Notas iniciais
Hey meus amores! estou aqui cedo! (novidade) mas porque tão cedo? Porque eu recebi uma recomendação di-vo-ni-ca!! ai eu estava mega feliz! e fiz um capitulo mega grande! e ele estava bem maior do que o que vou postar, porque se postasse ele todo ficaria muito grande e cansativo. . . Bom voltando MUIIIIITO OBRIGADA Mrs Thalico!! de verdade! você fez uma escritora muito feliz *--* Ta ai o capitulo espero que gostem. e a segundo parte já esta pronta. quando der eu posto okay? okay! a tia de despede aqui até mais o/

Thalia e Annabeth procuraram Piper por todos os cantos do prédio. Mas não encontraram a menina em lugar nem um.

– Acha que ela pode ter ido embora? – Annabeth pergunta encarando o grande salão que era a recepção.

– Não sei, acho que pode. Ela parecia realmente muito chateada com Jason.

– Nos dividimos então? Vou, lá na casa dela. E você procura pelo bairro?

Thalia assentiu. Então as duas saíram do lugar, cada uma seguindo para um lado.

(. . .)

Nico estava em casa largado no sofá. Estava se afogando em tédio, não passava nada que prestasse na TV, e o maldito celular de seu pai não parava de tocar. Serio! De dois em dois segundos aquela droga tocava até a ligação cair, então começava novamente. Nico já não agüentava mais.

Hoje era sábado, portanto era para seu pai estar em casa. Mas ele só veio pela manha e saiu para algum lugar. Nico já estava acostumado com isso, então simplesmente ignorava. Era até melhor quando Hades não estava em casa para ficar falando o quanto ele e inútil e preguiçoso.

~ Mas ele tinha que esquecer o celular?!

O maldito aparelho tocou pela 15 vez consecutiva. Nico já se corrompia por dentro de tanto nervoso. Vocês devem estar pensando “Ah. Porque ele não atende logo o telefone?” Bom porque havia uma regra que seu pai impôs para ele. De que nunca não importa a ocasião, nem ele nem Bianca poderiam atender ao seu telefone. Nico achou estranho no começo, mas depois deixou para lá, levando como mais uma regra da casa. Como aquela de nunca beber da garrafa direto na boca. Essa que ele ignorava totalmente, o que os olhos não vêem o coração não sente certo?

O telefone tocou novamente e Nico já não agüentava mais. Levantou em um pulo caminhando até o balcão da cozinha. E atendeu ao telefone de uma vez. Ele pretendia falar logo para seja lá quem fosse ligando, para parar, porque seu pai não estava em casa. Mas antes mesmo que ele pudesse falar qualquer coisa, a mulher começou do outro lado.

– Hades sua filha sofreu um pequeno acidente, não se preocupe não foi nada serio. Mas ela esta no hospital. Vá visitá-la quando puder. Hospital no centro, quarto 13. Vou abrir um espaço na sua agenda para que possa ir. Tchau. – Então a mulher desligou.

Nico precisou de alguns minutos para digerir tudo o que a mulher acabara de falar. Sentiu seu coração pesar ao ouvir “Hospital no centro”. Aquilo fez lembrar o dia em que vira Thalia, toda e completamente coberta de sangue. Aquela imagem ainda aparecia o perturbando em seus piores pesadelos.

Foi quando se tocou que a mulher falara que a filha dele estava no hospital. Ou seja! Sua Irmã.

Ele arregalou os olhos. – Bianca esta no hospital? – Então correu pela casa atrás de suas chaves. – Droga ! Porque sempre perco a merda das chaves. . . – Então olhou para sua mão, onde ele a segurava. Olhou para os lados só para garantir que ninguém havia visto seu pequeno. . .deslize. Então correu saindo da casa e indo até seu carro. Seguindo para o hospital. . . .mais uma vez ó hospital.

– Mas que diabos! Porque as coisas sempre dão errado pra mim? – Ele colocou a cabeça para fora do carro encarou o céu. – Ei universo pare de sacanear! Eu já perdi a Thalia, não é o suficiente?!

Chegou ao hospital rapidamente, já que havia acelerado como um louco. Dirigiu vagando pelo lugar em busca de uma vaga, mas sem sucesso. Nico ia tanto ao hospital, que deveriam reservar uma vaga lá só sua. Mas como não fizeram isso, ele teve que se virar como pode. Estacionou o carro ao lado de uma calçada qualquer então correu para a recepção do lugar.

Quando entrou lá foi como se tivesse voltado no tempo. Voltado ao dia em que quase perdera o amor de sua vida para morte. Nico não gostava de estar ali, não queria estar ali. Mas Bianca era a ultima pessoa que lhe restava, a ultima pessoa que estava com ele e fazia sua vida ser ao menos um pouco feliz.

Ele correu até o balcão.

– Com licença eu vim visitar minha Irmã.

– Não estamos em horário de visita.

– Por favor, eu preciso vê-la.

– Muitas pessoas querem ver seus parentes garoto. Mas tem que esperar. Existem regras aqui. Que precisam ser seguidas. – Nico sentiu tanta saudade da outra atendente.

– Olha eu sou Nicolas Di Ângelo, filho de Hades Di Ângelo. – Ele não gostava de usar o nome do pai para conseguir algo, mas momentos desesperados requerem medidas desesperadas. – E eu posso processar esse lugar, e arrancar todo o seu maldito dinheiro, o que te deixaria sem emprego. Então deixe-me entrar agora.

A mulher parecia assustada. – E-eu, vou falar com meus superiores. – Pegou um dos telefones no balcão, e ficou alguns minutos falando nele. – Tudo bem. . .pode entrar. – Falou assim que desligou. – Qual o nome dela? Para eu ver o quarto.

– Não tudo bem, eu já sei. E o 13. – Ele pegou o crachá com os dizeres “visitante” e entrou no lugar.

Nico nunca havia feito algo como isso, se sentia um completo idiota em tratar a mulher daquele jeito. Mas não tinha outra escolha.

Como o Maximo que tinha ido naquele hospital fora à sala de espera. Demorou um pouco até achar o quarto da Irmã. Ficou vagando pelos corredores, por alguns minutos completamente perdido. Até uma das moças que passava no corredor lhe falar onde ficava.

Nico caminhou até estar de frente á porta. Então respirou fundo tentando se preparar mentalmente para o que o esperava ali. Finalmente tomou coragem, e empurrou a porta, abrindo-a delicadamente para não fazer barulho. Mas foi tudo em vão, a porta rangeu como naqueles filmes de terror. A menina que observava a janela do quarto parou no mesmo momento e olhou para ele.

Mas. . .Aquela garota que estava ali não era Bianca. Na verdade era o total oposto dela. Sua pele era escura, e ela tinha lindos cabelos negros, cheios de cachinhos perfeitos. Seus olhos eram de um castanho bem claro, algo que lembrava mel. Ela aparentava ser uns dois anos mais nova que Nico, algo entre 13 ou 15. Seu braço estava engessado.

O menino se sentiu mal em vê-la assim.

– Hey? – Ela o encarou franzindo a testa. – Posso ajudar?

– Você não e a Bianca. . . – Concluiu.

– Não eu não sou a Bianca. . . – Ela parecia um pouco confusa. – E você não é meu pai. . .embora seja muito parecido.

Nico sorriu se aproximando da menina.

– Serio, parece até que estou olhando para uma versão mais nova dele.

Nico sorriu mais uma vez. – Eu não tenho filhos, pelo menos acho que não. E se tivesse eles com toda a certeza não teriam sua idade.

A menina ainda ó encarava vidrada. – Ainda assim é assustador. . .

Nico sorriu novamente, já fazia um tempo que ele não sorria tanto. Sentia-se bem perto da garota. Como se tivessem uma ligação. – Qual seu nome?

Ela se endireitou na cama, esticando o braço esquerdo ao menino, já que o seu direito estava enfaixado. – Sou Hazel. – Ela sorriu e Nico apertou sua mão. – Hazel Levesque.

– Eu sou Nicolas, Nicolas Di Ângelo, mas pode me chamar só de Nico mesmo. – Ele devolveu o sorriso.

Aquilo era tão estranho, Por mais que nunca tivesse visto aquela menina na vida. Se sentia incrivelmente próximo dela.

– Então Hazel o que houve com seu braço?

A menina ó encarava perplexa. – Você. . .você disse Di Ângelo? – Ela ignorou completamente sua pergunta.

– Sim. . . – Nico confirmou confuso. – Por quê?

– Não e possível. . .

– O que foi?

– Esse nome. . . Di Ângelo. . . – Antes que a menina pudesse acabar de falar alguém abriu a porta do quarto.

Os dois desviaram sua atenção até o homem na porta. Nico franziu a testa.

– Pai? – Perguntaram ao mesmo tempo.

– Espera. – Nico encarou Hazel. – Você disse pai?

– Sim, isso que queria dizer. . .Di Ângelo é ó meu sobrenome por parte de pai.

Nico sentiu seu coração pesado novamente. Ele encarou Hades. – O que isso quer dizer.

O homem revirou os olhos. – Se sente bem Hazel? – Ele ignorou completamente a pergunta de Nico.

Hazel assentiu também meio confusa.

– Ei não me ignore. – O menino se aproximou dele. – O que isso quer dizer?

– Eu vou mandar um carro para te buscar mais tarde okay querida?

A menina assentiu novamente.

– Da pra parar de me ignorar e explicar essa porra direito?! – Nico gritou.

Hades lhe olhou com desgosto. – Aqui não garoto, vamos para casa. – Então se virou e caminhou para fora do quarto.

Nico olhou para Hazel, mas uma vez, completamente perdido. A menina acenou com a mão e fez um sinal para ele ir atrás do pai.

Nico assentiu, e caminhou para fora.

(. . .)

Hades e Nico finalmente chegaram a casa. O homem desceu do carro despreocupado caminhando para dentro. Aquilo fazia ó sangue de Nico ferver. Aquela postura de sou superior a você que seu pai sempre mantinha. Lhe dava nos nervos.

– O que aconteceu lá? Porque aquela garota tem o mesmo sobrenome que eu?

O homem deu uma risadinha. – Achei que fosse mais inteligente garoto. Quer dizer que ela e sua Irmã horas.

Nico sentiu seu coração pesado. Sua respiração estava difícil de manter. – Qu-Quer dizer que esse tempo todo você traia minha mãe e tinha outra filha?!

O homem deu de ombros. – Não queria que você soubesse assim, na verdade não queria que você soubesse. Mas como sempre bancou o inútil enxerido.

Nico sentiu seu sangue ferver. – Como pode?! Como pode trair ela?. . .Minha mãe sempre foi tão boa. . .ela, ela daria a vida por esta família. Daria a vida por você. – Os olhos do menino se encheram de lagrimas.

Hades o encarou por um segundo como se tentasse ler seus pensamentos. – A ela era realmente muito boa não? – Fala com ironia na voz. – Veja só o merdinha que ela criou. Um completo inútil, que vive as minhas custas.

Nico sentia o chão faltar a seus pés. Sua mãe. Era a única pessoa no mundo, que amava verdadeiramente Hades. Como ele podia dizer coisas tão horríveis a seu respeito? Como poderia ter traído ela todo esse tempo?

– E cale a boca e vá para seu quarto, não quero que veja Hazel nunca mais ouviu? – O homem o encarou com desprezo. – Você e uma laranja podre, e ira apodrecer todo o resto se eu permitir.

Nico sentia seu peito doer, tentava se manter forte e não chorar.

– E esqueça sobre sua mãe. Nada disso importa. – Ele se aproximou do menino. – Ela esta morta agora. – Sussurrou.

O barulho do soco escoou pela sala que se tornara silenciosa.

Aquilo foi á gota d’água. Nico aceitaria e suportaria tudo o que seu pai falasse a seu respeito. Mas não aceitaria que falasse da sua mãe daquela forma. Ele encarou Hades nos olhos.

– Não abra essa sua boca de merda, para falar nada da minha mãe. – O menino falou com nojo na voz. – Porque ela era a única coisa boa nesta família.

Hades o encarava com a mão ao lado do rosto onde o menino socara.

– Quer a droga de seu dinheiro? Eu não ligo pra ele! – Afirmou pegando as chaves do carro e jogando no peito do pai. – Fique com ele. Fique com a única coisa que importa para você. – Então se virou caminhando até a porta, antes de sair encarou o pai mais uma vez. – Eu não vou voltar mais aqui. Essa e a ultima vez que me vê. – Falou por fim saindo da casa.

Seus olhos ardiam e seu coração doía. Ele caminhou até a garagem que ainda estava aberta. E foi até seu carro, quase entrou no mesmo, mas se lembrou de que jogara as chaves em seu pai. E de que aquele carro não o pertencia mais.

Mas Nico precisava sair dali ou sentia que sua cabeça ia explodir de tantas memórias podres naquela casa. Aquele lugar o fazia lembrar de sua mãe. E de como ela era boa. E Hades ainda assim fez o que fez com ela. . .Nico não podia acreditar naquilo.

Suspirou frustrado e chutou uma das caixas que havia ali no chão da garagem. Seu antigo skate escorregou de lá de dentro. Nico o encarou e um sorriso surgiu em seu rosto, lembrou de sua infância, ele costumava andar naquilo 24 horas por dia. – Se abaixou pegando o skate em mãos, então caminhou para fora da garagem. – Não sabia ao certo o porquê de ter parado de andar. Depois que sua mãe morreu, ele parou de fazer grande parte das coisas que lhe traziam felicidade.

Ele colocou o skate no chão, o encarando por alguns segundos, um pouco relutante. Subiu nele, posicionando seus pés. E torcia para ainda lembrar de como andava naquilo. Apoiou seu pé direito sobre o skate, e com o esquerdo deu impulso, saindo do lugar.

Para sua sorte, era como andar de bicicleta, você nunca esquecia. Nico se equilibrou facilmente sobre ele, e logo estava cada vez mais rápido descendo a rua. Por um minuto o menino se atreveu a sorrir, sentia seu coração um pouco mais leve. O vento contra seu rosto lhe dava uma sensação deliciosa de liberdade. Agora se lembrar o porquê de adorar andar de skate na sua infância.

Os problemas quase fugiram de sua cabeça. Ele se sentia incomparavelmente melhor. Mas foi só pensar em sua mãe que tudo voltou. A mulher mais doce que ele já conhecera. . .e Hades há traia esse tempo todo. Depois de tudo o que ela fez por ele. Nico sentia nojo do seu pai, sentia nojo de ser filho dele, odiava ter aquele maldito sangue correndo em suas veias.

Seus olhos mais uma vez arderam. Até que Nico avistou a pequena praça ali. Há quanto tempo ele não vinha a esse lugar? – Um sorriso fugiu de seus lábios. Um ataque súbito de nostalgia lhe atingiu. – Ele costumava andar de skate na pequena pista que tinha ali. Não conseguia ir às rampas mais altas, mas sua mãe insistia para que ele ao menos tentasse se divertir.

Nico pegou o skate em mãos novamente e atravessou a rua correndo. Torcia para que a pista ainda estivesse lá. Caminhou alguns minutos pela praça até finalmente encontrar, um sorriso largo surgiu em seus lábios. Ele pode se vê mais jovem andando por ali, e sua mãe sentada à sombra da arvore lhe observando.

O menino caminhou até a pista subindo no skate mais uma vez. Deu impulso subindo em uma das pequenas rampas, e até arriscou uma manobra rápida. Conseguiu por pouco, e aquela adrenalina correu por seu coração. Ele sorriu mais uma vez, e continuou a andar pela pista. Seu coração parecia pesado no peito, mas aquilo fazia sentir-se melhor.

Ele aumentou a velocidade com os movimentos, se preparando para ir em uma das rampas mais altas, mas no mesmo momento sua cabeça se encheu de pensamentos. Aos poucos ele ia desabando novamente. Havia perdido Thalia, Havia perdido sua mãe, descobriu que seu pai a traia durante todos esses anos, sua Irmã havia sofrido um acidente. . .bom. Não Bianca, mas ainda assim, Hazel era sua Irmã. Agora ele podia entender o porquê de se sentir tão próximo dela. A rampa ia se aproximando, Nico tentou limpar sua cabeça, e flexionou os joelhos se preparando para ela.

Ele subiu até certa parte então errou, quase caiu de cara no chão, mas conseguiu se equilibrar sobre o skate. Então mais uma vez tentou, e mais uma vez errou. . .e outra, e outra.

~Droga!

Aproximou-se novamente só que agora indo para a mais alta do lugar, se preparou para ela pegando cada vez mais velocidade. E aquele foi seu maior erro. Sua cabeça estava muito confusa, ele não estava concentrado no que fazia. Quando já estava na metade da rampa caiu de costas, desta vez seus reflexos não foram o suficiente, ele despencou de lá de cima, arranhando completamente o seu braço.

Nico gemeu de dor, ainda deitado no chão. Olhou para seu braço que estava completamente arranhando e sangrando bastante. Levantou-se pegando o skate do chão e saiu da pista. Caminhando até o bebedouro mais próximo.

Bebeu um pouco de água, e depois ligou sobre sua ferida. Abafou um gemido de dor, quando a água tocou na mesma, ele mexeu o braço o que fez molhar completamente sua camiseta. Que agora estava molhada e melada de sangue.

Ele revirou os olhos frustrado então tirou a camiseta. Caminhando por aquela grama verdinha, andou até certo ponto então despencou exausto. Deitou-se de costas observando o céu. Tentou pensar em coisas boas. É e claro que logo Thalia veio a sua cabeça, ela e sua mania fofa de encarar o céu do nada. E seus olhos por ironia do destino lembravam o mesmo.

Nico sorriu feito um idiota, então fechou os olhos apreciando suas memórias com ela.

(. . .)

Thalia já caminhava a décadas atrás de Piper. Sentia-se naqueles filmes em que as pessoas se perdem no deserto e começam a se rastejar em busca de água. Ela estava prestes a fazer isso.

Até achar algo mais interessante do que água. ela observou atentamente por alguns segundos.

Então caminhou lentamente para não fazer barulho conforme pisava na grama. Aproximou-se e observou Nico mais de perto. O menino sorria feito bobo e estava com os olhos fechados.

Thalia sorriu também, observou o rosto sereno do menino por alguns segundos. Então caminhou se aproximou dele, deitou-se ao seu lado, com a cabeça apoiada em seu braço. virou o rosto na direção do dele, então fechou os olhos. Por mais que tentasse negar, só com esse pequeno contato seu coração sambava no peito.

Nico arregalou os olhos a encarando.

Thalia continuou com os olhos fechados por alguns segundos, mas os abriu lentamente encarando o menino.

– Oi. – Ela fala sorrindo, seu rosto estava levemente corado pelo calor. – Você vem sempre aqui?

Nico sentiu a dor em seu peito sumir no mesmo momento, ele encarou a menina, e um sorriso fugiu de seus lábios.

– A só às vezes sabe, só quando quero quase perder o braço.

Thalia pensou que ele se referia a ela, então já ia se levantando do braço do menino, mas Nico a segurou lhe puxando de volta, ela caiu deitada ainda mais próxima dele. Nico sabia que não devia, mas perto dela a dor sumia, ele precisava se esquecer dos problemas ao menos por mais alguns minutos.

– Estou falando do outro braço Grace. Este ai esta ótimo é muito feliz até.

Thalia levantou um pouco a cabeça olhando para o braço esquerdo de Nico, que estava completamente arranhado.

– Deuses! Como fez isso? – Ela perguntou encarando o menino, que mais uma vez estava com os olhos fechados.

– Skate. . .

– Não sabia que andava de skate. . . – Ela se deitou novamente ao lado dele, e aquele calor voltou a seu corpo. Thalia agradeceu mentalmente por ao menos os flashes terem parado.

– E não ando, viu só no que deu? – Ele fala e ambos sorriem. – Na verdade costumava andar quando era pirralho, me fazia sentir bem. . .

Thalia franziu a testa – E deixe-me adivinhar, se voltou a andar, e porque esta se sentindo mal?

Nico abriu os olhos e encarou a menina, seus rostos estavam tão próximos que ele podia sentia a respiração dela se chocar contra a sua.

– Sim. – Respondeu somente, não queria falar de seus problemas, não que não confiasse em Thalia para isso. Era só que. . .ele queria aproveitar aquele momento, sem problemas na cabeça.

– Hm. . . – Thalia assentiu. – Entendo. . .

Nico adorava isso nela, Thalia sabia quando devia perguntar algo, ou quando devia ficar na dela e dar um espaço.

– E você? O que te trouxe aqui?

– As pernas. . . – Ela respondeu e sorriu.

Nico a encarou incrédulo.

– Ai, que deselegante. . .

Thalia gargalhou. – Bom vamos dizer assim, que certas pessoas. Piper. Fugiram de casa. Piper. Depois de ver o Jason com a Reyna. Piper.

Nico a encarou pensativo. – Hm. . .deixe-me ver, foi a Piper?

– Oh! Estava tão na cara assim?

Nico sorriu aproximando-se mais da menina, então encostou sua testa a dela, fechando os olhos novamente. – Só um pouquinho. . .

Thalia sentiu seu rosto esquentar, e seu coração acelerou ainda mais. O que Nico estava fazendo?!

Ele sabia que era errado. Mas ficar perto dela lhe dava conforto, estava tão próximo que podia ouvir os batimentos do coração da garota, que estavam acelerados. E podia também sentir o seu doce cheiro de morangos. Seus problemas pareciam tão insignificantes perto dela.

Thalia tentou se controlar, era obvio que Nico só se aproximou assim dela, porque estava cheio de problemas, procurava por conforto e tudo mais. Só que ele estava com Calypso, portanto devia se controlar.

– Ai sabe. . . – Ela conseguiu falar, tentava agir naturalmente. – Achei que ela poderia estar por aqui. Mas estava andando e pensei. “Nossa, olha só aquele boy deitado ali, e sem camisa, com aquele físico sarado. . .vou me deitar ao lado dele”.

Nico sorriu. Adorava isso em Thalia, aquele censo de humor que só ela tinha.

Ele se fez de incrédulo. – Mas que safadeza Grace. . .

Thalia sorriu também então se atreveu a subir suas mãos aos cabelos de Nico. Onde acariciou levemente. Eram tão macios. . .o menino sorriu e ronronou feito um gatinho.

– O meu pai. . . – Ele murmurou. – Meu pai tem outra família.

Thalia arregalou os olhos.

– E eu. Eu sai de casa, e jurei nunca mais voltar. . .

A menina se sentia mal por Nico, já havia passado por aquilo uma vez. Jurou para seu pai que não voltaria para casa. Por ele ter ficado do lado de Hera. Mas sabia o quanto doía sustentar aquela promessa, não ver sua família, por mais que eles tenham feito algo terrível. Era doloroso de mais.

– Eu lamento. . . – Foi só o que pode dizer. – Lamento Nico, e estarei aqui se precisar. – Ela sorriu e encarou o menino.

Nico abriu seus olhos encarando os de Thalia. Ficou completamente hipnotizado pelos mesmos, quando voltou a si já estava com o copo encima do da menina. Suas mãos seguravam de leve os pulsos dela sobre a grama, e seus lábios estavam a menos de um dedo de distancia.

Thalia estava com os olhos arregalados, e seu rosto estava mais vermelho do que. . .sei lá, uma coisa bem vermelha.

– Ei! Nico, você namora! Não faça isso! – Ela exigiu tentando se soltar.

– O que? Eu não namoro. . .

– Olha. Eu não sei como e o relacionamento de vocês, mas eu não vou participar disso, não nasci para ser a outra de ninguém.

Nico sorriu de lado, Thalia era tão encantadora. Mesmo com aquele jeito marrento. Ele encostou sua testa a dela.

– Pra mim. Você sempre será a única. –Murmurou bem baixinho.

– Olha, eu não faço idéia do que você acabou de falar! Mas deixe-me sair daqui!

– Só quando acreditar em mim, eu e Calypso não temos nada. . .

Thalia virou a cara com um bico. – Eu. . .acredi. . .

Então o celular de Nico tocou. O menino distraiu-se por um minuto e Thalia se soltou. O jogando no chão. Então pegou seu celular.

– Uma chamada perdida de Calypso. – Ela falou se levantando, e jogando o celular no peito do menino. – Tchau Nico até segunda. – Então se virou caminhando.

O menino olhou para seu celular frustrado. Então olhou para Thalia, mais uma vez indo para longe. . .eles estavam tão próximos.

Seu celular tocou novamente.

– Calypso?

– Oi Nico, sim sou eu, olha desculpa esta ligando. Mas é que você se inscreveu para ajudar a montar aqui e tudo mais. Disse que viria então. Será que pode trazer alguma bebida para o pessoal quando vim?

O menino assentiu. – Sim , claro. Já, já chego ai.

A menina sorriu do outro lado da linha. – Okay. . .

– Ah! Calypso! – A chamou antes que desligasse. – Você tem bandeide ai?

A loira pareceu confusa. – Bandeide? Quantos?

Ele olhou para seu braço machucado. – Muitos. . .

Notas finais
HEYYYY o/ eae? como vão vocês? como vai a vida? eu estou ótima, adoro recomendações serio. Ta agora me digam o que acharam do capitulo okay? eu acho que ficou muito longo. . .imagina se colocasse todo? Bom mas ainda assim espero que gostem. e não eu não me esqueci da Piper e.e No próximo capitulo ela parece okay? okay ! até la o/