Because I Love You .
7 Uma asiática entrometida.
Notas iniciais
“— E só para avisar, você fica linda com essa carinha de indefesa.”
Thalia ainda andava em passos apresados tentando tirar tais pensamentos da cabeça. Até que se esbarrou em alguém.
— Ai! — Gemeu a garota de olhos cinzentos. — Não olha por onde anda não? — Ela subiu os olhos a Thalia. — Deuses Thalia você está horrível...
— Ah, muito obrigada Chase, bem legal da sua parte falar isso. Como sempre uma ótima amiga.
Annabeth sorriu levantando-se. — Desculpa ai Lia, mas você ta com cara de... Sei lá, de desespero. Aconteceu alguma coisa? Você não esta mesmo usando drogas né?
Thalia sorriu. — Só você mesmo Annabeth... Não estou usando drogas! — Afirmou entre risos, mas esse que logo sumira de seus lábios. Thalia ficou com o olhar distante. — A não ser que considere um garoto uma droga. Quer dizer, ele é viciante, quando chega perto de mim... Não sei como agir, me sinto desprotegida.
Annabeth ficou alguns segundos encarando á amiga. — De quem você está falando em? E se esse ser mágico é assim tão perfeito, por que você está com essa cara?
— Porque é errado! — Thalia afirmou assim que acordou do seu transe. — É errado ficarmos juntos, então toda vez que o vejo, tenho de me controlar. Mas ele não torna as coisas nada fáceis. — Thalia murmurou irritada. — Falei que era melhor ficarmos longe um do outro. Mas... Mas ele insistiu para continuar sendo meu amigo. Só que isso é uma tortura!
— Thalia, eu não faço a mínima idéia do que você está falando... Por que é errado vocês ficarem juntos?
— Porque... Porque ele é um Di Ângelo, Annie. Ele é rival da minha família.
Os olhos da loira se arregalaram. — Espera ai! Você pegou o Nicolas?! — Thalia corou. — No primeiro dia de aula?!
— Não foi no primeiro... Foi no segundo. — Ela corrigiu cortando contato visual.
Annabeth caiu na gargalhada. — Ninguém, eu disse Ninguém! Está seguro perto de Thalia Grace. Garotas segurem seus boys.
— Não brinca com isso Annabeth, estou falando serio...
— Tá, desculpa... Mas, me explica isso direito.
— Você lembra o que falei por mensagem hoje cedo?
— Sobre a aposta?
— Isso... Eu e Nico, bem... Nós apostamos. Se eu perdesse, ele tinha o direito de ir ao cinema comigo. — Annabeth sorriu maliciosamente. — Mas! — Thalia continuou. — Seu eu vencesse, ele faria qualquer coisa que eu quisesse. Tentador não?
— Mesmo... — A loira concordou. — Prossiga... — Fez um sinal com a mão para Thalia continuar.
— Bom... Seria bem legal se eu tivesse vencido. Mas acontece que perdi. Nico me levou ao cinema na volta nos beijamos e agora eu estou com essa cara. — Thalia falou incrivelmente rápido, apontando para o próprio rosto no fim.
— Uau... Você é bem direta. — Annabeth falou pensativa. — E péssima para contar historias... — Completou. Thalia suspirou cansada. — Mas serio Thalia... Qual o problema em vocês namorarem? Percy e Jason são amigos dele. Sabe, seus pais podem ser rivais, mas isso não interfere em suas vidas.
— Amizade é uma coisa Annabeth, namoro é outra completamente diferente. Fiz as pazes com meu pai recentemente, não quero estragar tudo de novo.
Annabeth ia continuar a falar, mas o sinal tocou no mesmo momento. Logo os corredores estavam lotados de alunos.
— Bom, tenho que ir para sala. Mais tarde conversamos mais okay? — Annabeth perguntou e Thalia assentiu. — Você tem o que agora?
— Literatura. — Falou entediada. — E você?
— Inglês. — Annabeth sorriu. — Agora tenho que ir, Percy está me esperando.
Thalia arqueou as sobrancelhas com um sorriso malicioso de lado. — Inglês é? Com Percy de novo?... Interessante.
— Pode ir tirando esse sorrisinho ousado da cara Grace. Somos só amigos. Não sou você que cai matando no primeiro dia de aula.
Thalia revirou os olhos. — Você nunca vai me deixar em paz vai?
— Nunca. — Annabeth piscou sorrindo. — Agora vou indo, tchau Thalia. — Então virou e seguiu saltitando pelo corredor.
Thalia bufou agachando para pegar seus livros que caíram no chão com o impacto. — Vamos lá Thalia... Literatura. — Murmurou entediada, levantando-se e seguindo a sala da matéria.
. . .
A aula foi incrivelmente chata. Nem um de seus amigos estava lá. Nem Annabeth, nem Piper, Percy ou Jason; E nem... Nico. — Thalia tocou seus lábios enquanto lembrava do beijos que compartilharam noite passada. Ou melhor... Dos beijos.
O sinal tocou tirando-a de seus pensamentos. Thalia levantou no mesmo momento, caminhando mais do que rápido até a porta. Não suportava ficar mais um segundo naquela sala. Pode ouvir o murmurar nos corredores e sorriu aliviada. Mas antes que passasse pela porta, um braço bloqueou seu caminho.
— Ei... — Murmurou o garoto que a bloqueara. Tinha cabelos loiros, e lindos e intensos olhos azuis. Era realmente lindo, alto e atlético. Se fosse para apontar um defeito, seria aquela cicatriz que tinha em sua bochecha. Mas a mesma só o deixava mais... Sexy. Ele tinha um sorriso travesso nos lábios. — Antes de passar. A princesa vai ter que me falar seu nome. — Ele falou, seu sorriso passou do travesso ao malicioso. Thalia sentiu uma coisa estranha. Uma certa nostalgia.
— Não é educado barrar garotas sabia? — Ela arqueou uma das sobrancelhas, e o menino tirou seu braço da porta. — E já que o fez, diga-me o seu primeiro. — Por um momento, o menino pareceu um pouco surpreso. Ficou encarando Thalia por longos minutos. Mas logo seu clássico sorriso voltou ao canto da boca.
— Tudo bem, você venceu. — Anunciou erguendo os braços em rendição. — Sou Luke. — Desceu seus braços estendo a mão para ela. — Luke Castellan. — Mais uma vez aquele sentimento passou por Thalia, aquele nome... Luke, não era estranho.
— Sou Thalia. — Resolveu ignorar o que sentia. — Thalia Grace. — Sorriu segurando a mão do menino, que a levou até seus lábios dando um beijo.
— Uh... Que lindo nome. — Luke piscou e a menina sorriu. — E então... Grace. Qual sua próxima aula?
— Química, e a sua Castellan? — Thalia finalmente soltou a mão dele, já havia esquecido que a segurava.
— Parece que hoje é seu dia de sorte. A minha também.
Thalia sorriu desdém. — Hum. Só um pouco metido não é?
Ele sorriu pescando novamente. — O que acha de ser minha dupla Grace? Mudei faz pouco tempo para cá, não conheço ninguém.
Thalia ia aceitar no mesmo momento, mas algo a impediu. Lembrou-se do rosto de Nico, sorrindo para ela “O que acha de ser minha dupla marrenta?” Pensou no que o menino provavelmente falaria.
O que diabos estou pensando?!
— Claro Luke. Eu adoraria. — Falou decidida.
— Serio? — Ele sorriu novamente. — Então vamos logo Lia. — Luke segurou sua mão, puxando-a pelo corredor.
Thalia sentiu seu coração apertar ao ouvir o “Lia” vindo de outros lábios e não dos de Nico. Mas também tinha uma sensação boa sobre Luke. Ele era engraçado e em poucos minutos esquecera ao menos um pouco de Nico. Era como se já o conhecesse há anos. — Finalmente chegaram à sala de química, e no mesmo momento, Thalia sentiu seus olhos serem atraídos como imas a um dos cantos da sala. Em uma mesa um pouco ao fundo, um par de olhos negros a encarava. Com... Raiva?
Thalia sentiu um arrepio cortar sua espinha assim que lembrou que estava de mãos dadas com Luke. Soltou mais que imediatamente, voltando a encarar Nico. Mas ele não parecia muito animado. Seus olhos mostravam raiva, e até um pouco de decepção.
— Lia. — Luke a chamou pela terceira vez. — Vamos nos sentar.
Thalia piscou diversas vezes voltando a si. Parou de olhar para Nico, agora olhando para Luke e assentindo. Eles seguiram até uma das mesas, essa que por sua vez, era ao lado da de Nico. ( Não á julguem, era á única mesa livre) enquanto observava novamente a mesa de Nico. Thalia finalmente notou... Ele estava sem dupla. Por um momento Thalia imaginou sua fantasia de segundos atrás se realizando.
Será que... Ele estava esperando que eu fosse sua dupla?
— Olá classe. — A professora falou assim que entrou na sala, tirando Thalia de seus pensamentos. — Para quem ainda não me conhece, sou Hécate. A professora de química de vocês. — Ela caminhou até a mesa, colocando alguns livros sobre ela. — Bom antes de começar a aula, quero que digam suas duplas. Façam a escolha certa. Pois essa pessoa será sua dupla por todo o ano letivo.
Luke olhou para Thalia com um sorriso no rosto. Ela devolveu meio desanimada. Quando ele se virou, voltando os olhos para frente mais uma vez. Thalia novamente olhou para Nico, que ainda a encarava.
— Senhorita... — A professora chamou pela quinta vez, tocando o ombro de Thalia. Ela finalmente notou que estava sendo chamada, então virou-se encarando a mulher.
— Sim senhora. Me desculpa... Eu... Estava distraída.
— É, eu notei. Perdeu algo na mesa do Di Ângelo? Me pergunto se está mesmo querendo fazer dupla com Luke.
O menino olhou para Thalia com um biquinho no rosto.
— Mas é claro que sim! — Thalia afirmou. — Pode anotar ai. Mesa cinco. Luke e Thalia. — Assim que acabou de falar, Thalia sentiu o olhar de Nico lhe atingir como agulhas de costura. Ele levantou a mão de repente lá atrás.
— E... Licença professora. Estou sem dupla. — Nico falou com os olhos fixos na mulher, corando qualquer contato visual com Thalia.
— Sim, estou vendo. Isso é mesmo um problema... O que aconteceu com sua dupla?
— Bom, estava guardando este lugar para ela. Mas acho que acabou que ela encontrou outra dupla.
Indireta recebida com sucesso.
— Drew! — Chamou a professora olhando para uma das alunas. Ela tinha lindos e longos cabelos negros, e seus olhos da mesma cor, eram puxadinhos, lhe dando certo toque asiático. Mas não deixava de ser bonita. Na verdade diria até mesmo que ela era linda... Ela desviou sua atenção do espelho que tinha em mãos, e olhou para a professora com indiferença.
— Me chamou? — Perguntou desanimada, seu espelho parecia ser bem mais interessante do que aquela conversa.
— Sim senhorita, chamei. Sente-se aqui com Nicolas. — A professora apontou para Nico. Drew posicionou sua cabeça para frente, tentando observar Nico antes de ir lá sentar com ele. Em seguida um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
— Com todo o prazer. — Murmurou levantando-se. Sentou ao lado de Nico, apoiando o rosto nas mãos enquanto o encarava.
— Bom... Então fica assim. — A professora fez umas anotações em sua prancheta. — Nico e Drew.
Thalia observou aquela cena revirando os olhos. Seu estomago revirou lhe causando enjôo.

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