Because I Love You .

15 É só Aceitar . . .


Notas iniciais
Hey hey o/ Olha eu aqui :3 primeiramente queria agradecer a todos que comentaram no cap anterior amo vocês seus totosos Ai ta mais um cap. o/ nos vemos la embaixo.

Nico corria o mais rápido que conseguia, seus pulmões pareciam apertar no peito tomados pelo cansaço. Já havia passado por três quarteirões. Mas o sorriso não deixara seus lábios em momento algum. Aquelas palavras... Aquelas palavras tão lindas que Thalia pronunciara, não as conseguia tirar da cabeça:

“Nunca faria isso com alguém que não amo!”

Só em pensar, sentia seu coração acelerar novamente. Thalia o amava... Cara, Thalia o amava!

Sorriu largamente enquanto apressava ainda mais seus passos. Já estava próximo do apartamento dela, finalmente chegou em frente ao grande prédio. Correu até a recepção.

— Bom dia senhor. Quem gostaria de visitar hoj-... — O porteiro ficou falando sozinho.

Nico passou direto ignorando completamente sua presença, seguiu até a escadaria e subiu rapidamente os degraus, pulando de dois em dois até chegar ao andar, parou em frente a porta de Thalia e tocou repetidas vezes a campainha.

Ou Thalia estava o evitando, ou ela não estava em casa.

Nico praguejou olhando para a porta uma ultima vez, chutando-a, frustrado e desceu novamente as escadas, voltando à recepção, caminhando até o balcão que havia ali.

— Com licença, eu gostaria de saber se Thalia Grace está.

O porteiro o encarou com indiferença.

— Então agora precisa da minha ajuda? — Perguntou. — Porque a minutos atrás não parecia precisar.

Nico franziu a testa.

— E, bem... Desculpe?

— Se você não tivesse ignorado completamente minha presença. Saberia que a garota não está. — Inclinou-se pelo balcão — Mas garanto que sou bem mais divertido que ela. — Sussurrou.

Por um minuto Nico o encarou em entender absolutamente nada, mas logo compreendeu o que se passava ali.

— Ahh... Sim, claro. Tenho certeza que é! — Forçou um sorriso por mais que estivesse em total desespero por dentro. — Agora, sabe... Tenho que ir. — Nico gesticulou apontando para a porta de vidro.

— Mas já? Não quer se divertir um pouco? — Perguntou abrindo os primeiros botões da camisa.

— Acho que não... Fica pra próxima vid-... Próxima hora. — Corrigiu, o sorriso forçado ainda permanecia no rosto enquanto dava passos lentos e discretos até a porta. — Será que pode falar a Thalia que Nicolas esteve aqui? E que preciso muito falar com ela? — Já gritava de frente a porta.

— Ah, sim, claro. — O homem falava com desgosto, acenando a mão como se falasse “tanto faz”.

Nico finalmente saiu do prédio. Suspirou aliviado sentando-se na calçada. Não dava para acreditar que fora assediado pelo porteiro de Thalia. Falando nisso... Por que estava ali mesmo? Por que ficara tão feliz assim ao saber dos sentimentos dela? Por que correu por três quarteirões só para vê-la?

Não fazia ideia do porquê. Mas ainda assim permaneceu ali, sentado a calçada esperando por ela. Perdeu-se completamente no tempo, poderiam ter passado minutos ou ate mesmo horas. Já estava cansado de esperar. Levantou-se da calçada e já ia dar meia volta e ir para casa quando pode ver uma moto aproximar-se no fim da rua.

Conhecia muito bem o barulho daquele motor. Correu rapidamente e escondeu-se atrás de um dos carros que havia estacionados em frente ao prédio. Observou pro mais uns segundos até a moto se aproximar ainda mais e entrar na garagem. Nico correu para lá, antes que o portão automático se fechasse, seguiu em passos lentos e discretos até encontrar a moto que acabara de entrar.

Thalia desceu dela e tirou o capacete, jogando seus cabelos para que se arrumassem novamente. Nico sentiu um arrepiou correr sua espinha, engoliu o seco.

Tão linda...

Mas logo tratou de voltar a si. Seus passos lentos e discretos tornaram-se rápidos e ágeis. Nico segurou-a por trás e aproximou sua boca da orelha de Thalia, mas antes que pudesse dizer uma palavra se quer, Thalia deu um gritinho.

— Você nunca vai conseguir nada de mim! — Ela gritou puxando-o pelo braço e jogando-o no chão.

Nico ficou completamente desnorteado, quando voltou a si Thalia já estava sobre ele com a mão erguida e seu punho fechado, pronto para soca-lo.

— Nico? — Franziu o cenho. — Qual seu problema?! Quase me matou do coração, estúpido!

Meu problema? Você quase me matou, literalmente. — Falou incrédulo. — Sabe, eu corri três quarteirões só pra te vê. Poderia me receber com mais carinho não acha? Não com um golpe de caratê.

Thalia levantou-se suspirando. Estendendo a mão para ele ajudando-o a levantar em seguida.

— E então. Posso saber por que fez tudo isso pra me ver?

— Pra isso... — Nico afirmou puxando-a contra seu corpo.

Aproximando seu rosto do dela beijando-a de maneira avassaladora. Thalia sentiu suas pernas fraquejarem, o corpo amolecer. Nico a empurrou contra a moto segurando sua cintura e colocando-a sentada no estofado da mesma, enquanto ainda a beijava ferozmente. Uma de suas mãos escorregou para dentro da blusa dela, tocando sua barriga, fazendo-a se arrepiar, um gemidinho baixo fugiu de seus lábios. Nico aproveitou que estavam entreaberto e mordeu o inferior, puxando-o entre seus dentes, soltando-o em seguida.

— Eu entendi. — Sussurrou.

— Entendeu? — Thalia apertou o acento da moto. — Entendeu o quê?

— Que você me ama.

Thalia sentiu seu corpo esquentar, escondeu o rosto com a palma das mãos no mesmo momento.

Nico sorriu com sua atitude. Segurou as mão dela e com delicada as tirou dali, revelando uma Thalia completamente vermelhinha.

— Quer namorar comigo? — Nico segurou suas mãos, encarando-a nos olhos e se possível o rosto de Thalia ficou ainda mais vermelho.

— Eu te odeio. — Resmungou. — Odeio o jeito que faz minhas pernas tremerem e... Odeio quando faço barreira contra você e você simplesmente as quebra facilmente. Odeio esse efeito que você tem sobre mim. Me sinto fraca, desprotegia e exposta perto de você. Mas ao mesmo tempo... Quero você por perto. Isso esta me deixando louca, Nico.

— Então aceita, aceita que eu prometo ficar sempre ao seu lado. Você vai até cansar da minha presença. — Segurou-a no rosto e Thalia sorriu entre suas mãos, um sorriso que permaneceu por pouco tempo.

— Eu jurei. — Falou suspirando. — Jurei nunca mais me apaixonar, mas ai vem você e... Aqui estou eu. Insistindo em um erro mais uma vez. Já confiei no amor uma vez, Nico. E em troca, ele me traiu, com minha melhor amiga.

— Não sou um erro, Thalia. — A interrompeu. — Seja quem for esse estúpido que trocou a menina mais perfeita do mundo, eu não sou assim. Prometo nunca te trair, nunca te fazer chorar e sempre... Sempre te proteger. E-então, só aceita. Esquece seu passado, esquece nossos pais. É só Aceitar.

Permaneceram algum tempo em total silêncio. Nico sentia seu coração na boca, de tão acelerado que estava.

— Eu... — Quando Thalia finalmente ia responder seu celular tocou.

— Ah! De novo? — Nico revirou os olhos, frustrado. — Seu celular sabe as horas perfeitas para tocar não? — Falou com certa ironia.

— Desculpa. Deixa eu só... Ver quem é. — Thalia pegou o celular. — É a Annabeth. Vou atender. Só um minuto. — Desceu da moto, afastando-se dele.

— Alõ. Annie?

— Oi, Thalia. Só estou ligando para saber se você chegou bem em casa, ou se chegou ótima. — Sua voz soava maliciosa ao extremo.

— Nossa! Como tenho amigas maduras não é mesmo?

— Desculpa, mas eae? Pegou o Di Ângelo ou não?

— Annabeth! — A repreendeu. — Comporte-se!

— Calma, calma... Só estou brincando.

— Thalia, desliga logo essa merda! — Nico gritou lá atrás. Annabeth gargalhou do outro lado da linha.

— Sabia que estavam se pegando de novo. Annabeth nunca erra. Estou atrapalhando algo?

Thalia novamente sentiu suas bochechas esquentarem.

— Ele... Ele me pediu em namoro. — Sussurrou, para que Nico não ouvisse.

— Woont! Que fofo Lia. Fique sabendo que eu sempre shippei Thalico.

— Thalico? O que diabos é Thalico?

— A Junção de Thalia e Nico, Ué.

— Há. É mesmo? E como andar Percabeth? Há muito tempo shippo esse casal.

— Idiota... — Annabeth murmurou.

— Oh, então vejo que gostou do nome carinhoso que dei para o casal vinte, certo?

— Mudando de assunto! — Annabeth a cartou. — O que vai falar pra ele? Você jurou não se apaixonar mais depois do... Do Luke! Thalia, aquele garoto loiro, sabia que o reconhecia de algum lugar, ele é-...

— Sim. É aquele Luke. O que te agarrou quando éramos crianças. Descobri isso ontem, mas já resolvi tudo.

— Como assim resolveu?

— Dei um chute bem forte nas partes dele.

Annabeth sorriu do outro lado.

— Essa é a minha Grace! Mas enquanto a Nico? você vai aceitar?

— Eu... Preciso pensar! Minha cabeça está confusa, e acho que se o encarar agora vou cair dura no chão de tanto nervoso.

— Entendo... E quem sabe, se assim, “hipoteticamente” falando: Sua melhor amiga estiver passando mal e você precise ir urgentemente pra lá, para cuidar da ressaca dela?

— Annie você é um gênio! Te amo, sério. Agora vou desligar, Tchau.

Thalia desligou e virou-se andando até sua moto novamente, tudo isso sem olhar para Nico, mas só em aproximar-se dele, sentiu seu coração disparar.

— A Annie está mal.. Vomitando e tonta. Preciso ir lá ajudar a cuidar dela. — Passou por ele e sentou na sua moto.

— Mas... Mas, e sua resposta? Você aceita? — Nico segurou seu braço. E foi como se uma carga elétrica passasse por ela.

— Po-posso falar depois? Deixe-me pensar um pouco. — Sua voz estava falha.

Nico fitou o chão por um momento, suspirando em seguida.

— Te dou todo o tempo do mundo. — Voltou a encara-la. — Porque quando algo vale a pena, é difícil de conseguir. — Beijou-a na bochecha. — Já vou indo então. Desejo melhoras a Annabeth. — Falou virando-se e andando.

Thalia sentiu um aperto em seu peito a cada passo que Nico dava para longe. Antes que pudesse evitar descera da moto e correu até Nico, puxando-o pelo pulso fazendo-o virar para ela, fiando na ponta dos pés e beijando brevemente, separando-se em seguida.

— Prometo pensar com carinho. — Sorriu de lado, seu rosto insistia em esquentar.

Nico sorriu largamente e a puxou pela cintura beijando-a novamente. Um beijo calmo e lento, sem nem um pouco de pressa, até o oxigênio fazer-se necessário novamente. Separam-se e Thalia lhe deu um selinho.

— Agora tenho que ir. — Apontou com a cabeça para o lado.

— Okay... — Nico sorriu feito um bobo. — Tchau.

Thalia caminhou até sua moto subindo nela novamente.

— Tchau. — Sorriu uma ultima vez. Dando partida e saindo da garagem. Deixando para trás um Nico com o maior sorriso do mundo.

Notas finais
Eai gostaram do capitulo ? e.e Comentem! eu ordeno :/ Nos vemos no próximo cap até la :3