Because I Love You .
12 Parece que o destino não quer mesmo a gente junto.
Notas iniciais
“Alo... Luke?”
— Luke, é você? — Silêncio... Só se ouvia uma respiração do outro lado da linha. — Você não vai falar nada? — Novamente não teve resposta. Thalia suspirou. — Ótimo. Então ao menos me escute, okay? Sobre o que aconteceu na piscina... Desculpa. Eu, eu não sei porque aquilo aconteceu, foi tudo muito rápido, meu corpo não respondia a mim. Quando vi Nico na piscina, simplesmente agi por impulso, foi instantâneo eu simplesmente pulei, sem pensar.
A respiração ficou mais acelerada do outro lado. Como se estivesse com raiva.
— E você acha que isso melhora oque estou sentindo? — Finalmente falara algo. Na verdade estava mais para um grito de fúria. — Thalia. Devia fazer diferença o quanto alguém te ama, certo?
Thalia sentiu um choque correr sua espinha. “O quanto alguém te ama” Luke a amava?
— Isso mesmo Thalia. Eu te amo deis de a sétima série.
— O quê? — Arregalou os olhos. — Mas... Mas só entrei nesta escola esse ano.
— Você realmente não lembra de mim, não é? — Luke perguntou. Sua voz parecia decepcionada,
Thalia sentia-se confusa. Sempre teve aquela sensação de nostalgia perto de Luke. Mas agora... Ele estava dizendo que já se conheciam. Fez de tudo para lembrar. Luke, Luke... Aquele nome não era estranho... Então finalmente lembrou-se. LUKE aquele Luke, mas não, não podia ser ele.
— Luke Castellan. Pense Thalia. — Falara do outro lado da linha.
Thalia sentiu sua garganta fechar, era aquele Luke. Ele Annabeth eram seus melhores amigos na infância. Nutria secretamente um amor por ele, mas Luke sempre mostrou sentir algo por Annabeth.
— Não, mas... Você, você gostada da Annabeth, certo? Não de mim. — Thalia sentia seus olhos arderem, sua cabeça parecia pesar uma tonelada tomada pelas lembranças que agora insistiam em retornar.
— Tive uma quedinha por ela. Mas depois daquele beijo, tudo ficou claro pra mim. Amava você! Não Annabeth.
Thalia lembrou-se de seu primeiro beijo. Fora com Luke... Em um jogo de verdade ou desafio. Mas precisamente em um armário.
— Mas ai... — Luke tornou a falar, atrapalhando seus pensamentos. — Ai você brigou com seu pai, saiu de casa e me deixou. Aquilo machucou muito, Thalia. Então tentei te esquecer. Mudei para outra cidade, mas ainda assim você não saia da minha cabeça. Então voltei. E por coincidência estávamos na mesma escola até na mesma sala! Isso é obra do destino certo? Quando finalmente tomei coragem e fui falar com você... Não me reconheceu. Então por que não entrar no jogo?
Arder? Arder era passado. Os olhos de Thalia queimavam, as lagrimas escorriam por suas bochechas e soluçava descontroladamente.
Como pude esquecer Luke?
— Não... Isso não. Não é possível. — Thalia cambaleou pelo corredor, suas costas escorregaram pela parede até estar sentada no chão.
Por isso seu beijo foi tão nostálgico.
— Sim. É possível, Thalia. E eu realmente achei que poderia conquistar você. Mas parece que seu coração já tem outro dono não é?
De novo isso.
Já estava cansada das pessoas fazerem suposições sobre sua vida.
— Eu não sinto nada pelo Nico! — Gritou. — E você por acaso já esqueceu do que fez? Esqueceu o que aconteceu depois daquele beijo?
A linha novamente ficou silenciosa.
— Luke?
Tu...Tu...Tu...
— Argh! Droga! — Praguejou jogando o celular contra a parede, suas mãos foram quase instantaneamente para seus cabelos enquanto tentava normalizar sua respiração.
— Acho que isso é seu. — Uma voz falara bem ao seu lado. Thalia se assustou um pouco e assustou-se ainda mais quando viu quem estava ali. — Legal, Grace. do fim do corredor. — Bom saber que não sente nada por mim.
P.O.V NICO.
Depois que Thalia saiu correndo do carro com o telefone nas mãos. Confesso, fiquei preocupado. Achei que o melhor seria ir ver se estava tudo bem com ela. Sai do carro também e segui pelo prédio, passando pelo saguão e fui até o elevador.
Cliquei no botão de seu andar e esperei um pouco até que chegasse. Aquela musiquinha era tão irritante que quase desisti de minha ideia. Mas essa ideia pareceu estupida assim que as portas se abriram, pelo canto do olho pude ver Thalia. Ela estava sentada no corredor e chorava no telefone. Gritava e soluçava com frequência. Já ia sair e perguntar o que estava acontecendo, vê-la daquela forma partiu meu coração. Mas antes que pudesse sair, algo me deteve.
“LUKE.”
Pude ouvi-la pronunciar seu nome e meu estomago queimou no mesmo momento, tão quente como se tivesse acabado de comer o molho mais apimentado do mundo. Aquilo me impediu de continuar, minha curiosidade venceu e permaneci no elevador para escutar o resto da conversa. Coloquei meu pé sobre o vão da porta para que ela não se fechasse e me escondi um pouco para que Thalia não me visse.
— Eu não sinto nada pelo Nico! — Thalia gritou.
Não vou mentir. Senti uma dor horrível em meu coração. Foi quase como se... Tivessem o arrancado fora e posto no lugar novamente. Mas nem mesmo eu entendia o porquê. Éramos somente amigos com benefícios, nada de mais.
— Luke? — Thalia fungou, sua voz parecia descrente. — Argh! Droga! — Pude escuta um barulho como se algo se partisse e o celular dela escorregou pelo chão bem a minha frente em seguida.
Sai do elevador e peguei o celular, observei a tela a todo o momento enquanto caminhava até ela. Por algum motivo não conseguia olhar em sua direção. Mas quando já estava próximo o suficiente o fiz, olhei para ela e Thalia chorava com as mãos afundadas no cabelo, fitando o chão fixamente.
— Acho que isso é seu. — Falei, ela pulou no chão. Parecia assustada e seus olhos arregalaram-se ainda mais assim que me viu. — Legal em Grace. Bom saber que não sente nada por mim. — Tentei parecer o mais frio possível, mas era tão difícil vendo-a daquela forma. Seus olhinhos azuis estavam inchados de tanto chorar.
Thalia levantou-se de vez. As mãos subiram por suas bochechas e esfregou constantemente ali tentando limpar as lagrimas. Mas não deu muito certo. Seu rostinho de porcelana estava totalmente manchado pela maquiagem.
— Nico. — Sua voz quase não saiu. — Não é o que você está-...
— Não é o que estou pensando? — Previ. — Olha, Thalia. Eu acho que é exatamente o que estou pensando. Você não sente nada por mim, certo? — Me aproximei um pouco mais dela, parando a sua frente pressionando seu corpo contra a parede e o dela contra o meu.
No mesmo momento Thalia corou. Ela encarou fixamente meus olhos e aquilo era tão... Tentador. Muito, muito tentador. Por um segundo quis beija-la e ignorar tudo o que ouvi. Mas não podia.
— Não sente nada quando me aproximo assim. Não é? — Aproximei meu rosto sussurrando a sua orelha, Thalia deu um pequeno suspiro e seu corpo tremeu por inteiro, arrepiando-se em seguida. — E não sente nada... Quando meus lábios ficam assim, tão próximos dos seus. — Continuei a sussurrar enquanto aproximava perigosamente nossas bocas.
A boca de Thalia se entreabriu, sua respiração pesada chocou-se contra meu rosto. Pouco tempo depois de tanta tortura ela não resistiu, aproximou o rosto investindo em um beijo. Esse que obviamente não permiti. Recuei meu rosto e afastei meu corpo do dela no mesmo momento. Lhe devolvendo o celular.
— Então nos vemos amanhã na escola. — Me virei e caminhei voltando ao elevador. — Ah... E mais uma coisa. — Novamente a encarei. — Se não sente nada por mim. Não faz sentido sabe... Isso que estamos fazendo. — Apontei para ela e para mim. — Está tudo acabado. — Dei de ombros.

E me virei. Seguindo ao elevador novamente, apertando o botão.
As portas se fecharam e a ultima coisa que pude ver foram seus olhos azuis. Confusos e perdidos. Meu coração estava disparado se tivesse de ficar ali por mais um segundo não resistiria... Thalia me deixava louco! Minha vontade era voltar lá e continuar o que estávamos fazendo no carro.
Mas fazer o que não é? Parece que o destino não quer mesmo a gente junto...
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