizer... Não esperava que fosse ela.

Calypso sorriu.

— Sei que esperava, mas tudo bem. Eu entendo. Se isso ajuda: Eu vi ela indo para o chalé, estava perto do campo de morangos. — Nico sentiu um choque de energia cortar seu corpo, em um momento seu cansaço sumiu assim como sua indisposição e nervoso. Calypso pareceu notar, ele sorriu. — Pode ir atrás dela.

Nico assentiu, respirando fundo, agradeceu com um aceno de cabeça e virou-se para andar.

— Mas se me permite dizer... — Tornou a falar. — Você devia parar de correr assim atrás dela, se Thalia o machuca tanto, ela não lhe merece. Vai ver é melhor assim... Do jeito que está.

Nico não olhou para trás, mas escutara tudo o que a menina disse. E de certa forma, aquilo ficou impregnado em sua cabeça durante todo o percurso. “Se Thalia o machuca tanto, ela não lhe merece. Va ver é melhor assim... Do jeito que está”. Será que seria mesmo melhor? Deixa-la ir e seguir em frente também? Mas... Só a ideia de seguir sem ela parecia assustadora de mais, fazia seu coração pesar como chumbo, no peito.

Nico perdeu-se completamente em pensamentos e nem se quer prestava mais atenção em seu caminho. Tropeçou em algo e despencou caindo de cara no chão.

— Mas o que? — Ouviu um murmurar abafado, mas estava muito escuro para ver de onde estava vindo. — Saia de cima de mim! — Só quando recebeu um chute no estomago notara de onde vinha. Bem abaixo dele, havia caído sobre alguém.

Nico tombou para trás esmagando uma dúzia de morangos. Apoiou-se nos ombros e só agora olhara para frente. Thalia estava ali, uma cara emburrada enquanto tirava a terra das roupas. Encarava-o fixamente com os olhos semicerrados.

— Ah... — Bufou.Só agora pareceu reconhecê-lo também. — Você de novo... Até quando vai me perseguir?

— Quando parar de fugir, talvez pare de persegui-la. — Levantou-se também, batendo em suas roupas para limpa-las, em vão já que estava todo sujo de suco de morango.

— Eu não fugi. — Thalia arrumou a touca em seus cabelos. — Quer dizer... Mais o menos, Reyna é assustador-...

— Sabe que não saiu de lá por isso. — A cortou. Estava cansado de mais, resolveria tudo ali e agora, sem mais jogos. — Você bebeu do copo, Thalia. Por isso saiu de lá, porque ainda sente algo por mim.

Não conseguiu ver muito bem a reação dela por conta da escuridão. Mas pôde escutar um suspiro.

— De novo esse papo? Era só um pouco de Vodka.

— Você sabe o significado que aquilo tinha. — Permanecia completamente serio e firme em suas palavras. — Não era só um pouco de Vodka.

Thalia deu um passo para frente e seu rosto ficou iluminado pelo poste, Nico pôde ver seus olhos revirarem nas orbitas e novamente ela bufou.

— Da pra parar com isso? Deixe-me em paz, por que fica me seguindo toda hora? Por que não me deixa ir? Por que não desiste?

Por um segundo vacilou, sua pose de durão e sua confiança, foram embora. “por que não desiste?” não conseguia acreditar que aquelas palavras vinham da boca dela, da mesma boca que disse que lhe amava. E por um segundo pensou: “por que não desisto?” Era á melhor pergunta do ano, estava sendo idiota.

Ambos ficaram em silêncio, e depois de um tempo assim, Thalia começou a andar, passando por ele.

— Foi você quem me ajudou aquela noite? — Nico perguntou fitando o chão. Escutou os passos de Thalia cessarem.

— Por que isso importa tanto?

— Foi você? — Ignorou a pergunta. — Só me responda.

O silêncio novamente pairou no ar. Aquele silêncio torturador, por um momento tudo o que ouvia era o barulho do vento nas folhas e o som das ondas quebrando na praia. Nico já se preparava para o pior, ela diria: “não”, e ali desistiria, seguiria em frente e a deixaria em paz. Só precisava do: não.

Vamos, diga...

Sentia sua garganta seca, que droga, por que prolongar tudo aquilo? Só precisava repetir o que dissera mais cedo.

— Sim. — Ela falou. Nico sentiu seu coração saltar, subiu os olhos e Thalia sustentou o olhar. — Fui eu quem te ajudou. — Sua voz era seria como se estivesse brava. — Fui eu quem te levou a droga do hospital. Fui eu. Está feliz?

Não sabia o que responder, não sabia se aquela era uma pergunta séria ou no sentido figurado. Por um segundo não sabia nem mesmo como respirar.

— E eu sei que não devia. — Contraiu os lábios, novamente aquele tom de voz, como se estivesse brava, mas não com ele ou outra pessoa, e sim consigo mesma. — Sei que devia ter ajudado Ethan, sei disso, mas... Não consegui.

Se seu coração estava inquieto antes, agora estava completamente fora dos trilhos.

— Quando vi você cair e todo aquele sangue escorrer pelo chão... — Continuou ela. — Por um momento fique em total estado de choque. Entrei em desespero. E mesmo que cada fibra do meu corpo implorasse para ignorar. Cada parte do meu coração pedia para ajuda-lo. Não pude te odiar, não pude ignorar, eu simplesmente não podia... Não podia deixa-lo daquela forma. — Sua voz falhou por um segundo no fim. Thalia respirou fundo e virou-se. — Agora que acabamos aqui-...

— Então ainda sente algo por mim... — Nico sussurrou, mais para si mesmo do que para ela, mas Thalia escutara. Novamente interrompeu seus paços olhando para ele.

— Como? — Franziu a testa, sua voz soava incrédula.

Nico respirou fundo e caminhou até ela, não deixando intimidar-se por aquele olhar. Encarou-a de perto agora, tão perto que podia escutar sua respiração.

— Vamos parar com isso, okay? — Por mais que quisesse sorrir tentou segurar, tinha que manter-se serio. — Chega, Thalia. Chega de dizer que me odeia uma hora e outra ser fofa comigo. Sempre que estou há um passo de desistir, você me arrasta de volta, então, chega, okay?

Thalia engoliu o seco, sua testa contraiu-se novamente e um passo foi dado para trás.

— O-o que está dizendo?

— Podemos resolver isso, aqui, e agora. — Continuou, ignorando sua pergunta. — Você pode dizer que ainda gosta de mim e dar um fim a tudo isso. — Parou por um segundo, deixando sua felicidade escapar, um sorriso de lado fugir em meio à tamanha dor e agonia. — Podemos ficar juntos, começar novamente, passar uma borracha em tudo o que aconteceu.

— O quê? — A voz de Thalia saia de um modo que nem Nico conseguia distinguir. Não sabia dizer se estava brava, descrente, ou feliz. — Eu já disse, acabou não temos mais volta, você estrago-...

— Pare de jogar toda a culpa em mim, okay? Pare de dizer que é tudo culpa minha. Cansei de me culpar. Você já me machucou mil vezes mais com esses seus joguinhos. Eu errei uma vez com você, Thalia. Uma vez. E você me castigou fazendo mil vezes pior, se colocou em um altar onde nunca a alcançaria. Nunca vou tê-la, mas ainda assim quer me manter por perto para sempre? Cansei de seus jogos sádicos, cansei disso. Vejo meu coração se destruindo e destruindo, diante dos meus olhos, todos os dias, todas ás vezes. E sinceramente já deu.

Os olhos azuis de Thalia se remexiam em suas orbitas, olhando para todos os lados enquanto parecia tentar digerir tudo que acabara de ouvir, mas sua expressão era de surpresa, choque.

— Te querer por perto? — Sua voz saia descrente. — Não quero você aqui, quero que vá embora! Que me deixe, quero que me esqueça!

Nico parou. Seu coração acelerado sessou. E um sorriso tomou seus lábios, nem sabia por que estava sorrindo, com certeza não estava feliz.

— Ótimo. Realmente ótimo que queira isso, Thalia. — Falou, seu olhar ficou duro assim como o dela, estava devastado por dentro, mas sua raiva venceu. Raiva de si mesmo por esperar que a resposta dela fosse diferente. — Porque eu vou mesmo embora de NY.

A expressão de Thalia se desmanchou, seus olhos arregalaram-se e sua testa franziu, a boca se abria e fechava, mas a voz não saia. Até que finalmente foi:

— Co-como? — Engasgado e atrasado, quase como uma pergunta interna.

— Bianca foi me procurar no hospital, ela recebeu uma bolsa em uma faculdade fora daqui, e vai para lá no fim do ano, no ano novo. Ela me chamou para ir e bem, eu não tenho nada, que me prenda aqui. — Nico engoliu o seco, odiava-se por aquilo, mesmo recebendo tantos foras e pancadas ainda assim... Uma parte dele queria fazer as pazes, á parte mais forte, á parte que apesar de tudo, ainda amava ela incondicionalmente. — Só você... — Sussurrou. Sua voz saiu baixa e coberta por um soluço assim que seus olhos ficaram banhados de lagrimas.

Thalia permanecia com aquele mesmo olhar, não mostrava nem uma reação. Sua respiração estava completamente acelerada, tanto que seu peito subia e descia rapidamente.

— Então diga que... — Continuou. — Que ainda me ama, ou que ao menos um pouco, um pouquinho se quer do que sentia por mim ainda existe, que eu... — Nico respirou fundo e passou a mão pelos olhos. — Que eu fico por você...

Notas finais
Eae? o que achara??? NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR EM! E me desculpem a demora! de verdade e que esse ano o sinal está horrivel tive que andar não sei quantos quilometros para encontrar uma lan hause e paguei uns 15 reais de tanto tempo que fiquei escrevendo! HEUHE. Mas é isso, espero que tenham gostado, nos vemos no proximo!